Um clássico e nada mais
Eu não esperava um jogo bonito ontem à tarde no Jd. Leonor. Eu nunca espero, registre-se. Tampouco dou valor a isso, pois o que importa para mim é o resultado e, em igual medida, a entrega dos jogadores que defendem o Palestra. Só; o resto é decoração e talvez sirva aos comentaristas que resolveram que é possível falar sobre futebol sem dar as caras no estádio. São os cronistas de estúdio, e este blog dedica a todos eles um enorme desprezo.
Assim sendo, é no mínimo questionável que O Estado de S.Paulo finalize o seu texto principal sobre o clássico com a seguinte frase: "No fim deu-se bem mesmo o torcedor que ficou em casa."
Não, não é verdade. Pois os que ficaram em casa tiveram exatamente o mesmo que os comentaristas de estúdio: um espetáculo que pode não ter sido muito agradável sob o ponto de vista dos que queriam um, na falta de palavra melhor, espetáculo. Até porque o futebol não é isso mesmo, e estão no lugar errado os que esperam malabarismos, peraltices e gracejos idiotas.
O 0 a 0 não foi o melhor dos mundos, é verdade, e a falta de gols espelha isso, mas só viveram de verdade o clássico os que lá estivemos. Seja pelas provocações na arquibancada, pelos cânticos de lado a lado, pelo ódio onipresente, pelo sol das 16h, pela boa presença de público, pelo temor constante de sofrer um gol e ouvir o estrondo do outro lado - é, isso não tem preço...
Os que fomos ao Jd. Leonor vimos tudo o que se espera de um clássico. Ficaram insatisfeitos os que preferem acreditar no que é dito pelo Estadão, pelo Juquinha ou por qualquer destes babacas que se põem a comentar futebol a partir da imagem pasteurizada da emissora câncer. E a cada vez que leio esse tipo de comentário fico mais satisfeito por ser um torcedor de arquibancada. Porque só vive um clássico quem faz parte dele.
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O PRIMEIRO MUNDO LEONOR
Com a colaboração do amigo Teo, o homem do Estatuto, eis aqui uma imagem que espelha a falta de estrutura daquele antro que os leonores chamam de estádio:
Sim, R$ 40 para estacionar o carro por algumas poucas horas! É apenas reflexo do fim de mundo e da falta de estrutura que marcam o lugar que os leonores querem tanto colocar na Copa-2014.
Em situações como essa, fico até com inveja dos que são visitantes no Palestra e podem deixar o carro no shopping e ainda ficam em uma região tão central da cidade...
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Seja bem-vindo, Vagner Love!
Aliás, sobre este assunto, tomo emprestadas as palavras de PVC, em sua coluna na FSP de ontem:
Em 2004, Mustafá Contursi vendeu Vágner Love para o CSKA na semana em que o centroavante fez dois gols contra o São Paulo, numa vitória palmeirense por 2 a 1. O Palmeiras era terceiro colocado do Brasileirão, dois pontos abaixo do Figueirense, um ponto atrás da Ponte Preta. Parecia candidato à taça, desde que cumprisse requisito básico: segurar Vágner Love.
Luiz Gonzaga Belluzzo contratou Vágner Love de volta dois dias antes de um clássico contra o São Paulo. O Palmeiras era líder na sexta, com dois pontos de vantagem sobre o Goiás. Já era candidato ao título, mas com a ponta de desconfiança.
A diferença entre o Palmeiras que vendeu e o que comprou o centroavante tem nome: ambição.
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Do Painel Leonor de hoje:
Raiva. O promotor Paulo Castilho vai mandar ofício hoje à CBF reclamando da decisão do São Paulo de destinar mais ingressos aos torcedores do Palmeiras do que o recomendado pela polícia.
Na boa e apenas a título de curiosidade:
Qual é o problema do Castilho? O que mais ele quer da vida? E qual é a razão deste protesto? Alguém entendeu essa?
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Palmeiras x SCCP, em 01/11, foi confirmado para São José do Rio Preto. Um texto mais completo virá depois, mas já podemos começar agora com o selo de protesto contra mais este atentado promovido pelas diretorias de Palmeiras e SCCP ao clássico da cidade:







