12 fevereiro 2009

Tiro no pé

Como se sabe, o escriba do Painel Leonor tem relações bem particulares com certas alas da 'torcida' bambi. É natural, portanto, que sua coluna diária traga notas como esta aqui:

Perigo. Há pelo menos 15 dias integrantes de torcidas organizadas do São Paulo já sabiam que o clube só destinaria 10% dos ingressos para o Corinthians no domingo. Planejam emboscadas.
Não há novidade, pois a turba de moleques inconseqüentes se notabilizou por esse tipo de conduta. Não apenas nas proximidades do estádio, mas também em pontos afastados.

Lembro, por exemplo, que eram comuns entre o final da década de 90 e a primeira metade dos anos 2000 as emboscadas feitas contra o nosso bonde na Vila Mariana ou na Ana Rosa. As moças até levaram vantagem na primeira vez, pois fomos pegos de surpresa, mas depois tomaram o contra-ataque. E aí elas nunca seguram.


Enfim, o texto que vem abaixo não deve ser interpretado como apoio formal aos rivais da zona leste, embora eu saiba que é assim que pode parecer. O fato é que toda essa polêmica sobre o clássico do próximo domingo trouxe à tona algumas lembranças de estádio, das melhores que tenho. Como este blog trata de arquibancada, é justo dividir certas impressões com vocês.

Acontece, e é isso que os bambis não percebem, que a decisão de destinar apenas 10% dos ingressos para a torcida do SCCP é um tiro no pé. Claro que a medida faz sentido contra Palmeiras ou Santos, pois estes dois têm seus estádios e destinam apenas 10% da carga para os bambis, mas não é isso o que registra o histórico de SPFW x SCCP, um clássico que, comumente disputado no estádio delas, sempre teve metade dos ingressos para cada torcida.

JJ Scotch Whisky só se dará conta do equívoco quando seu time tiver de enfrentar o rival no Pacaembu, com as meninas espremidas no setor lilás. Por enquanto, ele pensa estar em vantagem, apoiado que é pela farsa, mais uma, da suposta briga com a FPF. Mas nem agora a vantagem se fará notar, e é então que chego a um depoimento bem particular, mas necessário diante das circunstâncias:

Desde 2005, não temos mais divisão igualitária de ingressos em clássicos contra os leonores. Jogamos uma na nossa casa e outra naquele antro, sempre com a proporção de 90% para 10%, a mesma imposta agora para a torcida do SCCP.

Saibam, rivais da zona leste, que ser minoria contra a sub-raça pode ser bastante favorável. A começar pelo fato de nunca se concretizar a proporção de 90% a 10%. Porque elas não são capazes de encher o estádio por conta própria, de tal modo que não será possível se aproximarem dos desejados 50 e poucos mil torcedores (?) a favor.


Os bambis serão maioria, é evidente, mas será uma maioria que não se faz notar, pois toda ela é gordurosa. Trata-se de uma massa acéfala, que tanto conhecemos por sua inoperância e falta de alma. E serão facilmente calados, como foram sempre que estivemos no Jd. Leonor em minoria absoluta. Foi assim em 2005 e 2006, nos jogos decisivos da Libertadores, e em 2008, na semifinal do Paulista.

Os dois primeiros, com a nossa torcida dividida (mas não desmobilizada, como pretendiam os leonores) nos dois setores inferiores do amarelo, são especialmente marcantes, porque nunca fomos tão Palestra como naquela situação. Nunca valeu tanto a pena ir para a guerra contra essa gente.

O que não enxergam os dirigentes leonores é que a supremacia na arquibancada é enganosa, pois a massa gordurosa está lá apenas para fazer volume: a maior parte do público não canta, não apóia, não se faz presente. Não são torcedores, mas consumidores, bem a caráter.

A torcida adversária, pelo contrário, será composta apenas por guerreiros, que vão a campo com o espírito armado e com a disposição redobrada, pelo significado do clássico e pela adversidade momentânea. Em outras palavras: vão os torcedores organizados e aqueles que têm o mesmo instinto guerreiro.

