07 outubro 2008

Tropeçando nos números

O titular do Painel Leonor voltou de férias ontem, assinou a coluna de hoje e mandou de volta para a reportagem o interino que tanta besteira fez no último mês. E aí, vejam vocês, as aberrações não poderiam parar em outro lugar que não a notícia destinada ao Palmeiras, pautada em um equivocado – e mal intencionado – exercício numérico, na linha do “vamos provocar impacto com a manchete e jogar números na cabeça do leitor desatento para provar a nossa teoria”. Eis o que temos no título e na linha fina:

Palmeiras, no sprint final, testa ponto fraco
Técnico Vanderlei Luxemburgo tem tido pior performance fora de casa
Com aproveitamento de 38,1% fora, time, que pega o Figueirense amanhã, é o pior no quesito entre seus principais concorrentes

Claro, não custa nada dar uma alfinetada no Madureira. Titio JK há de gostar. E a matéria, no intuito de comprovar uma tese equivocada e já desgastada, vai capengando do início ao fim, motivo pelo qual eu priorizo o que existe de mais relevante para a missão do jornalista, ou seja, "vamos mostrar que o título vai para o Jd. Leonor".


Vejamos novamente o que traz a linha fina: “Com aproveitamento de 38,1% fora, time, que pega o Figueirense amanhã, é o pior no quesito entre seus principais concorrentes.”

O texto é claro: “... (o Palmeiras) é o pior no quesito entre seus principais concorrentes...”

Ficamos sabendo então que o Grêmio tem 47,6%, assim como o Flamengo. O Cruzeiro, por sua vez, conquistou 40,2% dos pontos, algo que a matéria não informa.

Ok. E o SPFW, logo aquele que voltou a vencer fora de casa no domingo depois de um longo e tenebroso inverno?

Lá no final, discretamente, a reportagem informa que o SPFW chegou agora a 38,1%. Opa: 38,1% é também o aproveitamento do Palmeiras longe de sua casa, não é?

Se formos aplicar os critérios de desempate, no entanto, o alviverde fica à frente dos leonores, pois tem uma vitória a mais (4 a 3). Sendo assim, pergunto: como pode ser classificado como “o pior no quesito”?

Para completar, o repórter não leva em conta que o Verdão subiu na tabela justamente devido a dois de seus três últimos jogos como visitante, com importantes vitórias sobre Atlético-PR e Cruzeiro. Nada disso é mencionado no texto do ex-interino.

Mas há uma cutucada, mais uma, no Madureira:

"Vanderlei Luxemburgo tem tido seu pior aproveitamento fora de casa desde o início da disputa do Brasileiro no sistema de pontos corridos.

(...)

Coincidência ou não, nos Brasileiros de 2006 e 2007, em que também comandou o time do litoral, Luxemburgo não ficou com o título e teve aproveitamento inferior a 50%, como ocorre atualmente."


“Coincidência ou não”? Quanta canalhice! E não é coincidência, ao menos se levarmos em conta a intenção do ex-interino.

É tudo muito claro, ainda mais se observarmos que a página traz ainda outra retranca em tons épicos, destacando o esforço do abnegado goleiro bambi para retornar ao time. Algo na linha “Rogério treina sob chuva, mas ainda é dúvida”.

E vamos em frente. Coisa pior está por vir.

14 comentários:

luiz - uberlândia disse...

coisa de torcedor... TORCEDOR.

Juca Kfouri não passa de um torcedor de uma abjeta escória denominada corintians. nada mais.

o imbecil traça uma estatística (como se futebol vivesse de estatísticas) para (tentar) cutucar um gigante... SEM NENHUMA BASE, SEM NENHUM MOTIVO (aqui, principalmente), SEM A MÍNIMA DECÊNCIA.

Aliás, ele deve ser venal também. Nunca descobriram qualquer rolo dele, mas um dia aparece... quem tira uma de puritano demais, defensor da lealdade, "do bem" e dos bons costumes, costuma a ter o que esconder...

