Domingo passado, Americana, interior de SP. Jogo pequeno, segunda rodada do Campeonato Paulista, Rio Branco x Palmeiras. Uma torcida só, visto que o povo local resolveu não aparecer. Estádio Décio Vitta, capacidade para 12 mil pessoas.
Tarefa simples para os organizadores?
Poupá-los-ei de qualquer descrição sobre o cenário caótico que antecedeu o duelo - e que se prolongou durante. Basta dizer que deixaram de vender ingressos sem qualquer explicação lógica. E que cerca de 1,5 mil torcedores não puderam entrar no estádio.
Aí você pega o borderô do jogo e se depara com a seguinte situação:
Renda (bruta): R$ 96.600
Ingressos à venda: 11.758
Ingressos vendidos (público pagante): 6.461
Ingressos devolvidos (encalhe): 5.297
5.297 ingressos devolvidos.
E pelo menos 1,5 mil torcedores do lado de fora, sem ingresso.
O time da casa deixou de ganhar R$ 30 mil no domingo. E muito mais se considerarmos as pessoas que não mais voltarão.
Parabéns, dirigentes do futebol brasileiro!
Vocês realmente querem organizar uma Copa do Mundo?
São uns brincalhões...
24 janeiro 2007
23 janeiro 2007
Fora Mustafá!
O câncer regrediu. Escapamos do pior. E o Palmeiras, livre deste terrível fantasma, pode seguir em paz rumo ao seu caminho de glórias.
22 janeiro 2007
E é só o começo...
Primeiro jogo da temporada no interior e o caos já deu as caras. Falta de ingressos (e de informações), descaso da PM e dos organizadores do evento, uma zona sem tamanho. Tudo isso para um jogo relativamente pequeno, mas em um estádio que sempre causa transtornos enormes aos torcedores de times grandes.
Um pouco de organização poderia garantir uma tarde sem problemas (e com uma rentabilidade maior para o time da casa), mas quem disse que os caras entendem o significado disso?
Eu tive a sorte de entrar antes de começar o jogo, e o fiz de graça, já que não havia outra alternativa. Mas houve quem só entrasse no segundo tempo. Outros, pior ainda, nem entraram.
Mas, afinal, quem se preocupa?
Fica, desde já, a certeza de que teremos enormes problemas durante este Paulistão. Campinas, na próxima semana, Itu, Sertãozinho, Sorocaba... não vai ser nada fácil.
***
Por falar em organização, o cadastramento na Mancha acontece nas duas próximas quartas-feiras, das 12h às 18h. Excelente horário, especialmente porque somos todos vagabundos que podem perder a tarde nesta palhaçada orquestrada por Del Neros, Kleins e criaturas assemelhadas...
Um pouco de organização poderia garantir uma tarde sem problemas (e com uma rentabilidade maior para o time da casa), mas quem disse que os caras entendem o significado disso?
Eu tive a sorte de entrar antes de começar o jogo, e o fiz de graça, já que não havia outra alternativa. Mas houve quem só entrasse no segundo tempo. Outros, pior ainda, nem entraram.
Mas, afinal, quem se preocupa?
Fica, desde já, a certeza de que teremos enormes problemas durante este Paulistão. Campinas, na próxima semana, Itu, Sertãozinho, Sorocaba... não vai ser nada fácil.
***
Por falar em organização, o cadastramento na Mancha acontece nas duas próximas quartas-feiras, das 12h às 18h. Excelente horário, especialmente porque somos todos vagabundos que podem perder a tarde nesta palhaçada orquestrada por Del Neros, Kleins e criaturas assemelhadas...
19 janeiro 2007
Cadê o esquilo?
O Palmeiras mostra atitude, estréia com um convincente 4 a 2, inspira confiança e, mesmo assim, eu abro o post com um questionamento desses? Sim, parece estranho, mas é necessário. Com aquela grotesca família do Del Nero - o que é aquilo, pelo amor de Deus? -, o esquilo do Farah vai deixar saudades.
Sobre o Verdão, tenho a dizer que o time correspondeu à moderada confiança que eu tinha. Teve atitude, foi pra cima, virou rápido, não cansou de buscar o gol. Perdeu muitos, é verdade, mas foi atrás deles. A defesa, confusa e insegura, é que ficou um pouco abaixo, mas há tempo de sobra para arrumar.
E a temporada está apenas começando...
Domingo é a vez de Americana.
***
Ainda na grade
A surpresa (positiva) ficou na arquibancada. Não pelos quase 15 mil pagantes com chuva, mas por podermos ainda continuar no nosso lugar privilegiado. Não sei até quando, mas é bom aproveitar enquanto não nos colocam no campo de concentração.
***
Vexame
Uma coisa eu digo: se é para subir no Jardim Suspenso e dar um chute que, do meio-campo, não alcançou a grande área, é melhor ficar na praia com o bom e velho frescobol...
Sobre o Verdão, tenho a dizer que o time correspondeu à moderada confiança que eu tinha. Teve atitude, foi pra cima, virou rápido, não cansou de buscar o gol. Perdeu muitos, é verdade, mas foi atrás deles. A defesa, confusa e insegura, é que ficou um pouco abaixo, mas há tempo de sobra para arrumar.
E a temporada está apenas começando...
Domingo é a vez de Americana.
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Ainda na grade
A surpresa (positiva) ficou na arquibancada. Não pelos quase 15 mil pagantes com chuva, mas por podermos ainda continuar no nosso lugar privilegiado. Não sei até quando, mas é bom aproveitar enquanto não nos colocam no campo de concentração.
***
Vexame
Uma coisa eu digo: se é para subir no Jardim Suspenso e dar um chute que, do meio-campo, não alcançou a grande área, é melhor ficar na praia com o bom e velho frescobol...
18 janeiro 2007
Bem-vindo, Paulistão!
As boas-vindas têm a ver com o início de mais uma temporada (de esperanças renovadas, apesar de tudo) e com o retorno do mata-mata à fase final do Campeonato Paulista. Pro inferno com os pontos corridos!
Vamos com fé, Palmeiras!
***
As más notícias
Ah, teremos algumas novidades nada agradáveis hoje à noite. Uma delas, espero, é passageira, e a maioria deve ter visto pela TV no jogo do Santos: trata-se daquele infeliz, grotesco e cretino palco de shows na lateral do gramado, bem diante do lugar que costumávamos ocupar. É impossível, por exemplo, ver o jogo da nossa boa e velha grade.
