20 abril 2010

Guerra? É com a gente!

Por mais que tente se fazer passar por grande, o Atlético/PR, aqui conhecido como Brisa/PR, tem consciência da sua relevância para o futebol, ou seja nenhuma. Trata-se de um clube pequeno. Ponto. E todo pequeno, quando diante de um grande, se vê obrigado a apelar para subterfúgios os mais baixos possíveis. O que faz agora a Brisa/PR é conferir um peso inexistente a algo que deveria ter ficado dentro de campo. É intencional.

Se Danilo fez algo errado - e isso é bem discutível -, que pague por isso. E que fique por aí, com o devido peso que a coisa tem. Porque o que se desenrolou depois, em uma orquestração iniciada no vestiário do estádio Palestra Itália, evidencia bem qual é o nível dessa gentalha elitista e suja do Paraná (não se trata de generalização, mas de restrição, ok?). Fizeram um circo, transformaram em caso de comoção nacional o que deveria ter ficado dentro de campo, manipularam a opinião pública, criaram uma guerra que não existe.

Sim, porque clubes pequenos como o Atlético/PR (ou como o Ixpót, para ficarmos em um exemplo recente) não têm força para ganhar dentro de campo e então apelam com as armas mais sujas que se apresentam. O que faz agora a direção do clube paranaense é insuflar sua torcida (uma gentalha elitista e cretina, diga-se de passagem) em uma guerra que não existe.

Quando vejo a mobilização dos torcedores da Brisa/PR contra o racismo, eu deixo a pergunta: logo vocês, racistas e elitistas de merda? Logo vocês vêm falar de racismo? Têm certeza disso? Vão mesmo apelar para esse jogo de cena falso, para essa cretinice orquestrada?

Pois que venham pra cima, hipócritas!

Estão criando uma guerra contra um time já há muito habituado com isso. A resistência corre no nosso sangue. O espírito guerreiro faz parte da nossa história. O desafio nos faz crescer. O ódio nos alimenta. Guerra é com a gente! E venceremos dentro de campo, que é onde tudo se resolve.

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O que não perceberam os dirigentes e torcedores da Brisa/PR (ainda) é que a estratégia de criar um clima de guerra vale contra muitos outros clubes, mas não contra o Palestra Italia/Palmeiras. Porque enquanto eu já ouvi de muita gente aí frases como "eu não gostaria de estar na pele do Danilo amanhã", a minha reação é bem outra: ao menos por uma noite, tudo o que eu queria era estar na pele do Danilo. Para encarar de frente essa gentalha hipócrita, sentir o sangue ferver, fechar a cara e partir pra cima. Porque aqui é Palmeiras! Porque guerra é com a gente! Porque aqui temos homens e resolvemos tudo dentro de campo! Porque arrancamos a cabeça de hipócritas como estes de Curitiba.

Vão pintar o rosto de preto, é? Pois aqui a gente vai de cara limpa, com o sangue fervendo para honrar a nossa história.

À guerra, irmãos!

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Mais sobre a palhaçada toda:

Aqui, o Seo Cruz lista muitos dos bons textos escritos nos últimos dias contra a hipocrisia dessa gentalha sulista. Ainda no mesmo blog, um pouco da genética suja deste clube pequeno e insignificante. Por fim, aqui, o Ademir mostra uma contradição brutal no discurso deste bando de canalhas oportunistas.

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A nossa valorosa e diligente imprensa esportiva, cabe dizer, tem muita culpa nisso tudo. É sobre essa classe, de jornalistas hipócritas, sensacionalistas e falsos moralistas, que Ugo Giorgetti escreveu no Estadão do último domingo:

O futebol se tornou profissional demais
UGO GIORGETTI - O Estado de S.Paulo

Era uma vez um grupo de jornalistas que trabalhava no departamento de esporte de uma tevê. Quinze eram cameramen e cinco eram comentaristas da mesa redonda. Quando havia jogos, os cameramen iam com suas câmeras para o gramado e os outros para as cabines. Quatro câmeras acompanhavam o jogo propriamente dito, 11 se fixavam em outros aspectos da partida. Ficavam atentas aos deslizes, às gafes, às impropriedades e a toda sorte de acontecimentos polêmicos envolvendo tanto jogadores quanto juízes e auxiliares.

A bola, o jogo em si, importava pouco para esses 11 cameramen. Tinham especial predileção pelos escanteios e pelas bolas paradas, ocasiões em que se esmeravam em não perder nada. Evidentemente não estavam à procura de algo belo ou artístico, mas de cotoveladas traiçoeiras, xingamentos, cuspidas, cabeçadas e qualquer outra manifestação que pudesse merecer reprovação da sociedade em geral e que teria passado despercebida não fossem as atentas câmeras.

Sabiam, também, quem eram os jogadores que poderiam oferecer bom material. Um goleiro, por exemplo, que durante a partida tivesse o costume de enfiar o dedo no nariz enquanto a bola estava longe era sempre alvo de uma câmera pacientemente à espera que fizesse o gesto esperado. Nada ficava escondido. Nada podia ser secreto ou mesmo duvidoso diante de tantas câmeras vigilantes.

