20 Novembro 2009

"Alma Palestrina"

Aos que se valem de fracassos como o atual para desmerecer o meu amor e a minha dedicação pelo Palmeiras, eu costumo dizer que recebi dele muito mais do que ofereci em troca. Não falo necessariamente de títulos, pois eles se prestam a satisfazer mesmo aquelas mentes pequenas e oportunistas que veem no futebol um instrumento de ostentação. Não é o caso. O que pesa é que o Palmeiras já me presenteou com muitos dos momentos mais felizes que eu tive na vida e também com alguns amigos que só se fazem tão importantes porque compartilham comigo deste mesmo sentimento por tudo o que representa a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Um deles, a quem já registrei aqui tantas e tantas homenagens, é o grande Fernando Razzo Galuppo. Palestrino de alma generosa e abnegada, figura das mais carismáticas, historiador e propagador de toda a nossa história gloriosa, carcamano da Mooca, guerreiro da arquibancada. O currículo de Galuppo mereceria aqui muitos e muitos parágrafos, mas eu prefiro render a ele o reconhecimento que se pode prestar a um grande amigo, que conheci 12 anos atrás, dentro de um ônibus a caminho do Palestra. Desde então, entre os 875H, 874T, 478P, 407M e tantos outras linhas que nos levavam da zona sul à nossa casa, a amizade só se fez fortalecer.

Isso tudo porque ontem, enquanto ainda tentava digerir o epílogo vexatório de uma campanha fracassada, pude encontrá-lo e, em primeira mão, ver o resultado do projeto de uma vida, no caso o livro escrito por Galuupo para o grande Heitor (ou Ettore) Marcelino Domingues, ídolo dos primórdios de nossa história. É coisa pra deixar com orgulho todos aqueles que acompanham de perto esses anos e anos de trabalho incansável em função de um sentimento.

"Alma Palestrina": nome melhor não poderia existir.
O lançamento está por vir:


17 Novembro 2009

Estamos com você, Belluzzo!

Veio a punição, dura como era de se esperar em se tratando deste tribunal de crápulas, pilantras e vagabundos. Tribunal este que, ressalte-se, teve seu modus operandi devidamente exposto pelo nosso presidente, hoje réu. Diante disso, chega a ser honroso receber punição assim tão severa de uma corja como esta que aí está.

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, um dos maiores economistas do Brasil, figura ilustre, intelectual de renome, advogado, professor, colunista de jornais e editor de revista, é, acima de tudo, um palmeirense da mais alta estirpe. Destemido, aceitou arriscar toda essa reputação construída junto à sociedade para defender o seu clube e a sua torcida do crime cometido por um pobre diabo.

Belluzzo não teve receio de colocar o coração à frente da razão. Enfrentou quem quer que viesse pela frente, disparou contra um esquema bem orquestrado e contra canalhas de toda espécie. Tomou porrada de todos os lados, um pouco mais desta nossa imprensa esportiva covarde, medíocre e mau-caráter, composta por alguns personagens que tudo fazem para reproduzir as facetas moralistas e hipócritas de uma sociedade sem cara.

Belluzzo falou tudo o que gostaríamos de ter dito as pessoas que, amantes do futebol, não admitem ver o esporte vilipendiado por um bandido de ocasião como este Carlos Eugênio Simon.

Belluzzo, homem sério a toda prova, encarou uma variada fauna de canalhas. Sem medo, sem meias palavras, sem discursos vazios. Ganhou epítetos os mais injustos e foi até acusado por uns e outros, ainda mais sórdidos, de desestabilizar o time que tentou defender.

Houve até um momento em que o presidente da S.E. Palmeiras se viu isolado por seus pares, alguns dos quais chafurdados no mar de lama das politicagens internas do clube que aceitou dirigir por amor. Fez-se o silêncio ao seu redor e as palavras de apoio e de conforto vieram somente de sua própria torcida, igualmente vítima e indignada com o assassinato praticado no Maracanã.

Belluzzo não disse nada além do que deveria ter sido dito. E foi punido por isso, por um tribunal que age em função de interesses escusos e de uma estrutura carcomida, a mesma que tanto precisaria de uma figura como ele para tomar jeito.


É, como eu disse no começo, uma honra receber semelhante punição desta corja de crápulas, pilantras e vagabundos.

Os efeitos da punição serão percebidos, é fato, e quem mais paga por isso é o próprio Palmeiras, para satisfação dos falsos profetas da moral e dos bons costumes. Mas não só: perde o futebol brasileiro.

Belluzzo, no entanto, pode ter a consciência tranquila por manter a dignidade inabalada neste mundo podre que é o futebol brasileiro. E se calaram sua voz por um instrumento jurídico, arma típica dos pobres de espírito, é bom que saibam que cada palestrino vivo haverá de carregar o brado de indignação de Belluzzo por todo canto onde houver Palmeiras. E, por nós, uma assassino como Carlos Eugênio Simon haverá de pagar pelo crime cometido.

Obrigado, Belluzzo! Estamos com você!

***

Texto escrito à mão durante uma aula da pós e despejado aqui no meio de um intervalo. Ainda sem revisão nenhuma. Fica para depois.

15 Novembro 2009

O Palmeiras e o sócio-consumidor

No momento mais inoportuno possível, no intervalo de uma derrota parcial para o rebaixado Ixpót, o Palmeiras lançou o seu programa de sócio-torcedor. Parecia, é bom dizer, que este dia não chegaria nunca para uma entidade que se notabilizou ao longo dos anos por uma comovente incompetência para a tarefa de vender ingressos. O projeto, que deveria ser recebido com alívio e entusiasmo, enseja enormes e preocupantes questionamentos. Em resumo, fico com a nomenclatura adotada pelo Júnior, do Aqui é Palestra: o Palmeiras lançou o seu projeto de sócio-consumidor.

Vejamos:

Explica-se a denominação de sócio-consumidor pelo fato de o vínculo maior do projeto se estabelecer não com a Sociedade Esportiva Palmeiras, mas com dois de seus patrocinadores, no caso adidas e Samsung. Dadas as condições do lançamento, com a reversão em produtos do valor investido na mensalidade, o que temos é um estímulo ao consumismo. Porque, afinal de contas, a aquisição de equipamentos eletrônicos ou artigos esportivos passa a ser condição essencial para adesão ao plano.