Quando digo 'costumávamos', refiro-me ao fato de termos agora um novo espaço reservado, na verdade uma espécie de campo de concentração. Ficaremos confinados atrás do gol, abaixo do placar, com grades dos dois lados, tal qual animais. E há toda uma série de interdições nas escadas de acesso e mesmo na entrada da Matarazzo.
Verdadeiras aberrações, digna da administração Del Nero.
***
Antes que perguntem:
Sim, estive ontem à noite no Palestra. Coisa rápida, 15 minutos se tanto. Passei pela Mancha, pela Savóia, falei com o pessoal - que estava, é claro de plantão -, vi como estavam as coisas nos bares e tal. E entrei no estádio. Subi para a arquibancada, vi qual era a situação, cumprimentei um amigo que não via há anos e fui embora.
Vamos com fé, Palmeiras!
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As más notícias
Ah, teremos algumas novidades nada agradáveis hoje à noite. Uma delas, espero, é passageira, e a maioria deve ter visto pela TV no jogo do Santos: trata-se daquele infeliz, grotesco e cretino palco de shows na lateral do gramado, bem diante do lugar que costumávamos ocupar. É impossível, por exemplo, ver o jogo da nossa boa e velha grade.
Quando digo 'costumávamos', refiro-me ao fato de termos agora um novo espaço reservado, na verdade uma espécie de campo de concentração. Ficaremos confinados atrás do gol, abaixo do placar, com grades dos dois lados, tal qual animais. E há toda uma série de interdições nas escadas de acesso e mesmo na entrada da Matarazzo.
Verdadeiras aberrações, digna da administração Del Nero.
***
Antes que perguntem:
Sim, estive ontem à noite no Palestra. Coisa rápida, 15 minutos se tanto. Passei pela Mancha, pela Savóia, falei com o pessoal - que estava, é claro de plantão -, vi como estavam as coisas nos bares e tal. E entrei no estádio. Subi para a arquibancada, vi qual era a situação, cumprimentei um amigo que não via há anos e fui embora.
17 janeiro 2007
A lógica do Del Nero
Grêmio Barueri (ainda sem casa) e Santos se enfrentam hoje à noite. O jogo, no entanto, acontece no estádio de um terceiro clube. 20 dias depois, o Santos fica frente a frente com o Palmeiras, dono do Palestra Itália, o campo em questão. Mas eis que ele não pode mandar o jogo na sua casa. O Barueri pode, o Palmeiras não. Grande Del Nero!
16 janeiro 2007
O Palestra e a arena
O sempre bem informado amigo Fábio Finelli, do Arena FC, noticiou, na última semana, o interesse da empresa holandesa Amsterdam Arena em levar adiante o projeto de modernização e reformulação da nossa casa, o Parque Antártica. Os detalhes todos estão neste link. Vale ler.
O que eu tenho a dizer é simples:
Nunca vi com bons olhos essa coisa de arena, de ingresso numerado e de modernidades de brasileiro metido a europeu. Mas talvez isso seja necessário para o processo de profissionalização do nosso Palmeiras. Neste caso, o projeto seria bem-vindo desde que:
1. não servisse a qualquer tentativa de elitização, quer seja pela elevação no preço dos ingressos ou pela ausência de setores populares;
2. fosse mantida a estrutura original dos anos 30, sem demolições (não me conformo com o sangue frio dos ingleses em relação a Wembley) ou reformas estruturais impactantes;
3. fosse mantido o nome Palestra Itália/Parque Antártica;
4. fosse construído, em algum lugar de destaque, um monumento aos bravos italianos que resistiram à tentativa de invasão das hordas sem alma em 1942;
5. o contrato fosse bastante interessante ao Palmeiras em longo prazo;
6. as cadeiras numeradas fossem parte dispensável da coisa.
Claro que são as minhas idéias, os meus preceitos. Não sei o que vocês pensam, mas o essencial, a meu ver, é que fosse respeitada a tradição e a história do eterno estádio Palestra Itália.
O que eu tenho a dizer é simples:
Nunca vi com bons olhos essa coisa de arena, de ingresso numerado e de modernidades de brasileiro metido a europeu. Mas talvez isso seja necessário para o processo de profissionalização do nosso Palmeiras. Neste caso, o projeto seria bem-vindo desde que:
1. não servisse a qualquer tentativa de elitização, quer seja pela elevação no preço dos ingressos ou pela ausência de setores populares;
2. fosse mantida a estrutura original dos anos 30, sem demolições (não me conformo com o sangue frio dos ingleses em relação a Wembley) ou reformas estruturais impactantes;
3. fosse mantido o nome Palestra Itália/Parque Antártica;
4. fosse construído, em algum lugar de destaque, um monumento aos bravos italianos que resistiram à tentativa de invasão das hordas sem alma em 1942;
5. o contrato fosse bastante interessante ao Palmeiras em longo prazo;
6. as cadeiras numeradas fossem parte dispensável da coisa.
Claro que são as minhas idéias, os meus preceitos. Não sei o que vocês pensam, mas o essencial, a meu ver, é que fosse respeitada a tradição e a história do eterno estádio Palestra Itália.
12 janeiro 2007
Del Nerices
Amigos palmeirenses,
Preparem-se para um espetáculo inesquecível na próxima quinta-feira, no Palestra. A informação vem do Painel FC de hoje:
Temático. O Hino Nacional será cantado pela Família Lima na abertura do Paulista-07, entre Palmeiras e Paulista. E, em vez de uma mascote, serão apresentadas quatro. Uma família com dois filhos.
Rápidos comentários:
1. Ok, a execução do hino é obrigatória. Por que não colocar uma banda marcial ou coisa do tipo?
2. O campeonato tem oito jogos na quarta (17), mas a abertura é na quinta (18)? Hum, nossos amigos portugueses adorariam saber.
3. Porra, como se não bastasse aquele esquilo idiota - resquício do Farah -, agora vamos agüentar quatro, pai, mãe e filhos? É de foder...
Preparem-se para um espetáculo inesquecível na próxima quinta-feira, no Palestra. A informação vem do Painel FC de hoje:
Temático. O Hino Nacional será cantado pela Família Lima na abertura do Paulista-07, entre Palmeiras e Paulista. E, em vez de uma mascote, serão apresentadas quatro. Uma família com dois filhos.
Rápidos comentários:
1. Ok, a execução do hino é obrigatória. Por que não colocar uma banda marcial ou coisa do tipo?
2. O campeonato tem oito jogos na quarta (17), mas a abertura é na quinta (18)? Hum, nossos amigos portugueses adorariam saber.
