03 Julho 2009

O CQC e o futebol

Eu assisto ao CQC todas as segundas, sem falta. Gosto do humor deles, vejo talento em quase todos os integrantes e, isso posto, até abro uma exceção para a minha resolução de não ver TV aberta. Até por isso, sinto-me à vontade para escrever o que se segue:

A agressão de torcedores do Internacional ao repórter Felipe Andreolli deve ser encarada pela produção do programa como um recado: não se brinca com a paixão de ninguém.

Fato é que os repórteres do CQC vão aos estádios para fazer brincadeiras, provocar situações engraçadas e encontrar humor até onde não existe. E o ponto central é que essa busca não combina com a atmosfera de um jogo decisivo, menos ainda se for cercado de tensão como esta final de Copa do Brasil.

Não estou julgando se é certo ou errado. É como é, e isso precisa ser levado em conta antes de se enviar um repórter para o meio de uma multidão apaixonada e, pior, pronta para entrar numa guerra.

No caso específico do Internacional, é justo considerar o fato de os gaúchos tenderem ao separatismo. Como tal, consideram que um programa produzido em SP vá obrigatoriamente defender o ponto de vista do clube paulista. E há, ainda pior, o agravante das imbecis piadas sobre a preferência sexual dos gaúchos.

Isso posto, era evidente que um repórter do CQC seria agredido no Beira Rio, qualquer que fosse ele e mesmo se não viesse com chacotas. E seria assim em todos os estádios do país em que o futebol é encarado não como festa, mas como algo sério, a exemplo do que temos na frase que estampa a arte deste blog.

Era tão evidente a agressão que qualquer freqüentador habitual de estádios não deve ter estranhado a notícia, logo alçada pela imprensa à condição que se traduz pela adjetivação “Lamentável...”, com críticas ao fanatismo e toda a sorte de clichês.

Peço desculpas aos mais puritanos e até aos falsos arautos da moral e dos bons costumes, mas não vi nada demais nisso tudo. Meu ponto de vista está bem explicado, continuo a gostar do CQC, mas o que ocorreu no Beira Rio era previsível e deve ser levado em conta pela produção do programa.

Em recente visita ao Palestra Itália, minutos antes de um jogo de menor importância, o repórter Rafael Cortez deixou a sede social do clube depois de tomar um banho de cerveja, obra de sócios que já imaginavam o que poderia vir se ele continuasse por ali.

Não passou de brincadeira, mas o recado estava implícito: não se brinca com a paixão de ninguém.

02 Julho 2009

Ferida aberta

O Estudiantes fez em La Plata o que teríamos alcançado no Palestra se não tivesse o Madureira inventado o Jumar. Mais: o time argentino foi ao Centenario e, na falta de um, fez logo dois gols. O resultado de tudo é que poderíamos estar agora na final se fosse tomada a tempo a decisão de demitir o Madureira, talvez em uma das tantas vezes em que ele demonstrou "quebra de hierarquia".

Ser eliminado por este fraco time do Nacional era mesmo inadmissível. E aí eu percebo agora que ainda está aberta a ferida de Montevideo. Ontem mesmo, ao saber da classificação dos portenhos, me senti novamente caminhando pelas ruas da fria capital uruguaia, no duro intervalo entre e a eliminação sem derrota e a volta para casa. Enquanto isso, o responsável pelo nosso fracasso continua a encher o bolso de dinheiro e a proclamar a sua insanidade por aí...

01 Julho 2009

Um brinde à malandragem

Caiu o Madureira e era isso o que queríamos já há muito tempo. É hora agora de confiar em quem negocia a contratação do novo treinador e a definição, na minha análise, deve acontecer sem atropelos. Por sinal, como este blog não comenta especulações e boatos, é bom falarmos sobre assuntos mais amenos.

É o caso hoje da chegada de Kaká ao Real Madrid. Não tem nada a ver com a linha editorial desta página, é bem verdade, mas as opiniões dos jornais espanhóis Marca e As me levam a escrever sobre o tema:


Marca: "Este virtuoso del balón de 27 años es el más europeo de los brasileños. Alejado del perfil galáctico, es una persona muy familiar cuya vida gira en torno al balón y a la religión. Al contrario que la mayoría de las estrellas de la canarinha, Kaká nació y creció alejado de las favelas, en una familia de clase media alta."

As: “Assim é Kaká, uma estrela do futebol que não sai à noite, não vai a lugar algum sem levar a mulher e festeja seus gols apontando para o céu.”

Pois sim, senhores, isto é Kaká. E eu quero distância dele, dos pilantras evangélicos que ele sustenta, das rodinhas da alta sociedade, das páginas de revistas de celebridades, do escambau.

Deixo em segundo plano até o desprezo pelos preconceituosos textos dos diários espanhóis para celebrar figuras como a de Romário, que é tudo aquilo que Kaká não é. Romário é rei. Romário, Edmundo, Renato Gaúcho... viva a malandragem!

Enquanto os madridistas festejam o ídolo bom moço que veio da alta sociedade, eu passo a considerar Romário cada vez maior. Vou abrir uma Brahma a ele e a todos os outros malandros do futebol brasileiro! E às favelas! E ao Brasil!

29 Junho 2009

Um clássico esquecível

Palmeiras e Santos fizeram ontem um clássico esquecível, tão frio quanto o permitido pelo obsceno horário das 18h30 de domingo. Não à toa, o jogo foi prestigiado por míseros oito mil e tantos pagantes. Foi tão frio o espetáculo e a situação toda, ainda à espera do novo treinador, que eu sinceramente nem tenho muito a falar sobre o 1 a 1 que nos tomou mais dois pontos importantes.

Considerando ainda o tema que mais interessa a este blog, devo registrar aqui o papel das autoridades no clássico de ontem:

1. O promotor desocupado deu uma sumida, mas responde diretamente pelo silêncio que se fez notar durante o clássico: as torcidas organizadas de Palmeiras e Santos foram punidas pelo senhor Castilho, e parece que a nossa proibição não tem fim.

2. Os ingressos deixaram de ser vendidos no Palestra já no começo da tarde. Muita gente não pôde comprar e voltou para casa, deixando o prejuízo todo para o Palmeiras. O que eu questiono é: a troco de quê? Qual era o risco de brigas num jogo como o de ontem? E mais: qual é o risco ocasionado pelas bilheterias? Não há respostas, não há comprovações; proibe-se e ponto final. É a PM assinando o atestado de incompetência.

Somando os dois pontos, temos mais uma boa explicação para o pequeno público. Até porque, convenhamos, não havia ontem mais do que 500 ou 600 torcedores visitantes, menos até do que os marias conseguiram trazer duas semanas atrás. É de se imaginar que alguns deram de cara com a bilheteria fechada e voltaram para casa.

Por fim, para fechar o assunto Madureira, indico este post, que é o argumento único para os que se dizem contrariados com a sua demissão. Bola pra frente! Que venha um trabalhador.

27 Junho 2009

Já vão tarde

Em questão de poucas horas, o palmeirense se viu livre de dois incômodos. Um levou o outro junto, sabe-se lá em que ordem, e tudo tende a ficar mais claro no nosso horizonte. Pode ser que os efeitos da turbulência sejam sentidos já no clássico contra o Santos, mas é o preço a se pagar por uma decisão que teria de ser tomada lá atrás, ainda antes da eliminação na Libertadores. Vale a pena, pois o que vem depois tende a compensar qualquer prejuízo momentâneo.

Sobre Keirrison, pouco tenho a dizer. Já vai tarde mesmo, sem deixar saudades. Figuras como ele tendem a ser esquecidas em pouco tempo, como já aconteceu com tantos outros jogadores que passaram pelo Palmeiras e por outros grandes clubes brasileiros.
Que o camisa 9 tenha sorte na vida, bem longe do Palestra.

O caso do Madureira merece um pouco mais de atenção. É inegável que Luxemburgo tem seu nome eternizado na história do Palmeiras. Foi sob o seu comando que o clube viveu alguns dos momentos mais gloriosos de sua história. Mas lá se vai mais de década, e o técnico de hoje é apenas um impostor que vive a pisar em tudo aquilo que ele próprio construiu no passado.

No momento, é justo reconhecer a atitude tomada pela nossa diretoria, que enfim exigiu o respeito que era devido por seu funcionário, e lamentar que o Madureira tenha feito tanta besteira nesta última passagem, a ponto de, para os mais jovens, desgastar muito daquilo que ele fez por nós no passado.

Amanhã, nos encontramos a partir das 16h no Palestra, com um clima muito mais leve e com um futuro promissor, seja lá como for.

***

Um adendo: não sei para vocês, mas, ao menos para mim, a presença de Keirrison no nosso ataque simbolizava a ausência de Kléber, o nosso ídolo que foi preterido por quem enxerga o futebol não como esporte, mas como negócio.

25 Junho 2009

Um prêmio à covardia

Confesso desconhecer a origem do tal "gol qualificado", o famigerado tento que acaba por decidir a sorte de muitos clubes em torneios mata-mata no Brasil, na América do Sul e na Europa já há alguns bons (?) anos. Eis que um dia ele surgiu sob a alegação de aumentar a ofensividade do futebol, já que, diziam, os times visitantes teriam de ir ao ataque para fazer valer o critério de desempate.

Pois bem, passou o tempo e o "gol fora de casa" acabou por instaurar um cenário todo diferenciado, em que o mais importante não é vencer, mas sim evitar o gol. Valoriza-se a defesa e não o ataque. Em alguns jogos, é quase possível ouvir a torcida, à la NBA, mandando um "Defense, defense!".

Feita a digressão, vamos ao que interessa:

Prestem atenção às entrevistas de técnicos e jogadores antes de um mata-mata de Libertadores ou Copa do Brasil. Ao falarem sobre o resultado do jogo, os mandantes terão o discurso na ponta da língua: "Não podemos tomar gol aqui". Pouco importa marcar o gol e levar a vitória; o que conta é não ser vazado no próprio estádio. Assim, temos a consagração de teorias absurdas como esta: "Empatar o primeiro jogo em casa por 0 a 0 não é mau resultado".

Não?

O mais incrível é que têm razão os que afirmam isso. Claro que seria melhor vencer e jogar pelo empate fora, mas este 0 a 0 caseiro atira para o outro lado toda a pressão de não poder levar o gol na volta. É assim que a vantagem de decidir como mandante cai por terra, e eu mesmo já prefiro que o Palmeiras receba o duelo de abertura.

E isso se dá apenas porque esta ordem, da qual o Palmeiras não soube tirar proveito contra o Nacional, permite que o seu gol tenha um peso maior logo na partida decisiva. É uma vantagem considerável, muitas vezes maior do que resolver a parada ao lado do seu torcedor. Até porque, vale repetir, o peso do "gol fora de casa" é cruel.

Aí o time da casa não ataca com medo de ser vazado no contra-ataque, o visitante também não se expõe tanto, pois não pode dar uma de louco fora de seus domínios, e temos um jogo arrastado, na base do "uma hora alguém falha e a gente chega ao 1 a 0". É quase um prêmio à covardia.

Foi assim que o Nacional eliminou o Palmeiras; foi assim que o SCCP derrubou o Vasco; foi assim que o Grêmio suplantou o Caracas. Empate fora por 1 a 1 (eis aí o famigerado) e placar em branco em casa. Avançaram os três - não sem justiça -, mas o que se viu em todos os casos foi um mandante acuado diante de um visitante desesperado para corrigir o erro 'cometido' dentro de casa.

É por isso que eu visualizei a eliminação diante do Nacional naquele gol que sofremos no Palestra - ah, o "Fator Jumar"... Depois daquilo, era como se nada mais importasse. Parecia até que um eventual segundo gol (com vitória por 2 a 1) não serviria. O "gol qualificado" desponta como
irrecuperável, quase como uma falha mortal.

Notem que eu não tiro o mérito de quem soube jogar com o regulamento. É justo, e o Palmeiras faria o mesmo se estivesse na situação contrária. O Palmeiras e qualquer outro clube. Portanto, SCCP, Nacional e Grêmio mereceram seguir em frente, mas chegaram lá apenas às custas de um regulamento que premia a covardia.

Ouso dizer que, se não fosse tão pesado este "gol qualificado", os mandantes teriam ido ao ataque e muito provavelmente teriam vencido seus jogos.
O que eu questiono é o fato de o "gol fora de casa" ter se tornado um fantasma que acaba inibindo o ataque. Ganhar é um detalhe sem grande relevância. O importante, lembrem-se, é manter o zero no outro lado do placar.

É, os pênaltis eram muito mais honestos...

***

*Quero estar equivocado, mas tive a nítida sensação, ainda com o placar em branco no Mineirão, que os marias serão finalistas da Libertadores. Porque o gol perdido pelo argentino - e também os dois do Alex Mineiro - é daqueles que rende demissão por justa causa.


*A emissora câncer demonstrou nesta noite de semifinal de Libertadores entre dois grandes clubes brasileiros, qual é a importância dedicada ao, como é que ela diz?, "produto futebol". Enquanto Cruzeiro e Grêmio lutavam para chegar à decisão sul-americana, os nossos amigos do Jardim Botânico obrigaram o povo sem-TV a cabo de SP a acompanhar um filme qualquer.

*A torcida do Cruzeiro é mesmo uma piada.

*Gol fora de casa, pontos corridos... dá pra voltar no tempo?

22 Junho 2009

Aqui se faz...

Do fim de semana dos "co-irmãos":

1. Fabio Costa, o goleiro-assassino, deixou a Vila Belmiro ontem com suspeita de fratura. Não me parece correto comemorar a contusão de um atleta, qualquer que seja ele, mas a verdade é que foi feita justiça. A possível fratura, vejam só, ocorreu no exato momento em que o desequilibrado goleiro santista praticava a sua jogada tradicional: a voadora para arrancar a perna do atacante adversário. Mas o pé dele ficou preso no gramado, a dor foi instantânea e os atacantes brasileiros poderão ir a campo por um tempo sem medo de terem as pernas decepadas pelo camisa 1 santista.

2. O pior mentiroso é aquele que acredita na própria mentira. Foi o que aconteceu com os dirigentes do clube do Jd. Leonor. Eles construíram um mundo de ilusões, transmitiram uma realidade transviada para toda uma geração de alienados e passaram a acreditar que isso era verdade.

Recomendo o post que eu escrevi há mais de ano sobre o que eu chamo de estelionato bambi. Faz muito sentido agora. Os supostamente visionários, modernos e pioneiros JJ Scotch Whisky, Anão de barbicha, Leco e Jesus Lopes acreditaram na mentira que inventaram (com a devida complacência da mídia esportiva) e se afundaram no mundinho deles. Pensaram ser diferenciados, como se pertencessem a um mundo à parte.

Tomados pela soberba, a corja de canalhas iludiu-se mais até do que a própria massa alienada que surgiu a partir do estelionato bambi. A arrogância explica a demissão de Muricy sem dentes, com a qual nem a própria torcida bambi concorda. A soberba revela-se em argumentos mínimos, tal como o que justifica a contratação de Ricardo Gomes: “Precisamos de alguém com vivência internacional”, dizem.

É assim que se afundam, dia após dia, na própria mentira. Não que eu esteja preocupado com isso - quero mais é que eles morram -, mas não adianta depois pedir ajuda para não ir à falência...

***

Sobre o Palmeiras: como vocês sabem, este é um blog feito a partir da visão que se tem da arquibancada. Considerando que eu não fui a Curitiba no último sábado, não me sinto à vontade para escrever o que quer que seja.

***

Leiam o texto abaixo:

Uma tristeza
A falta de bandeiras nos estádios paulistas entristeceu os jogos por aqui. Se Vinicius de Moraes visse, diria que São Paulo é também o túmulo do futebol. E não é, nem do samba, como se sabe.
Mas que só o gogó é pouco para enfeitar as arquibancadas parece fora de dúvida. Se já não bastasse a exigência legal estapafúrdia da execução do Hino Nacional antes de cada jogo, rigorosamente sem que a torcida dê a menor pelota, num desrespeito que fere de morte o espírito da lei, salta aos olhos o empobrecimento do espetáculo pela falta dos estandartes e suas cores.

Isso poderia estar no blog de qualquer um que defende a arquibancada. Talvez até no meu. Mas está, acreditem, na coluna de ontem do senhor Juca Kfouri. Ou ele enlouqueceu de vez ou resolveu brincar com a nossa cara...

20 Junho 2009

Vida que segue


O silêncio dos últimos dias não foi programado. Tampouco tem relação com a falta de idéias; elas vieram aos montes, desde as horas seguintes à eliminação, enquanto vagávamos pelas ruas da capital uruguaia. Acontece que faltou ânimo para expor as lamentações, as críticas e mesmo as opiniões sobre os motivos que nos levaram a deixar a Libertadores de modo tão prematuro. Mais que isso, faltou tempo, pois a viagem de ida e volta foi por demais cansativa.

Confesso que passei os dois últimos dias sem ler as páginas esportivas de jornais, blogs (quaisquer que fossem) e outros meios de comunicação, de tal forma que tomei conhecimento só de pequenos fragmentos de informação e/ou opinião aqui e acolá.

Passados dois dias e já sem a cabeça tão atordoada pela eliminação e pelo cansaço, chegou o momento de retomar o raciocínio.