Foi com essa pegada que chegamos ao Jd. Leonor naquelas noites frias de 2005 e 2006. Em comboio de dezenas de ônibus, contra a horda de alienados e em território hostil. Mas fomos para a guerra!

Havia, sem exagero, pelo menos 100 torcedores em cada ônibus, uma lotação poucas vezes vista. E me lembro com nitidez do momento em que descemos dos veículos para a praça, desafiando até os policiais que tentavam evitar o conflito iminente. Um deles lançou: “Porra, vocês estão em minoria aqui e ainda querem enfrentar essa multidão que está por todos os lados?”

Sim, queremos! Porque nós somos Palestra. Porque nós temos sangue. Porque nós temos alma. Porque nós temos história. E, a bem da verdade, porque não havia ali muita opção.


Havia inimigos por todos os lados, pelo alto, por baixo, pelos lados, na praça, onde quer que fosse. Parecia claro que os despreparados PMs não seriam capazes de segurar a massa dos caras e coube a nós fazer aquilo que se espera numa situação dessas: atacar primeiro.

E assim foi. Do lado de fora e do lado de dentro. Éramos seis mil contra 50 e tantos mil. Mas lutamos do início ao fim. Cantamos sem parar e, em muitos momentos, a nossa voz era mais ouvida do que a de toda aquela multidão acéfala.

Foram duas noites, a de 2006 um pouco mais, em que a alma palestrina prevaleceu como nunca. Perdemos dentro de campo, é verdade, sendo uma delas em um roubo grotesco, mas batalhamos como nunca – e esta é a honra que um bambi não pode ter.

A massa alienada só se fez notar após os gols e já com o jogo definido. Mas não era a manifestação típica de quem vai ao estádio para empurrar seu time à vitória. Isso é pra quem tem alma. O grito que saía das gargantas leonores não era aquele que vem do fundo do coração, carregado de amor pelo seu clube e de ódio pelo inimigo. Era um grito afetado, transparecendo a arrogância e o pretenso orgulho que caracterizam a geração vitrine.

Foi ali que eu percebi que não há nada melhor do que fazer a guerra contra os leonores com um jogo em casa e outro fora. Porque nós conseguimos nos impor no Palestra e porque a massa alienada só sabe fazer número mesmo em situação favorável.

Portanto, rivais da zona leste, é compreensível a indignação de vocês e a declaração de guerra contra o clube do Jd. Leonor deve ser levada a sério. Não demora muito, e vocês logo perceberão que toda a polêmica orquestrada pelos dirigentes bambis vai se voltar contra eles. Ao final, o que importa é que temos agora a chance de reparar um erro histórico.

Por enquanto, vale para vocês o que vale para a gente: 6 mil guerreiros têm mais poder que todo um estádio lotado de alienados. O que está em jogo é a alma, e isso a sub-raça nem sabe o que é.

JJ Scotch Whisky está dando um belo de um tiro no pé.


***

Ainda sobre o mesmo assunto, recomendo a leitura de mais um belo post do Cruz de Savóia.

24 comentários:

Xadrezderua disse...

Mais uma vez, parabéns, Rodrigo "O Guerreiro" (acredito que o grande Cléo, que tive a honra de conhecer, permitiria que eu usasse a alcunha a ele destinada).

O fato de ter meus filhos hoje, faz com que eu pense 2 vezes antes de me dirigir ao Murumbi. Porque me conheço e sei que posso extrapolar contra a corja de ratos oriundos do esgoto, conforme a "escória" conta...Não provocando, mas me defedendendo do câncer que essa gente representa.

Há algumas semanas, mais uma vez fui obrigado a me impôr como TORCEDOR, contra um oportunista bambi. Quase saiu porrada.. Imagina no Murumbi, com meus filhos (ou sem eles, mas a responsabilidade é igual).