3. Porra, como se não bastasse aquele esquilo idiota - resquício do Farah -, agora vamos agüentar quatro, pai, mãe e filhos? É de foder...
10 janeiro 2007
Times dos Sonhos
A Placar lançou a moda e eu tomo aqui a liberdade de escalar as seleções dos 12 grandes clubes brasileiros. Deixo o Palmeiras como exceção, com 23 jogadores, tal qual em uma Copa do Mundo. Meus critérios de avaliação são, pela ordem:
1. Importância histórica (para o clube em questão);
2. Identificação com o clube/ camisa/ torcida;
3. Qualidade técnica no clube;
4. Importância histórica na carreira;
5. Qualidade técnica na carreira;
Sem mais, vamos às minhas seleções:
ATLÉTICO/MG
João Leite; Nelinho, Luizinho, Vantuir e Cincunegui; Cerezo, Paulo Isidoro e Oldair; Reinaldo, Éder Aleixo e Dario.
T: Telê Santana.
Menção honrosa: Kafunga.
BOTAFOGO/RJ
Manga; Carlos Alberto Torres, Luiz Zveiter (que, no tapetão, mudou o esquema tático e roubou o lugar do memorável Heleno de Freitas), Mauro Galvão e Nilton Santos; Didi, Gérson e Paulo César Caju; Garrincha, Jairzinho e Marcio Rezende de Freitas (que, ao conquistar o maior título da história do Botafogo, roubou a vaga de Quarentinha).
T: João Saldanha.
Menção honrosa: Maurício, só pelo gol histórico de 89.
SCCP/SPRonaldo; Zé Maria, Gamarra, Domingos da Guia e Wladimir; Luisinho, Basílio, Sócrates e Neto; Marcelinho e Claudio.
T: Oswaldo Brandão.
Menção honrosa: Neco.
CRUZEIRO/MGRaul; Nelinho, Procópio, Perfumo e Sorín; Piazza, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Palhinha e Joãozinho.
T: Vanderlei Luxemburgo.
Menção honrosa: Zé Carlos.
FLAMENGO/RJRaul; Mozer, Aldair e Domingos da Guia; Leandro, Andrade, Adílio, Zizinho e Júnior; Zico e Leônidas da Silva.
T: Claudio Coutinho.
Menção honrosa: Romário.
FLUMINENSE/RJCastilho; Carlos Alberto Torres, Ricardo Gomes, Pinheiro e Branco; Didi, Gérson, Paulo César Caju e Rivellino; Telê e Waldo.
T: Carlos Alberto Parreira.
Menção honrosa: Edinho.
GRÊMIO/RSLara; Airton Pavilhão, Calvet e Hugo De Léon; Arce, Gessi, Milton, Ronaldinho e Everaldo; Renato Gaúcho e Juarez.
T: Luiz Felipe Scolari.
Menção honrosa: Vieira.
INTERNACIONAL/RSManga; Paulinho, Figueroa, Gamarra e Oreco; Salvador, Carpegiani e Falcão; Valdomiro, Carlitos e Tesourinha.
T: Abel Braga.
Menção honrosa: Fernandão.
SANTOS/SPGilmar; Carlos Alberto Torres, Mauro, Alex e Rildo; Zito e Clodoaldo; Robinho, Coutinho, Pelé e Pepe.
T: Lula.
Menção honrosa: Feitiço.
SPFC/SPRogério Ceni; Cafu, Oscar, Dario Pereyra e Noronha; Bauer, Pedro Rocha e Raí; Müller, Leônidas da Silva e Canhoteiro.
T: Telê Santana.
Menção honrosa: Careca.
VASCO/RJBarbosa; Augusto, Bellini, Orlando Peçanha e Jorge; Juninho Pernambucano, Danilo e Edmundo; Roberto Dinamite, Ademir de Menezes e Romário.
T: Flávio Costa.
e. por fim...
PALMEIRASMarcos; Djalma Santos, Luís Pereira, Waldemar Fiúme e Roberto Carlos; Dudu, Sampaio, Ademir da Guia e Jair Rosa Pinto; Julinho Botelho e Evair.
T: Luiz Felipe Scolari.
No banco: Oberdan e Leão; Arce, Antonio Carlos, Junqueira e Geraldo Scotto; Mazinho, Leivinha, Rivaldo e Zinho; Edmundo e César Maluco.
Menções honrosas: seriam tantas, que é melhor parar por aqui e não cometer mais injustiças do que eu certamente já cometi.
***
E aí?
Concordam? Discordam?
Escalem os seus times...
1. Importância histórica (para o clube em questão);
2. Identificação com o clube/ camisa/ torcida;
3. Qualidade técnica no clube;
4. Importância histórica na carreira;
5. Qualidade técnica na carreira;
Sem mais, vamos às minhas seleções:
ATLÉTICO/MG
João Leite; Nelinho, Luizinho, Vantuir e Cincunegui; Cerezo, Paulo Isidoro e Oldair; Reinaldo, Éder Aleixo e Dario.
T: Telê Santana.
Menção honrosa: Kafunga.
BOTAFOGO/RJ
Manga; Carlos Alberto Torres, Luiz Zveiter (que, no tapetão, mudou o esquema tático e roubou o lugar do memorável Heleno de Freitas), Mauro Galvão e Nilton Santos; Didi, Gérson e Paulo César Caju; Garrincha, Jairzinho e Marcio Rezende de Freitas (que, ao conquistar o maior título da história do Botafogo, roubou a vaga de Quarentinha).
T: João Saldanha.
Menção honrosa: Maurício, só pelo gol histórico de 89.
SCCP/SPRonaldo; Zé Maria, Gamarra, Domingos da Guia e Wladimir; Luisinho, Basílio, Sócrates e Neto; Marcelinho e Claudio.
T: Oswaldo Brandão.
Menção honrosa: Neco.
CRUZEIRO/MGRaul; Nelinho, Procópio, Perfumo e Sorín; Piazza, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Palhinha e Joãozinho.
T: Vanderlei Luxemburgo.
Menção honrosa: Zé Carlos.
FLAMENGO/RJRaul; Mozer, Aldair e Domingos da Guia; Leandro, Andrade, Adílio, Zizinho e Júnior; Zico e Leônidas da Silva.
T: Claudio Coutinho.
Menção honrosa: Romário.
FLUMINENSE/RJCastilho; Carlos Alberto Torres, Ricardo Gomes, Pinheiro e Branco; Didi, Gérson, Paulo César Caju e Rivellino; Telê e Waldo.
