07 outubro 2008

Notícias da guerra fria

De estocada em estocada, em doses a cada dia menos discretas, a campanha midiática em favor dos leonores tende a crescer em ritmo progressivo daqui até o próximo dia 19. Seja em pequenas notas de painéis, em reportagens claramente mal intencionadas ou em entrevistas com caráter institucional na TV aberta, a mídia esportiva se esforça para inventar os fatos que lhe convém: sim, meus caros, o SPFW é o único time que consegue subir mesmo sem sair do lugar já há cinco rodadas.

Não que eu esteja duvidando das chances de eles chegarem ao título. Pelo contrário, e meus posts anteriores demonstram isso. A questão toda é que tenho a obrigação de lembrá-los uma vez mais: a guerra fria orquestrada pela mídia leonor tende a ficar pesada, motivo pelo qual devemos ter atenção a tudo o que virá dos tablóides, dos fanfarrões da TV e dos boletins ditos imparciais.

Para completar, o domingo trouxe de presente as eleições do ex-judoca e do anão de jardim (Leonor), um palhaço que infelizmente tende a ganhar mais espaço para proferir suas cretinices bambis. Mais maléfico que ele, no entanto, é o tal vice de marketing dos alienados, que fez do Mesa Redonda de ontem quase um palanque para defender o inexplicável – e incoerente - projeto para salvar aquele antro que ‘elas’ chamam de estádio.

Em vez de jornalismo, tivemos uma apresentação institucional do apressado planejamento bambi com vistas a 2014 – e isso ainda vai encher muito o saco. Coisa tosca, que beira o desespero. Tudo, é claro, com direito a aparições do arquiteto vagabundo, aquele mesmo que andou dizendo besteiras sobre o nosso rival, e, claro, do marqueteiro calhorda, que estava também no estúdio. Sobre este crápula, por sinal, vale a pena conferir isso, isso e isso.

Enfim, a guerra fria está começando. Mas esse jogo baixo é coisa dessa gentalha oportunista. Deixemos que os bambis se afundem a cada
dia mais na sujeira à qual estão acostumados. Sem ingenuidade, claro, mas não é o caso de entrar no jogo sujo. Vamos fazer a nossa parte dentro de campo, como deve ser.

***

MARCIO BRAGA, O FANFARRÃO

Merece uma nota de rodapé e nada mais, mas o fato é que chega a ser comovente a constatação de que o coitado do Márcio Braga, um conhecido fanfarrão, não aprendeu a lição mesmo depois daqueles 4 a 1 de quase 30 anos atrás. Deixe estar.

13 comentários:

Daniel disse...

nossa eu vi isso mano... patetico o mesa redonda... os caras pareciam uns paga paus dos bambis

Craudio disse...

Releve o Braga. Carioquíssimo!

Marcos disse...

esse mesa redonda foi o mais escroto de todos os tempos

Forza Palestra disse...

Que nada, japonês. Eu acho até bom que ele dispare uma declaração dessas. Só estou registrando que ele deveria ter aprendido a lição de 1979.
Abraços

César Bernardi disse...

Esquece o Braga. O cara esquece que tem Caio Júnior no banco.

E isso significa que o Flamengo sofrerá o Efeito Caio Júnior, ou seja, perdera em algum momento crucial, acabando com suas pretensões no campeonato.

Cooper disse...

Decepção com o jornalismo all around. Infelizmente, maus profissionais dominam o mercado e informam equivocadamente. Ou seria melhor, por mais clichê que seja, "desinformam"?
Ainda acho que uma das melhores profissões do mundo deve ser a de comentarista esportivo. Ganhar dinheiro pra falar bobagem e opiniões, sem precisar de embasamento verídico, porque pode apelar para o sentimento. Enfim...
Por isso vocês têm um papel muito importante, disseminando um conhecimento específico que eles não se dão ao trabalho de ter. Pena que não ganhe dinheiro com isso... Já me disseram mesmo que quem vive de paixão morre de fome...

mancha z/s disse...

imprensa de filhos da puta!!!!!!!!!!

palestra1914 disse...

Barneschi e amigos , o que mais me chamou a atenção nesse programa de domingo - o Mesa Esdrúxula - foi o fato de em nenhum momento dar a mínima impressão de que foi produzido pelos jornalistas do próprio programa e sim uma 'matéria' conduzida pelos próprios bambis! Ridículo!!!! Os bambis só fizeram isso para não dar a impressão de que estão ficando para trás. Típico!

Quanto ao Márcio "Clodovil" Braga , nada a comentar. Só posso dizer que , fala o que quiser o presidente de um time que tem nas últimas 10 rodadas , 8 jogos em casa. E ele falou!

Abraços ,

Bruno D'Angelo.

luiz - uberlândia disse...

Rodrigo,

como sou um aficcionado (esses 2 'cês' foram abolidos?!) pelo seu blog, às vezes (todas as vezes!) misturo as coisas e resolvo falar as coisas por aqui como se fosse para mim mesmo...!!! Desculpem-me os exageros de sempre!

bom, mas firme nesta linha, desde logo lhe pergunto: por que incomoda tanto tudo o que é dito na imprensa 'contra' o Palmeiras ou 'a favor' do são paulo?

e essa minha pergunta vai acompanhada sim, de um certo tom de desprezo à mídia desportiva, sobretudo àquela ligada ao futebol.