Espionagem. Naturalmente o resultado da espionagem era comentado amplamente e alimentava a mesa redonda composta pelos cinco jornalistas. Fora do comportamento dos jogadores, é claro, havia o juiz, que era escrutinado sem cessar em todos os seus movimentos e verificadas todas as suas decisões. Duas ou três câmeras se destinavam a acompanhar "Sua Senhoria" por todos os cantos do gramado e mostrar sem contemplação, em câmera lenta, todos os lances em que suas decisões pareciam duvidosas.

A atenção maior, porém, era dirigida para as atitudes reprováveis dos jogadores. E os comentários eram, como seria de esperar, de total condenação, severa, firme, muitas vezes indignada. Os lances eram repetidos à exaustão, liam-se lábios, adivinhavam intenções, sempre na defesa da moral, da ética e do profissionalismo.

Essa era a palavra: profissionalismo. Jogador profissional não pode fazer isso, não pode fazer aquilo, isso é inadmissível, aquilo não dá pra aceitar, etc, etc, etc.

Bem, um dia o futebol mudou. À força de serem tão criticados, tão cobrados, os jogadores tornaram-se verdadeiros cavalheiros.

Pouco a pouco cessaram em campo as cuspidas, os comentários maldosos sobre a origem, a família e a masculinidade. Parecia incrível, mas não se via nem mesmo um mísero carrinho maldoso, ninguém mais perdia a cabeça.

Superjuízes. Os juízes também se aperfeiçoaram. Correndo como loucos, chegavam no lance antes das câmeras, começaram a enxergar mais que as lentes, viraram superjuízes. E assim, para a alegria geral, todo mundo se tornou profissional.

Só que, desde essa época, os onze camaramen procuravam o que registrar e não encontravam nada. Os comentaristas queriam a polêmica e não havia mais polêmica alguma. Um belo dia os quinze cameramen se apresentaram para trabalhar e constataram que onze estavam demitidos. Pouco depois foram demitidos também os jornalistas da mesa redonda.

Quando o futebol se tornou aquilo que por anos desejaram, perceberam que não tinham mais utilidade alguma.


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"Febre de bola", página 31:

"Talvez, como eu, todos estivessem se sentindo libertos da responsabilidade e do sofrimento implacáveis da paixão clubística: eu queria que a Inglaterra ganhasse, mas aquele não era o meu time. Pois para mim, um garoto de 12 anos dos Home Counties, o que era a pátria comparada a um time sediado na zona norte de Londres, a 50 quilômetros de onde eu morava, e do qual eu nunca ouvira falar e no qual nunca pensara nove meses antes?"

10 comentários:

arce disse...

Cara, admiro muito a forma como você escreve e o ceticismo com que trata do Palmeiras, se aproximando muito do mesmo ceticismo com que eu também trato nosso amado clube.
Devo dar os parabéns por deixar claro que a guerra é dentro de campo - "onde tudo se resolve", usando suas palavras.
Siamo Palestra.

Daniel disse...

boa mano!
Vamos detonar esses otarios

Arvro disse...

Que sirva de lição pro Danilo. Pegará pelo menos 11 partidas né? O cabeceador Manoel tem um mínimo de DUAS partidas só.
Dá proxima vez, faz igual o Diego Souza no Domingos, dá-lhe uma rasteira. E o Diego pegou 8 partidas só...
Descer o cacete pode. Injuria, não.
Simples

Anônimo disse...

Maldito Fair Play
Michel

Anônimo disse...

Meu caro Barneschi, perfeito como sempre. Acrescente-se ao adjetivos - elitista e racista -já utilizados para qualificar esse pessoal do Paraná: xenófobos e provincianos. Chamá-los de medíocres seria pura redundância. A imprensa esportiva, ah, a imprensa: ou são evidentemente tendenciosos e vendidos ou querem dar uma aparência de serem avançados demais, sem serem rigorsamente nada. O que sobra, de fato, nesse desolador deserto de idéias é a sempre maravilhosa crônica de Ugo Giorgetti, grande palmeirense e nobre artista. Vocês dois, Barneschi, são para mim os melhores textos do futebol. Vocês, mesmo sem o saberem, são meu alento! Abraço.

Luiz disse...

Matou a pau! Você está cada vez melhor! Perfeito!

Paty disse...

Muito bom!!!!Depois de ler seu texto aquele amor pelo Palmeiras parece que fica mais forte e dá uma vontade danada que esse jogo chegue logo.Tomara que vc tenha conseguido seu ingresso e esteja lá nos representando.Parabéns! Mais que perfeito.

juvenal capeta disse...

Já sabemos como lidar com esses poodles.

Sofreram um monte nas nossas mãos.

Libertadores, Aloísio Chutador-de-bunda-de-vaca, Dagoberto.

E para selar os tempos de paz com esse timeco, emprestamos o Wagner Diniz e eles estão achando que fizeram um ótimo negócio.

muuuuhahahahahahah

Renato disse...

PQP puta texto. IRADO!!!

Anotem aí. Seremos operados (novamente vide 2009) lá na arena mal-acabada de novo. Este trio de arbitragem do RJ só tem uma missão hoje: FUDER O PALMEIRAS.

lucas disse...

chupa atletico/pr
racistas de merda