Desculpem-me, mas continuo recomenando (exatamente porque vem a calhar ainda mais agora, neste novo post), para situações quejandas, o brilhante texto abaixo:


Empirismo marca dia-a-dia de profissionais no jornalismo esportivo
Análises dos profissionais sobre o futebol são pautadas por experiências e visão pessoal
Autor: Guilherme Costa *



As análises sobre o dia-a-dia da modalidade, das equipes e dos atletas fazem parte do cotidiano de qualquer torcedor ou aficionado por esportes. E também são a base do trabalho de qualquer jornalista esportivo. Mas o que diferencia o conteúdo das visões de apaixonados e profissionais? Muitas vezes, apenas a experiência.
Apesar de falarem sobre tática, rendimento físico e desempenho técnico, muitos jornalistas apostam apenas no conhecimento empírico. Não existe um curso de formação esportiva para profissionais de imprensa que transmita uma base voltada à prática (dados de treinamento, jogadas ensaiadas, processo de montagem de times, etc.).
"Nosso curso apenas dá uma visão geral, com técnicas de postura de voz, redação e algumas abordagens sobre outros assuntos. Sem dúvida, o empirismo é um problema presente em diversas áreas do jornalismo", aponta Paulo Rezende, coordenador de cursos e eventos do Senac, que oferece um módulo jornalismo esportivo com carga de 56 horas.
O conhecimento utilizado pelos jornalistas para analisar o futebol é oriundo de observação. Em alguns casos, sobretudo quando os personagens em questão são ex-atletas, há a adição de conhecimento empírico aos dados captados por acompanhamento. O mais difícil, porém, é que essas informações sejam enriquecidas com conceitos de treinamento ou de áreas complementares no trabalho do esporte.
"Acho curioso o grupo de profissionais questionar o trabalho de um treinador ou de um médico sem nenhuma base científica ou em alguns casos sem sequer pensar na intenção daqueles profissionais com determinado trabalho", pondera Rezende.
A falta de preparo de muitos jornalistas fica evidente na abordagem de questões menos presentes no dia-a-dia do jogo. Falar sobre o que acontece em campo faz parte da rotina de qualquer aficionado pelo esporte, mas entender meandros de formações táticas ou trabalhos físicos é um desafio maior.
É comum, por exemplo, o preparo físico de determinada equipe ser questionado quando há uma queda de rendimento no segundo tempo. O que poucas pessoas consideram é que, assim como qualquer problema no futebol, não se trata de algo com causa e explicação isolada. Um time pode parecer correr mais se estiver mais bem disposto em campo ou se adotar uma formação que limite as ações do adversário, por exemplo.
O problema ligado ao empirismo está diretamente ligado à gênese do jornalismo esportivo. As coberturas de eventos surgiram com o formato de crônicas, com impressões pessoais e individualizadas sobre o jogo. A narração romântica predominou durante grande parte do século XX e foi gradativamente perdendo espaço para um conteúdo de perfil mais informativo.
Essa mudança criou uma necessidade diferente para os profissionais da área. Em vez de relatar o ambiente ou de contar histórias sobre os jogos, os jornalistas precisaram adquirir conhecimento para fazer análises mais profundas. Nesse momento, esbarraram na formação com pouca ligação ao conteúdo técnico.

* Colaboraram Bruno Camarão e Rubem Dario



Consigno que repeti o texto acima em 'copiar'/'colar' do comentário anterior simplesmente pelo fato de eu ser uma anta cibernética, incapaz de postar um link. Perdão, galera.

valeu!,

luiz, uberlãndia

palestra1914 disse...

Porra!!!Eu não tenho mais nada no estômago para vomitar!

Um sonho meu : colocar todos esses 'assessores' do jd leonor prá assistir a um jogo nosso - de preferência contra elas mesmas - no meio da arquibancada do Palestra e todos eles vestido de cor-de-rosa , com o nome de cada um nas camisetas e a identificação do órgão de imprensa em que 'trabalha'. Isso mesmo! É apenas um sonho meu...

Abraço ,

Bruno D'Angelo.

[SEP] Valmir disse...

Barneschi repare nesses Blog's e colunas de jornalistas, tipo MN, JK, PVC e outros babacas iguais.

Só tem ofensas ao Palmeiras, menosprezo.
Tem um maldito bambi que fica o dia inteiro percorrendo TODOS esses Blog's, o cara só fala mal do Palmeiras.

Não me leve a mal, mas eu acho que vcs gastam vela com mau defunto.

Já li tantas besteiras escritas por gente ALIENADA, que eu inclusive acho que para ter acesso a um PC, o cara deveria ANTES, fazer um teste de QI, tal a ignorância que demonstram a respeito de tudo, principalmente futebol.