O FATOR JUMAR


Jumar é a cara desta eliminação. Porque o Palmeiras caiu fora não no 0 a 0 do Centenario, mas no 1 a 1 do Palestra, quando o Madureira resolveu abrir mão do segundo gol para atrair o time adversário para o nosso campo. Deixando de lado até mesmo a escalação errada e as substituições desastradas, o fato é que Jumar, pobre Jumar, acaba, sem culpa de nada, sendo a cara de mais este fracasso alviverde.

Fomos novamente eliminados na nossa casa, e isso já era sentido por todos nós logo após o jogo do Palestra. É então que alguém pode se manifestar: “Mas se você achava isso, foi fazer o que no Uruguai?”. Bom, eu fui fazer a minha parte. Fui à luta, cantar pelo Palmeiras e acreditar no improvável. Não difere muito do que me levou a viajar até o Recife na fase inicial, quando o time já parecia morto. Porque aqui é Palestra, e porque eu sei o que pode acontecer quando a esquadra verde vai a campo. Mas faltou em Montevideo o milagre que nos salvaria de uma eliminação já consumada em SP mesmo, no exato momento em que o Madureira resolveu inventar o Jumar no time.


Se ele tivesse um mínimo de decência para assumir o erro (e se não estivesse completamente desequilibrado ou mais preocupado com blogs, jogatinas, processos na Justiça e qualquer coisa que não o futebol), ficaria mais fácil aceitar isso tudo. Mas a situação torna-se insustentável ao nos depararmos com a clamorosa decadência de um sujeito que tem seu nome eternizado em nossa história, mas que hoje não passa de um impostor.

Dito isso, não vou me estender no tema. A demissão sumária do Madureira é uma posição defendida há tempos por este blog e por um número a cada dia maior de palmeirenses, sejam eles organizados ou não. Na minha análise, a permanência deste cidadão no nosso comando técnico é uma afronta ao torcedor palmeirense e à própria Sociedade Esportiva Palmeiras.


A DERROTA

A eliminação da Libertadores é sempre mais dolorida e eu nunca sei se vale a pena terminar a disputa com a sensação de que perdemos com dignidade, batalhando até o último segundo. Porque sempre foi assim para o Palmeiras: nos pênaltis, nos detalhes, no ‘erro’ de um juiz, por um gol perdido aqui, por uma falha individual ali. De um jeito ou de outro, chegamos sempre vivos ao apito final.

Foi assim de novo em Montevideo. Faltou muita coisa, e isso explica o empate sem gols contra um time que só não é pior que o Potosí entre todos os que enfrentamos, mas, exceção feita a um ou outro jogador, sobrou disposição. Ao mesmo tempo em que serve de consolo a eliminação sem derrota, é este também o fator que traz mais dor.

Mesmo com as sucessivas falhas do nosso treinador (ou até por elas), é possível guardar muita coisa boa destes 12 jogos da Libertadores-2009. A começar pelo fato de termos efetivamente disputado todos os duelos que se apresentaram. Não precisamos inventar desculpa para não viajar ao México, não fugimos da luta, não nos classificamos por uma canetada. Não passamos a primeira fase inteira capengando e não fomos eliminados com um 0 a 2 em casa.

Nós fomos à luta. Nós viajamos ao céu de Potosí, encaramos o atual campeão continental também na altitude, vencemos batalhas sangrentas em Recife, derrubamos o Colo Colo em uma jornada heróica no Chile, tentamos buscar o gol salvador até o último segundo no histórico Centenario de Montevideo.

Se tem clube por aí que prefere avançar sem ir a campo, aí é tudo uma questão de caráter.

O GLADIADOR


Este Kléber não se cansa de se consagrar dia após dia como ídolo eterno da torcida alviverde. Se a noite de quarta nos jogou no completo desânimo, eis que a quinta trouxe um pouco de justiça ao mundo do futebol. As moças ficaram de fora, e Kléber, mais do que a própria declaração às emissoras de TV, mandou um belo "Chupa, bambis filhos da puta!" ao marcar o seu gol. Obrigado, Kléber!

Aliás, é bom ouvir o que Belluzzo tem a dizer sobre o nosso Gladiador. Acontece, caro presidente, que a tal Traffic julgou que este não era um bom investimento no começo do ano e agora não me parece ter volta. O que mais dói é saber que o resultado do jogo lá em Montevideo poderia ter sido bem diferente se tivéssemos no ataque o K30 no lugar de quem a Traffic julgou ser um investimento mais rentável.

O CENTENARIO

É um belíssimo estádio este Centenario. Templo sagrado do futebol, tanto quanto o Maracanã. E já caminha para os 80 anos, com ingresso de papel, assentos pintados com caneta esferográfica, alambrados, fossos e toda a informalidade que deve prevalecer nos estádios de futebol. Que o Centenario permaneça assim por muitos e muitos anos, bem longe da mente doentia dos supostos progressistas.

As histórias desta viagem para o Uruguai são muitas e ficam para um outro momento. E o Nacional tem agora a minha torcida, por mais que eu saiba que eles não conseguirão segurar nem mesmo o Estudiantes...

16 Junho 2009

Um lugar na história


Quando as pessoas descobrem que eu sigo amanhã para Montevideo em um esquema bate-e-volta 'apenas' para ver um jogo de futebol, a reação é inevitavelmente a mesma: "Você é louco!"

Sim, isso eu já sei. Mas insisto em dizer que não é 'apenas' um jogo e que eu tampouco estou indo até lá para ver o que quer que seja. Porque é Libertadores, é Palmeiras e é tudo aquilo pelo que lutamos. E porque eu não vou para ver, mas para empurrar o meu time à vitória.

É difícil compreender o que leva alguém a perder o seu único dia de folga em meses de trabalho e mais algumas centenas de reais para ver 'apenas' um jogo de futebol. Não pertence ao terreno do racional, e é bom que seja assim. Porque é tão insano quanto inesquecível.

Foi assim na vitória em Recife, que nos livrou da virtual eliminação e nos trouxe até a Batalha do Centenario. Foi assim na vitória em São Januário, em 1999. Foi assim em toda a caminhada de 2000. Foi assim com o vitorioso duelo nos pênaltis, em 2001, no Mineirão. Foi assim em 2005, em 2006 e em tantas outras situações. Porque nada é tão bom quanto ir buscar uma vitória ou uma classificação bem longe de casa.

Neste 16 de junho de 2009, passados 10 anos desde o título da Libertadores/99, é justo lembrar de cada uma das vitórias heróicas do Palestra, em casa ou em campos inimigos. Em meio a tantos duelos inesquecíveis, eu preciso apenas buscar na memória a minha visão do chute de Zapata para fora para tudo isso fazer ainda mais sentido.

10 anos. As memórias de dentro do estádio, confesso, não são assim tão claras. Não era um jogo para se assistir; era para jogar junto com o time, cantando do início ao fim. Eu estava, admito, entorpecido, como fiquei ainda por um bom tempo, mesmo já fora do estádio.

É então que vêm à mente só as cobranças de pênalti, incluindo a decisiva, com a massa alviverde de mãos dadas, pronta para explodir. E eu, abraçado ao meu irmão, os dois já sem conseguir conter as lágrimas, com os joelhos no cimento sagrado daquela arquibancada que hoje já não existe mais.

Isso, meus caros, não tem preço. Viver um momento desses significa buscar - e alcançar - um lugar na história. Representa se eternizar em uma conquista única. Significa receber a visita de Felipão já no 10º aniversário da vitória
e ter a exata noção de que a Libertadores é tão dele quanto de cada torcedor de arquibancada. E é até mais nossa, à medida que estaremos sempre do mesmo lado da batalha.

Se estivemos juntos lá atrás, estamos agora também, uma década depois. Podemos não gostar de um jogador aqui e de outro ali e até o treinador pode ser hoje uma figura que não desperta a nossa confiança. Pouco importa; o Palmeiras vai a campo na fria noite uruguaia e eu confio nos homens que vestem aquela camisa verde.

Eles serão a nossa alma e o nosso coração na cancha. E nós, poucos e bravos na arquibancada do Centenario, seremos a voz de milhões. Para buscarmos o nosso lugar na história mais uma vez...

À VITÓRIA, GUERREIROS!
AQUI É PALESTRA!




***

Outra boa fonte de inspiração é a nossa campanha no título da Copa Mercosul/1998. Aí vai:

2ª rodada da 1ª fase - 19.08.1998, 22h
Nacional/URU 0 x 5 Palmeiras
Estádio Centenario, Montevideo/URU
Gols: Oséas, 10' do 1º; Magrão, 30' do 1°; Magrão, 41 do 1º; Tiago Silva, 32' do 2º; e Juliano, 39' do 2º
Os guerreiros: Velloso; Nenem, Júnior Baiano, Cléber e Júnior; Roque Jr., Rogério, Zinho (Tiago Silva) e Alex; Oséas (Galeano) e Magrão (Juliano). Técnico: Luiz Felipe Scolari

5ª rodada da 1ª fase - 01.10.1998, 21h50
Palmeiras 3 x 1 Nacional/URU
Palestra Itália
Gols: Rogério, 2' do 2º; Arilson, 30' do 2º; Arilson, 35' do 2º; e Barrios, 45' do 2º
Os guerreiros: Marcos; Nenem, Júnior Baiano, Agnaldo e Júnior; Galeano (Rogério), Tiago Silva, Alex (Paulo Nunes) e Arílson; Magrão e Oséas (Almir). Técnico: Luiz Felipe Scolari

14 Junho 2009

Rumo a Montevideo

A vitória nos coloca em boas condições no BR-09, Keirrison fez dois gols, a arbitragem finalmente nos favoreceu e, acreditem, o Madureira conseguiu fazer o time jogar um bom futebol, com direito até a um padrão tático reconhecível durante os 90 minutos.

Tudo isso em uma noite de homenagens no Palestra, com a presença de alguns dos campeões da Libertadores/1999. Foi bonito, foi emocionante e era mesmo mais do que necessário. Durante aqueles poucos minutos antes do jogo, foi bom poder voltar 10 anos no tempo e cantar o nome de muitos dos nossos ídolos, cada qual com sua música. Bons tempos e ótimas lembranças...

Serve de inspiração para a Batalha do Centenario. Eu só consigo pensar na viagem para Montevideo e no desafio que temos pela frente. Já
começou a concentração.

***

Quanto ao público: foi bem menor na comparação com a semana passada, mas alguns fatores pesaram além do preço do ingresso. Não vou entrar agora na discussão sobre os R$ 30 pela arquibancada - já fiz essa consideração no post anterior -, mas parece ter ficado evidente que o povo que freqüenta o Visa não tem fôlego para deixar R$ 100 na bilheteria em um jogo que não tinha nada de decisivo.

***

RECADO AOS MARIAS

Vocês ficaram quase 20 anos sem pisar no Palestra Itália. Foram muitas finais, decisões, tantos e tantos jogos importantes. Libertadores, Copa do Brasil, Brasileiro... e vocês nunca apareceram. A questão é que hoje - e eu admito que vocês vieram em número até razoável - seria melhor terem ficado em Minas para evitar passar vexame fora de casa.

Aí não teriam se calado durante todo o jogo (eu não entendo o que leva alguém a viajar pelo menos oito horas para não cantar), nem perdido a faixa para os coxinhas (que papelão...), nem atirado o surdo no fosso, nem brigado entre vocês na arquibancada. E não teriam de sair mais cedo do estádio, ainda com o jogo rolando, com medo do que poderia acontecer depois.

Certo, todos sabem que a Máfia Azul é uma piada. Mas vocês perderam hoje uma boa chance de não deixar isso assim tão explícito.

11 Junho 2009

Meio termo

Ao saber que o Visa estava saindo por R$ 100, me preparei para escrever um post ácido, detonando a arquibancada a prováveis R$ 40. Era o esperado diante de uma simples regra de 3, mas o aviso da assessoria de imprensa mostrou outro cenário: entradas populares a R$ 30. Não é o ideal, mas isso é muito uma opinião minha, e eu sou obrigado a aceitar este preço, que é, afinal, o mesmo do ano passado.

Sim, poderia ser melhor, mas não cabe aqui nenhuma crítica mais contundente. Se é para ampliar a receita com bilheteria, que isso aconteça às custas dos freqüentadores do Setor Visa. Que eles paguem o preço do conforto e de terem tomado o nosso lugar. E que financiem quem vai ao estádio para apoiar o time. Muito justo.


Sobre o fato de provavelmente enfrentarmos o Internacional/RS em Araraquara, por conta de um acordo com a Prefeitura local, eis aqui:

Inauguração de estádio novo, população local carente de futebol, muitos palmeirenses na região etc. e tal. Teríamos casa cheia mesmo em um amistoso e ainda que o ingresso estivesse nas alturas. Portanto, talvez fosse o caso de levar para lá uma partida contra, sei lá, o Avaí ou o Barueri, deixando para a nossa casa um jogo tão duro quanto este. Mas é só a minha opinião.

***

RESPOSTAS AO MADUREIRA
Dois amigos meus, o Castellari (do xará Forza Palestra) e o Júnior (do Aqui é Palestra), mandaram muito bem em suas respostas ao Madureira, que enlouquece a olhos vistos, dia após dia. Deixo aí as indicações, porque eu responderia quase a mesma coisa. Alguém precisa providenciar um tratamento psiquiátrico para o nosso treinador.

A BATALHA DO CENTENARIO
Passagens garantidas para MVD. Vamos lá consertar as besteiras que o professor fez por aqui.

DESESPERO LEONOR
Abaixo, mais um bom vídeo sobre o desespero que toma conta dos leonores. Não é à toa que estão divulgando aos quatro cantos até mesmo o escorregador de metal (parece piada, mas não é...) do bufê infantil do Jd. Leonor. Elas estão histéricas...


08 Junho 2009

Sobre interinos e efetivos

Eu nunca trabalhei no prédio dos Frias e não posso provar, mas parece que os escribas do Painel Leonor têm de passar por um processo de lavagem cerebral antes de assumirem a função, ainda que na condição de interinos. Se o Perrone criou um estilo que foi ‘aprimorado’ pelo Arruda, antes interino e agora efetivo, eis então que hoje o senhor Eduardo Ohata, o interino da vez, supera os outros dois com louvor.

A começar pela fonte comprimida no texto de abertura, destoando do padrão da coluna. Depois, com as oito notas com a mesma temática: torcidas organizadas. Ok, o assunto está em evidência e não poderia ser desprezado, até porque a FSP empreende uma campanha sórdida – e frágil, a se julgar pelo estudo apresentado na edição dominical – contra nós. O problema está no teor do, digamos, noticiário.

Entre as notas todas que temos no Painel de hoje, vou ficar com apenas duas, não sem antes fazer um retrospecto necessário:

Painel Leonor, 07.05.2009: Franchising Leonor
Torto. Cartolas palmeirenses disseram ontem que a entrada da Mancha Alviverde no Palestra Itália foi liberada porque membros da organizada que haviam ingerido bebida alcoólica ameaçavam fazer quebra-quebra na porta do estádio. Ninguém, contudo, assumiu quem deu a ordem para a torcida entrar.

Painel Leonor, 26.05.2009: Sob ataque

Porre. A diretoria do Palmeiras pressiona o promotor Paulo Castilho a notificar a Subprefeitura da Lapa a ser mais rigorosa em relação à venda de bebida alcoólica nas imediações do Parque Antarctica em dias de jogos.

Ressaca. Os palmeirenses dizem que, desde que Castilho proibiu a entrada da Mancha Alviverde no estádio, membros da torcida têm ingerido álcool em quantidades excessivas e arrumado confusão na porta da arena alviverde.

Painel Leonor, 08.06.2009: post de hoje
Contra o feiticeiro. Dirigentes palmeirenses afirmam que a proibição da Mancha nos estádios foi um tiro no pé. Reclamam de que, quando não entram no Parque Antarctica, permanecem fazendo algazarra nas cercanias da entrada. E que a conta sobra para o Palmeiras.

Caso isolado. Autoridades alegam que os palmeirenses não podem se queixar disso, já que é função dos policiais controlar a bagunça.


Como os senhores podem perceber, é tudo bastante orquestrado, semana após semana, em um trabalho sujo de desconstrução de imagem (como se preciso fosse...), sempre contra a mesma torcida. Para escrever sobre o nada, os escribas do Painel Leonor, provavelmente orientados por alguém mais influente, apostam em fontes misteriosas: “Cartolas palmeirenses”, “Diretoria do Palmeiras”, “Dirigentes palmeirenses”, tudo pela ordem.


O termo muda e ninguém é identificado, mas a mensagem é a mesma: torcedores organizados são bêbados arruaceiros e é preciso acabar com eles, com a venda de cerveja nos bares da Turiassu e com aquele processo de socialização que se observa antes e depois de qualquer jogo nas ruas próximas ao estádio Palestra Itália.

Não há, no entanto, qualquer evidência a comprovar as absurdas notinhas do senhor Ohata. É coisa inventada mesmo, e não passa pelo crivo de qualquer pessoa que tenha um conhecimento mínimo sobre estádios de futebol.

Vamos de Houaiss:


Excetuando-se a parte dos mouros e partido para a derivação, descobrimos que algazarra é o mesmo que “vozearia, barulheira, tagarelada”. São situações normalmente atribuídas a crianças ou, como frisa o Houaiss, a pássaros (no caso, pardais). Não consigo entender o que seria a algazarra de um grupo de torcedores organizados, tidos e havidos pela hipócrita e alienada opinião pública como criaturas perigosas, que representam uma ameaça à nossa harmônica, pacífica e ordeira sociedade civil.

A nota perde o sentido aí. O mais grave, entretanto, é constatar a desinformação do senhor colunista acerca do que é um estádio de futebol e do que é uma torcida organizada. Pois ele, a exemplo do Arruda, insiste com a descabida tese de que alguns de nós não teríamos entrado no campo devido à “proibição da Mancha”.

Vou repetir e insistir, de uma vez por todas:

A proibição não se aplica às pessoas físicas, mas à pessoa jurídica. Não se aplica aos torcedores, mas às faixas, camisas e instrumentos que identificam a torcida como tal. Nenhuma pessoa física é impedida de entrar no estádio, e é por isso que a torcida toda está lá. No mesmo local, com a mesma configuração, com as mesmas músicas, mas sem as, como vamos chamar?, sinalizações visuais características.

Estamos todos lá, e ninguém deixa de entrar por conta da proibição dos materiais. Foi assim, caro jornalista de redação, entre 1995 e 2003. E tem sido assim a cada nova e arbitrária punição à entidade Mancha Verde. Assim é a vida neste tal futebol; bem diferente do cenário ao qual o senhor está acostumado, em disputas frias de tênis e demais esportes olímpicos.

A torcida pode ser punida tantas vezes quantas forem do interesse do promotor desocupado. Faixas, bandeiras, camisas, instrumentos de percussão e demais adereços ficam do lado de fora. Mas os torcedores não. Menos ainda para fazer “algazarra” ou qualquer coisa do tipo.

Aliás, caro jornalista, o que seria isso? Como seria a “algazarra” dos torcedores? Quem estaria reclamando disso? A polícia registrou alguma queixa? E quem seriam as “autoridades” que jogam a responsabilidade (do quê?) nas costas da PM? Aliás, a PM não é uma autoridade? E o que seria a “conta [que] sobra para o Palmeiras”?

Pois é, fiquei com essas dúvidas todas. Seria interessante que você, do alto de todo o seu conhecimento de esportes olímpicos, explicasse isso tudo a alguém que, como eu, já pisou mais de 300 vezes naquele estádio sem nunca ter visto nada parecido com essa tal “algazarra”? Estou curioso. De verdade.

Finalizo com uma pergunta que resume o quanto isso tudo já me encheu o saco: vocês, interinos ou efetivos, são ingênuos, mal intencionados ou filhos da puta mesmo?

07 Junho 2009

Até quando, Madureira?

Voltando do Palestra hoje, ouvi, como de costume, toda a entrevista coletiva do Madureira às emissoras de rádio. O saldo é preocupante. Porque o nosso treinador reitera, dia após dia, tudo aquilo que tem sido dito sobre, digamos, o seu estado psicológico.

Fato é que o Madureira demonstra uma incapacidade enorme de reconhecer suas falhas e, o mais importante, corrigir o que está errado. Vira-se com respostas evasivas e fala por até quatro minutos seguidos sem que nada se aproveite.

Chega a dizer, vejam os senhores, que a partida contra
o Nacional/URU (com a emblemática entrada do Jumar) representa um de seus "melhores trabalhos no Palmeiras" - um certo goleiro mau-caráter não disse algo parecido? De qualquer forma, é
preocupante, pois ele joga no lixo muito do que já fez por nós.

O Madureira fala de tudo um pouco, mas não esclarece nada. Desvia o foco, joga a culpa na torcida, faz graça com os jornalistas que o acobertam e maltrata os que o criticam. O que fica sem resposta: como pode o treinador de R$ 6,5 milhões anuais deixar o seu time sem padrão tático e tomar um baile do pequeno Vitória dentro de casa?

Sim, é a verdade. O Vitória foi muito superior, e só não levou pontos do Palestra
porque nós temos Sâo Marcos, porque os baianos têm Roger no ataque e porque a trave resolveu ajudar hoje. Ah, e também porque o Palmeiras é Palmeiras e porque os atletas mostraram jogaram com a alma e o coração. É pouco.

Notem que isso vem de um torcedor que tem especial predileção por vitórias como esta de hoje, à base de raça, superação e muito suor. Continuo gostando delas, é claro. Mas sei que elas não vêm todo dia, de tal forma que me preocupo - e muito! - com o que podemos fazer na batalha de Montevideo.

E é então que o Madureira poderia refletir sobre a falta de padrão tático do time, sobre os inexplicáveis buracos que se abrem na defesa e mesmo sobre a comovente apatia do nosso camisa 9. Porque não é sempre que Diego Souza vai acertar uma grande partida, que Cleiton Xavier vai mandar um chute mágico da intermediária ou que São Marcos vai operar milagres.

Uma hora isso acaba. E aí, Madureira, como ficaremos?

***

O PÚBLICO DE R$ 20
Mais de 16 mil pagantes. Considerando a fase do time, o adversário, o histórico no Palestra e outros fatores mais, não era para tanta gente - vejam que o SCCP jogou ontem para 6 mil torcedores no Pacaembu. Mas o público foi bom assim porque tivemos ingressos a R$ 20. A resposta, com grande ocupação nos setores populares, veio com o apoio incondicional ao time, em especial depois de sofrermos o gol.

O GLADIADOR
A expulsão de Kléber no Mineirão traz alívio em dose dupla para o jogo do próximo domingo. Que venham os bambis mineiros!

E O FUTEBOL?
É sabido que as moças do Jd. Leonor não ligam muito para futebol. É sabido também que aquele bando de dirigentes salafrários busca agora legitminar o que não tem solução, ou seja, o Jd. Leonor na Copa-2014.
Por fim, é notório também que os bambis adoram pertencer a esta desprezível high society paulistana, o que as leva a querer notinhas 'espertas' na Mônica Bergamo. É o caso da que saiu na edição de sexta da FSP. O conteúdo é auto-explicativo:

TOBOGÃ No bufê infantil que o São Paulo fará no estádio do Morumbi, e que terá o ex-jogador Raí como sócio, haverá um escorregador de metal que sairá do salão e cairá diretamente no gramado. O projeto do arquiteto Ruy Ohtake prevê que as crianças possam brincar no espaço atrás de um dos gols, quando não for dia de jogo.

06 Junho 2009

9 anos...


9 anos. 6 de junho de 2000. Não pode passar em branco. Também serve para espantar todo o clima ruim dos últimos dias e como preparativo para a batalha de Montevideo.



***

Notas soltas e desconexas:

FABIO COSTA, O ASSASSINO
Este blog, todos sabem, defende o futebol sem viadagens. Este blog tem o STJD e o senhor procurador Paulo Schmidtt na pior consideração possível. Mas isso não impede que certas situações sejam punidas de acordo. É o caso do que fez este tal
Fabio Costa, um completo desequilibrado mental. Vamos aguardar as providências do sempre proativo STJD; o futebol não pode mais conviver com um louco como o goleiro do Santos FC.


JUSTA CAUSA
O Júnior, do Aqui é Palestra, mandou bem ao apontar uma série de razões trabalhistas pelas quais o Madureira deveria já estar fora do Palmeiras. Eu acrescento que esta última entrevista, na qual ele declara querer ser presidente do Flamengo, é mais um motivo.


SOBRE EMBOSCADAS, PMs E PROMOTORES
Sei que esperavam que eu escrevesse sobre a briga de quarta, a incompetência da PM e o espetáculo midiático do promotor. Eu sei. Mas é melhor esperar um pouco. Tenho algumas coisas a dizer, mas não vou fazer isso sem provas. De qualquer forma, prometo retomar o assunto em breve.

E O FUTEBOL?
É sabido que as moças do Jd. Leonor não ligam muito para futebol. É sabido também que aquele bando de dirigentes salafrários busca agora legitminar o que não tem solução, ou seja, o Jd. Leonor na Copa-2014.
Por fim, é notório também que os bambis adoram pertencer a esta desprezível high society paulistana, o que as leva a querer notinhas 'espertas' na Mônica Bergamo. É o caso da que saiu na edição de sexta da FSP. O conteúdo é auto-explicativo:

TOBOGÃ No bufê infantil que o São Paulo fará no estádio do Morumbi, e que terá o ex-jogador Raí como sócio, haverá um escorregador de metal que sairá do salão e cairá diretamente no gramado. O projeto do arquiteto Ruy Ohtake prevê que as crianças possam brincar no espaço atrás de um dos gols, quando não for dia de jogo.

04 Junho 2009

Mais do mesmo

Depois de ser impedido de enfrentar o time do Jd. Leonor em duas partidas seguidas (foi expulso aos cinco minutos da primeira e, para garantir, no jogo anterior à segunda), Diego Souza foi a campo no último duelo contra as meninas. Sofreu um pênalti acintoso e o árbitro mandou seguir. Deram um jeito de punir o nosso camisa 7. Mas não ficou só nisso: passados alguns dias, eis que aquele tribunalzinho de maricas, o do procurador Paulo Schmidtt, resolve levar o nosso atleta a julgamento mais uma vez.

Era o caso de se pensar que ele pode ter dado uma cotovelada em alguém ou qualquer coisa do tipo. Não, nada disso. Sinto informá-los que Diego Souza, a exemplo do que já ocorrera depois do jogo do ano passado no Mineirão, vai a julgamento mais uma vez por um lance normal, por uma falta de jogo. Depois de um carrinho para tomar a bola do zagueiro bambi, a moça foi ao chão. E então o tal procurador, outro desocupado, resolveu que era o caso de denunciar o nosso meia.

Denúncias, denúncias e mais denúncias. Tudo a serviço de um único beneficiado, e eu nem preciso dizer qual.


Enquanto isso, no Jd. Leonor...

Kléber, o Gladiador, sofreu 14 faltas no jogo do último domingo. 14 faltas! E o revezamento feito pela defesa bambi ficou evidente, a exemplo do que já acontecera no ano passado, quando bateram em Valdívia até que ele tivesse de abandonar o gramado. O fato gerou uma reclamação formal - e consciente - do Cruzeiro.

Acontece que o trabalho sujo já foi bem feito. Os hipócritas jornalistas esportivos trataram de construir uma imagem demoníaca de Kléber e aí tudo se justifica, inclusive um revezamento na hora de dar porrada.

Mas sei lá do que eu estou reclamando... Não se pode esperar nada diferente de um campeonato por pontos roubados que permite a um clube largar sendo beneficiado em todas as quatro primeiras rodadas.

Deixo abaixo os links de duas versões muito bem produzidas do Dossiê Bambi 2009, que caminha a roubos largos para superar as edições 2007 e 2008. Aliás, você já fez a sua aposta no Bolão? Quantos pontos os bambis vão roubar até a 38ª rodada?

DOSSIÊ BAMBI 2009 (Parmerista!)

DOSSIÊ BAMBI 2009 (Aqui é Palestra)

03 Junho 2009

De volta ao ataque

A dupla Arruda-Castilho volta ao ataque. Do Painel Leonor de hoje:

Alerta. O promotor Paulo Castilho está preocupado com possível recepção de organizadas palmeirenses à aliada torcida vascaína hoje. Teme confronto com corintianos e pedirá à PM para expulsá-las do Pacaembu.

O que este blog tem a dizer:

1. Sim; recebemos os irmãos da FJV na nossa casa. Sempre foi assim. Mas eu quero ver o promotor desocupado me expulsar da arquibancada do Pacaembu hoje à noite.

2. Torcedores de SCCP e do time que virou filial bambi na Baixada brigaram depois do clássico do último domingo. Quebraram tudo dentro de um Extra nas proximidades da Vila. Alguns dos representantes da casa foram claramente identificados como membros da Torcida Jovem e da Sangue Jovem. E o que houve foi nitidamente uma emboscada. E aí, promotor? As punições só valem para a MV? Gente que atira bomba na arquibancada do Jd. Leonor também não fica afastada dos estádios?

02 Junho 2009

Falavigna Bros.

Ruas sombrias, becos soturnos e lúgubres vielas do decadente Cambuci moldaram as mentes dos dois irmãos que têm seus últimos posts aqui recomendados. Com os senhores, os irmãos Falavigna: André, do Blog do Meu Saco, e Seo Croce, do Cruz de Savóia.

***

Professor Belluzzo,

Em meio aos protestos e contestações deste blog, é justo agradecer ao senhor por ter vindo a público proibir as críticas feitas ao torcedor palmeirense por quem deveria se preocupar apenas em trabalhar, executar o tal planejamento e honrar o alto salário que ganha.

Eis aqui:

"A torcida tem dado enorme contribuição ao clube, e pode se comportar com ela quiser. Temos que aceitar as críticas quando elas vêm. Não tem essa de que ninguém é intocável, a começar até pelo presidente. Se as críticas forem formuladas de forma civilizada não temos nada do que reclamar".

"(A torcida) é a razão de existência do clube. O torcedor é o nosso protagonista.”

Obrigado.

01 Junho 2009

Agenda de destruição

Em clima de festa (viva as 12 sedes da Copa-2014!!!), vamos abrir espaço para mais algumas demonstrações da agenda de destruição em curso. A começar, é justo, pelo mais sórdido de todos os dirigentes esportivos neste país. Com os senhores, JJ Scotch Whisky:

"O Morumbi está 84% pronto, muito à frente dos outros. O Maracanã é inviável. Teria de derrubar e construir outro”.

Não há bebedeira que justifique um absurdo desses. Não há. Por pior que seja o uísque consumido pelo mandatário leonor, não é aceitável um vandalismo verbal desse tipo. E é ainda menos aceitável que tal declaração fique sem a devida contestação. Se este país fosse minimamente sério, teríamos prisão perpétua para gente que propõe qualquer alteração no Maracanã. JJ é um deles.

Nem vou entrar no mérito dos “84%”, do que o levou a este número fictício ou dos tantos absurdos que foram ditos por esta pobre criatura e por outros tantos patifes sobre este lugar que é claramente inapto para receber qualquer evento. A questão é que o Mário Filho não pode estar inserido no contexto desta agenda de destruição dos leonores.

Eis então que chegamos a uma notícia aparentemente despretensiosa, publicada pelo L!Net, o folhetim eletrônico do diário bambi por excelência. É besta, é pequeno, é insignificante mesmo. Mas é demonstrativo de como agem os nossos profissionais de comunicação, digamos, antenados com a agenda de manipulação de Casares, o marqueteiro do mal. Vejamos:

Corinthians e Palmeiras: perigo na internet

Aí você, desavisado leitor, está de passagem pela home do L!Net e se depara com um título como este, assim tão acusatório. "Mas que cazzo seria isso?", você se pergunta. Pois bem, vamos ao texto, que já começa peremptório: "Corinthians e Palmeiras são dois dos termos mais perigosos da internet..."

Não há dúvidas! Os dois rivais desta capital paulista são perigosos para o internauta, seja lá o que diabos for isso.

É então que ficamos sabendo que a empresa de segurança McAfee fez uma pesquisa para determinar as palavras-chave que, se utilizadas em buscas pela internet, podem, vejam os senhores, infectar o computador dos usuários com vírus. Sim, dramático assim. Como diria o grande Falavigna: "Levados esses dois, não?"

A matéria (???) do L!Net traz um link para o tal estudo, mas o que aparece depois do download do arquivo (zipado) é um relatório sem números ou pesquisas. Desprovidos de informações na íntegra, somos obrigados a nos contentar com o recorte feito
pela versão online do jornaleco esportivo:

"No Brasil, os termos de maior risco são: Globo (33,3%), Juliana Paes (30,0%), Google Talk (25,0%), Google Toolbar (25,0%), Orkut (25,0%), Corinthians (22,2%), Palmeiras (22,2%), Tradutor (22,2%), MSN (20,0%) e Músicas (20,0%)."

Sim, perdemos para a Juliana Paes!

Eu bem poderia dizer que os números são estranhos, bastante exatos (20,0%, 22,2% = 2/9, 33,3% = 1/3, 25,0%), o que me levaria a duvidar da amostragem utilizada. Poderia. Mas não é necessário. A criatura que mandou essa nota para o ar (em um veículo pretensamente esportivo) deveria se envergonhar muito do que fez...

A Copa-2014 vem aí!
Vamos encher esse povo alienado de besteira...

***

Peço desculpas aos muitos novos blogs que surgiram nas últimas semanas. Ainda não consegui arrumar tempo para atualizar os links aí do lado. Mas prometo fazer isso em breve.

Desânimo

É, eu deveria escrever algo sobre o desastrado empate em Barueri. Sobre o gol de Obina, sobre Keirrison, sobre os acertos ofensivos e os constantes problemas na defesa. Também sobre o Madureira, que, além de não sair do banco (seria medo?), continua desviando o foco de seus erros. E mesmo sobre a Arena Barueri, que, aos poucos e não tão lentamente, começa a ganhar cara de um estádio de futebol. O que não faz dela um local menos frio, melhor localizado ou com estrutura mais adequada, registre-se.

Deveria escrever sobre tudo isso, eu sei. Mas não consigo. Porque o tal anúncio das 12 sedes da Copa do Mundo é um pouco o prenúncio do muito de ruim que está por acontecer no nosso futebol. Desvio de verbas públicas, milhões no lixo por um tal padrão FIFA, elefantes brancos em cidades que quase não têm futebol profissional, comemorações que só servem para ocupar o tempo de alienados aqui e acolá – e isso eu escrevo sem rancor, mas com pena mesmo.

De certa forma, o pequeno circo que se armou antes do jogo de ontem, na Arena Barueri, detonou toda e qualquer esperança de um bom jogo. Telão com o Blatter fazendo gracinha, bandeiras dos Estados ‘escolhidos’ em campo, ex-jogadores deslocados no gramado, público pequeno com os ingressos nas alturas. E depois a chuva, o péssimo primeiro tempo, as besteiras na etapa final...

Seriam pequenos obstáculos em outros tempos. Mas os atuais, de promotores desocupados, procuradores vagabundos, dirigentes salafrários, jornalistas hipócritas, reuniões espúrias e técnicos cafajestes, não inspiram coisas boas...

30 Maio 2009

Teixeira, o capanga leonor

O Santos FC, foi dito por este blog, tem se portado como capanga dos leonores, um papel que não está à altura da história do clube do litoral. A reunião que ocorreu nesta sexta, envolvendo presidentes dos quatro grandes paulistas, é a prova definitiva de como Marcelo Teixeira tem agido em defesa dos interesses leonores.

Vocês todos sabem o que eu penso da escória do Jd. Leonor e da impossibilidade de qualquer tipo de relacionamento que não seja bélico com criaturas como JJ Scotch Whisky. Pois bem, indico aqui um vídeo sensacional, idealizado e produzido por um rivale, e dois textos do sempre incendiário Filipe, outro rivale de respeito (1 e 2).




É GUERRA!

***

E amanhã vamos a Barueri mais uma vez...

29 Maio 2009

Questão de aparência

“Se demitir o Luxemburgo, vai trazer quem? O Picerni? O Roth? O Estevam Soares? O Vadão?”

Este é o único argumento (?) possível a setores da torcida palmeirense que ainda defendem a permanência do Madureira. Você não ouve nenhuma referência elogiosa às suas últimas contratações, nenhuma menção às suas estratégias inovadoras, nenhuma análise baseada em seu trabalho com o grupo de jogadores.

Não é à toa: o Madureira de hoje é um técnico medíocre, comum, no nível dos citados anteriormente. Com desvantagens: tira anualmente R$ 6 milhões dos cofres do clube, é arrogante (o que o impede de assumir os próprios erros e agir para melhorar isso) e carrega o peso de já ter sido um grande treinador.

Defendem o Madureira aqueles que não enxergam isso.

Aliás, tenho uma teoria:

Sabe aquele sujeito de família rica que de repente se vê na miséria, mas insiste em manter as aparências? Vocês devem conhecer alguém assim: o cara mal tem dinheiro pagar as contas de água e de luz, mas insiste em ostentar uma BMW na garagem. O cidadão faz isso apenas porque quer manter o status. Pode estar na merda que for, mas gosta de mostrar para a sociedade o que não é: “Vejam, eu tenho uma BMW na garagem”.

Pois o palmeirense que defende o Madureira faz isso para manter um status que já não se justifica faz tempo. E então, enquanto a gente pede que o Palmeiras e sua torcida sejam respeitados, o sujeito deslumbrado enche a boca pra dizer: “Ei, vejam só, meu time tem o Luxemburgo no banco”.

Pois é, acontece que o Madureira deixou de ser uma BMW faz tempo.

***

CARTA DA MANCHA VERDE AO MADUREIRA

Quem avisa amigo é.

Nós vamos nos classificar na porra do Uruguai, porque aqui é PALMEIRAS, e NÓS SOMOS O PALMEIRAS, não somos cariocas flamenguistas boca aberta!

Nós vamos ao estádio para apoiar o PALMEIRAS, e quando necessário cobramos sim senhor, pois temos esse direito, quer o senhor aceite ser cobrado, quer não!

Nós não somos culpados de PORRA NENHUMA, não escalamos o time de forma bizarra, não queimamos duas alterações com 25 minutos de jogo, não trocamos, de forma COVARDE, um centro avante (com sono), por um volante quando estamos ganhando um jogo EM CASA.

Nós não indicamos Evandro para substituir o Valdívia, nós não inventamos Capixaba, Marquinhos, Obina e demais refugos que hoje infestam o Palestra Itália.

Nós não recebemos 500 mil reais por mês para estarmos SEMPRE, ao lado do PALMEIRAS, pelo contrário, pagamos o ingresso MAIS CARO DO BRASIL.

Nós, em hipótese alguma, aceitaremos a HERESIA de sermos comparados com torcidas rivais, se o senhor gosta tanto assim de Inter, Sport, Gambás, VAZA, se não quer treinar o PALMEIRAS, te garanto que tem uma lista enorme de treinadores que querem e se identificam com o clube, com sua Torcida, inclusive um certo penta campeão mundial.

Aliás, lá pros lados de Recife, estão precisando de técnico, manda o seu curriculum pra eles, quem sabe o Beltrão, seu amigo, não te contrata?

Nós não somos idiotas, e não engulimos as suas mentiras, cadê as imagens do aeroporto onde o senhor disse que foi agredido pela Torcida do PALMEIRAS? Já se passaram quase 01 ano daquele seu teatrinho, e até agora, nada de imagens divulgadas, até quando vai esconder a verdade?

Nós, desde a sua estréia no início do ano passado, já avisávamos que não aceitaríamos uma NOVA TRAIÇÃO, como a que o senhor fez em 2.002, nos deixando com um time desmontado logo após a estréia no Campeonato Brasileiro, que culminou com a queda para Série B, em troca de um punhado de dinheiro, sendo que uma semana antes estava em NOSSA QUADRA, mais uma vez falando do seu eterno... BALELA!

Nós já cansamos de ouvir o senhor, insistentemente, tecendo comentários sobre o Marcos, onde o senhor o compara com o goleiro do time do Morumbi, dizendo que ele não tem o mesmo preparo, o mesmo potencial, enfim, se gosta tanto do outro goleiro, vai lá e tenta treinar o time dele, mas, comparar o nosso maior ídolo, com um goleiro nojento, prepotente e com um cárater parecido com o seu, que jamais assume os erros que comete, chega a nos dar nojo!

Nós, por fim, podemos errar, como muitas vezes já erramos, mas a TORCIDA DO PALMEIRAS, quando erra, erra movida pela PAIXÃO, erra por um sentimento muito maior do que os zeros que ostenta em sua conta bancária, e não erramos por omissão, por covardia, por falta de competência, ou, simplesmente, por não sermos hoje, sequer, reflexo do que já fomos um dia, como é o seu caso.

Portanto, Luxembrugo, preocupe-se em classificar o PALMEIRAS, em treinar esse time, arranjar algum esquema de jogo para esse time, de um tempo nas suas atividades paralelas (até blog escreve agora....que piada) e pare de abrir a boca para falar da TORCIDA DO PALMEIRAS, você não tem DIGNIDADE para isso.

Recado dado.

FORÇA PALMEIRAS, NÓS ACREDITAMOS NA MAGIA DA CAMISA VERDE E ESTAREMOS NO URUGUAI, GOSTEM, OU NÃO GOSTEM, NÓS SOMOS A TORCIDA DO PALMEIRAS, NÓS SOMOS O MAIOR PATRIMÔNIO DO CLUBE...... NÓS SOMOS O PALMEIRAS !

Ainda dá. Apesar do Madureira

Sejamos diretos: se o Palmeiras for campeão desta Libertadores, será apesar do Madureira, o nosso decadente treinador. Pois é nítido que ele tem atrapalhado o time desde o início da competição, com erros grosseiros, que competem uns com os outros no quesito estupidez. Exceção feita aos 2 a 0 no Recife, nenhuma partida foi decidida pelo esquema tático, por alguma escalação surpreendente ou por qualquer ação direta do nosso homem de R$ 500 mil mensais. O Palmeiras chegou até aqui pela qualidade de um ou outro jogador, pelo apoio da torcida e, acima de tudo, porque é Palmeiras.

Acontece que, além de decadente, é insistente o tal Madureira. Se não conseguiu nos eliminar na fase inicial ou com a postura covarde do segundo jogo na Ilha do Retiro, eis que ele se superou neste primeiro duelo contra o Nacional/URU.
Eu não preciso aqui me debruçar sobre Jumares e Obinas. Os senhores viram, e são capazes de tirar suas próprias conclusões.

Não satisfeito em afundar o time e em fazer alterações que nos levaram a tomar aquele fatídico e frustrante 'gol fora', o Madureira ainda resolveu colocar a culpa na torcida. Incapaz que é de assumir seus erros, o treinador mandou isto aqui: "Não senti o apoio como acontece em outros lugares".

Pois é, o cara ganha R$ 500 mil por mês; erra na escalação; anula três peças importantes do time; queima duas alterações com 28 minutos; inventa o Obina; põe o Jumar (!?!?) quando o time mais pressionava pelo segundo gol; e a culpa ainda é do pobre torcedor, que teve de desembolsar pelo menos R$ 50 para ver isso tudo?

Um pouco de humildade faria bem ao Madureira. Ou vergonha na cara, vai saber. Fato é que a decadência, destacada por este blog e por outros tantos torcedores conscientes, fica a cada dia/noite mais evidente. O problema todo é que, enquanto ele leva R$ 500 mil por mês, o Palmeiras e seu torcedor podem pagar muito caro.

Ainda dá para voltar de Montevideo com a vaga. Pode ser no limite, como foi até aqui. Se for, será apesar do Madureira.

***

Post deste blog em 20.05.2009:
Madureira, a decadência em números

"Temos aí um clássico contra os bichas e um duelo decisivo contra a escola uruguaia, ambos na nossa casa.

E o homem do meio milhão de reais por mês pode então calar a minha boca e a de todos os que apontam a sua decadência."

Infelizmente eu devo estar certo.

***


Sobre a torcida, é necessário dizer: a massa não se inflamou como em jogos anteriores. A festa não foi tão bonita como nas batalhas contra Colo Colo ou Ixpót, por exemplo. Mas daí a dizer que o público atrapalhou, vai uma longa distância. Uma coisa é certa: a falta de vibração hoje tem muito a ver com a pilantragem do senhor Paulo Castilho, o promotor desocupado, que nos deixou mais uma vez sem bateria. Aí fica difícil puxar o povão...

27 Maio 2009

Carta aos elitistas

"Caros" diretores da S.E. Palmeiras,

O nosso time reserva estreou no BR-09 contra o Coritiba sob os olhares de 19.105 pagantes. Sábado à noite, mas com ingressos a R$ 20. Não era para tanta gente, e só foi assim porque houve bom senso no preço cobrado pela arquibancada. Duas semanas depois, foi a vez de os titulares encararem o SPFW. Clássico. Domingo ensolarado, 16h. E o público, vejam os senhores, foi de exatos 12.000 pagantes. Merecia mais gente, muito mais.

Acontece que o torcedor não foi tratado com o devido respeito. Sem dinheiro no bolso – é fim de mês – e com uma decisão ainda mais cara na mesma semana, o povo não pôde ir. E o Palmeiras pagou caro pela ganância e por um certo ranço elitista que predomina entre tanta gente aí do lado de dentro dos portões sociais.

Caso vocês não tenham se dado conta, é meu dever informá-los: este aí é o público de R$ 40. É um misto entre o espectador qualificado, aquele que exige conforto em troca do direito de consumir, e os abnegados que se esforçam para deixar quase 10% de um salário mínimo na bilheteria. E, a bem da verdade, a tal platéia selecionada nem deu as caras no domingo – vide o percentual de ocupação do Visa e das numeradas. No setor popular – pra quem? –, a concentração era visivelmente maior.

Fato é que nossa torcida não difere muito do restante da população brasileira – felizmente é assim. Portanto, dos tais 15 milhões pelo país, a maioria é povão. E é este povão que faz do Palmeiras um clube de massa e que nos permite alcançar patrocínios elevados e receitas milionárias com emissoras de TV, licenciamento de produtos e que tais. Não é justo onerar novamente este povo, ainda que seja em busca de um suposto equilíbrio financeiro.

Eu bem sei que há quem queira, digamos, qualificar o público que vai ao Palestra. Não é o caso, por exemplo, do professor Belluzzo, por quem tenho o maior respeito, consideração e confiança. Mas é o caso, digamos, de um certo Ebem Gualtieri, que disse isso com todas as letras no ano passado. E sei que mais gente pensa assim.

É elitista, é reacionário, é higienista. E é, antes de tudo, uma agressão ao torcedor palmeirense e a tudo o que o futebol representa para a cultura popular brasileira.

Sei que os defensores do futebol moderno virão com o discurso de crápulas como o tal Casares, o marqueteiro do mal. Que é
preciso se adequar aos padrões europeus, alavancar as receitas, fidelizar consumidores e toda aquela besteira. É, eu sei. Mas deixo o alerta: esta opção trará prejuízos irremediáveis. Talvez não agora, mas em médio e longo prazo, em especial pela perda de identidade com a massa. Este é o grande risco. Foi o que aconteceu na Inglaterra, onde o futebol perdeu sua alma.

Por enquanto, digo aos senhores elitistas que o público que vai a campo para empurrar o Verdão (e que será a maioria entre os 27 mil da próxima quinta-feira) é logo este que vocês querem afastar. Muitos podem ficar um pouco distantes devido aos preços altos, mas a resistência faz parte do que somos.

Os elitistas terão de conviver ainda por muito tempo com os “vândalos, marginais e arruaceiros” e com aquele povo feio que vem de ônibus e Metrô, e que insiste em superar qualquer desafio para ver o time em campo. E terão de aceitar a arquibancada tomada por aquela gente barulhenta, que pula sem parar e canta com a alma apenas porque quer fazer (e não ver) o Palmeiras vencedor.

Porque esta é a gente que ama o Palmeiras e o futebol. É este o público que estará sempre presente, ainda que em doses homeopáticas se for mantido o preço de R$ 40.

A verdade é que estamos apenas no início do campeonato e este tal público qualificado tem mais o que fazer. São Paulo, como se sabe, é uma cidade com atrações aos montes. Teatro, cinema, bares, restaurantes, tudo ao alcance desta gente bonita e selecionada. E, convenhamos, platéia tão seleta não gosta muito de tomar chuva ou de chegar em casa tarde da noite. Tampouco de ir ao estádio no domingo às 18h10 para sentar a bunda no cimento molhado.

O público qualificado, isto é certo, vai dar as caras nas rodadas finais, desde que o time tenha chances de brigar pelo título. Porque então tudo muda de figura, e o que era um simples jogo de futebol ganha um caráter de espetáculo, de atração, de evento midiático. Espetáculo: é o que deseja esta gente bonita, moderna e antenada.

Até lá, temos mais
34 longas e extenuantes rodadas. E, sinto dizer, vocês terão de agüentar a horda de sempre, que se vê obrigada a pagar R$ 40 para sustentar a ganância de alguns poucos. Só não sei até quando o bolso do povo vai resistir aos sucessivos assaltos.

A decisão é de vocês. Mas o Palmeiras não; o Palmeiras é do seu torcedor. Querer tirar do povo o que é dele por direito vai custar muito caro. E não há equilíbrio financeiro que dê conta disso...

***

E é só. Concentração total agora para a batalha da próxima quinta!

"Tem que jogar com a alma e o coração"

26 Maio 2009

Sob ataque

Não conseguimos passar um dia sequer sem alguém a nos atacar. E os inimigos se revezam. Hoje é a vez novamente de Arruda, o ex-interino do Painel Leonor. Às pérolas do dia:

Porre. A diretoria do Palmeiras pressiona o promotor Paulo Castilho a notificar a Subprefeitura da Lapa a ser mais rigorosa em relação à venda de bebida alcoólica nas imediações do Parque Antarctica em dias de jogos.

Ressaca. Os palmeirenses dizem que, desde que Castilho proibiu a entrada da Mancha Alviverde no estádio, membros da torcida têm ingerido álcool em quantidades excessivas e arrumado confusão na porta da arena alviverde.

O colunista volta a apelar para a tática de ocultar as suas fontes. Dessa vez não fala em "dirigentes" ou em "conselheiros", mas em "diretoria". Não deixa de ser oculto, pois eu duvido que alguém do corpo diretivo alviverde tenha feito qualquer pronunciamento nesse sentido. Menos ainda se for para o tal promotor desocupado (leiam o post anterior) e em especial porque nada aconteceu para justificar o absurdo que é dito por Arruda.

Fato é que o pobre colunista volta a usar os artifícios sujos que já foram tão bem rebatidos pelo grande André Falavigna.

Agora, além de pegar pesado, demonstra a fragilidade do seu conhecimento de estádios: porque o fato de a Mancha estar proibida não tira ninguém da arquibancada. As camisas, faixas e baterias não entram, mas os torcedores continuam lá dentro, no lugar de sempre. Portanto, ao contrário do que deixam transparecer os arremedos de informação do jornalista, nenhum torcedor foi proibido de entrar. Tampouco alguém ficou bebendo do lado de fora.

Não há, portanto, nada que justifique o absurdo que escreve o colunista. O que temos aí é má intenção, do pior tipo possível.

Não há dúvida: estamos sob ataque.

25 Maio 2009

Os verdadeiros bandidos

O texto que originalmente recebeu este título, em 05.05.2009, tratava de dois personagens: Paulo Castilho, o promotor desocupado, e a corporação conhecida como 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de SP. Mais de ano se passou, e os dois personagens, juntos, merecem novamente um post com o mesmo título.

Aos sujeitos e aos seus predicados (nada predicados):

Paulo Castilho, o promotor desocupado, emergiu às nossas custas, tanto quanto aquele que o inspirou, o hoje deputado Fernando Capez. Acontece que Capez ainda disfarçava suas intenções, punindo uma torcida aqui e outra acolá. Castilho, que já foi visto deixando o estádio do Jd. Leonor acompanhado de bambis alienados, é menos discreto. Atua sempre contra a mesma torcida e faz isso não nos bastidores, mas descaradamente, tanto quanto for possível. É um esforço midiático, necessário para se adequar aos interesses defendidos por esta nossa brava imprensa esportiva.