(Por sinal, o regulamento do programa é mais extenso e detalhado no que tange às “Regras gerais para trocas e devoluções” do que propriamente à questão dos ingressos. Transparece mais a preocupação com as pessoas autorizadas a “protocolar o recibo de entrega” do que com as condições de compra dos bilhetes. E eu poderia citar mais alguns exemplos de descaso, mas me contento com o seguinte: o regulamento do programa não cita uma única vez a palavra “arquibancada”.)

Se o sujeito quiser apenas colaborar com o clube em troca de benefícios mais explícitos na compra de ingressos, ele não pode. É necessário também colaborar com as vendas dos dois parceiros comerciais do clube, com os quais, diga-se, eu me identifico como consumidor. Acontece que gostaria de contar agora com um programa voltado para o torcedor e não para o consumidor.

Alguém aí pode questionar o que seriam os tais “benefícios mais explícitos” e aí eu responderia que a expressão na verdade deveria ficar no singular, ou seja, “benefício mais explícito”. O fato é que o projeto fala em “prioridade na compra de ingressos” quando o esperado seria “garantia de ingresso”. Explica-se:

O Palmeiras joga em casa, na sua casa mesmo, entre 30 e 35 jogos por ano. Eu não posso falar por toda a torcida, mas sou um dos poucos milhares de doentes que se dispõem a ir a TODOS os jogos no Palestra Itália durante o ano. TODOS, sem exceção e de maneira incondicional. Pouca gente leva isso tão a sério e somos nós também os que mais sofremos para adquirir toda essa quantidade de ingressos, enfrentando filas e tendo de dividir espaço com os oportunistas que decidem aparecer apenas nas fases mais agudas.

É então que eu pergunto – e sempre fiz tal questionamento: se há pessoas que, como eu, vão a TODOS os jogos, qual é a dificuldade de implantar um carnê ou um sistema semelhante, em que o sujeito paga antecipadamente pelos ingressos para todos os jogos durante o ano? É uma forma de garantir o lugar de quem está sempre ao lado do time e, mais que isso, antecipar e garantir receitas para o clube. Isso já aconteceu antes aqui mesmo no Brasil e é regra nos EUA e na Europa. Por que cazzo, no entanto, os dirigentes brasileiros parecem querer copiar somente as coisas ruins que vem lá de fora?

Não sei dizer quantas pessoas estariam na mesma situação que eu, mas conheço pelo menos algumas centenas, que bem podem ser milhares. E a ideia do carnê serviria também para atrair aqueles torcedores que costumam ir a 50%, 60% ou 80% dos jogos. Tendo em vista a garantia de ingressos, o fim das filas e mesmo algum desconto, me parece evidente que este povo optaria por este benefício e até passaria a ir a mais jogos. Para o clube, a medida seria mais simples e mais barata, à medida que dispensaria toda a logística atual.

O que acontece com este programa lançado agora pelo Palmeiras é que a adesão a um dos três planos está condicionada diretamente à capacidade e às necessidades de consumo do torcedor/consumidor. Porque a diferença nos descontos e nos benefícios não é assim tão determinante, impactando muito mais a perspectiva de poder gastar R$ 300, R$ 600 ou R$ 1.200 anuais na compra de, sei lá, um celular novo da Samsung ou um agasalho da adidas.

Cabe registrar ainda que o regulamento não esclarece as condições de uso dos créditos (os termos são evasivos) e que a tal loja virtual ainda não está no ar, o que lança dúvidas sobre os reais benefícios de fazer compras por este sistema e não em lojas de eletroeletrônicos ou nos outlets da adidas. Porque não se sabe qual será a oferta dos produtos e, mais que isso, quais serão os preços praticados. Ouso dizer que, ao permitirem o uso dos créditos apenas na loja virtual, os parceiros comerciais do Palmeiras podem valorar suas mercadorias bem acima do que se vê nos shoppings centers da vida.

E por mais que eu admire as duas marcas, discuto um pouco o fato de um projeto de tal magnitude ser lançado em associação com parceiros comerciais, que, sabemos, podem deixar de se associar ao clube e ao seu torcedor ao final do contrato. A preocupação do Palmeiras deveria ser o vínculo com o seu torcedor e nunca com empresas.

Mas os problemas não se resumem ao caráter consumista do programa. Temos ainda outros pontos que merecem o debate:

1. "Compra com antecedência e com 30% (ou 40% ou 50%) de desconto para ingressos de jogos do Palmeiras no Palestra Itália."
Assim sendo, pergunto: o torcedor será reembolsado por jogos que eventualmente forem transferidos para praças, digamos, menos convencionais? E quando o Palestra for interditado para a suposta construção da Arena? E se, por alguma imbecil decisão mercadológica, o Palmeiras mandar jogos fora do Palestra, o "sócio-torcedor" poderá pagar uma mensalidade menor, já que teve o benefício revogado?

2. "O benefício de meia entrada não é cumulativo com o desconto do Torcedor Associado Avanti Palmeiras. Caso opte pela meia entrada, o torcedor deverá realizar sua compra através dos meios tradicionais e não pelo site do Programa."
Já era de se esperar, mas isso me leva a crer que muita gente deixará de investir no programa para continuar comprando os ingressos com 50% de desconto na própria bilheteria. Isso faz do Avanti Diamante nada mais do que o ato de pagar R$ 100 ao mês para ter uma carteirinha de estudante.

3. Vivemos em tempos conectados, é verdade, mas há quem ainda tenha certas limitações para o acesso à internet. Assim, vale discutir o viés excludente (e elitista) do programa Avanti Palmeiras, que permite a adesão apenas pelo site.

4. Mais até: não existe um telefone de SAC. E são muitas as dúvidas.

5. Esta é uma motivação pessoal: com um cartão de acesso ao estádio, chega ao fim a minha coleção de ingressos. Parece romântico, é verdade, mas eu não gostaria de dispensar os bilhetes de papel (ou plástico). O carnê serviria para resolver também esta demanda.

6. "Tour cortesia no Palestra Itália oferecido pela Futebol Tour"
Finalmente o Palmeiras tem alguma iniciativa no sentido de levar os torcedores para conhecerem o seu estádio. Mas isso, a meu ver, é válido muito mais para quem mora fora de SP ou para quem não costuma vir ao Palestra, e não para torcedores que vão aderir ao programa. Porque um guia não tem a menor condição de me apresentar à minha própria casa...

7. De resto, todos os pequenos benefícios oferecidos (carteirinha, email @avantipalmeiras, kit com camiseta, boné e certificado) são adereços diante do que gostaríamos:

GARANTIA DE INGRESSO e QUE FÔSSEMOS TRATADOS COMO TORCEDORES E NÃO COMO CONSUMIDORES!

14 Novembro 2009

Vasco da Gama, o retorno

Antes do post em si, com fotos tiradas no último sábado, no jogo do acesso, eis aqui a minha justa, merecida e um pouco atrasada homenagem ao grande Vasco da Gama, finalmente de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído:





Foi muito bom participar deste momento histórico no Maracanã e agora, com o Vasco já campeão da Série B, fica aqui o meu sincero desejo de boas-vindas aos irmãos vascaínos. O futebol agradece.

***

NOTAS JURÍDICAS

Tudo o que vem do STJD merece o meu repúdio incondicional, pois o tribunalzinho personificado pelo vagabundo Paulo Schmitt representa muito do que existe de ruim no futebol brasileiro desses dias. Assim sendo e tomando por base os últimos acontecimentos, algumas considerações se fazem necessárias:

1. É absurdo punir o SPFW pela invasão de campo de um imbecil. É absurdo. Mas o absurdo já vitimou tantos outros clubes e ao menos agora houve um mínimo de coerência. Se o Goiás não pôde no ano passado receber os bichas no Serra Dourada por conta de um incidente que nem chegou ao campo de jogo, é a vez agora de os leonores não poderem jogar em sua casa na última rodada. É errado agora como foi errado lá atrás.

2. Dirão alguns que tal decisão acontece em benefício do Flamengo. Pode ser, mas não adianta muito, porque me parece evidente que as bichas jamais deixarão escapar a vitória contra o Ixpót na última rodada, seja lá onde for.

3. Além disso, estou convicto de que os bambis conseguirão cumprir a pena apenas em 2010.

4.
De todo modo, penso que isso pode servir também para eventualmente acobertar possíveis absolvições aos vagabundos bambis que foram expulsos contra o Grêmio.

5. Repito: entendo que tudo se resolve dentro de campo e que nem era o caso de punir os vagabundos, mas, já que a punição acontece para o Palmeiras, deve se aplicar às moças também.

6. A imprensa conseguiu transformar um gol legítimo em ilegal, como no caso deste que foi marcado pelo Danilo contra o Ixpót. É uma afronta e só diz que o Palmeiras foi beneficiado aqueles que são mal intencionados ou imbecis mesmo.

7. Falar em anulação de jogo beira a irresponsabilidade, mais ainda nos termos propostos pelos retirantes. Tudo se resolve dentro de campo, e assim deve ser.

8. Se houvesse uma possibilidade, por mínima que fosse, de acontecer a anulação, eu não aceitaria uma eventual vitória depois. Porque aí seria uma desonra para a nossa história.

***

CHUPA, IXPÓT!

12 Novembro 2009

O fim da realidade

Eu já aplaudi times medíocres, times esforçados e times que carregavam o estigma da derrota antes mesmo de entrar em campo. Já aplaudi o time tantas e tantas vezes depois de empates ou derrotas em casa que já nem sei dizer o que nos leva a fazer isso. Já aplaudi os jogadores após uma eliminação para o São Caetano com dois jogos em casa, depois de empates conquistados na base da superação e mesmo de derrotas que nunca poderiam ter acontecido. Não há um padrão para explicar o que justifica este reconhecimento após um insucesso, mas certo mesmo é que o time atual não merecia os tímidos aplausos que se fizeram ouvir ontem à noite, ao término do vexatório, humilhante e inaceitável empate em casa. Este time não!

Este time, no qual depositamos tanta esperança, conseguiu perder o título mais ganho entre todos os títulos ganhos que conseguimos perder nesta década perdida. E o fez de maneira tão inexplicável e ao mesmo tempo escandalosa que fica difícil qualificar agora o que eu penso de toda a situação. Indiscutível mesmo é que nenhum entre todos os campeonatos que jogamos no lixo nos últimos 10 anos provoca tanta vergonha e ressentimento como este Brasileirão/2009.

Eu bem poderia desperdiçar aqui alguns parágrafos para destacar e dissecar cada uma das inacreditáveis derrotas desta década perdida, mas seria inócuo diante do inconformismo com esta última, que não encontra paralelo em nossa história.

Chega a ser paradoxal que estejamos jogando a toalha com o time na liderança momentânea, mas não se pode esperar nada diferente. Porque não dá mesmo para confiar em um time que vence um jogo em oito e que conquista um mísero ponto dos 12 que foram disputados contra os quatro que serão rebaixados à Série B. Não dá para continuar bancando ilusões sem fim e sonhando com o que já foi uma realidade.

Porque este grupo atual (atletas, comissão técnica e alguns dirigentes) conseguiu acabar não com um sonho, mas com uma realidade. Tomaram um título que era nosso sem qualquer explicação razoável e o fizeram de modo que sentimos agora mais vergonha na condição de líderes do que se estivéssemos lá pelo meio da tabela.

E eu, passados mais de 50 jogos vistos da arquibancada apenas neste ano que tanto prometia, cheguei também ao meu limite na arte de me iludir e de sonhar com aquilo que parece estar distante do que pode ser alcançado com o nosso grito que parte da arquibancada. Porque parece mesmo que quanto mais nos esforçamos e quanto mais lutamos, mais decepções sofremos.

Deve ser também por isso que ontem, enquanto eu cantava pelo time em meio ao fúnebre primeiro tempo, algumas vezes desejei que aquilo tudo chegasse ao fim ainda no intervalo, quase como se fosse preciso ali um tiro de misericórdia para acabar com tanto sofrimento. Chega!

2010 está por vir e é fato que vamos novamente sucumbir a outras ilusões. Mas eu me recuso a mantê-las agora. Porque nos tiraram a realidade, e eu não aceito agora esperanças vãs, menos ainda neste time que já demonstrou não merecer a nossa confiança.

***

Notem que eu escrevi isso tudo sem que usar o nome do Palmeiras uma única vez até aqui. Porque o Palmeiras, o grande Palmeiras, não merece este grupo que nos tirou um título que já era realidade.

A seguir...

