04 março 2008

O Clássico do Ódio em Ribeirão

Breves considerações sobre o duelo do dia 16:

1. A diretoria do Palmeiras merece créditos por não ter se omitido desta vez. Pode ser condenada por todos os outros jogos disputados longe de SP, mas não por este próximo, exatamente o mais importante. Se
não podemos mandar o clássico em nossa casa, não será por omissão, mas sim pela intransigência quase desonesta do senhor Marco Polo Del Nero e de seus asseclas;

2. Diante da eterna má vontade contra o Palestra Itália (resquícios de 1942?), lutar contra a inversão de mando que só beneficiaria a escória constitui uma enorme vitória;

3. Levando em conta o fato acima e a interminável reforma do Pacaembu, parecia não haver outra solução a não ser levar o Clássico do Ódio para o interior;

4. Ribeirão Preto é longe (e a viagem é cara), mas poderia ser pior. Imaginem só se se tivéssemos de voltar a Rio Preto mais uma vez;

5. O único erro que pode agora ser imputado à nossa diretoria é o de ter assinado este regulamento atual, que cede à FPF os mandos de clássicos e deixa o Santos com toda a vantagem do mundo. Seria digno rever este artigo para os próximos anos;

6. Não teremos direito a concretizar o mando de campo em nenhum dos três clássicos que disputamos nesta fase classificatória;

7. Podem escrever aí: na semana anterior ao clássico, teremos de conviver com as canalhas declarações bambis, na linha "seria melhor se o jogo acontecesse no nosso estádio";

8. Peço desculpas pela contundência da afirmação, mas ela é incontestável: todo e qualquer incidente envolvendo torcedores rivais nos longos 330 km de estrada entre o Palestra Itália e o estádio Santa Cruz, em Ribeirão, no próximo dia 16, podem ser colocados na conta do senhor Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e inimigo íntimo do clube para o qual diz torcer.

***

No dia em que deveria acontecer o julgamento do Luxa, a FSP me sai com a reportagem "Tribunal "frouxo" definirá punição a Luxemburgo". Porra, frouxo? É ou não é uma tentativa de complicar a nossa vida?

11 comentários:

victor disse...

Marco Polo Del Nero=mustafento

Leonel disse...

concordo que a diretoria mandou bem, mas acho forte demais vc falar em clássico do ódio.... meio que inspira a violencia, nao acha?

mancha z/s disse...

mas o foda eh que eu nem tenho grana pra ir ateh ribeirao..... vou ficar por aqui. se fosse no panetone eu podia ir...

Forza Palestra disse...

Mas sempre foi assim, mermão, e nunca vai deixar de ser. Eles construíram isso ao longo de toda uma história de sujeiras. Não há meias palavras aqui; eu escrevo o que penso mesmo.

Craudio disse...

Eu reitero minha posição: quebrar as cidades do interior a cada jogo. Aí, ninguém mais correrá o risco de ter q viajar pra ver seu time quando tiver mando de jogo.

Experimenta jogar umas bombas lá no Pingüim pra você ver...

MANCHA IPIRANGA disse...

SEI LA CARA.


SE EH PRA FICAR INDO JOGAR PROS CAIPIRAS EU PREFRIA JOGAR NA CASA DOS BICHAS E, GANHAR DELES LAH DENTRO MESMO....

luiz - uberlândia disse...

Sinceramente, querido Amigo Rodrigo: possa saber, vão mandar o jogo em Ribeirão porque com certeza É mais lucrativo.

com a maior tranquilidade do mundo quero lhe afirmar isso. O fato é que deve ter sido economicamente mais viável. só isso.

Agora vou falar de um assunto que não entendo (ou entendo pouco), mas arrisco: 1) - somos a maior torcida da cidade de São Paulo.. 2) - portanto, em qualquer lugar que jogarmos dentro da grande são paulo (desde o campo dos meninos do jockey até no pacaembú ou no morumbi) estaríamos jogando, de certa forma, 'em casa'. Daí, penso ser um exagero dizer que há "inversão no mando de campo" se jogássemos no morumbi. Continuaríamos na cidade onde somos maioria, e estaríamos jogando num estádio onde já mandamos milhares de jogos (além de ser um ambiente construído com dinheiro público, diga-se de passagem..).

Mas o importante é a troca de idéias. Com ela, aprendo. Muito obrigado, sinceramente.


abraços verdes,

Luiz, Uberlândia

luigi sep 1914 disse...

Também sou a favor de jogar na gaiola do que jogar DE NOVO no interior!
PQP! pra diretores, conselheiros,e tc ´fácil por um jogo no interior, não pagam nada mesmo, viajam com o clube e quando não o fazem, viajam com o $$$ do clube...
Foda-se que a gaiola é o campo delas, clássico sempre foi lá, desde sempre, então que fosse lá pelo menos dessa vez, já que o pacaembu está interditado...

Mas foda-se, só pra não passar batido...

... CHUPA gambá!
Fomos, somos e seremos superiores, sempre!

Forza Palestra disse...

Luiz, meu caro,

Afirmo categoricamente que a transferência do jogo para Ribeirão Preto nada tem a ver com o aspecto financeiro. Ao menos não desta vez.

Vejamos:

Palmeiras e SCCP levaram, domingo, 49 mil pessoas ao Jd. Leonor. A R$ 20 a arquibancada, a renda chegou perto dos R$ 890 mil.

Se a diretoria alviverde estivesse pensando apenas no dinheiro, aceitaria de bom grado a inversão deste mando, pois o público no Jd. Leonor certamente se aproximaria destes 50 mil. E aí, a R$ 30, a renda poderia muito bem ultrapassar os R$ 1,2 milhão.

R$ 1,3 milhão!

Considerando que a PM deve liberar não mais do que 30 mil ingressos para este clássico no estádio Santa Cruz e que a arquibancada deve sair pelos mesmos R$ 30, podemos imaginar uma renda na casa dos R$ 750 mil, se tanto.

R$ 1,3 milhão x R$ 750 mil?

Parece claro, portanto, que a decisão nada tem a ver com a perspectiva de arrecadação. Muito pelo contrário.

Por sinal, volto a insistir no seguinte: jogos no interior não proporcionam as arrecadações milionárias que muitos imaginam. Te apresento o exemplo de Rio Preto, com rendas na casa dos R$ 200 mil. Bastou um jogo no Palestra Itália para o Palmeiras alcançar um valor quase 3 vezes maior.

Simples assim.

Jogos no interior representam rendas similares às obtidas na capital (e, às vezes, menores), com os desgastes adicionais de viagem, calor etc.

O Palmeiras gostaria de mandar o clássico em sua casa (e a capacidade do Palestra é somente um pouco inferior à do Santa Cruz), mas foi impedido pela desonesta administração da FPF.

Assim, e como existe ainda um pouco de dignidade entre nossos dirigentes, não houve outra solução a não ser esta.

Em relação ao segundo assunto, já começo por dizer que não temos a maior torcida da cidade de São Paulo. É fato que não temos.

E jogar no antro do Jd. Leonor jamais significa jogar em casa, e é simples explicar isso, meu caro: além de ser mantido por aquele corja, aquele lugar é o símbolo maior de toda podridão que constitui a história do SPFC. Quem vai jogar lá é obrigado a conviver com aqueles distintivos bambis, sistema de som, placar, vestiários, setores de visitante na arquibancada etc.

É fora de casa, mano!

Seria o mesmo que algum time vir ao Palestra jogar contra o Palmeiras.

É fora de casa!

luiz - uberlândia disse...

mas (1º assunto) tem (ou penso que tenha) uma puta grana que a cidade paga para que o time venha jogar na mesma..

aqui em Uberlândia, por exemplo, foi paga uma verdadeira bala para o flamengo vir jogar aqui contra o paraná clube (BRA/07) - desconsideram a renda. A renda do estádio naquela oportunidade, aliás, foi doada a instituições de caridade. (o que tampouco seria o caso de Palmeiras x são paulo, já que a renda é do mandante)

Será que não seria também o caso de Ribeirão com relação aos jogos do Palmeiras?

2º assunto: caso encerrado. estou convencido. (embora Luigi, Mancha Ipiranga, entre outros continuem disconcordando...)

abraços verdes!,

luiz, uberlândia

Mario disse...

Fala Palestra,

Antes de mais nada, obrigado por adicionar o Opinião Verde na sua lista de links e por visitá-lo.

Sobre o jogo contra os bambis, há anos que precisamos lavar a alma contra os viadinhos do Jardim Leonor.

Não basta apenas uma vitória neste jogo. Vai ser preciso pegá-los novamente na semi ou quem sabe na final para trucidá-los em campo.

Fora de campo, tenho medo do que aconteceria. Estamos engasgados com tanta MERDA que eles vêm falando há anos, sem parar.

Mas acho que os tempos já estão mudando, e fatos como a vinda do "Emperrador" e do "Cazalbé" são sinais de que perderam a mão na sua síndrome bichística de achar que com eles tudo dá certo, e que não erram nunca.

Acho que em 2008 estamos prestes a assistir um ano de uma deliciosa redenção. E que seja nossa!

Títulos + bambis fudidos: o que poderia ser melhor?

Um abraço.