Castilho já sugeriu que clássicos não poderiam ser realizados no Palestra Itália. Já proibiu a entrada na Mancha nos estádios pelo menos umas cinco vezes nos três últimos anos. E o fez sempre com base em denúncias vazias e sem comprovação. Foi o caso desta última, justifica por uma suposta emboscada a torcedores do, vejam vocês, Ixpót. Ninguém viu, ninguém comprovou nada, mas a punição aconteceu. Não é o caso de outras torcidas rivais, uma das quais atirou bombas contra outra dentro do estádio. Mas só a organizada palmeirense é punida. Não à toa, pois o promotor já disse que “iria acabar com a Mancha Verde”.

Mais: ele já quis determinar o local de um clássico entre Palmeiras x SPFW. Fez o que fez na final do Paulistão/2008, conforme relatado aqui. Já exigiu que a Mancha deixasse a sua sede. Já fez ameaças. Já disse ter sido vítima de furto dentro de nossa casa. Já nos chamou de bêbados. E ontem, em pleno clássico contra o seu maldito time, agiu como um verdadeiro bambi: nos deixou sem bateria, sem faixas e sem camisas – o que reduz o potencial de incentivo das arquibancadas – e ainda se pôs a fiscalizar pessoalmente a entrada da Acadêmicos da Savóia, torcida que nasceu a partir da MV.

Isto, senhores, é Paulo Castilho, o mais nocivo de nossos inimigos.

Eis então que chegamos aos valorosos, corajosos e prestativos homens do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar. É sabido, já há décadas, que os coxinhas nos odeiam acima de todas as outras torcidas. É notória a resposta de um destes cidadãos, ainda nos anos 90, ao ser questionado sobre o que pensava da organizada palmeirense: “A camisa da Mancha é para a gente como a cor vermelha para um touro”.

Pois bem, o ódio destes homens já foi comprovado em tantos e tantos episódios em estádios pelo Brasil. Este blog, modéstia à parte, é um bom compêndio de informações sobre o tema. O que aconteceu depois do clássico de ontem no Palestra é apenas mais um episódio. Vejamos:

Já eram 18h35, e a maior parte do público já tinha deixado as imediações do Palestra. Menos os bichas, que ainda estavam lá dentro, por determinação da PM. Foi então que um grupo de 60 ou 70 manchas deixou a nova sede da torcida e dirigiu-se ao Metrô, pela avenida Sumaré. Ao chegarem na esquina com a Pe. Thomaz, houve o encontro com os policiais que faziam o bloqueio na rua que dá acesso ao setor visitante.

Alguns manchas se exaltaram, é verdade, e os policiais tiveram de dispersar a multidão. Não contentes, chamaram reforço e passaram a avançar na direção do grupo, que teve de recuar para a rua Turiassu. O trânsito ficou parado e a situação se contornou, a ponto de alguns manchas seguirem em frente e outros pararem em um bar.

Não demorou muito para que viaturas, em alta velocidade, viessem pela parte baixa da Turiassu. Duas, três, quatro, cinco. E encurralaram aquele pequeno grupo, então formado por 30 ou 40 torcedores. Ao perceberem a situação favorável, os policiais da Sumaré passaram a correr na direção do grupo de manchas, encurralando-os contra o grupo que chegava nas viaturas.

Notava-se o ódio na face de cada um daqueles homens fardados. Um ódio insano, irracional, selvagem. Era o touro disparando na direção da cor vermelha.

O que se seguiu foi um massacre. Muitos manchas conseguiram escapar, mas houve alguns torcedores espancados sem dó. Bombas foram atiradas, tiros de borracha disparados e a Turiassu virou campo de batalha. Sem qualquer motivo, a não ser aqueles que, sabemos, interessam a gente como Paulo Castilho e à nossa imprensa vendida.

Não satisfeitos com a covardia, os homens da PM expandiram o casos para além da Turiassu. Fecharam os bares da Caraíbas, atiraram bombas de efeito moral, espancaram gente que nada tinha a ver com o assunto. E fizeram questão de subir, em formação de choque, até o segundo quarteirão da Caraíbas. Quase invadiram a nova sede da Mancha e não pararam até que tudo estivesse detonado por ali.

Passados 10 minutos do caos, segui para o meu carro. E viaturas do Choque, em alta velocidade, vinham pela Venâncio Aires atrás de sabe-se lá quem. 10 minutos depois, vejam só! Logo entendi o porquê: em plena rua Padre Chico, um grupo de 20 torcedores era perseguido por essas mesmas viaturas. Sim, tivemos uma caçada aos manchas pelas ruas da Pompéia e de Perdizes. E os coxinhas não pararam até que o último torcedor conseguisse escapar.

São os verdadeiros bandidos em ação. E eu realmente entendo que chegamos ao limite da convivência com esta gente.

É preciso voltar à clandestinidade!

Mais uma do blogueiro anacrônico

Enquanto não sobra tempo para falar do promotor desocupado e dos nossos amigos do 2º BPChoque, deixo-os com um texto brilhante, mais um, do Seo Croce. É tão bom, atual e necessário que segue na íntegra. Até porque, se não fizermos isso os verdadeiros defensores do futebol, nossa extinção será abreviada além da conta.

MAIS UMA DO BLOGUEIRO ANACRÔNICO


Ontem a noite, ainda sob o efeito devastador de um empate sem cabimento, me coloquei a assistir o dossiê da Sportv, que tratava da ‘problemática’ das torcidas organizadas. Um documentário bem feito – com muita opinião vazia de gente que não frequenta estádio, é verdade – mas que apresentou alguns pontos relevantes no que se refere à violência e à decadente média de público nas arenas do Brasil afora.

Sobre essas questões, ouvi duas frases de Andrés Sanches que me chamaram a atenção e não me saem da cabeça; a primeira, porque revela uma lucidez que nenhum dirigente tem no Brasil. Questionado sobre o que achava das medidas do MP para conter a violência das organizadas, do estatuto do torcedor, Jecrim
nos estádios e quetais, o presidente alvinegro mandou essa, na lata:
"Acho que se os políticos tivessem a mesma preocupação com a sociedade em geral que demonstram com o futebol, este país seria uma maravilha…”

Afinal, amici, vocês já imaginaram que maravilha seria se existisse um tribunal de ‘tiro curto’ para cada senador bandido ou para cada deputado escroque que se esconde em castelos?… Ou se tivéssemos um legislativo que se dedicasse ao bem da sociedade e criasse mecanismos capazes de encarcerar juízes que vendem sentenças para o crime organizado? Ou se existisse um promotor vigilante para cada policial que mata uma criança, quando entra na favela atirando pra todo lado?

Já imaginaram, então, se houvesse um policial idôneo para cada promotor que mata alguém na rua, por motivos pessoais?… Então o Brasil seria, sem dúvida, um país mais justo.

Sanchez disse, em outras palavras, o que afirmamos neste e em outros espaços há algum tempo: os governantes do Brasil, a classe ‘dominante’ que impõe a lei e a ordem (através de normas e adendos que criam para seu próprio bem-estar), têm um preconceito injustificável em relação ao futebol. Porque essa paixão é coisa do povo, para o povo. E fazem de tudo para cercear qualquer manifestação de alegria espontânea desse povo, porque é sempre coisa que assusta e incomoda os puritanos da nação, em qualquer tempo, sob qualquer governo…

Percebam, amici, que tal fenômeno se dá em outras manifestações culturais de cunho popular – não é exclusividade do nosso futebol. Na música, por exemplo, o rap é taxado de música de bandido, o funk é visto como música de traficante, o pagode é considerado alienante como qualquer outra música pop que não tenha um conteúdo ‘cabeça’ que harmonize com os ouvidinhos cultos da classe média de uma nota só.

O carnaval, no Rio ou na Bahia, em Parintins ou em São Paulo, é mais excludente a cada ano que passa, mais controlado e vigiado pela polícia, com cada vez menos áreas de diversão para quem não pode bancar alto por tal divertimento.

E agora, quando devemos preparar nossa imagem para a Copa de 2014, é hora de tirar esse povão requenguela do estádio. É hora de afastar os jovens e a alegria espontânea, é hora de rechear as cadeiras numeradas com gente moderna, que não gosta de futebol no dia a dia, que tem até vergonha de falar no assunto entre amigos, no trabalho.

Porque essa gente é quem vai vender a imagem de um país em evolução, civilizado, pronto para o consumo em massa de produtos e serviços que fazem a alegria da massa alienada. Então o verdadeiro torcedor de futebol (o habitué dos estádios) atrapalha esse processo com seus modos rudes, e nada mais simplório que marginalizar as torcidas organizadas e tomá-las como bois de piranha, pois há pouca gente lúcida com disposição para defendê-las.

A segunda explanação do dirigente rival, no entanto, surpreendeu-me pela ingenuidade. Perguntado sobre como fazer para melhorar a vida de seu torcedor nas bilheterias, ele diz:

“Tenho hoje 25.000 Fiéis Torcedores
cadastrados, que podem comprar ingressos mais baratos . Isso vai gerar problemas lá na frente, eu sei: quando tiver 50.000 associados e só 40.000 lugares no estádio, o que vou fazer?

Os economistas dizem que a solução é aumentar os ingressos, regular a venda pela lei da oferta e da procura, mas eu não concordo. Acho que uma das únicas diversões do povo, senão a única, é o futebol. E o povão tem que ter direito de ir ao estádio torcer pelo seu time.”

Bom… concordo em gênero, número e grau com Sanches, eu e todo torcedor de arquibancada que conheço. Acontece que, um dia antes, na noite de sábado, a torcida rival protestava contra o aumento de seus ingressos (R$30,00) no Pacaembu. E um imbecil da diretoria de futebol do Corinthians, que atende pelo nome de Mário Gobbi, teve a pachorra de ir às câmeras dizer o seguinte, após o jogo:

“Tem que acabar com essa demagogia de falar que futebol é para o povo. Futebol não é mais para o povo, e faz tempo. O povo não pode nem pagar pela TV fechada, então o futebol não é mais popular.”

O repórter da Sportv faz, então, uma pergunta pertinente ao dirigente:
“Então o Corinthians não é mais o time do povo?”

Pego no contrapulo pela sagacidade do entrevistador, o corinthiano mais alinhado com essa Agenda Nacional de Elitização do Esporte me sai com essa pérola:
“É, mas esse povo tem que entender que o Corinthians tem dívidas.“

Confesso que senti pela do presidente corinthiano, tão cercado de gente que enxerga menos do que ele. Não há o que se fazer, amici: nem acolá, nem aqui. O processo de exclusão já está em curso nos estádios brasileiros, e não depende mais de um dirigente ou outro que deposite boa fé ou esparanças na comunhão com sua torcida.

A mim, resta apenas dizer que esse povo, se povo fosse, teria degolado Dualibis e Contursis há muito tempo, como já teria degolado no Rio de Janeiro presidentes que tanto endividaram clubes gigante, como Flamengo e Vasco da Gama. Esse povo não tem de responder, nem muito menos pagar a conta, por décadas de incompetência administrativa, de fisiologismo, de corrupção, de descaso com as coisas de seu clube por parte desses dirigentes.

Hoje as dívidas são monstruosas e os dirigentes não raramente são os mesmos, ou seus filhos, ou seus cupinchas. Para estes, a conta chegou alta e o governo federal fez a festa. Timemania, parcelamento de dívida-monstro do INSS, patrocínio de estatal na camisa, o diabo a quatro. A contrapartida é pura e simples, Andrés e demais dirigentes empenhados com seu torcedor: tirem essa gente pobre da nossa vista, porque não é esse o Brasil que queremos vender para fora, em hi-definition, durante a Copa de 2014.


***

SEGUNDA PELE

É Palmeiras. E é adidas. Indico o vídeo e a ação:

24 Maio 2009

O público de R$ 40

O Palmeiras, vejam os senhores, foi roubado em casa. E foi roubado não contra um clube qualquer, mas logo contra o seu inimigo mortal. Está longe de ser novidade. O Palmeiras foi roubado contra o SPFW hoje à tarde da mesma forma como já acontecera em 2005, em 2006, em 2007, em 2008 e novamente em 2008, só para ficarmos nos exemplos mais recentes. Ou em 1971, caso mais contundente, evidenciando que os roubos vêm de longe.

O Palmeiras foi roubado. Não há nada de novo, mas o que incomoda é a passividade de quem é vítima sistemática das arbitragens. Porque, entre todos os grandes do futebol brasileiro, o Palmeiras é o mais prejudicado, mas parece que apenas uma parte pequena de seus torcedores se revolta contra isso.

Acontece – e aqui chegamos ao ponto central, que dá título ao post – que os homens que deveriam se preocupar com isso não dão a mínima sequer para o maior patrimônio da S.E. Palmeiras, o seu torcedor. Notem que eu sou aqui bem restritivo, pois não me refiro aos propalados 15 milhões pelo país, mas àqueles que fazem o possível e o impossível para, a partir de um pedaço de cimento, empurrar
o time sob quaisquer circunstâncias, seja qual for o jogo, debaixo de sol ou de chuva e contra os nossos muitos inimigos (é com vocês, promotor desocupado e homens do 2º BP Choque).

Porque o torcedor palmeirense é também um brasileiro e não tem como pagar os extorsivos R$ 40 que são exigidos pela nossa diretoria. Menos ainda se estivermos no final do mês, com uma seqüência de jogos caseiros pela frente (5 em 20 dias) e às vésperas de uma batalha decisiva pela Libertadores (a R$ 50).

Foi assim, por culpa da ganância de alguns poucos, que o Palmeiras jogou hoje para apenas – e exatos – 12 mil pagantes. Não que não houvesse mais gente interessada em ir ao Palestra. Havia muitos, e eles foram impedidos de ir porque há quem pense que vivemos em algum ponto privilegiado da Europa e não no Brasil.

O Palmeiras foi roubado dentro de campo e dois pontos se perderam
. Mas o Palmeiras foi roubado também fora dele, porque alguns poucos pensam ter direito de excluir do estádio logo o maior patrimônio do clube. E assim, além do visível prejuízo financeiro, é preciso registrar o prejuízo esportivo, pois os jogadores foram impedidos de contar com um substancial apoio que deveria vir da arquibancada.

Foi por isso que o Palmeiras recebeu seu maior inimigo em um estádio pela metade. Foi tamanha a apatia que nem parecia um clássico.

A vítima maior foi o torcedor. Porque, além de ver o time ser roubado contra o seu inimigo, muitos foram impedidos de ir ao estádio.

É este aí o público de R$ 40 (ou pornográficos R$ 100 no Visa). E os responsáveis pelo assalto ao bolso do torcedor palmeirense são os mesmos que nada fazem depois de o Palmeiras ser roubado na sua casa ano após ano...

Chega! Eu já não agüento mais!

***

"OLÊ, OLÊ, OLÊ, KLÉBER, KLÉBER!"


Crédito: Fabio Menotti (assessoria de imprensa do Palmeiras)

Kléber, o Gladiador, aproveitou sua folga em SP para ir ao Palestra. Sim, o cara joga em outro clube, mas fez questão de ir ao estádio para acompanhar o time que escolheu para torcer. Gostaria de saber hoje, alguns meses e muitos gols depois, o que pensam os geniais executivos da Traffic, que o deixaram partir.

***

QUEM MENTIU?

Notícia de sexta-feira, 22.05.2009, às 20h27: "Palmeiras x São Paulo já tem 13 mil ingressos vendidos".

Tivemos 12.000 pagantes. Afinal, quem mentiu na sexta?

***

Há muito ainda por escrever:

*O promotor desocupado voltou a aprontar.

*Depois do jogo, foi a vez da PM, que promoveu uma caçada a torcedores organizados pelas ruas de Perdizes.
*Dossiê Bambi 2009: três rodadas, três erros a favor.

Podem me cobrar durante os próximos dias.

20 Maio 2009

Madureira, a decadência em números

O Júnior, incansável e estatístico blogueiro do Aqui é Palestra, trata aqui de algo que aflige a muitos de nós, dos mais aos menos confiantes: o fator Luxemburgo. Recomendo primeiro a análise dele para então entrar nos números, com os quais eu também tenho bastante familiaridade.

Se a decadência do Madureira tem uma série de causas e conseqüências, é verdade também que muitas delas podem ser contestadas, caindo na vala comum das opiniões pessoais. Compete aos números a tarefa de referendar certas posições e argumentações.

Vamos lá:

Madureira no Palestra (1993-1994; 1995-1996; e 2002)
4 derrotas em 95 jogos (4.2%)

Madureira no Palestra (2008-2009)
6 derrotas em 42 jogos (14.2%)


P
ara não ficar apenas com a frieza dos números, podemos avaliar o alcance e o tamanho de cada uma das derrotas caseiras:

As quatro primeiras:


11.11.1993 Palmeiras 0 x 1 Santos/SP
Uma das duas únicas do BR-93. Gol de Guga, quinta à noite. 31.951 pagantes. Mais um acidente de percurso que qualquer outra coisa.

02.11.1994 Palmeiras 0 x 1 Guarani/SP
Com a classificação assegurada para a fase seguinte do BR-94, derrota para o Guarani, então o grande time daquele campeonato. Quarta à tarde, feriado. Gol de Amoroso. Sem conseqüências.