CAMPEONATO PAULISTA/2010

17.01 dom. Palmeiras x Mogi Mirim – Palestra
20.01 qua. Barueri x Palmeiras – Arena Barueri
24.01 dom. Palmeiras x Ituano – Palestra
27.01 qua. Monte Azul x Palmeiras – Santa Cruz
31.01 dom. SCCP x Palmeiras – qual será a palhaçada da vez?
03.02 qua. Palmeiras x Portuguesa – Palestra
07.02 dom. Bragantino x Palmeiras – Marcelo Stéfani
13.02 sáb. Botafogo x Palmeiras – Santa Cruz
17.02 qua. Palmeiras x São Caetano – Palestra
21.02 dom. Palmeiras x SPFW – Palestra
28.02 qua. Rio Claro x Palmeiras – Rio Claro
03.03 qua. Palmeiras x Santo André – Palestra
07.03 dom. Palmeiras x Sertãozinho – Palestra
14.03 dom. Santos x Palmeiras – Vila Belmiro
21.03 dom. Palmeiras x Ponte Preta – Palestra
24.03 qua. Rio Branco x Palmeiras – Décio Vitta
28.03 dom. Palmeiras x Mirassol – Palestra
04.04 dom. Palmeiras x Oeste – Palestra
07.04 qua. Paulista x Palmeiras – Jaime Cintra

11.04 dom. Semifinal
18.04 dom. Semifinal
25.02 dom. Final
02.05 dom. Final

11 Novembro 2009

Uma missão a cumprir

8 de abril de 2009, Copa Libertadores. No momento em que mais besteiras eram ditas pela gente pequena que torce para o Ixpót, foi o Palmeiras até Recife para renascer com um implacável 2 a 0 sobre o time da casa.

12 de maio de 2009, Copa Libertadores. Mesmo com a derrota no tempo normal, o Palestra buscou nos pênaltis a vaga na casa do adversário. Não apenas o eliminou, mas também o afundou de maneira irreversível.

11 de novembro de 2009, Brasileirão. Temos uma missão a cumprir. É chegado o dia de arrancar a cabeça dessa gentalha. É chegado o dia de eliminar do nosso convívio todos os imbecis que um dia se imaginaram capazes de nos enfrentar. É chegado o dia de colocar a tampa no caixão do Ixpót. É chegado o dia de fazer gente como Guilherme Beltrão engolir de uma vez por todas tudo o que já disse. É chegado o dia de enfiarem a fuzarca no devido lugar...

Nós começamos. E nós vamos terminar.

***

É COM A GENTE!

A diretoria apelou para a torcida. Quer a nossa presença, que nem precisaria ser solicitada, mas não fez muito para que o apoio fosse maciço: ingressos a R$ 40 e ficamos por isso mesmo. Vamos os guerreiros – e os oportunistas devem sumir –, pouco importando qual seja a situação do time. O apoio será incondicional, como sempre foi.

Quanto ao programa de sócio-torcedor, eu sinceramente espero pelo pior. Os primeiros indícios já apontam para algo que será uma afronta ao torcedor. Vamos aguardar.

09 Novembro 2009

Férias para o assassino

Simon, o filho da puta, foi afastado. Por "repetição de erros", frisa a CBF. E a sensação do torcedor palmeirense é como a de alguém que vê a prisão do assassino de um familiar. Não tem volta, a perda é para sempre e a prisão serve apenas como anteparo social, quase que como um mecanismo de solidariedade. Momentâneo, é claro, porque agora todos reconhecem a nossa perda, mas logo virá uma nova rodada e aí o crime será esquecido por todos. Menos para a família, ou seja a torcida, que fica com a dor. No caso, a dor de perder um título.

O inusitado na decisão anunciada pela CBF é a justificativa: "repetição de erros". Ora, vejam só, a CBF reconhece crimes anteriores do senhor Carlos Eugênio Simon, mas parece ter esperado o momento conveniente, ou seja, o crime perfeito, para tirá-lo de cena.


É incorreto dizer que Simon levou uma pena branda. O que aconteceu foi uma antecipação de suas férias, sabe-se lá com qual bonificação pelos serviços prestados a quem de direito... Só o que se sabe é que Simon ganhou um merecido descanso depois de agir sob encomenda e cometer o crime mortal que pode ter decidido o campeonato.

Se sua imagem ficou arranhada? Ah, só por alguns dias e só para uma torcida, esta que já se acostumou a sucessivos erros, tantos que já vão minando a nossa resistência que já não é assim inabalável como antes. Pouca coisa para Simon; não se compara à sua escalada nos bastidores do poder
do futebol brasileiro.

Férias merecidas para o assassino. Ele matou o nosso título e vai descansar um pouquinho. 2010 vem aí, é ano de Copa do Mundo, e
Simon, em reconhecimento aos tantos serviços prestados, será o representante brasileiro entre os filhos da puta de preto.

***

A CORAGEM DE BELLUZZO

É preciso enaltecer os pronunciamentos recentes do presidente Belluzzo. Pode ser que o Palmeiras não leve o título e que os protestos não tenham efeito prático, mas é inegável também que o palestrino se sente menos insultado ao perceber uma manifestação assim tão contundente. Belluzzo, a seu modo, declarou guerra a toda a corja: juízes, CBF, tribunalzinho de vagabundos etc. Falta ainda um posicionamento contra a Globo, este antro de canalhas que têm prejudicado a vida do Palmeiras há tempos, mas já temos um caminho.

A hipocrisia, claro, vem de todos os lados, em especial do pessoal politicamente correto da imprensa, sempre dispostos a contestar com veemência aqueles que vivem o futebol em sua plenitude. É um festival de frases feitas, de condenações sumárias, de discursos vazios de quem vê o futebol não de dentro do estádio, mas a partir da televisão. Coisa desses falsos moralistas e profetas da moral e dos bons costumes. Gente vazia e pequena.

Belluzzo não disse nada além do que deveria ter sido dito
. E eu, como não tenho nenhuma aspiração neste mundo sujo a não ser a de torcedor de arquibancada e como gostaria também de ter a honra de ser processado por este filho da puta, reitero aqui que Simon deveria apanhar. Digo mais: deveria apanhar até a morte, que ainda seria pouca coisa diante do prejuízo que ele causou.