T: Carlos Alberto Parreira.
Menção honrosa: Edinho.
GRÊMIO/RSLara; Airton Pavilhão, Calvet e Hugo De Léon; Arce, Gessi, Milton, Ronaldinho e Everaldo; Renato Gaúcho e Juarez.
T: Luiz Felipe Scolari.
Menção honrosa: Vieira.
INTERNACIONAL/RSManga; Paulinho, Figueroa, Gamarra e Oreco; Salvador, Carpegiani e Falcão; Valdomiro, Carlitos e Tesourinha.
T: Abel Braga.
Menção honrosa: Fernandão.
SANTOS/SPGilmar; Carlos Alberto Torres, Mauro, Alex e Rildo; Zito e Clodoaldo; Robinho, Coutinho, Pelé e Pepe.
T: Lula.
Menção honrosa: Feitiço.
SPFC/SPRogério Ceni; Cafu, Oscar, Dario Pereyra e Noronha; Bauer, Pedro Rocha e Raí; Müller, Leônidas da Silva e Canhoteiro.
T: Telê Santana.
Menção honrosa: Careca.
VASCO/RJBarbosa; Augusto, Bellini, Orlando Peçanha e Jorge; Juninho Pernambucano, Danilo e Edmundo; Roberto Dinamite, Ademir de Menezes e Romário.
T: Flávio Costa.
e. por fim...
PALMEIRASMarcos; Djalma Santos, Luís Pereira, Waldemar Fiúme e Roberto Carlos; Dudu, Sampaio, Ademir da Guia e Jair Rosa Pinto; Julinho Botelho e Evair.
T: Luiz Felipe Scolari.
No banco: Oberdan e Leão; Arce, Antonio Carlos, Junqueira e Geraldo Scotto; Mazinho, Leivinha, Rivaldo e Zinho; Edmundo e César Maluco.
Menções honrosas: seriam tantas, que é melhor parar por aqui e não cometer mais injustiças do que eu certamente já cometi.
***
E aí?
Concordam? Discordam?
Escalem os seus times...
08 janeiro 2007
A incompetência da FPF
1. OS INCOMPETENTES
Del Nero, sua corja de puxa-sacos e os inaptos do 2º BP Choque esboçaram um cerco às organizadas, a começar pelo cadastramento obrigatório dos que quisessem freqüentar os estádios paulistas. Mas é tão grande a incompetência que nem isso eles conseguiram...
Tá no Painel FC de hoje:
Fez água
A Federação Paulista não conseguirá colocar em prática, da maneira que gostaria, o isolamento das organizadas. Começou a cadastrar membros das uniformizadas antes de o Ministério do Esporte fazer licitações para compra de material e prestação de serviços. Só com seus recursos, a entidade montou estrutura insuficiente para identificar os torcedores a tempo. Levará até 31 de janeiro para registrar 2.000 pessoas. Só a Gaviões da Fiel tem cerca de 15 mil para identificar. Nesta semana, a FPF deve decidir o que fazer.
Tartaruga. Dois computadores são utilizados para identificar os torcedores. Funcionam seis horas por dia. Nesse período, cada um deles registra 50 pessoas.
Del Nero, sua corja de puxa-sacos e os inaptos do 2º BP Choque esboçaram um cerco às organizadas, a começar pelo cadastramento obrigatório dos que quisessem freqüentar os estádios paulistas. Mas é tão grande a incompetência que nem isso eles conseguiram...
Tá no Painel FC de hoje:
Fez água
A Federação Paulista não conseguirá colocar em prática, da maneira que gostaria, o isolamento das organizadas. Começou a cadastrar membros das uniformizadas antes de o Ministério do Esporte fazer licitações para compra de material e prestação de serviços. Só com seus recursos, a entidade montou estrutura insuficiente para identificar os torcedores a tempo. Levará até 31 de janeiro para registrar 2.000 pessoas. Só a Gaviões da Fiel tem cerca de 15 mil para identificar. Nesta semana, a FPF deve decidir o que fazer.
Tartaruga. Dois computadores são utilizados para identificar os torcedores. Funcionam seis horas por dia. Nesse período, cada um deles registra 50 pessoas.
03 janeiro 2007
BOND BEGINS

Logo de cara, fica o registro: Clive Owen é o grande James Bond que o mundo jamais terá a oportunidade de ver. Posto isso, é meu dever pedir desculpas a Daniel Craig, que, contra a desconfiança quase geral, precisou de apenas um filme para se tornar o melhor 007 desde o inigualável Sean Connery.
Mais do que desculpas, fica aqui um enorme agradecimento ao cara que, ao lado de Martin Campbell, Robert Wade e Paul Haggis, é responsável por fazer a esta franquia um bem semelhante ao que Christopher Nolan e Christian Bale fizeram à do Batman.
Não é exagero: 007 Cassino Royale poderia tranqüilamente receber outro nome, o de Bond Begins. É, na minha modesta opinião, o melhor filme desde Live and let die (1973), com o canastrão, mas bom a seu modo, Roger Moore. E é um dos quatro ou cinco melhores entre os 22 – já considerando o extra Never say never again (1983) - desta cinesérie.
O grande mérito de Cassino Royale reside exatamente na coragem de zerar um dos personagens mais consagrados do cinema.
Grandes explosões, gadgets cada vez mais elaborados, palácios de gelo, vilões imunes a dor, um herói capaz de burlar a lei da gravidade... os rumos tomados na era Pierce Brosnan não eram os mais corretos, por assim dizer.
Eu nem me coloco entre os mais insatisfeitos, visto que encarei tudo como parte do fascínio destes tempos hi-tech, mas não foram poucos os que se deixaram incomodar.
Para aqueles que não conhecem as aventuras dos velhos tempos, James Bond tinha virado motivo de piada, quase um super-herói café-com-leite deslocado no tempo e no espaço.
A Fê, por exemplo, cometeu a heresia de dormir no cinema durante Die another day (2002), o anterior, que extrapolou todos os limites tecnológicos – e do absurdo.
Mas como contestar o inconformismo de quem não está pronto(a) para ver um homem de terno bater o recorde de velocidade em um veículo terrestre ao mesmo tempo em que escapa de raios laser disparados de um satélite? E como explicar que, na seqüência, este mesmo cara consegue escapar ileso da queda de um desfiladeiro da maneira mais inusitada possível: surfando, de pára-quedas, em uma onda gigante decorrente de uma avalanche?