03.12.1995 Palmeiras 1 x 2 Portuguesa/SP
Com os dois times eliminados, o Palmeiras leva dois gols de Flávio, o Guarujá, e se despede do Brasileiro. Mas o pensamento já estava focado no grande time que viria em 1996.

19.06.1996 Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro/MG
A única derrota traumática. E que trauma!


As seis (!) últimas:

04.09.2008 Palmeiras 0 x 3 Ixpót/PE
O Madureira de 1993/1994 jamais perderia um jogo assim...

22.10.2008 Palmeiras 0 x 1 Argentinos Jrs./ARG
Fomos roubados, é verdade. Mas o mais marcante foi a presença do Madureira nos estúdios da emissora câncer, no jogo de volta, enquanto o time reserva apanhava lá em BsAs. É sintomático.

09.11.2008 Palmeiras 0 x 1 Grêmio/RS
Na hora de decidir, o Madureira surtou. O time foi junto...

07.12.2008 Palmeiras 0 x 1 Botafogo/RJ
Perdemos para um time sem-salário. E a derrota, mais uma, nos atirou neste maldito grupo da morte na Libertadores.

03.03.2009 Palmeiras 1 x 3 Colo Colo/CHI
Madureira pode dividir a culpa com os oportunistas do Setor Visa.

18.04.2009 Palmeiras 1 x 2 Santos/SP
Só Diego Souza salva!


Como se vê, meus caros, o Madureira precisou de 11 jogos no segundo semestre do ano passado - ou dois meses - para igualar o número de derrotas que tinha sofrido em casa nos quase 100 duelos de suas passagens anteriores. Pior: o time perdeu as quatro vezes sem fazer gols. Isso basta como complemento à análise inicial.

Alguns poderão pensar que este não é o momento de apresentar tais números. Pois eu penso que não poderia haver melhor ocasião. Temos aí um clássico contra os bichas e um duelo decisivo contra a escola uruguaia, ambos na nossa casa.

E o homem do meio milhão de reais por mês pode então calar a minha boca e a de todos os que apontam a sua decadência.

***

Felipe Giocondo, outro dos bons amigos que eu fiz nos últimos meses, escreve pouco em seu blog, o sobre Porcos e Ratos. Mas o faz com enorme propriedade, como neste caso específico.

O fim está próximo

Não há estádio mais lindo no mundo:

Mas aí vem a Folha de S.Paulo de ontem, terça, e estampa em manchete: "Privado, Maracanã prevê gasto público". Somos então informados do seguinte: "Remodelação é estimada em R$ 430 mil pelo governo estadual, responsável perante a Fifa pela reforma do complexo para o Mundial"

É isso que os senhores leram: "remodelação". Pra quê? O que precisa ser reformado no Maracanã, que já consumiu R$ 300 milhões em, digamos, melhorias nos últimos 8 anos.

Deixo de lado até a questão do desperdício de dinheiro público (R$ 430 milhões???) para questionar às pessoas de bem que têm o costume de freqüentar o Mario Filho: o que cazzo precisa ser melhorado no Maracanã, que está tão impecável desde a última reforma?

Deve ser coisa de gente que não pisa no cimento da arquibancada.

E serve de alerta: a maldita Copa-2014 vem aí. Com ela, o fim fica cada vez mais próximo.

19 Maio 2009

A resistência

Se não houver um Sálvio Spínola para expulsá-lo aos cinco minutos de jogo, Diego Souza enfim poderá enfrentar o time do Jd. Leonor. O que importa da decisão de ontem do TJD-SP é que a punição se deu por jogos, e não por dias. Sei que parece absurdo comemorar uma suspensão tão drástica - oito jogos é coisa demais! -, mas ao menos teremos o nosso camisa 7 contra os leonores e em toda a seqüência da Libertadores. Depois pensamos no resto.

E é o caso, uma vez mais, de reiterar o que este blog já disse repetidas vezes: enquanto houver um Diego Souza, o futebol vive. A resistência está na sua reação intempestiva - e, sobretudo, humana -, na capacidade de honrar a camisa alviverde, no sangue correndo nas veias. Diego Souza é a resistência. Diego Souza é o futebol em sua essência. E este blog agradece mais uma vez pela rasteira aplicada nos inimigos do futebol.

***

Se Diego Souza vai a campo, Pierre será o desfalque. Foi expulso antes de um jogo contra os leonores, como acontece sempre com algum jogador importante do nosso lado. Pierre, vejam os senhores, deixará de ir a campo contra as moças pela quarta vez nos últimos sete jogos. Mas deve ser, como tudo de que se acusa as moças leonores, apenas coincidência.

18 Maio 2009

O futebol vai a julgamento

Hoje, 18h, no TJD-SP.

Aqui é resistência!

17 Maio 2009

Desmoralização

Na Espanha, o Barcelona levou o título sem entrar em campo. Também ontem, a Internazionale ficou com o scudetto devido ao resultado de terceiros. É bizarro, para dizer o mínimo. E expõe a desmoralização deste tal sistema de pontos corridos, que ainda vai gerar uma situação parecida por aqui. Não sei vocês, mas eu ficaria constrangido se meu clube conquistasse um título sem entrar em campo. Mas sei lá, até que vem a calhar nesses tempos em que times se classificam sem jogar.

***

Quanto ao resultado lá de Porto Alegre, não escondo que já esperava algo parecido. Porque o Inter, além de ser um dos únicos dois times que leva vantagem nos confrontos diretos contra o Palmeiras, manda seus jogos no Beira-Rio, um verdadeiro cemitério para as nossas pretensões de bom futebol.

***

1... AND COUNTING...

Este blog propôs um Bolão do Brasileiro diferente antes de ter início o campeonato. A pergunta era simples: "Quantos pontos as moças leonores receberão de presente da benevolente arbitragem entre a 1ª e a 38ª rodada do Campeonato Brasileiro?"

Na primeira rodada, o Fluminense teve um gol anulado. Apesar de o atacante carioca estar em posição legal, o bandeira apontou impedimento. Ainda assim, as moças perderam: 1 a 0 no Maracanã.

Hoje, segunda rodada, veio o primeiro ponto. Etapa final, 44 minutos. André Lima, em posição irregular, empata um jogo que já estava perdido. Um ponto de presente para os leonores.

A imagem está abaixo. A palhaçada começou...

15 Maio 2009

Jogo das Barricas, edição 2


É amanhã!

Confiram aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Aos amigos e conhecidos que quiserem participar: podem me ligar ou mandar e-mail. Ou façam isso diretamente para o Seo Croce, o nosso diplomata, ou para o Craudio, o japonês da Calabria.

14 Maio 2009

Pra fechar

Prometo que este é o último post sobre a vitória de terça, e serve para que nenhum assunto mais fique pendente. Depois de hoje, o Ixpót volta a receber o desprezo que compete aos clubes insignificantes. O objetivo principal é ressaltar mais uma vez o papel maléfico da Rede Globo, por aqui conhecida como emissora câncer. Vejamos:

Fax 1, 09.05.2009


Eis aqui: "Este cambio obedece a razones de compromiso contraídos con la empresa que tiene los derechos de televisación de los juegos de nuestro torneo."


Fax 2, 09.05.2009


Pois é, meus caros, primeiro eles não se interessam, depois mudam de idéia e aí pensam que podem alterar o que querem a qualquer hora. Às vésperas de um jogo de decisivo, registre-se. E aí quem se fode são aqueles torcedores que se programaram a compraram passagem com antecedência. Nessa brincadeira de poucas horas e duas mudanças, houve quem ficasse com o prejuízo de R$ 200. Foi o caso de alguns amigos meus. E ficou por tudo isso mesmo...

Depois tem nego que acha ruim quando a gente dedica aos profissionais e palhaçadas da Rede Globo o tratamento que se destina aos inimigos. Quero só ver daqui pra frente.

Em compensação, registro aqui meu reconhecimento à Rádio Bandeirantes (840 AM e 90,9 FM). Além de ter a melhor equipe de jornalismo esportivo do país, a RB escalou sua equipe principal para cobrir todos os últimos jogos importantes do Palmeiras, em detrimento até do nosso rivale. E a recompensa veio com algumas das melhores narrações já feitas pelo monstruoso José Silvério.

***

*Nunca é tarde: obrigado a todos os amigos, manchas ou não, que representaram a torcida palestrina lá na Ilha dos Retirantes. Vocês tornaram mais fácil a tarefa de ficar aqui em SP, à distância. Depois de buscar no campo de batalha aquela grande vitória na fase de classificação, digo a vocês que foi sofrido demais acompanhar o jogo de terça à distância.

*O que mais dói: de todas as nove decisões nos pênaltis em Libertadores nos últimos 10 anos, esta foi a primeira que eu não pude acompanhar no estádio. Mas BsAs vem aí...

***

Ei, Beltrão, como vai a fuzarca?

Pernambuco reage

Do site NáuticoNet:


A arrogância dos torcedores/dirigentes do Ixpót não guarda enorme semelhança com a de um certo clube sem alma desta capital paulista?

Não é à toa. É o Franchising Leonor.

E a parte decente de Pernambuco, Estado tão cheio de história, reage também com o Blog do Santinha.

Por sinal: alguém por aí encontrou uma fuzarca perdida?

Homens e ratos

Entre os muitos assuntos pendentes com a classificação conquistada lá em Recife, este ocupa posição de destaque. Mesmo com tanta euforia, é necessário sintetizar o que opõe o grande Palmeiras e o seu insignificante e artificial inimigo paulistano.

Fato é que Palmeiras e SPFW estão na mesmíssima etapa da Copa Libertadores. A diferença está nas circunstâncias:

Para chegar lá, o Palmeiras entrou em campo 10 vezes.
Foi aos céus de Potosí, tropeçou no início da fase de grupos e foi buscar em Recife uma vitória que parecia impossível. Depois, aos pés da Cordilheira dos Andes e com um homem a menos, viu Cleiton Xavier acertar um chute improvável para, já nos minutos finais, assegurar uma classificação que valeu como um título. Por fim, em mais uma batalha sangrenta em Recife, o palmeirense consagrou mais uma vez o seu grande ídolo.

10 decisões, alguns heróis, vitórias que ficam para toda a vida.

A bicharada? Bom... as moças foram a campo seis vezes. Isso, 6 jogos, quatro a menos que o Palmeiras. Sem emoção, sem tensão, sem vibração, sem alma. Tudo muito calmo, muito artificial, muito, digamos, bambi.

Na hora do mata-mata, os leonores simplesmente não foram a campo. Fizeram o jogo sujo nos bastidores e avançaram por decreto.
É o oportunismo que vem bem a calhar para esta geração vitrine.

A diferença é esta: o palmeirense quer ir pra guerra e quer vencer dentro de campo para se orgulhar não da conquista em si, mas do que fez para chegar lá. O bambi, por sua vez, é um oportunista, e quer a vitória apenas para ostentação fútil.


Deixo-os com Seo Croce, com o post cujo título eu repito acima:



HOMENS E RATOS

Queria entrar neste assunto desde o gol de Cleiton Xavier, contra o Colo Colo, mas não tive tempo. Então Marcos, o monstro, fez o que fez contra o ixpót lá na Ilha dos Refugos, dando-me uma nova chance de falar sobre o tema (no dia exato em que os covardes ganharam oficialmente uma vaga, sem entrarem em campo).

Acordamos hoje com a sensação de imortalidade transbordando pelos poros. Pois nada neste mundo nos fará apagar da memória a atuação do arqueiro Verde na noite de ontem. Assim como ninguém nessa vida nos fará esquecer, um dia, o gol de Cleiton Xavier no Chile. Tanto hoje, como no dia após o gol de Xavier, sentimos a glória de um campeão eterno no ar que respiramos, e sorrimos um sorriso sublime novamente.

O feito heróico do meia contra o Colo Colo, em Santiago, e a valentia de Marcos contra aquele sub-time genérico são a mais doce tradução do termo ‘Palestrinidade’…

Encontrei hoje um amigo bambi, que tratou logo de me dizer, ao ver meu rosto radiante:
“Coitados, vocês ainda não ganharam o campeonato”.

Eu respondi:
- E vocês nem jogaram, seus bostas. Fugindo de campo, vão comemorar o que? Vão se lembrar de quem, vão bater no peito com que propriedade? Vai mostrar qual herói pro teu filho, para que um dia ele tenha orgulho de ser são paulino?

É isso que certas platéias não entendem: o conceito de ser um torcedor. Conceito esse que só um time repleto de história e paixão, como meu Palestra, pode ensinar para as crianças.

Só um time com esse espírito e esse gigantismo leva seu torcedor ao estádio, aos bares, às praças.
Só quem torce para um time assim o leva para sua rua, sua casa, sua cama.

Só uma camisa com esse peso forma e revela heróis imortais que sentem orgulho - não por terem fugido de campo, como alguns outros, mas por terem pelejado em cada batalha, vencida ou não; por terem transudado cada gota de superação que nos faz acreditar que é possível ir adiante; nossos jogadores, como nós, aprendem a se orgulhar de cada partida ganha honestamente – contra tudo e contra todos.

E isso vale mais que qualquer título de araque (comprado na bacia das almas ou na neve de Tóquio) poderia valer para um simpatizante fútil e descartável nesse mundo do calcio.

Avanti Palestra! Cent’anni Xavier, Cent’anni São Marcos!

13 Maio 2009

De 1999 a 2009

Efeito colateral da minha loucura e da obsessão por números e datas, este blog foi o primeiro a apontar as coincidências entre a caminhada para o título de 1999 e a arrancada deste 2009 em curso. O post original está aqui e eu acrescento agora as atualizações devidas:

Quis o Ixpót - não sem razão - que o jogo decisivo acontecesse mesmo no dia 12 de maio. Mal sabiam os irresponsáveis dirigentes do clube nordestino que estariam ratificando mais uma das coincidências antecipadas por esta página.

12 de maio de 2009. Exatos 10 anos da noite em que São Marcos executou seus primeiros milagres em cobranças de pênalti.

Quis o destino, associado às muitas decisões equivocadas do Madureira, que a decisão de ontem seguisse pelo mesmo caminho.

Depois de vencer com autoridade na ida (2 a 0 lá atrás e 1 a 0 agora), o Palmeiras foi acuado na volta. Jogou mal, não teve iniciativa, foi, sejamos francos, um time covarde. Tal qual em 1999, perdeu o segundo jogo pelo mesmo placar que aplicara na ida.

E a bola na trave do Ixpót, aos 47' do segundo tempo, foi o exato contraponto ao lance final de Diego Souza no Palestra, que também parou na trave, mas no canto oposto.

Tinha mesmo de acontecer daquele jeito. Marcos tinha de pegar quase tudo para que uma bola passasse, já nos minutos finais. Porque então viria a grande consagração. Não que ele precisasse disso, mas foi simbólico, uma vez mais: foi como se o pequeno clube que ousou desafiar o grande tivesse de parar nas mãos de um gigante.

Hoje, depois de mais uma noite heróica nesta Libertadores que já é eterna na memória do palmeirense, é difícil conter a euforia. Busca-se coincidências em tudo, mais até do que as que se apresentam. Exemplo: depois de passarmos pelo SCCP em 1999, tivemos pela frente o River Plate/ARG. 10 anos depois, vamos pegar outro grande sul-americano, o Nacional/URU, que, vejam o absurdo do raciocínio de torcedor, eliminou o mesmo River na fase de grupos.

É, isso ultrapassa um pouco o limite, mas torcedor se apega a todo tipo de absurdos. E eu, como sabido, tenha essa fixação doentia por números, estatísticas, histórias, datas etc.

Deixando isso tudo de lado, é hora de comemorar. Podemos até perder esse título - a concorrência é forte e o Madureira não me inspira a menor confiança -, mas o palmeirense já tem mais algumas noites heróicas para guardar na memória.

***

Ainda hoje tem mais. Porque tem gente por aí que ainda precisa enfiar a porra da fuzarca (que cazzo seria isso?) no meio do cu!

Até 2059?

Libertadores, ano 50. O Ixpót, pobre e pequeno Ixpót, disputa o torneio continental pela segunda vez. E, fato inédito, avança aos mata-matas. Lembro-me de ter perguntado a torcedores recifenses na véspera do jogo de ida, no hotel em que estavam concentrados os nossos 'co-irmãos': "Qual é sensação de disputar um mata-mata de Libertadores pela primeira vez?". Fiquei sem resposta; os sujeitos pensaram tratar-se de provocação. Longe disso; era mesmo curiosidade, pois o palmeirense já se acostumou tanto a isso que fica difícil se lembrar da primeira vez. Lá se vão 48 anos.

Aos simpatizantes do Ixpót, resta o consolo: acidentes acontecem de tempos em tempos e aquela horrível camisa cor de diarréia pode novamente ser vista pelos gramados sul-americanos, de Caracas a Montevideo, passando, quem sabe, por um Defensores del Chaco ou um Atanasio Girardot. É difícil, mas acidentes acontecem de tempos em tempos. E nada proíbe que os 'co-irmãos' recifenses voltem a sentir o sabor de chegar aos mata-matas. Talvez daqui a 50 anos, por que não? Acontece que mesmo lá, num longínquo 2059, sempre haverá um Palmeiras (ou algum outro grande sul-americano) para colocar as coisas em ordem. Não custa lembrar:

Existem os pequenos. E existem os grandes.