De qualquer forma, estamos solidários aos TORCEDORES do SCCP, nessa guerra a ser travada contra o lixo...

Corinthians é RIVAL (respeito)
spfw é INIMIGO (eu cuspo em cima)

Em qualquer jogo naquele antro, eu evito comparecer

Giovanni disse...

Quanta palhaçada em pouco espaço! Só podia ser um torcedor daquele LIXO de time. Atacaram primeiro porque estavam coberto pelos policiais, se não tivessem protegidos, a historia seria outra.
Mas tem umas coisas pra ponderar: dos 55 mil torcedores 70% vão de boa e a porcentagem restante vão para brigar. E quando tem jogo naquele xiqueirinho minúsculo, ocupamos cada centímetro que nos é destinado, preparados para o que der e vier.
Não seria nenhuma supresa caso (as torcidas) se juntarem com as frangas, que são do mesmo nível de vocês em tudo.

Vamos ser sinceros, a diretoria das frangas e das porquinhas estão a ano-luz atrás da do tricolor. Nunca dependemos de parceiros para montar nossos times. Infelizmente isso vai acabar nos porquinhos, esse Beluzzo tem a capacidade de diminuir a distancia que nos separam, mas ele vai ter muito trabalho pela frente.

RESUMINDO, um pouco do ódio de vocês vem da INVEJA. Que é perfeitamente compreensível.

Luiz disse...

O comentário do babaca acima é o perfeito exemplo da arrogância leonor.

Quanto ao que fazem no Palestra quando vão lá... eu vi bem neste último jogo no brasileiro. Mesmo na frente a maior parte do jogo, mal dava para escutar, depois do primeiro gol nosso então... sumiram.

Lembro-me que em 2006 tinha uma porra dum camarote da Sportv na numerada superior amarela, aí entrou uma vadia com a camisa delas, coitada... teve que ir embora!

Malditas barricas!!

Adeilton disse...

essa união palmeiras + corinthians. só reforça o quanto o sao paulo é grande e assustador para vocês.

vocês ficam com esse papo de rival, mas parecem duas comadres assustadas ante o poderio tremendo do são paulo.

se o são paulo fosse um timeco que não ganhasse nada, não estariam nem um pouco preocupados com a "sub-raça alienada" e cheio de teorias conspiratórias.

se o SPFC não fosse campeão todo ano, com times melhores que os seus, nem se importariam com a "bambizada" ou os "leonores". seríamos apenas um timeco desprezível.

e, se fosse esse o caso, vocês estariam se matando. mas, não, na seca de títulos vocês se juntam contra o SPFC.

Uma dica para este blog, que, vez ou outra, tem ótimos textos:

escreva mais sobre o Palmeiras. e critique o corinthinas de vez em quando, só pra disfarçar (até o palmeiras é criticado aqui, mas os gambás nunca!)

Forza Palestra disse...

Armando:
Valeu! Mas eu não mereço tanto.

Giovanni:
1. Começo pelo pequeno detalhe com o qual você perde tanto tempo:
Eu sei lá se você foi àqueles jogos de 2005 e 2006, mas o fato é que aquele antro maldito não oferece nenhuma condição de segurança à torcida visitante em uma situação como aquela ou como a de domingo. No entanto, volto a dizer que os guerreiros visitantes (nós lá atrás ou os caras agora) seguram toda a massa de alienados sem muito esforço. Pra reforçar: atacar primeiro era a única saída possível naquele momento. Porque nem PM nem nada iriam segurar o bando que nos esperava. E foi assim também na saída, quando os coxinhas simplesmente foram liberando a nossa torcida aos poucos e tivemos de, totalmente desmobilizados, enfrentar alguns dos idiotas que estavam ali na praça. E ainda há os alienados que acreditam que aquele lugar oferece alguma segurança.
2.Frangas? Você inventou agora esse termo para designar os gambás? Porra, não seriam vocês as frangas?
3. Vocês chegam escoltados no Palestra e não representam qualquer ameaça, seja dentro ou fora do estádio. Acredito que aqueles 2 mil e tantos até vêm dispostos a tudo, mas eu posso te garantir que não seguram nada. No entanto, cidadão, o nosso estádio está em uma região que permite o acesso de duas torcidas nessa situação, bem ao contrário do que naquele antro da zona sul.
4. Viu só? É isso que um bambi não entende. O que está em discussão neste blog é a “torcida” e não os “dirigentes”. Ficou claro agora? Não é o caso de discutir competência das diretorias, mesmo porque eu não sou dirigente, mas torcedor. E é o mesmo com você, bambi alienado. O que discute é a postura de uma e de outra torcida, e aí vocês não têm nem o que falar.
5. Por sinal, a diretoria de vocês é um espelho da torcida de merda, que carrega para todos os cantos essa genética oportunista e suja. Vá conhecer a “história” do seu clube antes de falar merda!