Estava na hora de voltar às origens. Para isso, nada melhor que recorrer ao primeiro livro do genial Ian Fleming. E a um novo herói, claro. Não que Pierce Brosnan tenha feito um mau trabalho – pelo contrário –, mas um rosto diferente era necessário para esta guinada. Só assim para 007 conquistar o público jovem, que verdadeiramente sustenta toda essa indústria.
Difícil é saber se Daniel Craig levou mais porrada no filme ou da opinião pública, no período entre o anúncio de sua escolha e a estréia de longa.
Seja como for, muita gente deve desculpas ao ator de 38 anos – eu, inclusive. Afinal de contas, o que importa se o cara é loiro ou se não tem sofisticação? Por que não dar uma chance? Seria o receio – compreensível – de nos depararmos com um novo Timothy Dalton? Ou, pior, com um George Lazenby?
A boa notícia é que Daniel Craig não é nem um nem outro. Foi a escolha acertada para dar vida a um agente do MI6 que acaba de ser promovido à condição de 00. E precisou apenas deste filme para conquistar os fanáticos por James Bond.
A chave do sucesso é a substituição da fantasia pela realidade. Chega de carros invisíveis, de perseguições over e mesmo das bugigangas de Q – que sequer aparece, a exemplo de Moneypenny. Nesta aventura, afinal, Bond ainda não é o 007 que aprendemos a admirar.
Como Batman em sua mais recente aparição nas telonas, é um mito em construção. E todo esse processo é o que existe de melhor em Cassino Royale.
O Bond de Daniel Craig passa longe de qualquer sofisticação. Chega a ser tosco de tão brutal. E protagoniza a melhor cena de perseguição já vista em seus 40 anos, logo no começo do filme. Detalhe: a pé.
O que temos depois disso é uma aventura viril, com porrada pra todo lado, mas também cerebral, com a dose de investigação necessária a qualquer detetive que estava faltando. Perigo real e imediato.
E o "Bond, James Bond" surge no momento ideal.
Vida longa a 007!
***
NAS LOJAS E LOCADORAS...
Pouco antes da estréia de Cassino Royale (e do Natal), a Sony Pictures relançou a coleção completa com os 20 filmes oficiais que compõem a série 007. Em edição (dupla) de luxo, foram todos remasterizados, agora com som 5.1, imagens digitalizadas quadro a quadro, em Widescreen e com extras à vontade.
É possível comprar os filmes separados (R$ 34,90 cada um) ou a maleta Premium, pela bagatela de R$ 1.390.
Demorou, mas finalmente consegui comprar os cinco que faltavam para a minha coleção. Agora são 21. À espera do 22º, lá por maio ou junho.
***
CINEMA: OS MELHORES DE 2006
A lista é definitiva – embora em constante mutação. Entram, com exceção do injustiçado Hooligans – que não estreou comercialmente –, apenas os filmes que eu vi dentro de uma das 300 e poucas salas desta capital - além de um no Rio, no revitalizado Roxy de Copacabana. Foram 110, bem abaixo dos 128 do ano passado. Aí vai:
1. Xiang Ri Kui
2. 007 Cassino Royale
3. Brokeback Mountain
4. V for Vendetta
5. The Departed
6. Munich
7. L'Enfant
8. Thank you for Smoking
9. A Máquina
10. The Weather Man
11. O ano em que meus pais saíram de férias
12. United 93
13. Cars
14. Syriana
15. Shopgirl
16. O Céu de Suely
17. Don´t Come Knockin
18. The Three Burials of Melquiades Estrada
19. Inside Man
20. The Prestige
21. Mission: Impossible 3
22. Hooligans
23. O Maior Amor do Mundo
24. Lady in the Water
25. Miami Vice
26. Black Dahlia
27. X-Men: The Last Stand
28. Pirates of the Caribbean 2
29. Caché
30. Good Night and Good Luck
31. Père et Fils
32. Lucky Number Slevin
33. Tristan + Isolde
34. Elsa y Fred
35. Paradise Now
36. Árido Movie
37. Grbavica
38. Free Zone
39. The Lake House
40. Hwal
41. The Devil Wears Prada
42. The Descent
43. La Marche de L'Empereur
44. Ice Age 2
45. Match Point
46. Zuzu Angel
47. Over the Hedge
48. Fun with Dick and Jane
49. Two for the Money
50. The Squid and the Whale
51. Happy Feet
52. The Da Vinci Code
53. North Country
54. Ask to Dust
55. Prime
56. La Petite Jerusalem
57. Johnny and June
58. Poseidon
59. 16 Blocks
60. Click
61. Hostel
62. The Break-Up
63. A Concepção
64. The Matador
65. Proof
66. Rumor has it
67. Delaired
68. Superman Returns
69. You, me and Dupree
70. Firewall
71. Failure to Launch
72. Solos
73. The Producers
74. Snakes on a Plane
75. Fica comigo esta noite
76. The Omen
77. Separate Lies
78. Um craque chamado Divino
79. Casseta & Planeta
80. The Fast and The Furious: Tokio Drift
81. The Pink Panther
82. World Trade Center
83. Stay Alive
84. Capote
85. Cafuné
86. My Super Ex-Girlfriend
87. Bubble
88. I Giorni dell´Abbandono
89. Cafundó
90. Final Destination 3
91. Crime Delicado
92. An American Haunting
93. 2046
94. Estamira
95. Se eu fosse você
96. Irma Vap - O Retorno
97. Muito gelo e dois dedos d'água
98. Cheaper by the Dozen 2
99. Saw 3
100. Gatão de Meia Idade
101. Friends with Money
102. Stay
103. The New World
104. Memoirs of a Geisha
105. Garfield 2
106. Scary Movie 4
107. Brasília 18%
108. Boleiros 2
109. The Dark
02 janeiro 2007
Mando de campo?
Para começar o ano, mais uma de Del Nero e sua corja:
O primeiro clássico do Palmeiras em 2007 acontece no dia 4 de fevereiro, um domingo, no abjeto horário das 18h10. O mando é nosso, mas a FPF confirma e ratifica o duelo para o estádio do Morumbi - como já fizera em 2004, o ano em que começou essa administração nefasta.
Bem-vindos a 2007!
O primeiro clássico do Palmeiras em 2007 acontece no dia 4 de fevereiro, um domingo, no abjeto horário das 18h10. O mando é nosso, mas a FPF confirma e ratifica o duelo para o estádio do Morumbi - como já fizera em 2004, o ano em que começou essa administração nefasta.
Bem-vindos a 2007!