Eles, os jornalistas esportivos, são, na minha opinião, venais. E, os que não são venais, são TORCEDORES. E palpiteiros.

Recomendo brilhante artigo escrito no sitio www.cidadedofutebol.com.br, que tratou do empirismo no dia-a-dia dos profissionais no jornalismo esportivo.

Eu sempre disse: basta que nós vençamos o nacional para que a imprensa 'fale bem' do Palmeiras.

abraços verdes,

luiz, Uberlândia

Luiz - uberlândia disse...

Não sei postar o link do artigo.

segue, abaixo, o inteiro teor do mesmo:




Empirismo marca dia-a-dia de profissionais no jornalismo esportivo
Análises dos profissionais sobre o futebol são pautadas por experiências e visão pessoal
Autor: Guilherme Costa *



As análises sobre o dia-a-dia da modalidade, das equipes e dos atletas fazem parte do cotidiano de qualquer torcedor ou aficionado por esportes. E também são a base do trabalho de qualquer jornalista esportivo. Mas o que diferencia o conteúdo das visões de apaixonados e profissionais? Muitas vezes, apenas a experiência.
Apesar de falarem sobre tática, rendimento físico e desempenho técnico, muitos jornalistas apostam apenas no conhecimento empírico. Não existe um curso de formação esportiva para profissionais de imprensa que transmita uma base voltada à prática (dados de treinamento, jogadas ensaiadas, processo de montagem de times, etc.).
"Nosso curso apenas dá uma visão geral, com técnicas de postura de voz, redação e algumas abordagens sobre outros assuntos. Sem dúvida, o empirismo é um problema presente em diversas áreas do jornalismo", aponta Paulo Rezende, coordenador de cursos e eventos do Senac, que oferece um módulo jornalismo esportivo com carga de 56 horas.
O conhecimento utilizado pelos jornalistas para analisar o futebol é oriundo de observação. Em alguns casos, sobretudo quando os personagens em questão são ex-atletas, há a adição de conhecimento empírico aos dados captados por acompanhamento. O mais difícil, porém, é que essas informações sejam enriquecidas com conceitos de treinamento ou de áreas complementares no trabalho do esporte.
"Acho curioso o grupo de profissionais questionar o trabalho de um treinador ou de um médico sem nenhuma base científica ou em alguns casos sem sequer pensar na intenção daqueles profissionais com determinado trabalho", pondera Rezende.
A falta de preparo de muitos jornalistas fica evidente na abordagem de questões menos presentes no dia-a-dia do jogo. Falar sobre o que acontece em campo faz parte da rotina de qualquer aficionado pelo esporte, mas entender meandros de formações táticas ou trabalhos físicos é um desafio maior.
É comum, por exemplo, o preparo físico de determinada equipe ser questionado quando há uma queda de rendimento no segundo tempo. O que poucas pessoas consideram é que, assim como qualquer problema no futebol, não se trata de algo com causa e explicação isolada. Um time pode parecer correr mais se estiver mais bem disposto em campo ou se adotar uma formação que limite as ações do adversário, por exemplo.
O problema ligado ao empirismo está diretamente ligado à gênese do jornalismo esportivo. As coberturas de eventos surgiram com o formato de crônicas, com impressões pessoais e individualizadas sobre o jogo. A narração romântica predominou durante grande parte do século XX e foi gradativamente perdendo espaço para um conteúdo de perfil mais informativo.
Essa mudança criou uma necessidade diferente para os profissionais da área. Em vez de relatar o ambiente ou de contar histórias sobre os jogos, os jornalistas precisaram adquirir conhecimento para fazer análises mais profundas. Nesse momento, esbarraram na formação com pouca ligação ao conteúdo técnico.

* Colaboraram Bruno Camarão e Rubem Dario




valeu!,

luiz, uberlãndia

Forza Palestra disse...

Luiz,

A questão não é essa, mas sim que a mídia tenta construir uma imagem que não existe. E faz isso de maneira insistente, normalmente nos detalhes. Mas, se necessário for, eles apelam. É o que estão fazendo agora. Vou publicar mais um post hoje à noite sobre este assunto. Vale conferir.

Abraços

palestra1914 disse...

Os bambis agem da seguinte maneira : pode estar tudo podre por dentro , mas elas tentam mostrar que está tudo lindo e maravilhoso... um verdadeiro mundo cor-de-rosa!
É aquela história de que , se uma puta (ou prostituta para os mais puritanos) se vestir como uma madame e na frente ods outros se comportar como uma madame , ela será tratada como uma madame mesmo sendo uma puta. Desculpe se o Raphaello já fez essa comparação , mas é isso que acontece!

Abraços ,

Bruno D'Angelo.

Forza Palestra disse...

Vejam aqui a última do palhaço goleiro reserva bambi. Nem preciso comentar...