Adeílton:
Que união?
O que eu exponho aqui é a minha opinião e nada além disso. E ela procura combater exatamente os sucessivos esforços midiáticos no sentido de propagar uma realidade que não existe. Recomendo a você que leia o blog Cruz de Savóia, este que eu indico no post. Talvez a sua alienação diminua um pouco diante disso. Ou não, mas aí o problema é todo seu.

Vitor MV disse...

Barneschi, apesar de aquelas duas noites terem sido muito desagradáveis,também foram noites que eu me senti mais TORCEDOR do que nunca, e o que vc relatou no post foi perfeito, me lembro de uma coisa que nunca vou esquecer.
Ao chegar em casa aquela noite(2006)altas horas da madrugada, meu irmão que é bambi e na época frequentava as arquibancada laranja do JD.Leonor estava lá para me receber e me zuar é claro, eis então que no meio da "conversa" ele me solta:

-Caralho!! Que porra era aquela, o Palmeiras perdendo e vcs cantando igual loucos, tava cobrindo nosso canto, toda hora eu escutava,PALMEIRAS!PALMEIRAS!PALMEIRAS! Em um ritmo acelerado e quando olhava pra vcs via a mão de vcs se mexendo e em seguida todo mundo pulando,tava foda.

Isso eu nunca vou esquecer, e todos que estavam nesse jogo,seja palmeirense ou bambi, sabem que isso o que citei é a pura verdade(mesmo que não assumam nunca) do que ocorreu naquela noite em que 6 mil guerreiros calaram 60 mil alienados.

Abraços,

Suardi disse...

Rodrigo, não adianta explicar a essa sub raça o significado de torcer. Eles nunca terão a percepção do real significado desta expressão.

É impossível comparar nossa torcida e a dos rivais com este bando de acéfalos. Prova simples dito? É a público de ontem no Privadão. 5609 acéfalos "presentes".

Forza Palestra disse...

Só para ratificar:

O Vitor, que escreve logo acima, tem um irmão bambi que foi ao SPFW 2 x 1 Palmeiras de 2006. A frase do irmão, que ele postou aqui, comprova isso tudo o que é dito no post.

“-Caralho!! Que porra era aquela, o Palmeiras perdendo e vcs cantando igual loucos, tava cobrindo nosso canto, toda hora eu escutava,PALMEIRAS!PALMEIRAS!PALMEIRAS! Em um ritmo acelerado e quando olhava pra vcs via a mão de vcs se mexendo e em seguida todo mundo pulando,tava foda.”

Valeu, Vitor!

Aproveitando, destaco agora o histórico daquele confronto:

O Palmeiras chegou à decisão com um time destroçado. Para começar, não tínhamos técnico. Leão saiu após a derrota de 6 a 1 para o Figueirense e entramos em campo sob o comando de Marcelo Villar e com jogadores nada confiáveis, em enorme desvantagem contra o bom time dos leonores.