28 dezembro 2006
Um clássico na Europa
Roma-Lazio está longe de ser um Palmeiras-SCCP, seja lá qual for o critério de comparação. Mas o dérbi da Cidade Eterna leva vantagem hoje diante do maior clássico brasileiro. Afinal, aquele clássico – e todos os demais europeus – não foi ainda vítima da banalização imposta por dirigentes ou do desrespeito descarado e ditatorial de certa emissora de TV. São dois jogos por temporada, sempre em dias e horários adequadas à cultura italiana.
É por isso que se pode estar indo de Napoli para Roma, de trem, poucas horas antes, e ouvir duas mulheres – que de torcedoras nada tinham – debatendo a importância do jogo e, acima de tudo, os reflexos disso na cidade. Pode-se dizer que Roma parou para ver uma partida de futebol, que gerou expectativa por toda a semana, chegando a merecer cadernos especiais em todos os jornais da capital. Isso já é coisa do passado por aqui.
Chega de digressões. Vamos ao que interessa:
Do Roma Termini – estação central do Metrô e principal ramal para as linhas de trem que servem todo o país – ao Stadio Olimpico, na região noroeste da cidade, gasta-se 30 ou 40 minutos, de metrô e ônibus, em dias de jogo. Neste percurso, o que mais se vê são policiais. Quase dois mil, diziam os jornais.
Senti um certo exagero nisso tudo, visto que torcedores rivais são capazes de dividir o mesmo ônibus sem violência. No meu, por exemplo, havia cerca de 15 da Roma e no máximo 10 da Lazio, incluindo algumas mulheres. Ok, não chega a ser um clima cordial – os olhares enviesados deixam transparecer o ódio –, mas eles se suportam.
Já nas imediações do estádio, nota-se uma certa divisão, natural se considerarmos que as entradas – Nord e Sud – são opostas, com as tribunas – divididas – no meio. Não há grandes bolsões de estacionamento; as pessoas param na rua mesmo, mas isso é tarefa bem mais fácil do que aquela enfrentada por aqui. Não há flanelinhas vagabundos. O trânsito, por sua vez, segue com relativa tranqüilidade. O problema, inevitável, é o pós-jogo.
Desci do ônibus já em frente ao Largo de Bosis, local em que deveria retirar o ingresso comprado pela internet. Tudo muito fácil. Bastou apresentar passaporte e comprovante de compra para sair com o bilhete: Curva Nord, Setor 48G, fila 63, cadeira 19. Tudo nominal.
O que comer? De um lado, há o rio Tevere, com as margens ocupadas por bares e restaurantes. De outro, trailers enormes a fazer as vezes das nossas barraquinhas de pernil e calabresa. As opções variam desde os tradicionais paninis até sanduíches com pão ciabatta, antepastos e carne de porco assada na hora. Nada mal este último.
De bebidas, um pouco de tudo, vinho e cerveja, em especial.
O ambiente que cerca o estádio – e aquele jogo em particular – é grandioso. Cheguei cedo, 1h20 antes, mas o movimento já era intenso, barulhento, tomado pela ansiedade que cerca qualquer grande jogo.
Atravessei a Viale del Foro Italico, passando por todo o complexo que circunda o estádio propriamente dito. Diante da imponente Tribuna Tevere, há um sem número de esculturas, como que a deixar bem claro que se está em Roma. Do lado externo, policiais aos montes inibiam qualquer perspectiva de confronto. E o vermelho era aos poucos substituído pelo azul da maioria – naquela noite pelo menos. Lá dentro, barulho, cantoria, prenúncio de festa.
Logo adiante, a Curva Nord.
Para liberar a catraca, basta inserir o ingresso no leitor magnético de modo que seja possível a leitura do código de barras. O canhoto é destacado mais à frente.
Por último, a revista policial, com detector de metais. A grande diferença é que o policial lança um “Buona Sera” antes e depois. A educação, para quem vem do Brasil, surpreende.
Uma rápida visita ao banheiro evidencia que as coisas não são tão diferentes por lá. A sujeira e o mau cheiro chegam a ser até piores do que em muitos dos nossos estádios.
Depois, é só seguir para o meu lugar na arquibancada. Mas qual lugar? Tomei o cuidado de me dirigir ao tal setor G, mas sequer pude chegar à minha cadeira. Não que eu quisesse, claro, mas pensei que lá houvesse respeito aos tais lugares numerados. Bem-vindo ao setor dos ultras.
Uma hora antes, estádio lotado. De um lado, cerca de 18 mil da Lazio; de outro, número parecido da Roma. Nas duas tribunas centrais, platéia dividida, com leve predominância da mandante Lazio. Prato cheio para as confusões.
E que confusões! Houve, para se ter uma idéia, guerra de sinalizadores na tribuna e nas arquibancadas. Com meia dúzia de policiais a separar as duas torcidas, o que mais se via eram os foguetes voando de um lado para o outro. E a pontaria foi exemplar: pelo menos 10 torcedores foram atingidos em cheio pelos sinalizadores.
Nas curvas, local em que ficam os ultras, a reação imediata foi lançar os sinalizadores para o gramado, em direção aos jornalistas que ficam atrás das placas de publicidade. E dá-lhe jornalista correndo...
(Se fosse por aqui, os dois times seriam punidos com a perda de 80 mandos de campo)
A festa que antecedeu o apito inicial foi belíssima. A começar pelas vaias e aplausos no aquecimento dos times, passando ainda pelos cânticos de ofensa de parte a parte e culminando com o espetáculo protagonizado – especialmente pelos torcedores da Roma – na entrada das equipes.
Contribui para isso o fato de os líderes dos ultras terem os seus gritos amplificados pelo sistema de alto-falantes daquele setor específico. Lá de baixo, bem perto dos vidros que os separam do campo, há oito ou 10 deles. Os caras passam o tempo todo de costas para o que acontece no gramado, preocupados apenas em puxar os gritos que ecoam por toda a curva.
De onde eu estava, mais para cima do que para baixo, o som é perfeitamente audível. A reação da massa é quase sempre imediata.
Muitos me perguntaram se há mesmo fascistas na torcida da Lazio? Pois eu respondo: sim, e não são poucos. Durante a execução do hino da Itália, já no final do segundo tempo, boa parte do do público da Curva Nord fez aquele sinal característico que eu não ouso descrever aqui. Isso sem contar as deploráveis manifestações racistas e regionais.