Simon, o assassino, deveria apanhar como todo juiz de futebol. Deveria apanhar antes mesmo de a bola rolar, já em sinal de advertência. Deveria apanhar para aprender que não se brinca com o sentimento, a esperança e a dedicação de milhões de pessoas. Deveria apanhar para entender que futebol é coisa séria.

Obrigado, professor Belluzzo!


***

Eu não posso concordar com os que alegam que o Palmeiras não deve reclamar da arbitragem porque enfrentava um time na zona do rebaixamento e, em sendo assim, teria a obrigação de fazer pelo menos mais um gol para compensar o que foi anulado. A argumentação é frágil por desconsiderar as circunstâncias que envolvem uma partida de futebol e inconsistente por ignorar as condições do nosso adversário e, em especial, o cenário que vivemos em um Maracanã tomado por quase 70 mil pessoas. Não posso concordar com tal hipótese porque um erro de arbitragem é sempre irrecuperável, mais ainda se for um como o deste domingo, não um pênalti não marcado – que poderia ou não resultar em gol –, mas sim um gol legítimo que foi sumariamente revogado. É um prejuízo enorme, que compromete toda a história do jogo, mais ainda em uma disputa tão equilibrada, em que vitórias por dois gols de diferença são uma raridade. Portanto, tal afirmação só pode vir ou de um palmeirense inconformado com a vitória solitária do time nos últimos sete jogos – e aí é de se entender – ou de um mal intencionado como, vejamos, Juca Kfouri, que abriu sua coluna de hoje com este gancho.

***

Essa gente sabe o que faz:

Os leonores ganharam um ponto em um erro da arbitragem na última quarta. Na mesma rodada, o Palmeiras perdeu três pontos também por culpa da arbitragem. Elas estão se superando ano após ano...

***

O assunto Globo/antecipação de Grêmio x Palmeiras será tratado em breve. Ainda estou no aguardo de um posicionamento da nossa diretoria, mas este tema será bem desenvolvido por aqui.

Simon, um assassino

Carlos Eugênio Simon é um assassino. Eu bem poderia dizer que ele é um filho da puta, um vendido e um vagabundo da pior espécie, pois isso tudo também corresponderia à realidade que se apresenta, mas sei que vocês, palestrinos de alma e coração, já usaram palavras as mais duras e justas possíveis, de modo que eu prefiro usar aqui este tratamento: Simon é um assassino.

Simon é um desses tantos capangas agindo a mando de covardes que, incapazes de puxar o gatilho, terceirizam o trabalho sujo para se isentarem de ficar com as mãos sujas de sangue e para supostamente, em sua falta de caráter, não ficarem com a consciência tão pesada. Simon mantém relações promíscuas com o poder constituído, e isso explica o porquê de já ter ido a três Copas do Mundo.

Simon sabe o que faz. É sórdido e inescrupuloso em todos os seus atos. J
á agiu em nome de interesses escusos tantas outras vezes e, para isso, não se importa em camuflar seus crimes por trás do que alguns podem tomar como erros escabrosos. Foi o caso do que fez neste domingo no Maracanã. Simon não se importa em sujar o seu nome para fazer valer a ordem que vem de cima. Afinal, ele sabe, tudo será relevado em nome do objetivo que foi cumprido.

Para nós, torcedores de arquibancada, Simon é um assassino. Tanto quanto Marcio Rezende de Freitas, Wilson Souza de Mendonça e quase todos os demais desta categoria desprezível, a dos juízes do futebol.

Simon é um assassino de gols, de esperanças, de alegrias. Simon é um assassino de belas jogadas, de gols legítimos, do trabalho de todo um ano, da dedicação de uma torcida,
do próprio futebol. Simon é um filho da puta descarado que se vale da autoridade a ele conferida para determinar os rumos de um jogo, de uma rodada, de um campeonato.

Simon é um pobre coitado que, ao anular o gol legítimo de Obina, invalida a comemoração de uma torcida que tanta anseia por este título tão merecido. Simon é o crápula que decide que a nossa festa, tão justa debaixo daquele sol escaldante, não valeu.

Carlos Eugênio Simon é um assassino. E eu só posso esperar que a sua alma apodreça nas profundezas do inferno.

***

Tudo isso, devo confessar, cansa. Cansa porque o nosso esforço para acompanhar o Palmeiras chega a ser desumano e parece não ter nenhuma valia diante da ação de um único filho da puta. Cansa porque lutamos tanto e isso parece desmoronar assim tão subitamente diante de interesses sujos. Cansa porque as coisas se resolvem sempre contra o Palmeiras, e os 'erros' têm sido cada vez mais grosseiros, talvez porque seja agora mais difícil tomar o nosso título. E é isso, o nosso título, que não querem de jeito nenhum.

Isso tudo cansa demais.

Sinto que há muito a escrever ainda, mas a
gora, passadas mais de três horas da madrugada de domingo para segunda, eu sei que só conseguiria dormir depois de colocar para fora finalmente todos esses pensamentos que me torturaram ainda desde o primeiro tempo no Maracanã e durante toda a longa viagem de volta do Rio até São Paulo.

O Palmeiras e os palmeirenses não merecemos isso.

06 Novembro 2009

Do Maraca para o título

O Fluminense ficou na zona de rebaixamento o campeonato inteiro e aí resolve agora encher logo o nosso saco... Vai ser uma guerra, fica a sensação de "porra, tinha que ser contra a gente?", mas aqui é Palmeiras e precisamos buscar essa vitória no Maraca. Que vai estar lotado, é verdade, mas por uma torcida que não tem lá muita força e que não impõe respeito. E há ainda outros fatores nos beneficiam: o desespero que pesa contra eles, o cansaço depois de terem jogado ontem no Chile, Cuca e sua imagem derrotada à beira do campo.

De quebra, temos ainda um time bastante superior e um retrospecto amplamente favorável, com mais vitórias que o Fluminense mesmo na condição de visitante (eu teria vergonha de perder o confronto direto como mandante). E nada, nem os 40ºC da Cidade Maravilhosa, vai nos tirar essa vitória. Porque aqui é Palmeiras, porque o Maraca lotado traz o clima de final que tanto queremos e porque o mal não pode prevalecer de novo.

À vitória, guerreiros!

***

O fim de semana no Rio terá ainda o retorno do grande Vasco da Gama à Série A. Amanhã, 16h10. Vai ser bom poder reencontrar os irmãos vascaínos, ver o Maraca em festa e ainda presenciar o retorno de um gigante ao lugar de onde ele nunca deveria ter saído.