Primeiro jogo no Palestra. O clima era tão desfavorável que as moças criaram aqueles papinhos arrogantes de sempre: diziam que comprariam os nossos ingressos e invadiriam a nossa casa. Besteira, claro, pois havia aqueles 2 mil de sempre, espremidos no canto.

Aloísio, o chutador-de-bunda-de-vaca, fez o gol dos bichas. E o Palmeiras, sofrível, apoiou-se na torcida, para buscar o empate. Gol de Edmundo.

1 a 1 em casa, com o critério de gol fora? É ruim, certo?

Pois o fato é que as bichas ficaram quietas lá no canto enquanto a Mancha deixava o estádio em ritmo lento, quase parando. Caminhamos do meio até o fim da curva cantando sem parar: “Olê, olé, eu canto, eu sou Palmeiras até morrer!”. Cantamos, cantamos e cantamos. E não vinha resposta do outro lado, pois as bichas são apáticas por natureza.

E vejam que nós tínhamos empatado em casa, mas deixamos o estádio como se tivéssemos vencido.

Fomos para o Jd. Leonor confiando na mística da camisa e na nossa força. E fizemos a nossa parte, como demonstrado acima pelo Vitor. Cantamos sem parar.

Tomamos 1 a 0 e, mesmo com um time ruim, fomos buscar o empate. Aí os bichas ficaram com um homem a menos. Começou a pressão alviverde. O gol parecia questão de tempo. Mas aí um pobre diabo travestido de árbitro desarmou um ataque nosso e a bola, após bater nele, sobrou para o lateral dos bichas. Ele partiu para o contra-ataque, invadiu a área e trombou com um jogador nosso. Lance normal. Menos para o filho da puta do bandeira, que marcou pênalti e decretou a classificação da sub-raça.

Nunca fomos tão Palestra como naquele dia. É uma honra ser inimigo da sub-raça.

Anônimo disse...

Vocês falam muito que os bambis são seus inimigos, mas acho que falta reciprocidade nessa relação. Os caras estão nem aí para o Palmeiras e os palmeirenses, e passam a impressão de que têm mais com que se preocupar.

Parece a rivalidade Arsenal-Totteham: o Arsenal se preocupa em ganhar títulos nacionais, se dar bem na Champions League, cuidar de seu grande estádio, manter sua grandeza etc. E o que sobra para o Totteham? Falar mal do Arsenal e se declarar inimigo do maior time de Londres - enquanto este caga e anda para os maledicentes.

Assim é a relação São Paulo-Palmeiras.

Paulo D. Prado

Diogo Guerreiro disse...

Cara este post me faz lembrar porque eu sou "Palestra". Não que eu tenha algum dia esquecido, mas o orgulho de ser Palmeirense esta na nossa alma.

Valeu !!!!!!!!!


Diogo

Forza Palestra disse...

Voltou, Prado?

Aliás, você atende mesmo pelo nome de Paulo D. Prado ou isso tudo é uma tentativa de mostrar que pensa como Flavio Prado, aquele que comenta futebol sem ir a estádios e que virou uma figura esquizofrênica de uns tempos para cá.

Seja como for, é comovente a sua tentativa de equiparação. Tão comovente quando descabida.

É comovente porque você insiste em dizer que não é bambi, mas sempre volta aqui para retrucar tudo o que é dito por este blog – e o faz necessariamente com as típicas argumentações pré-fabricadas de Casares e sua turma.
E é descabida porque você não compreende a história dos dois clubes antes de fazer tal afirmação. Aliás, parece desconhecer até a relação que se estabelece entre Tottenham e Arsenal e mesmo o histórico recente do futebol inglês.

E sinto dizer que você se traiu em dois trechos da sua tentativa de argumentação: “cuidar de seu grande estádio”, “manter sua grandeza” e “maior time de Londres”. Você perdeu, cara. Tente se controlar da próxima vez.