O jogo em si foi um massacre laziale. O gol do Ledesma, por sinal, foi qualquer coisa de espetacular. 0 a 0, 44 minutos da etapa inicial. Bola na direita do ataque. Ele avança livre e bate pelo alto, no ângulo direito de Doni. A Curva Nord vem abaixo. Eu, por exemplo, fui parar três degraus para baixo. Nada diferente do que acontece por aqui, é claro. Mas é empolgante. Impossível ficar indiferente.
O segundo tempo foi conseqüência do primeiro. Com Totti apagado, a Roma não conseguiu ameaçar a meta da Lazio, que venceu por 3 a 0.
Depois do jogo, o tumulto natural quando se tem 70 mil pessoas deixando o estádio ao mesmo tempo. E o clima é, por incrível que pareça, amistoso. Torcedores rivais se encontram sem qualquer problema e alguns - certamente amigos - até se cumprimentam. O clima de guerra aparece apenas quando algum babaca da Lazio passa de carro e provoca um grupo dos adversários.
Com tanta gente por ali, o trânsito é caótico. Demorei quase uma hora para pegar o primeiro ônibus, rumo ao centro. Depois, mais alguns minutos para o segundo. Cheguei tarde da noite no hotel, mas ainda a tempo de acompanhar o debate esportivo da Rai.
Minha cabeça, no entanto, já estava no meu próximo clássico na Europa. Se tudo der certo, já nas férias de 2007...
É por isso que se pode estar indo de Napoli para Roma, de trem, poucas horas antes, e ouvir duas mulheres – que de torcedoras nada tinham – debatendo a importância do jogo e, acima de tudo, os reflexos disso na cidade. Pode-se dizer que Roma parou para ver uma partida de futebol, que gerou expectativa por toda a semana, chegando a merecer cadernos especiais em todos os jornais da capital. Isso já é coisa do passado por aqui.
Chega de digressões. Vamos ao que interessa:
Do Roma Termini – estação central do Metrô e principal ramal para as linhas de trem que servem todo o país – ao Stadio Olimpico, na região noroeste da cidade, gasta-se 30 ou 40 minutos, de metrô e ônibus, em dias de jogo. Neste percurso, o que mais se vê são policiais. Quase dois mil, diziam os jornais.
Senti um certo exagero nisso tudo, visto que torcedores rivais são capazes de dividir o mesmo ônibus sem violência. No meu, por exemplo, havia cerca de 15 da Roma e no máximo 10 da Lazio, incluindo algumas mulheres. Ok, não chega a ser um clima cordial – os olhares enviesados deixam transparecer o ódio –, mas eles se suportam.
Já nas imediações do estádio, nota-se uma certa divisão, natural se considerarmos que as entradas – Nord e Sud – são opostas, com as tribunas – divididas – no meio. Não há grandes bolsões de estacionamento; as pessoas param na rua mesmo, mas isso é tarefa bem mais fácil do que aquela enfrentada por aqui. Não há flanelinhas vagabundos. O trânsito, por sua vez, segue com relativa tranqüilidade. O problema, inevitável, é o pós-jogo.
Desci do ônibus já em frente ao Largo de Bosis, local em que deveria retirar o ingresso comprado pela internet. Tudo muito fácil. Bastou apresentar passaporte e comprovante de compra para sair com o bilhete: Curva Nord, Setor 48G, fila 63, cadeira 19. Tudo nominal.
O que comer? De um lado, há o rio Tevere, com as margens ocupadas por bares e restaurantes. De outro, trailers enormes a fazer as vezes das nossas barraquinhas de pernil e calabresa. As opções variam desde os tradicionais paninis até sanduíches com pão ciabatta, antepastos e carne de porco assada na hora. Nada mal este último.
De bebidas, um pouco de tudo, vinho e cerveja, em especial.
O ambiente que cerca o estádio – e aquele jogo em particular – é grandioso. Cheguei cedo, 1h20 antes, mas o movimento já era intenso, barulhento, tomado pela ansiedade que cerca qualquer grande jogo.
Atravessei a Viale del Foro Italico, passando por todo o complexo que circunda o estádio propriamente dito. Diante da imponente Tribuna Tevere, há um sem número de esculturas, como que a deixar bem claro que se está em Roma. Do lado externo, policiais aos montes inibiam qualquer perspectiva de confronto. E o vermelho era aos poucos substituído pelo azul da maioria – naquela noite pelo menos. Lá dentro, barulho, cantoria, prenúncio de festa.
Logo adiante, a Curva Nord.
Para liberar a catraca, basta inserir o ingresso no leitor magnético de modo que seja possível a leitura do código de barras. O canhoto é destacado mais à frente.
Por último, a revista policial, com detector de metais. A grande diferença é que o policial lança um “Buona Sera” antes e depois. A educação, para quem vem do Brasil, surpreende.
Uma rápida visita ao banheiro evidencia que as coisas não são tão diferentes por lá. A sujeira e o mau cheiro chegam a ser até piores do que em muitos dos nossos estádios.
Depois, é só seguir para o meu lugar na arquibancada. Mas qual lugar? Tomei o cuidado de me dirigir ao tal setor G, mas sequer pude chegar à minha cadeira. Não que eu quisesse, claro, mas pensei que lá houvesse respeito aos tais lugares numerados. Bem-vindo ao setor dos ultras.
Uma hora antes, estádio lotado. De um lado, cerca de 18 mil da Lazio; de outro, número parecido da Roma. Nas duas tribunas centrais, platéia dividida, com leve predominância da mandante Lazio. Prato cheio para as confusões.
E que confusões! Houve, para se ter uma idéia, guerra de sinalizadores na tribuna e nas arquibancadas. Com meia dúzia de policiais a separar as duas torcidas, o que mais se via eram os foguetes voando de um lado para o outro. E a pontaria foi exemplar: pelo menos 10 torcedores foram atingidos em cheio pelos sinalizadores.
Nas curvas, local em que ficam os ultras, a reação imediata foi lançar os sinalizadores para o gramado, em direção aos jornalistas que ficam atrás das placas de publicidade. E dá-lhe jornalista correndo...
(Se fosse por aqui, os dois times seriam punidos com a perda de 80 mandos de campo)
A festa que antecedeu o apito inicial foi belíssima. A começar pelas vaias e aplausos no aquecimento dos times, passando ainda pelos cânticos de ofensa de parte a parte e culminando com o espetáculo protagonizado – especialmente pelos torcedores da Roma – na entrada das equipes.