***

Dando início à série histórica, lembro que o Ixpót participou ontem da sua primeira disputa por pênaltis em uma competição sul-americana. Seja bem-vindo. Para o Palmeiras, no entanto, foi a 9ª disputa dos últimos 10 anos - exatamente ontem. Em todas, o alviverde teve Marcos no gol. Ora com a camisa 1, ora com a camisa 12, mas sempre São Marcos. Em nove disputas decisivas, o nosso santo pegou 10 pênaltis. E garantiu a vaga (ou o título) em sete oportunidades. Perdemos duas vezes, apenas para o Boca.

Abaixo, todos os confrontos:

05.05.1999 Palmeiras 2 x 0 SCCP/SP
12.05.1999 SCCP/SP 2 (2) x 0 (4) Palmeiras

02.06.1999 Deportivo Cali/COL 1 x 0 Palmeiras
16.06.1999 Palmeiras 2 (4) x 1 (3) Deportivo Cali/COL

04.05.2000 Peñarol/URU 2 x 0 Palmeiras
11.05.2000 Palmeiras 3 (3) x 1 (2) Peñarol/URU

30.05.2000 SCCP/SP 4 x 3 Palmeiras
06.06.2000 Palmeiras 3 (5) x 2 (4) SCCP/SP

14.06.2000 Boca Jrs./ARG 2 x 2 Palmeiras
21.06.2000 Palmeiras 0 (2) x 0 (4) Boca Jrs./ARG

09.05.2001 São Caetano/SP 1 x 0 Palmeiras
16.05.2001 Palmeiras 1 (5) x 0 (3) São Caetano/SP

23.05.2001 Palmeiras 3 x 3 Cruzeiro/MG
30.05.2001 Cruzeiro 2 (3) x 2 (4) Palmeiras

06.06.2001 Boca Jrs./ARG 2 x 2 Palmeiras
13.06.2001 Palmeiras 2 (3) x 2 (4) Boca Jrs./ARG

05.05.2009 Palmeiras 1 x 0 Ixpót/PE
12.05.2009 Ixpót/PE 1 (1) x 0 (3) Palmeiras

***

Hoje ainda tem mais. As putinhas do Nordeste vão ter que agüentar. Não se esqueçam: enfiem a porra da fuzarca, seja lá o que diabos for isso, no meio do cu de vocês!

São Marcos!


Enquanto os comedores de calango têm Beltrão, nós temos um santo no gol. E mais do que isso. Nós temos história, tradição, camisa, torcida. E alma. Nós somos Palmeiras. Nós somos grandes.

E os grandes sempre passam por cima dos pequenos.

Amanhã tem mais. Por enquanto, enfiem a porra da fuzarca, seja lá o que for isso, no meio do cu de vocês! Aqui é Palmeiras!

11 Maio 2009

Um mês com Arruda

Escrevi aqui (e em muitas outras ocasiões) sobre Arruda, aquele que sonha ser Perrone. Tenho o costume de contestar sua coluna na FSP não poucas vezes, e isso não se dá por síndrome de perseguição ou por qualquer desavença pessoal, mas porque o colunista abusa do direito (?) de atacar o Palmeiras. Não à toa, o tal Painel FC é por aqui conhecido como Painel Leonor. Mas era preciso que uma figura como André Falavigna, o redivivo, se prestasse ao trabalho de ficar um mês analisando todas as notas de Arruda sobre o Palmeiras. 30 dias e 68 referências depois, eis o resultado.

É brilhante, tanto quanto a capacidade de oratória e dissertação deste grande Falavigna, mais um representante do clã de que se orgulham ruas, vielas e becos sombrios do decadente Cambuci.

Bairrismos à parte, cabe observar as réplicas do titular do Blog do Meu Saco. Não contente em fazer o levantamento numérico, ele se aventurou a rebater cada uma das notas do colunista, apontando problemas, deficiências e, o mais importante, intenções. Elas ficam bem claras, tanto quanto o lado que o jornalista se propõe a defender.

Está aqui, uma vez mais.

Por favor, não deixem de ler. E passem adiante.

10 Maio 2009

O povo dá o recado

O time reserva foi a campo e a cabeça do torcedor palmeirense já está em Recife, no jogo que acontece na próxima terça-feira (não, na quarta! Não de novo, na terça! Que várzea...). Era de se esperar, portanto, um público não muito grande no Palestra para a estréia alviverde no Brasileiro. Assim seria se tivéssemos a arquibancada a R$ 40, como propõe a diretoria alviverde. Mas houve bom senso e os ingressos de arquibancada saíram por aceitáveis R$ 20. O povo respondeu: 19.105 pagantes na noite de sábado, com arquibancada cheia e muitos lugares vazios nos setores, digamos, menos populares.

É o recado do povo: se o torcedor palestrino for tratado com respeito e consideração, a casa estará sempre cheia, com apoio incondicional e boas rendas. Porque a massa (e o Palmeiras, com seus 15 milhões de torcedores, é um clube de massa!) ganha salário mínimo, vive na periferia das grandes cidades e não pode ser excluída de um esporte que é popular por definição.


Sei que estou devendo uma análise mais detalhada sobre isso, mas este é o momento de ao menos registrar a decisão acertada da diretoria. Chega de elitismo! O futebol é do povo!

***

PALMEIRAS 2 x 1 CORITIBA

Bastaram meio tempo e três titulares para chegarmos à vitória. Novamente foi premiado o time que jogou futebol, diante de um adversário que nada fez. De resto, é necessário mais uma vez discutir a participação do árbitro, que ontem entrou em campo bastante mal intencionado. É discutível o pênalti marcado para o Coritiba (o absurdo é que tenha sido marcado contra para um pequeno que visita um grande) e, dizem, houve ainda dois ou três possíveis pênaltis que deixaram de ser marcados a nossa favor. Já tá cansando isso...

***

VIVA O MÉXICO!


Sobre a palhaçada a que foram submetidos os times mexicanos, deixo-os com a análise do grande amigo e palestrino Felipe Giocondo. De modo mais direto, o que importa para nós, palmeirenses, é debater as conseqüências disso tudo para o alviverde. Alguns pontos:

1. Nem um torneio de várzea permitiria que uma partida mudasse de dia e horário duas vezes em tão pouco tempo e às vésperas do jogo;

2. A diretoria do Ixpót, descontada a síndrome de time pequeno, agiu com a firmeza que se espera dos dirigentes de qualquer clube.


3. Em compensação, eu quero ver quem vai bancar o prejuízo de muitos amigos meus que tiveram de trocar as passagens aéreas duas vezes em questão de poucas horas, perdendo até R$ 200 nessa brincadeira idiota. O dinheiro vai pro lixo?

4. Peço desculpas, mas certas atitudes pedem um palavreado menos elaborado. Eis aqui: Rede Globo, vai tomar no meio do cu!

09 Maio 2009

Bolão do Brasileiro

Uma sexta-feira como essa me faz questionar todo o meu esforço doentio pelo futebol. Não deveria ser assim - e de nada vai adiantar a reflexão -, mas um dia assim representa mais um golpe duríssimo contra o futebol. Impressiona como os inimigos do esporte têm conseguido vencer batalha atrás de batalha.

Mas não me surpreende nada que vem da sub-raça. Afinal, essa gente transmite a sua genética suja de geração em geração. Faliram e foram reerguidos, para então tentarem tomar a casa de quem os havia resgatado da miséria. Depois roubaram a casa de um clube mais fraco, não sem antes serem batidos dentro de campo e fugirem da batalha.
Aí ganharam terreno público e ergueram um estádio com o dinheiro do povo. É a base sórdida para a situação atual.

Já há cinco de décadas, os leonores vivem às custas de manipulação midiática, manobras de bastidores e aliciamento de menores para o cultivo de consumidores alienados. O episódio de agora, culminando com a exclusão dos mexicanos, é só mais um a ocupar lugar de destaque na extensa galeria de sujeiras do Jd. Leonor.

Eu bem queria fazer uma análise detalhada, mas não tenho estômago ainda para prosseguir. O golpe foi duro, e eu preciso de tempo para absorver tudo. A começar pela nossa estréia no BR-09, que vai representar o meu 600º jogo dentro de um estádio de futebol (e o 136º de invencibilidade na Grande SP). Prefiro ficar com isso, que tem um significado enorme para mim.

Ao mesmo tempo, sinto-me obrigado a abrir um Bolão diferenciado.

Vejam os senhores que os bichas ganharam 12 pontos da arbitragem no BR-07 e outros 14 pontos no BR-08. Com base nisso e na sujeira a cada dia maior, a pergunta deste blog é:

Quantos pontos as moças leonores receberão de presente da benevolente arbitragem entre a 1ª e a 38ª rodada do Campeonato Brasileiro que tem início hoje?

O vencedor será conhecido no início de dezembro, na última rodada. Como prêmio, vai poder beber às minhas custas antes de todos os jogos do Palmeiras em casa no ano de 2010.

***

Detalhes importantes:

1. A apuração seguirá o modelo dos dossiês anteriores, com vídeos comprovando as falcatruas rodada após rodada.

2. Será considerado vencedor aquele cujo palpite mais se aproximar do total de pontos "tungados" pelo time do Jd. Leonor.

3. Por "beber às minhas custas", entenda-se tomar algumas Brahmas antes de cada jogo, sem efeito cumulativo (no caso de o sujeito não aparecer em algum jogo) e, por favor, sem exageros.

4. Para efeito de desempate, é permitido detalhar de que maneira as bichas serão agraciadas pela arbitragem. Por exemplo: 12 pontos, sendo 5 decorrentes de gols marcados em posição ilegal, 3 em gols anulados do adversário, 2 em adiantadas do goleiro de hóquei e mais 2 em pênaltis inventados para a escória bambi. É o meu palpite.

***

Links relevantes sobre a palhaçada leonor:

Tua gripe suína tá guardada, Madame! (Cruz de Savóia)

Urgente! Canalhas! (Aqui é Palestra)

Vergonha (Parmerista!)

08 Maio 2009

Quando não há notícias...

Do primeiro post de ontem: "Clubes menos expressivos têm de apelar a fanfarrões para aparecer. Um vai de anão, o outro, de Beltrão."

Do segundo post de ontem: "Aliás, vocês perceberam que as moças estão bem silenciosas?"

O silêncio tem uma explicação: são tão insípidas as meninas leonores que não há noticiário possível neste período sem jogos, a não ser o inventado. Se não há notícia, a imprensa esportiva dá um jeito de manipular um pouco mais a opinião pública. Vejam os senhores que até (?) a emissora câncer vai na onda. O conteúdo do vídeo abaixo foi exibido em rede nacional, no Bom Dia Brasil de ontem:

VÍDEO


O que temos é uma tentativa descarada de mitificar o SPFW como um "clube diferenciado e de vanguarda, com seus dirigentes arrojados, pioneiros e visionários". Guardem bem o trecho entre aspas: está no manual de quase todas as redações do país.

Na absurda matéria do Bom Dia Brasil, os senhores vão encontrar frases como "Isso é estrutura", "O clube investe nas pessoas" (jargão corporativo por excelência) e "É uma lição simples da economia são-paulina". A falta de notícias é tão preocupante que chegamos a este ponto: "Até cabeleireiro eles têm. Os pés são instrumentos de trabalho e devem ser muito bem cuidados, com podólogos.". Sim, cabeleireiro (homem costuma ir ao barbeiro, não?) e podólogo. Com direito ao seguinte comentário: "... lixinha automática para deixar muita madame com inveja".

Tudo para chegarmos à conclusão final: "É um exemplo a ser seguido".

A matéria da TV procriou e gerou isto aqui:
"Tricolor também prepara o visual para estreia no Campeonato Brasileiro".

Sim, as moças preparam o visual!

Bom fim de semana a todos. Amanhã começa o Brasileiro e eu recomendo o editorial do Seo Croce.

07 Maio 2009

Franchising Leonor

Arruda, o ex-interino, sonha ser Perrone. Aí abusa dos métodos desenvolvidos por seu antecessor, que estabeleceu o Painel FC da Folha como um espaço sempre aberto para defender os interesses bambis. Mas Arruda não sabe ser discreto e imprime um tom a cada dia mais descarado para o Painel Leonor. A edição de hoje é uma boa amostra daquilo que alguns têm chamado de Franchising Leonor (li em algum lugar, mas não consigo lembrar a fonte).

Hoje, são muitos os franqueados em destaque. Comecemos por uma figura das mais maléficas, a de Paulo Castilho, o promotor desocupado:

Torto. Cartolas palmeirenses disseram ontem que a entrada da Mancha Alviverde no Palestra Itália foi liberada porque membros da organizada que haviam ingerido bebida alcoólica ameaçavam fazer quebra-quebra na porta do estádio. Ninguém, contudo, assumiu quem deu a ordem para a torcida entrar.

Arruda apela para o expediente que acoberta muitas das mentiras que infestam as colunas de nossos jornais: a fonte oculta. "Cartolas palmeirenses disseram...". Porra, que cartolas? É fácil inventar qualquer coisa e colocar na boca de uma fonte oculta, né? A verdade é que a Mancha entrou apenas pela metade: sem faixas e sem camisetas, apenas com a bateria. Confesso não ter entendido a situação, mas não houve qualquer pressão, tampouco pessoas embriagadas. Torcedor organizado não bebe antes do jogo, e por um motivo bem simples: bêbado apanha.

Vítima? Paulo Castilho, que proibiu a entrada da Mancha nos estádios, era o único que poderia autorizar a torcida. Porém, dizem palmeirenses, não foi localizado. O promotor, que ontem criticou a presença da organizada, diz ter tido seu celular furtado em uma lanchonete do estádio.

Não bastasse perseguir a nossa torcida, atacar o nosso estádio, espezinhar a nossa vida, eis que agora o promotor desocupado resolve nos chamar de ladrões. Quer dizer então que o sujeito diz ter sido furtado dentro do nosso clube e vai ficar tudo por isso mesmo? Aliás, os senhores conseguem perceber a mensagem implícita na notinha do Arruda? Tem toda uma lógica aí...

Seguimos com o Franchising Leonor e seu mais voluntarioso franqueado. Na Dividida, espaço para Beltrão, o palhaço insistente:

DIVIDIDA
"Belluzzo mostra discriminação a Pernambuco ao dizer que quer segurança reforçada. Não foi aqui que tivemos problemas com gás"
Do vice de futebol do Sport, GUILHERME BELTRÃO, sobre o presidente palmeirense pedir segurança na partida de volta, no Recife

Porra, o que o filho da puta poderia esperar depois de tantas ameaças? Notem que não é casual o exemplo utilizado na frase. Nem da parte dele, nem do colunista.

Por fim, e tudo na mesma coluna, chegamos ao Santos, cujos dirigentes atuais têm se esmerado para fazer o papel de capangas leonores. Aqui:

Resquício. O vice do Santos Norberto Moreira da Silva criticou publicamente o Pacaembu em seminário da CBF. Falou que o estádio não tem condição de receber jogos, pois a diretoria visitante é achincalhada por ter de passar no meio dos corintianos.

É muita cara-de-pau do sujeito. Duas breves contestações:

1. Se o Pacaembu não tem condições de receber jogos, por que então a porra do Santos tem insistido tanto em mandar alguns de seus jogos aqui na capital paulista?

2. Como pode reclamar de um outro estádio logo o clube que recebe seus adversários naquele amontoado de laje da Baixada?

E assim segue o Franchising Leonor. Aliás, vocês perceberam que as moças estão bem silenciosas?

***

Este post não encerra o duelo com o promotor desocupado.
É só o começo...

***

Ele voltou. Em grande estilo.

Um pouco de muita coisa

Clubes menos expressivos têm de apelar a fanfarrões para aparecer. Um vai de anão, o outro, de Beltrão. A merda é a mesma e, como eu já li por aí, a coisa funciona quase como se fosse franchising. Clubes como o Palmeiras, no entanto, tem um noticiário que parece não acabar mais (para o bem, para o mal e para o que é pura má intenção). Em meio a isso tudo, devo admitir que este blog não tem dado conta do volume de informações que merecem espaço aqui. O jeito é despejar tudo em notas:

ELITIZAÇÃO
Falta ainda escrever sobre o encontro na casa do professor Belluzzo, e eu fiquei devendo aqui toda uma análise do tema "Elitização no futebol". Peço um pouco mais de tempo aos amigos, até porque o assunto não corre o risco de ficar ultrapassado.

PROMOÇÃO
Ingressos a R$ 20 para a estréia no BR-09. Sobrou sensatez, mas é bom avisar que o plano é retomar o preço pornográfico de R$ 40 para os duelos seguintes, da 3ª à 37ª rodada.

A DESPEDIDA DO SPEAKER
No último ano, Fernando Galuppo, o maior palestrino que eu conheço, foi a voz do Palestra. "Samsung, adidas e Suvinil informam...".
A despedida veio no último jogo, diante do Ixpót, pois agora o meu grande amigo assume novas e boas funções. Faço questão de registrar o fato aqui e desejar a ele boa sorte na caminhada profissional. O lado positivo disso tudo? É sempre bom ter na arquibancada um palestrino como ele, andando de um lado pra cá com seu antiquado radinho de pilha. Valeu, moleque!

NOSSO AMIGO, O PROMOTOR
TODAS as torcidas se envolveram em brigas recentemente. Algumas foram arranjadas, outras tiveram a PM como protagonista, mas nenhuma organizada deixou de participar de um ou outro incidente aqui e ali. Todas, menos uma, continuam indo aos estádios. Porque o nosso amigo promotor, este desocupado que atende pelo nome de Paulo Castilho, adora encher o saco da Mancha Verde. E fez tudo de caso pensado, logo em jogo importante pela Libertadores. Com base no quê? Em provas colhidas no orkut. No orkut? Ah tá...