04 Novembro 2009

O exemplo que vem do rival

Torcedores do SCCP já podem adquirir desde agora, ainda em novembro, ingressos para os três jogos do clube na primeira fase da Libertadores/2010. A notícia está aqui.

Deixemos de lado o preço dos ingressos, que é bastante elevado, mas talvez necessário diante da procura. Interessa aqui o tratamento destinado ao torcedor. O que se discute não é tanto a antecipação, que jamais será vista no Palmeiras, este clube irreversivelmente incompetente para vender ingressos, mas sim a prioridade que é concedida ao torcedor mais fiel (desculpem, mas a palavra é necessária), aquele que está ao lado do time nas horas boas e ruins.

Vejam que foi estabelecida a preferência de compra aos torcedores que, cadastrados no programa de fidelidade do clube, foram a pelo menos 10 jogos nesta temporada. 10 jogos no ano: é uma nota de corte até modesta, mas já é uma nota de corte, e talvez seja o suficiente para afastar todo aquele contingente de oportunistas que só vão apoiar o time nas finais e nos jogos decisivos. Quem esteve ao lado do clube pode comprar ingressos antes dos demais, fazendo valer o seu direito adquirido.


Quem só vai de vez em quando ou quem aparece só nas horas boas, corre o risco de ficar de fora. Simples, justo e lucrativo para o clube.

Enquanto isso, os palmeirenses convivemos com mais um adiamento do programa de sócio-torcedor. E, ao que parece, ele vai chegar já longe do que seria ideal.

***

*Os leonores, vocês já perceberam?, sempre conseguem os seus pontinhos roubados em dobradinhas como a que se consumou hoje: um pênalti não marcado para o Barueri no sábado rendeu dois pontos e outro, não marcado para o Grêmio, garantiu o terceiro em poucos dias. E já são nove os pontos roubados nesta edição do Brasileiro, um número até modesto na comparação com os anos anteriores.

*Eu troco as três expulsões dos vagabundos bambis pelo pênalti que deixou de ser marcado.


*Paulo Schmitt, o procurador vagabundo do STJD, voltou a agir hoje. Ameaçou punir Danilo, dando prosseguimento à guerra declarada contra o Palmeiras. Peço aos senhores que confiram este link aqui, pois é um resumo bem acabado da situação de beligerância que existe entre Palmeiras e este tribunalzinho de pilantras. Deixo algumas perguntas para o sr. Schmitt:

1. Por que o narigudo mau-caráter não foi denunciado pelas ofensas ao árbitro no jogo contra o Santos?

2. Por que o SPFW não será julgado pela invasão de campo de um torcedor bambi no Jd. Leonor?

3. E se não for, por que o Goiás foi punido no ano passado, logo em um jogo em que iria receber o SPFW?

4. E Dagoberto, esta moça que adora dar umas porradas, será punido depois do que fez hoje?

5. Por que os recursos da procuradoria são apresentados apenas contra jogadores do Palmeiras?


PAULO SCHMITT, O SENHOR É UM VAGABUNDO!

***

Aviso aos palestrinos que vão ao Rio no domingo:

Os ingressos para o Maracanã estão à venda também aqui em SP, nos pontos de venda da Ingresso Fácil/BWA: Pacaembu, Canindé, Ibirapuera etc. Vamos ficar nas cadeiras azuis, a R$ 15 (não tem estudante aqui).

Para quem vai passar o fim de semana no Rio e quiser acompanhar o acesso do Vascão, dá para comprar também os ingressos para sábado: R$ 30 a arquibancada e R$ 15 a cadeira azul.

Jogo sujo

André Kfouri, o filho do bastião da moral e dos bons costumes, escreveu este post. O texto é bom, foi bem pensado e parte de uma ideia até correta. Porque há jornalistas esportivos que buscam fazer um trabalho isento e imparcial, e eles talvez sejam até a maioria da classe. Acontece que o trabalho sujo desenvolvido pelos demais é maligno ao extremo e acaba por comprometer todo o restante, o que tornam necessários os apontamentos feitos por este e por outros blogs e pela torcida palestrina, que tem todo o direito de sentir perseguida.

Comecemos por Juquinha, o pai de André. Ele se vende como defensor da ética acima de tudo, mas foi capaz, por exemplo, de já elogiar JJ Scotch Whisky, este filhote da ditadura, logo em uma
entrevista em que o mandatário leonor proclamou que o Jd. Leonor era "uma obra fantástica do poder público". Eu poderia ainda citar uma série de incoerências no discurso de Juquinha, mas esta aqui cumpre bem o papel de mostrar a que interesses se presta o seu trabalho.

Seria possível também escrever toda uma dissertação para mostrar os episódios em que a imprensa esportiva já demonstrou ter escolhido um lado da batalha, mas isto rende um trabalho ainda maior do que este blog pode suportar. Vamos a alguns links recolhidos a esmo:

L!, o Boletim de Madame
Caso de polícia
Fábrica de factóides
Agenda de destruição

Painel Leonor
Sob ataque
Um mês com Arruda
Franchising leonor

Globo (TV e site)
Quando não há notícias...

M&M (um exemplo mais light)
O poder da manipulação

Aqui, um exemplo bem orquestrado de como a mídia age em conjunto.

Bom, mas está ainda bem nítida a última armação leonor, esta envolvendo o afastamento de dois dos principais jogadores do Barueri apenas para o jogo contra o SPFW e é então que a nossa imprensa esportiva assume um papel fundamental, o de fingir que nada acontece e ainda tentar jogar qualquer suspeita nas costas do clube que, vejam os senhores, ousa desafiar os leonores nesta reta final.

E é por isso que Eduardo Arruda, este funcionário do SPFW na Folha de S.Paulo, dedicou metade da sua
coluna desta terça-feira à tarefa de desviar o foco da armação bambi. Vejamos:

Todas.... Nos corredores do Parque Antarctica comenta-se que o Palmeiras investirá pesado hoje e amanhã nos bastidores em três frentes: na FPF, na CBF e no C13.

...as armas. Os palmeirenses querem que a Traffic fale com a CBF, pela preocupação com a arbitragem para o jogo com o Fluminense. E no C13, pelo novo status do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo na entidade, devem pedir para Fabio Koff falar com o Grêmio sobre a necessidade de empenho contra o São Paulo.