Contribui para isso o fato de os líderes dos ultras terem os seus gritos amplificados pelo sistema de alto-falantes daquele setor específico. Lá de baixo, bem perto dos vidros que os separam do campo, há oito ou 10 deles. Os caras passam o tempo todo de costas para o que acontece no gramado, preocupados apenas em puxar os gritos que ecoam por toda a curva.
De onde eu estava, mais para cima do que para baixo, o som é perfeitamente audível. A reação da massa é quase sempre imediata.
Muitos me perguntaram se há mesmo fascistas na torcida da Lazio? Pois eu respondo: sim, e não são poucos. Durante a execução do hino da Itália, já no final do segundo tempo, boa parte do do público da Curva Nord fez aquele sinal característico que eu não ouso descrever aqui. Isso sem contar as deploráveis manifestações racistas e regionais.
O jogo em si foi um massacre laziale. O gol do Ledesma, por sinal, foi qualquer coisa de espetacular. 0 a 0, 44 minutos da etapa inicial. Bola na direita do ataque. Ele avança livre e bate pelo alto, no ângulo direito de Doni. A Curva Nord vem abaixo. Eu, por exemplo, fui parar três degraus para baixo. Nada diferente do que acontece por aqui, é claro. Mas é empolgante. Impossível ficar indiferente.
O segundo tempo foi conseqüência do primeiro. Com Totti apagado, a Roma não conseguiu ameaçar a meta da Lazio, que venceu por 3 a 0.
Depois do jogo, o tumulto natural quando se tem 70 mil pessoas deixando o estádio ao mesmo tempo. E o clima é, por incrível que pareça, amistoso. Torcedores rivais se encontram sem qualquer problema e alguns - certamente amigos - até se cumprimentam. O clima de guerra aparece apenas quando algum babaca da Lazio passa de carro e provoca um grupo dos adversários.
Com tanta gente por ali, o trânsito é caótico. Demorei quase uma hora para pegar o primeiro ônibus, rumo ao centro. Depois, mais alguns minutos para o segundo. Cheguei tarde da noite no hotel, mas ainda a tempo de acompanhar o debate esportivo da Rai.
Minha cabeça, no entanto, já estava no meu próximo clássico na Europa. Se tudo der certo, já nas férias de 2007...
22 dezembro 2006
Del Nero, fantoche do mal
Del Nero é um nome eternizado na história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Descendente de italianos, este meia-esquerda defendeu o clube por quase 10 anos. Foram 244 jogos, o bastante para conquistar cinco títulos paulistas, incluindo o de 1942.
Del Nero, que descansa em paz, não merece o filho que tem.
Del Nero, o pai, não merece ver Marco Polo sujar o seu nome.
Del Nero, o filho, é um dos maiores vilões que o futebol já teve.
E é certamente o grande inimigo do torcedor na atualidade.
Ao agir como fantoche da emissora de TV, Del Nero apenas ratifica o que já sabia desde o fatídico dia em que assumiu a presidência da FPF e elevou, de maneira ditatorial, de R$ 10 para R$ 20 o preço da arquibancada: ele é contra o torcedor de futebol neste país.
Del Nero não leva em conta o interesse dos que sustentam o futebol - como já fizera no episódio da venda dos direitos de transmissão das próximas edições do Paulista. "Se passar, vamos jogar fora de São Paulo", disse, em resposta à lei, aprovada na Câmara Municipal, que proíbe que jogos de futebol tenham início após as 21h nesta capital.
Fantoche do mal, Del Nero encampa o discurso de toda aquela gentalha maldita: "Quem tem dificuldade nesse horário fica em casa", vociferou, na maior cara de pau.
E mais: "Se ouvissem a maioria, não tomariam essa decisão".
Ah é? Pois eu pergunto: seria uma minoria a ter dificuldades para voltar para casa após jogos que se encerram quase no dia seguinte? Seria uma minoria a reclamar das tantas arbitrariedades já cometidas pela emissora- que detém os direitos de transmissão? Seria uma minoria a ficar em casa porque os jogos acontecem em horários estúpidos?
Vai prevalecer um único interesse.
E não é o do torcedor...
Del Nero, que descansa em paz, não merece o filho que tem.
Del Nero, o pai, não merece ver Marco Polo sujar o seu nome.
Del Nero, o filho, é um dos maiores vilões que o futebol já teve.
E é certamente o grande inimigo do torcedor na atualidade.
Ao agir como fantoche da emissora de TV, Del Nero apenas ratifica o que já sabia desde o fatídico dia em que assumiu a presidência da FPF e elevou, de maneira ditatorial, de R$ 10 para R$ 20 o preço da arquibancada: ele é contra o torcedor de futebol neste país.
Del Nero não leva em conta o interesse dos que sustentam o futebol - como já fizera no episódio da venda dos direitos de transmissão das próximas edições do Paulista. "Se passar, vamos jogar fora de São Paulo", disse, em resposta à lei, aprovada na Câmara Municipal, que proíbe que jogos de futebol tenham início após as 21h nesta capital.
Fantoche do mal, Del Nero encampa o discurso de toda aquela gentalha maldita: "Quem tem dificuldade nesse horário fica em casa", vociferou, na maior cara de pau.
E mais: "Se ouvissem a maioria, não tomariam essa decisão".
Ah é? Pois eu pergunto: seria uma minoria a ter dificuldades para voltar para casa após jogos que se encerram quase no dia seguinte? Seria uma minoria a reclamar das tantas arbitrariedades já cometidas pela emissora- que detém os direitos de transmissão? Seria uma minoria a ficar em casa porque os jogos acontecem em horários estúpidos?
Vai prevalecer um único interesse.
E não é o do torcedor...
21 dezembro 2006
Vitória (parcial) do povo
Tá no blog do Juca Kfouri:
Bomba natalina!
A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou em segunda votação, definitiva, portanto, na noite de ontem, uma lei proposta pelo vereador Tião Farias (PSDB) que proibe a realização de jogos de futebol que comecem após as 21 horas na capital paulista.
O texto, agora, irá para aprovação do prefeito Gilberto Kassab.
Certamente a TV Globo tentará impedir que o alcaide sancione a lei.
A íntegra está aqui.
Bomba natalina!
A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou em segunda votação, definitiva, portanto, na noite de ontem, uma lei proposta pelo vereador Tião Farias (PSDB) que proibe a realização de jogos de futebol que comecem após as 21 horas na capital paulista.
O texto, agora, irá para aprovação do prefeito Gilberto Kassab.
Certamente a TV Globo tentará impedir que o alcaide sancione a lei.
A íntegra está aqui.
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