Por fim, eu não sei qual é o seu conceito de inimigo, mas o meu é bem claro: se alguém tenta invadir a minha casa, se esforça para difamar a minha gente e passa a vida agindo nos bastidores por ganância, este alguém é meu inimigo. E no caso específico, trata-se de um inimigo que se consolidou às custas de uma postura parasita, e o tratamento a eles destinado é o mesmo que se destina a um parasita.

Repito: o seu esforço é comovente. Mas dá pra melhorar. Conhecer a história do seu clube é um bom começo.

Vitor MV disse...

Porra Barneschi, grande lembrança a sua deste jogo no Palestra 1 x 1, saimos cantando pela arquibancada como se tivessémos ganho uma final de campeonato, eu olhava na cara de cada um que ali cantava e via um sentimento de alegria(ou sei lá o que) estampada no rosto.
Naquele dia acho que até os policias que "empurravam" a gente para fora pensaram: O que esses caras estão fazendo?Se a gente não der um jeito de colocar eles pra fora, eles vão ficar aqui cantando até amanhã de manhã.

Essas são lembranças amigo, que só verdadeiros torcedores sabem o valor e levarão consigo para o resto da vida.

Abraços,

Forza Palestra disse...

Cara, eu já vi vídeos dessa nossa festa no YouTube, mas não consigo encontrar agora. E eu não classificaria aquele sentimento como "alegria", mas sim como "orgulho". Porque a gente percebeu ali que saímos fortalecidos. Não necessariamente pelo empate, mas por termos destroçado aquela meia dúzia de moleques alienados.

Filipe disse...

Palestrino, incomoda as putinhas saberem que são efêmeras, que é geneticamente impossível que venham a ser algo, mesmo que "conquistem" o que for.
Eis porque essas bostas vem aqui.

Foi um tiro no pé porque provavelmente jogaríamos no ano que vem lá, meio a meio, como sempre foi. Ou numa provável semifinal.
Agora, conseguiram que o "cliente" (nas palavras da puta anã capitã-gay no painel fc da abutere-mater de hoje) nunca mais volte.
Isso se a federação não der o mando de presente pro puteiro PELO QUARTO ANO CONSECUTIVO.

Vitor MV disse...

Exatamente isso cara, orgulho! Eu tenho um video aqui, não está tão bom, mas ja dá para relembrar:


http://www.youtube.com/watch?v=6J7MLrKTbmI&feature=PlayList&p=F0F369EABD0BBC68&playnext=1&index=62

Abraços,

Filipe disse...

Só complementando, conseguiram acordar os mais dormentes torcedores. Os que não estavam nem aí. Deixaram todos indignados.

E a imprençinha tentando afagar juju está sendo, nesse sentido mesmo, desmascarada.

Um tiro no pé, sem dúvida.

Xadrezderua disse...

"Vocês falam muito que os bambis são seus inimigos, mas acho que falta reciprocidade nessa relação. Os caras estão nem aí para o Palmeiras e os palmeirenses, e passam a impressão de que têm mais com que se preocupar."

PRADO...
ESSA É A DIFERENÇA FALADA AQUI, IMBECIL.. VCS. NÃO ESTÃO AI PRA FUTEBOL, PRO CLUBE E PRA PORRA NENHUMA...
A ÚNICA COISA QUE VCS. DESEJAM SABER É QUE O "SPFW É CAMPEÃO"...

VCS. JAMAIS SABERÃO O QUE É TORCER PARA UM CLUBE DE FUTEBOL.

É POR ISSO QUE FALAMOS DO CORINTHIANS AQUI.. ELES, COMO NÓS, TAMBPEM SABE O QUE SIGNIFICA ESSA PAIXAO...

E PRA QUEM FALOU DE HISTÓRIA, EU DIGO: O SPFW NÃO TEM HISTÓRIA, APENAS "ESCÓRIA"...

Junior disse...

Barneschi,

Belas lembranças de 2005 e 2006.

Como você disse, perdemos no campo, mas não tenho dúvidas de que aquelas 2 noites ainda contribuem de alguma forma com o Palmeiras.