Pool. Empresários palmeirenses se articulam para incentivar rivais do São Paulo nas próximas rodadas. Avaliam que o time mais propenso a aceitar dinheiro é o Goiás.

Em falta. Atrasos em salários e prêmios ajudam a explicar a queda do time goiano, que não vence há sete jogos.

Mordomo. Cartolas são-paulinos enxergam na motivação de rivais em associar o clube ao afastamento de jogadores do Barueri uma desculpa para justificar maus resultados. E questionam o motivo de ninguém ir atrás do Cruzeiro, que teria oferecido dinheiro ao time paulista.

Trabalho exemplar, não? Porque agora, vejam só, o leitor desta coluna picareta irá pensar: "Como são filhos da puta esses diretores do Palmeiras. Querem ganhar o jogo fora de campo... como pode?" Arruda segue a passos largos o caminho trilhado por Perrone, mas ele consegue ir ainda mais além. Superou com louvor até
este ataque anterior. O jogo sujo não tem limites...

"EI, IMPRENSA, VAI TOMAR NO CU!"

03 Novembro 2009

É Pacaembu!

O presidente Belluzzo parece ter percebido o erro que é mandar jogos para Presidente Prudente, no Mato Grosso do Sul. Sanchez vai pela mesma linha, ao menos nos discursos oficiais, estes que são divulgados pela imprensa. E já desponta com força a hipótese de os clássicos de 2010 serem disputados no Pacaembu, como sempre foi e como deveria ser agora também. Nada mais lógico e racional.

Tal situação, no entanto, choca-se com o discurso falastrão do prefeitinho de merda de Prudente, o tal Tupã, que ocupou espaço demais nos grandes jornais paulistanos desde o final de semana. Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, por exemplo, destacaram as melhorias no estádio (eu não notei nada de diferente em relação aos últimos dois jogos) e a intenção de levar para lá mais encontros dos grandes paulistas em 2010.


A questão é que Presidente Prudente é uma cidade esquecida no meio do nada, com estrutura precária, de difícil acesso e com logística inadequada mesmo para quem vem da capital. Eis então que resolveram construir um elefante branco em um descampado qualquer do município sem levar em conta que a cidade não tem nenhum clube disputando as principais divisões do futebol paulista.


Fizeram merda, também por influência da FPF, e quem está pagando a conta disso são os dois maiores clubes do estado e também as suas torcidas, que se viram obrigadas a viajar 1.200km três vezes no ano para ver um clássico que pertence à cidade de São Paulo e que deveria ter sido disputado aqui sem qualquer contestação.

Acontece que não temos nada a ver com o fato de Presidente Prudente ficar em um canto esquecido do mundo. Não temos culpa se a cidade não tem um time de futebol decente. Não temos culpa de existir aquele elefante branco. Não temos culpa de o prefeitinho populista querer fazer graça.

Mesmo assim, já pagamos muito caro por isso tudo. Se os presidentes de Palmeiras e SCCP insistirem no erro, estarão cometendo mais um atentado contra a história do clássico e desrespeitando as respectivas torcidas. E ninguém aqui é palhaço pra agüentar isso!

***

Já me cansei dos protestos de quem mora no interior (vejam que eu não os chamei de caipiras, ok?). Não entendo o que motiva tamanha revolta, mas a verdade mesmo é que vocês já encheram o saco demais. Palmeiras e SCCP são clubes da capital paulista e, como tal, devem fazer o clássico por aqui.

Ah, vocês são palmeirenses e querem ver também? Certo, pois que venham até São Paulo e assistam. Nada impede que isso aconteça. Só não venham encher o nosso saco, nobres moradores do interior paulista (e sul-mato-grossenses, no caso dos prudentinos).

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Texto relevante para este post:
Pacaembu, por que não?

02 Novembro 2009

PRUDENTE/MS NUNCA MAIS!


Talvez eu devesse começar o texto enaltecendo o espírito de luta de nossos atletas, o poder de superação e o empate conquistado sob um sol criminoso e com um homem a menos diante do nosso maior rival. Talvez fosse o tom mais correto, porque o grupo dá mostras uma vez mais de que está comprometido para nos levar ao título e porque o empate alcançado ontem apenas reforça o post anterior. Acontece que mesmo agora, de volta a SP, o calor brutal daquela cidade maldita parece ainda torrar os meus miolos, e é então que se faz necessário retomar um assunto que já foi debatido à exaustão.

Vejam os senhores que Palmeiras e SCCP, os dois grandes clubes do estado, foram obrigados a se enfrentar pela terceira vez neste ano em uma localidade que fica em outro estado que não o nosso. E foi assim pela ganância e pela falta de bom senso dos dirigentes das duas agremiações, que parecem por demais compromissados com o populismo idiota do pequeno prefeito local, o tal de Tupã.

Este blog já protestou veementemente três vezes, antes da confirmação de cada um dos jogos em Presidente Prudente/MS, mas parece que até agora a medida não surtiu efeito. E eu me sinto bem à vontade para escrever o que escrevo, porque fui de São Paulo até Prudente todas as três vezes e digo que já não agüento mais perder quase um dia inteiro e mais um bom dinheiro só para satisfazer os desejos megalômanos de um prefeitinho de merda.

Digo também que não sei se farei isso outra vez, porque esta última foi ainda mais cansativa do que todas as demais e porque a palhaçada atingiu níveis extremos entre nossos dirigentes, mas escrevo para que isso tudo fique registrado.

De cara, é preciso dizer que um jogo disputado às 15h em Presidente Prudente, sob um calor que chegava próximo dos 40º C, com sol incessante e sem qualquer sinal de vento, é um atentado à saúde dos jogadores, mais ainda em final de temporada, quando estão todos já exauridos. E é pior ainda que a diretoria do Palmeiras tenha submetido seus atletas a tais condições, porque tínhamos uma batalha acontecendo e porque outras cinco estão por vir.