NOSSO AMIGO, O PROMOTOR (2)
Este cara já deu sucessivas provas de sua atuação orquestrada contra uma única torcida. Consegue superar até o seu mestre, o hoje deputado Fernando Capez. Este blog voltará ao tema muito em breve, a depender do jogo do próximo sábado.

DÉRBI EM MIAMI?
Parece não existir limite para a criatividade dos nossos marqueteiros. Agora surge esse papinho de Palmeiras x SCCP em Miami. É falta de respeito, para dizer o mínimo. Vamos aguardar, porque eu ainda espero que seja apenas mais um factóide dessa gente que não tem o que fazer. Quanto à possibilidade também embrionária de um clássico no Maracanã, vejo com bons olhos pelo lado pessoal (seria mais um fim de semana no Rio, e o Maraca tem o direito de receber este jogo), mas também não faz o menor sentido.

VITÓRIA DO FUTEBOL
O gol de Iniesta deve ser comemorado por todas as pessoas que gostam de futebol. Chupa, Chelsea!

06 Maio 2009

Metade já foi


Metade já foi. Venceu quem jogou futebol. Gols foram perdidos, um pênalti deixou de ser marcado e as traves voltaram a não ajudar; mas o gol enfim saiu e, com ele, a vitória sofrida. É verdade que o resultado poderia ter sido bem melhor, mas o 1 a 0 deixa o Palmeiras em boas condições para decidir a vaga em solo inimigo. E agora os caras terão de jogar futebol...

Ainda mais importante no jogo desta noite foi perceber na torcida o mesmo espírito de Libertadores que nos empurrou até as decisões de três anos seguidos, entre 1999 e 2001. E é isso que dá a certeza de que o time entrou no ritmo esperado e que temos totais condições de buscar mais um bom resultado lá em Recife.

***

EVASÃO
23.991 pagantes? Vem cá, eu não sou de reclamar disso, mas tem gente perdendo a vergonha na cara. Por que o público divulgado em todos os últimos três jogos ficou bem abaixo do presente?

PAPELÃO
E não é que os amarelinhos da TJS fugiram do estádio antes do apito final? Tudo aquilo foi medo, é?

O NOSSO AMIGO
O promotor desocupado voltou a aprontar. Merece um post depois.

***

ATÉ A PRÓXIMA!

A notícia está aqui. O que vale é esta declaração, mais uma, do fanfarrão vice-presidente do Ixpót Recife:

“Correu tudo bem. Fomos muito bem recebidos pelo Palmeiras e não ocorreu nada com a torcida local até o momento. Teve só alguns rapazes que foram ao bar do nosso hotel para beber cerveja de dez reais e ficar provocando, mas já estamos acostumados com isso”

Bom saber que nosso objetivo foi cumprido. Incomodamos e isso já justifica as horas de diversão no hotel do Ixpót. A título de precisão jornalística, é justo fazer algumas pequenas ressalvas:

1. Não provocamos ninguém. Fomos apenas passar uma noite agradável no bar do hotel. O único contato verbal que tivemos foi com um pequeno grupo de torcedores recifenses, que certamente poderão confirmar o bom tratamento por nós dispensado. Faltou apenas eles responderem à pergunta que eu fiz: "Qual é a sensação de disputar um mata-mata de Libertadores pela primeira vez?"

2. Talvez não faça diferença, mas é necessário esclarecer: a cerveja não custava R$ 10. Era quase isso. A Bohemia sai por R$ 8,25 (já com 10% de serviço) e a Brahma, por R$ 7,15 (idem). Long neck, que fique claro. Foi a cerveja mais cara que eu já tomei na vida. Mas valeu; incomodamos. Obrigado e parabéns a todos nós.

3. Se a nossa presença incomodou tanto assim, por que aquele risinho irônico ao passar pela gente?

04 Maio 2009

10 anos depois...

1999. 5 de maio. Libertadores, jogo de ida das quartas.
Palmeiras 2 x 0 SCCP/SP.

2009. 5 de maio. Libertadores, jogo de ida das oitavas.
Palmeiras x Ixpót Recife/PE.

10 anos se passaram.

Marcos, o santo, surgiu naquela noite fria de 5 de maio de 1999. Pegou tudo contra o nosso maior rival e garantiu a vantagem no jogo de ida. Lá se vai uma década.

Marcos, então camisa 12, é o único que continua no time até hoje. E veste novamente a 12. Passados 10 anos, pegamos agora o Ixpót, clube que enfrentamos também na fase inicial desta Libertadores.

10 anos antes, o adversário foi o SCCP, já pelas quartas. O mesmo SCCP fora o nosso adversário na fase inicial daquela competição (1 a 0 com mando nosso e 1 a 2 'fora'). Também devido à trajetória irregular, mandamos o primeiro jogo para decidir tudo como visitantes.

A exemplo de 1999, a campanha na primeira fase de 2009 nos rendeu 10 pontos: 6 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas.

Também como uma década atrás, o jogo de volta está marcado para uma semana depois, igualmente em um 12 de maio.

São muitas as coincidências a nosso favor, e é justo contar com elas agora. Porque é noite de Palmeiras em casa cheia. É noite de time grande.
É noite de Libertadores. É noite felipônica. É noite de fazermos a nossa parte e de cantarmos sem parar durante duas horas para empurrar o Palmeiras a mais uma vitória.

É noite de jogar (e torcer) "com a alma e o coração"!


***

O assunto de momento, todos sabemos, é o novo aumento no preço dos ingressos, agora na casa dos R$ 50. Este blog tem a arquibancada como razão de existir e isso basta para que os senhores imaginem qual é a minha opinião sobre o tema. Sei que alguns esperavam que eu me posicionasse imediatamente contra o aumento, mas eu preferi aguardar um pouco mais porque temos amanhã uma batalha de vida ou morte contra o Ixpót, e é preciso concentração máxima.

De mais a mais, já foram muitas as polêmicas, e eu prefiro deixar passar a emoção do jogo de amanhã para consolidar todos os meus argumentos em um único texto.

Ainda sobre este assunto, um grupo de blogueiros tivemos ontem uma conversa das mais interessantes e abertas com o professor Belluzzo, que nos recebeu em sua casa. Os argumentos para justificar o aumento foram colocados e, por mais que eu discorde, o essencial é uma concentração absoluta no duelo de amanhã. Passado isso e qualquer que seja o resultado, volto ao assunto, então de maneira mais analítica e, de minha parte, definitiva.

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De resto, pequenos comentários se fazem necessários:

PARABÉNS?
Demorou 109 anos, mas enfim a Ponte Preta chegou ao seu primeiro título. Ou quase isso, sejamos francos. De minha parte, continuarei a me referir aos campineiros como o "clube dos 109 anos sem título". Agora nem é preciso mais atualizar.

BRINCADEIRA DE MAU GOSTO
Vou aguardar o desfecho de toda essa palhaçada, mas é de se esperar, por uma questão de decência, que os bichas não façam os dois jogos da próxima fase no Jd. Leonor. Até para o oportunismo dos leonores deve haver limites.

02 Maio 2009

Aos guerreiros de Santiago


Quando jornalista esportivo se põe a falar sobre torcidas organizadas, é de se esperar críticas as mais duras - e descabidas - possíveis. Não à toa, elas quase sempre descambam para o desrespeito, que é a maneira que essa gente encontra para disfarçar o desconhecimento de causa. É gente que não vai a estádios e, como tal, não sabe quem são seus freqüentadores.

É gente que costuma apelar para argumentos inconsistentes e sem comprovação teórica ou prática. Exemplos: "Esses aí (com o foco da imagem nos organizados) não são torcedores de verdade"; "Esses aí só vão ao estádio pra brigar"; "Esses aí nem assistem ao jogo, ficam só pensando em briga"; "Esses aí vivem às custas do time".

E dá-lhe discurso vazio, normalmente seguido por alguma referência ao tal "torcedor comum", essa figura abstrata que a imprensa criou sem explicar do que se trata. Mas é um tal de dizer que esse é o torcedor que importa, e que os organizados servem apenas para promover episódios de violência. Desconsidera-se assim o nosso apoio incondicional e toda a festa que toma conta da arquibancada.

Quem diz isso não pisa na arquibancada há anos. E é de se espantar que a fragilidade do discurso contamine uns e outros, destes que até vão a campo, mas se dizem contra as torcidas organizadas.

Pois vejam que hoje eu passei no Palestra no final da tarde. Ao sair, encontrei amigos meus que acabavam de chegar do Chile após uma longa viagem de ônibus. Do Chile, vejam vocês! Era o ônibus da Mancha Verde, tantas vezes detonada por esses vagabundos comentaristas de estúdio.

O jogo terminou na quarta-feira e os caras chegaram a SP apenas no sábado. Isso não se deu por algum imprevisto; já era algo sabido e algumas poucas dezenas de torcedores se mostraram dispostos a encarar quase uma semana de estrada apenas e tão somente para apoiar o Palmeiras durante duas horas decisivas, as mesmas que hoje permitem a todo o restante da torcida sonhar com o título.

Os guerreiros chegaram à capital paulista exaustos, é evidente. Foram quase 70 horas de viagem (só a volta), e tudo o que eles queriam era comer alguma coisa, tomar um banho e dormir. Mas eu posso garantir, por experiência própria, que todo o sacrifício para passar uma semana longe de casa é coisa pequena diante do orgulho eterno dos que foram até lá para trazer a classificação.

Este blog faz questão de homenagear cada um desses guerreiros, muitos dos quais são meus amigos de arquibancada. A reverência se estende também aos que foram ao Chile de avião, mas é preciso dedicar uma atenção especial aos que chegaram ao Pacífico cruzando todo o continente por terra. Vocês são guerreiros demais!

Depois de todo esse esforço, eu não sei mais o que precisa ser dito a um imbecil como, sei lá, o tal Flavio Prado para demonstrar amor a um clube de futebol. Em verdade, nem adiantaria dizer mais nada, pois os nossos comentaristas e jornalistas de estúdio desaprenderam o que significa o futebol. E tudo o que nós, torcedores organizados, devemos fazer é sentir um enorme desprezo a cada vez que imbecis como ele abrem a boca para falar de nós.

AQUI É MANCHA!

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*Sobre a vantagem de decidir fora de casa, o Júnior já matou a questão - e ainda traz números que comprovam porque os malditos gols qualificados favorecem o mandante do primeiro jogo. Em linhas gerais, eu resumiria assim: quando você decide fora, o seu gol passa a valer mais logo no duelo final.

01 Maio 2009

Pelo bem do futebol


Observem Pierre, o guerreiro, que festeja o gol mesmo sem pé esquerdo

Eis que teremos o Ixpót novamente no nosso caminho, agora no mata-mata e com duelo final na Ilha do Retiro. Por fatores vários, que serão detalhados mais adiante, decidir fora de casa pode representar uma enorme vantagem. E, o mais importante, caberá ao Palmeiras a tarefa de livrar a Copa Libertadores deste pequeno e inconveniente intruso.

Só não venham me falar, como já ouço por aí, em “rivalidade”. Não, meus caros, rivalidade é algo possível apenas entre dois grandes. Estamos agora diante da oportunidade que precisávamos para colocar as coisas no lugar de uma vez por todas. É pra arrancar a cabeça.

O Palmeiras, ao contrário do seu adversário, vive o clima de mata-mata desde a fase preliminar, com dois jogos contra o Potosí, um deles na altitude desumana dos céus bolivianos. Depois, vieram a batalha contra o próprio Ixpót em Recife, dois jogos decisivos no Palestra e mais o heróico triunfo em Santiago.

Por sinal, ainda em sinal de reverência à épica vitória conquistada aos pés da Cordilheira, publico mais uma foto que, a exemplo da que abre o post, foi retiradas da galeria do Terra Chile e descoberta graças ao Júnior, do Aqui é Palestra:



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Sob o risco de me tornar repetitivo, sinto-me obrigado a apelar a mais um texto brilhante do Cruz de Savóia, desta vez de um colaborador, o gremista Nei Duclós. É tão bom que precisa entrar aqui na íntegra:

"Foi assim

Não havia ângulo, não havia mais tempo, não havia paciência do treinador, não havia companheiros para receber a bola, sumiram as chances de classificação; não havia fôlego, a sorte tinha ido embora, o futebol acabado, o sonho desfeito e tudo o que era contra exultava de satisfação: trinta chilenos por metro quadrado da defesa, as ameaças de uma pandemia, a volta para casa sem glória, o vislumbre de um início de 2009 sem motivos para tirar um toco dos torcedores adversários.

Então Cleiton Xavier, que não tinha para onde ir, tanto é que fez um drible paralelo, como se zanzasse sem direção, que sabia que tudo tinha ido para o saco, que a vida não vale a pena, que o amor é impossível, que a guerra estava perdida, então, como dizia, Cleiton Xavier limpou o terreno, varreu o chão batido, espanou os insetos e transferiu para uma parte misteriosa do pé o encargo de dar aquilo que em Uruguaiana chamamos de um tremendo bostaço, mas com a manha, a graça, a lógica algorítimica de outro tipo de chute, o chedinho (quando a bola pega na veia).

Foi assim, com um bostaço que evoluiu para um chedinho, que o biroço encontrou o caminho, sufocou o gogó da ema, raspou na orelha da girafa e se aninhou no peito do torcedor, o último reduto da fé deste mundo sem lei.

São assim os grandes momentos do esporte. É quando o sonho cumpre seu destino e podemos enfim ir dormir e pensar numa sacanagem qualquer, pois a vida está ganha."

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Este comentário ficaria melhor no twitter, mas não custa replicar aqui: Porra, o único time que conseguiu decidir final de Libertadores em campo neutro e não na casa do rival teve direito neste 2009 a gol de bunda e vai agora, em conseqüência da tal gripe suína, pegar o seu adversário mexicano em Bogotá (!)...

30 Abril 2009

AVANTI, PALESTRA!


Deste blog, dias antes da batalha da Ilha do Retiro, a primeira de muitas decisões: "Chegou a hora de o Palmeiras ser Palmeiras". Vivemos desde então jornadas heróicas, equiparáveis a algumas das noites felipônicas que nos ensinaram a torcer. Quando chegou a hora, o Palmeiras foi Palmeiras. Foi grande bem longe de casa e em territórios hostis, primeiro em Recife e por último em Santiago. Venceu sem sofrer gols. Venceu e comoveu.

Venceu como um time de homens - e assim teria sido mesmo sem o gol de Cleiton Xavier. Venceu com impacto e com o sofrimento que é desmerecido por alguns pobres coitados, logo aqueles que nunca saberão o que significa alcançar uma classificação como essa. Deixe estar; essa gente não entende o que é ser Palmeiras.

Ouvi o jogo pelo rádio. Foi assim que aprendi a viver o futebol, ainda muito moleque. E foi também uma maneira de prestar meu reconhecimento à Rádio Bandeirantes, que foi digna e priorizou a transmissão do nosso jogo. Guiado pela voz do monstruoso José Silvério, pude comemorar o gol alguns segundos antes.

Foi angustiante não estar em Santiago. Eu estou tão acostumado a participar de todas as batalhas no estádio que já não sei mais me comportar fora do campo. E compensei a angústia lembrando de cada minuto da nossa vitória em Recife. Foi ali, quando o Palmeiras se impôs e mostrou que existem os grandes e os pequenos, que nasceu a classificação que festejamos agora.

Se aquela foi a minha grande contribuição, faço questão agora de homenagear cada um dos guerreiros que tão bem nos representaram em Santiago. Foram muitos, mais que o esperado, e alguns deixaram esta capital paulista no fim de semana anterior para, de ônibus, chegarem a Santiago apenas ontem. Outros sacrificaram o trabalho, gastaram mais uma pequena fortuna e fizeram o possível e o impossível por amor ao Palmeiras.

Agradeço e presto aqui minha homenagem a cada um dos guerreiros palestrinos. Eles foram a nossa voz em Santiago. Passamos, porra! E agora, com os guerreiros de volta, estaremos todos juntos para lotar o Palestra e empurrar o Palmeiras contra quem vier. Nós chegamos!

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COM A ALMA E O CORAÇÃO
Brilhante, para dizer o mínimo, o post de hoje do Seo Cruz.

A PRÓXIMA BATALHA...
... será fora de campo, no maldito tribunal, diante dos canalhas higienistas e contra todo o lobby dos hipócritas de plantão. Diego Souza vai a julgamento. E não tenham dúvida de que farão tudo o que for possível para afastá-lo das próximas batalhas pela Libertadores.

NO PALESTRA, CONTRA QUEM VIER
Deve ser o Ixpót. Prefiro mesmo que seja assim. Que venham as putinhas do Nordeste. É hora de arrancar a cabeça de vez.

UM GRANDE ADVERSÁRIO
É uma pena ver o Colo Colo fora da próxima fase.

OLÊ, OLÊ, OLÊ, KLÉBER, KLÉBER!
O Gladiador vibrou como cada um de nós. Lá de BH, em exílio forçado, comemorou o gol de Cleiton Xavier como um verdadeiro torcedor de arquibancada. Não se conteve, e ligou para um dos dirigentes da Mancha Verde, em SP, para vibrar com a vitória. Que falta ele faz...