Quem por lá esteve, ganhou ainda mais alma e sede de empurrar o nosso Palestra!

Forza Verde disse...

Ao Prado,

A ESCÓRIA leonor não está nem aí pro Palmeiras o caralho! A pqp que não!

Entre tantas coisas obscuras na vidinha medíocre dessa sub-raça, uma das principais é se preocupar com o Palmeiras e com as coisas do Palmeiras.

Coisas que tentaram roubar e tentam prejudicar até hj.

Segundo um influente diretor do Palmeiras, Cipullo se não me falhe a memória, essa eterna preocupação leonor tem nome.

COMPLEXO DE INFERIORIDADE.

Saia do armário Prado. E assuma sua inferioridade.

Guilherme disse...

Ao bambi Prado medroso (sim, pois nem coragem para assumir seu time tem):

É, no minimo, estranha essa sua "teoria" de suposta superioridade leonor sobre nós.
Pois que ser tão superior é esse que vira e mexe precisa gritar aos 4 cantos do mundo sua suposta gradeza afinal? (QUEM É NÃO DIZ QUE É)
Que ser é esse que faz um carnaval danado por ter que jogar na casa do adversário quando o mando é do outro? (SERIA MEDO? MAS SERES SUPERIORES TÊM MEDO?)
Onde está a superioridade de um time que precisa se valer dos "bastidores" tantas vezes? (SÃO VOCES MESMOS QUE SE GABAM DE SEREM FORTES NOS BASTIDORES)
Superioridade se meterem tantas vezes em assuntos relacionados exclusivamente a nós palestrinos? (VAI ME DIZER QUE NÃO SE LEMBRA DO SEU PRESIDENTE CRITICANDO NOSSAS AÇÕES DE MARKETING?)
E por fim mas mais importante: QUE CLUBE TÃO SUPERIOR É ESSE QUE NECESSITA PEDIR "ESMOLA" AOS DOIS RIVAIS PARA NÃO FECHAR AS PORTAS???!!!

RESPONDE BAMBI!!!

E mais um belo texto Barneschi. Parabéns.

Federico Erdocia disse...

Meus caros palestrinos, escrevo por primeira vez neste blog, que acompanho já de algum tempo, porque não resisti.
Com 39 anos de arquibancada, em vários lugares do Brasil e Argentina, tenho no sangue o mesmo dna que vocês carregam nas veias: torcedor de arquibancada.
E lendo os posts, fui lembrando das inúmeras vezes em que fomos minoria e com o clássico canto de " Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras,..." calamos as meninas.
Mas escrevo prá contar uma curiosidade. Nasci na Argentina e claro, quando enfrentamos River e Boca,nos saudosos 1999 e 2000, me fiz presente no Monumental e na Bombonera. Até porque aproveitei prá visitar a família.
E ouvi de um primo, bostero xeneise, que foi ao jogo (final da Libertadores) a seguinte pergunta: "o que vocês cantaram quando estavam saltando abraçados? Não consegui entender."
Reparem que ele disse que não conseguiu entender e não que não ouviu. Ou seja, quando nós, mais uma vez, em minoria, em plena Bombonera cantávamos o hino do nosso querido Palestra, calamos a dita mais fanática torcida do planeta!!! Não é prá qualquer um!!!
Saudações palestrinas e parabéns pelo blog.

bauer disse...

Simples assim.

Time Grande (PALMEIRAS, corinthnas, santos e portuguesa) não precisam arquitetar em bastidores para que caia os holofotges sobre eles...

AS LEONORES se acham grandes.. mas não passa de um time sem passado, historia e tradição...

Catedraldeluz disse...

Esse lance de "emboscada" me lembra coisa de faroeste. Coisa de "homem selvagem" - o que não é o caso dessas meninas.

"Construir para poder conquistar! Acreditar sempre!"

Forza Palestra disse...

Valeu, Frederico. Grande comentário. Abraços!