O resultado pôde ser visto no campo de jogo, e não difere muito do que acontecia nas arquibancadas, com as duas torcidas um tanto quanto desmobilizadas, tamanho era o calor que afetava corpos e mentes no cimento do descampado em que se situa o estádio. Dadas as condições, não se pode cobrar muito das duas torcidas, que, de quando em quando, até faziam um esforço maior para superar a apatia diante do clima adverso.
Por sinal, a comparação é necessária:

08.03.2009: Palmeiras 1 x 1 SCCP – 44.479
26.07.2009: SCCP 0 x 3 Palmeiras – 29.777
01.11.2009: Palmeiras 2 x 2 SCCP – 18.752

Nota-se, portanto, que a caipirada de Prudente e região não agüentou o tranco: o público despencou jogo após jogo, dos quase 44,4 mil de março para os irrisórios 18,7 mil de ontem. Em parte, a culpa é da ganância do departamento financeiro da S.E. Palmeiras (que cobrou R$ 50 por uma arquibancada), mas cabe apontar também o desinteresse pelo clássico na cidade, um claro sinal de que a decisão de ir até Prudente, um erro desde o início, já se esgotou.

Dos 18,7 mil presentes ao estádio ontem, não é exagero supor que metade veio da capital paulista, distante quase 600km do Mato Grosso do Sul. Éramos nós, em um ônibus fretado, as organizadas dos dois clubes, gente que foi de carro, de avião, de ônibus, do que quer que seja. Éramos os "torcedores comuns", e o ‘comum’ aqui tem um sentido diametralmente oposto ao que se convencionou.

Ao apropriar-me agora da expressão "torcedor comum", faço referência àquele contigente de torcedores - do qual eu faço parte -
que está sempre ao lado do Palmeiras, esteja ele onde estiver. Refiro-me aos insanos que comparecem a todos os jogos aqui em SP e que viajam por todo o interior, para outros estados e para outros países para acompanharem o Palmeiras. Somos 'comuns' no sentido de 'rotineiros', pois estamos sempre presentes, bem ao contrário dos caipiras que vêem o futebol como festa e que somem assim quando a coisa deixa de ser novidade.

As diretorias de Palmeiras e SCCP cometeram o mesmo erro três vezes no ano. Cederam às migalhas de um prefeitinho populista, cometeram seguidos atentados contra o clássico Palmeiras x Corinthians e nos submeteram a um sacrifício desnecessário. Mas nós não somos palhaços e não estamos aqui de brincadeira.

Ontem, enquanto deixava a arquibancada do Prudentão, ainda sob um calor infernal, tudo o que eu mais queria era nunca mais ter que colocar os pés naquela cidade de merda. Que tomem vergonha na cara os nossos dirigentes.

PRUDENTE/MS NUNCA MAIS!

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Depois, com mais tempo e talvez com a cabeça mais fria, eu volto para falar do jogo, de Prudente e de outros assuntos. Mas o desabafo era mais do que necessário. Se alguém me obriga a ficar 24 horas na estrada e ainda me toma algumas centenas de reais no ano, é mais do que justo que eu não fique calado.

01 Novembro 2009

Nossa vitória não virá por acaso

Dentro de quatro horas, ainda na madrugada paulistana, eu e um grupo de quase 40 amigos vamos pegar a estrada. Serão longos 600 quilômetros em direção ao Mato Grosso do Sul – e depois a mesma distância para voltar. Viagem longa, cansativa e perfeitamente evitável se houvesse bom senso entre os nossos dirigentes. Diga-se de passagem, será a terceira vez que me obrigam a ir até Presidente Prudente/MS apenas neste ano. Sei que deveria estar dormindo agora, mas é tão grande a ansiedade e é tão importante o que está por vir que o sono não deve vir assim tão fácil.

Acontece que agora, enquanto nos preparamos para enfrentar o nosso maior rival, resta uma única certeza: a de que tudo pode acontecer quando começar a rolar a bola. Porque é Palmeiras x Corinthians, clássico sempre imprevisível, porque estamos no meio de uma batalha e porque o futebol nos sujeita aos triunfos memoráveis e aos fracassos retumbantes assim sem fazer cerimônia.

O que nos move até Prudente – e até qualquer outro lugar, por distante que seja – não é a certeza dos oportunistas que vão ao estádio para ver uma vitória fácil. O que nos leva a encarar a estrada sem nenhuma garantia é o amor que temos pelo Palmeiras e o compromisso de apoiá-lo em todos os momentos.

Sabemos que pode vir uma derrota dentro de campo e até que podemos ficar sem o título lá no final. Faz parte, assim é o futebol. Mas sabemos também que nossa vitória, se vier, não virá por acaso.


Não venceremos (o jogo ou o título) sem esforço. Não venceremos às custas de uma arbitragem favorável, de um tribunal complacente ou de um adversário que resolve entregar o jogo um dia antes. Não venceremos sob suspeita. Não venceremos com um time apático e sem fibra, com mocinhas no lugar de homens. Não venceremos sem sangue, suor ou lágrimas. Não venceremos sem lutar.

Porque temos alma, história e tradição. Não somos como esta sub-raça alienada, que, acostumada às benesses do poder público e da mídia, vê como natural a vitória sem esforço. Porque aqui valorizamos o título não pela ostentação numérica, mas pelo esforço que fizemos para chegar até ele. Não queremos a vitória a qualquer custo; importa mais a nossa dignidade, e ela não está à venda.

Rumo a Prudente. Temos um batalha a ser travada com o nosso rival. E a nossa vitória, se vier, não virá por acaso.

***

Nossos inimigos da imprensa, vejam só, ficaram ofendidos com os gritos que dirigimos a eles na última quinta-feira. Muita besteira foi dita, e jornalistas aqui e ali disseram não entender o porquê da nossa reação (notem que eu falo em "reação" e não em "ação").

Deixem estar; eu me proponho a ajudá-los na tarefa de compreender porque eles são nossos inimigos. Vai ser um trabalho inesgotável, mas podemos começar desde já com a ajuda de outros dois blogs:


1. Bola dentro do OV: Juquinha, aquele do bezerrão, escreve isto, mas não escreve isto aqui.

2. Do Cruz de Savóia: Gota d'água


De novo:

"EI, IMPRENSA, VAI TOMAR NO CU!"

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Cumpre destacar que a diretoria do Palmeiras, além de nos obrigar a viajar 1.200km para um jogo que deveria acontecer aqui, reforçou a sua reconhedida incompetência para vender ingressos (a R$ 50, diga-se): mandou pouquíssimos bilhetes para cá e deixou na mão muitos de nós, que temos apoiado o Palmeiras em todos os jogos de maneira incondicional. É um absurdo, e vamos agora ter que correr atrás dos ingressos da caipirada lá em Prudente mesmo. Obrigado, diretoria!