Sei que vc lê e fica puto, quem não ficaria?
Mas eu aprendi a ignorar o que eles escrevem e me concentrar mais no que NÓS sabemos a respeito do nosso Palestra!

Eles são HIENAS, são CARNICEIROS.
A resposta nosssa é justamente o que incomoda eles de verdade.

O PALMEIRAS SENDO FORTE, VENCENDO, CONQUISTANDO.
Eles sempre falarão em "esquemas" para se justificar, mas o canéco estará na NOSSA Sala de Troféus.

Portanto essa Mídia tendenciosa, de leitores CRETINOS e DESOCUPADOS, eu quero que vá para a PQP!

abs
cara!

Filipe disse...

Pois é, maritaca.
Não posso deixar de cornetar: ocorre que não é o juquinha a assinar a matéria...

E empirismo é escola filosófica que nada tem a ver com a atividade jornalística de ir de encontro ao fato. Muito menos a de fazer análises profundas.

E se seu vô é abjeta escória, quem sou eu para duvidar, se é você mesmo quem se diz?...

luiz - uberlândia disse...

Meu jovem,

fico me perguntando se o sr. defende o seu curintia assim na porta da mancha.. gosta de ofender um roceiro/maritaco (verde, por favor) e sua cidadezinha pela internet, né!

o seu time é escória, abjeta. fede.

se o meu amado avô torcia pelo ou para o curintia, um defeito e problema dele. Ninguém é, foi ou deve ter a pretensão de ser perfeito.. a não ser que seja essa porra de curintiano, que se acha o máximo só porque é a maior da favela...

Quanto à culta lição que me passou, agradeço-a, sincera e humildemente.

quanto ao texto escrito por jornalista e colega seu de profissão que copiei/colei, entretanto, penso que deveria pelo menos merecer respeito e reflexão, ainda que com ele não concordasse, já que se trata de um esforçado e brilhante trabalho.

até breve, jovem mosqueteiro, quando farei questão de te encontrar na próxima vez que eu for à capitar.

luiz, uberlândia

piriquito verde e branco disse...

palestra1914 masoquistaaaaaaaaa heheheheehe zuera.

Estava pensando com os meus botões:o ''tubo de conexão'' PVC não é PALMEIRENSE??????E por que ele fica com essas matérias xoxas sobre o time pelo qual ele diz torcer?

Juro que eu quero entender,mas é muito complexo..........

Craudio disse...

Das duas uma: ou ele não considera a bambilândia como principal concorrente (e, conseqüentemente, joga a toalha) ou foi atingido por uma soberba típica dos leonores, considerando que o título já está ganho.

E perguntar não ofende: alguém consegue ler as monografias de überlandia?

No mais, um abraço ao Vitor, o nosso caubói viado (vide orkut).

luiz - uberlândia disse...

pelo pouco que eu entendo o negócio funciona mais ou menos assim: lê quem quer.

abraços,

luiz, uberlândia

ClaudioYidaJr disse...

Ofendeu...

marcel mv zl disse...

hahahahah o craudio tem razão.

Eu quando vejo que tem mais de 13 linhas, já passo hahahaha

César Bernardi disse...

O problema do PVC é, a meu ver, o mesmo do Beting: conceitual.

O conceito de imparcialidade deles é torpe. A meu ver, ambos confundem não puxar o saco de um time específico com detonar o próprio time, afim de parecer que não se seguram para atacar ninguém.

O Beting ainda elogia o Palmeiras às vezes, e parece ver nesse equilíbrio entre atacar e elogiar o time a sua imparcialidade (discordo, mas é o que ele parece fazer).
Já o PVC nem elogia, me parece que a balança dele já pende o suficiente só por torcer para o Palmeiras.

Ou então os dois são uns putos pau-mandados de bambis.

Cooper disse...

Mexeu com quem adora números. O sr. tem toda razão. Tenho vergonha alheia por esses idiotas...

André Dias disse...

Caro Barneschi

Concordo que essas matérias da Folha, baseadas em números, são uma merda. Pura forçação, além de mal feitas. Mas, por favor, caia na real, como jornalista racional que é. Quando é pra criticar o time do "Jd leonor", com matérias do tipo "SP tem pior desempenho nos pontos corridos dos ultimos anos" ou "Defesa é a pior do ultimo cinco campeonatos", etc e etc, eles tb o fazem. Portanto não há favorecimento. Por favor, vai...

Anônimo disse...

Obrigado por Blog intiresny