Carlos Eugênio Simon é um assassino. Eu bem poderia dizer que ele é um filho da puta, um vendido e um vagabundo da pior espécie, pois isso tudo também corresponderia à realidade que se apresenta, mas sei que vocês, palestrinos de alma e coração, já usaram palavras as mais duras e justas possíveis, de modo que eu prefiro usar aqui este tratamento: Simon é um assassino.
Simon é um desses tantos capangas agindo a mando de covardes que, incapazes de puxar o gatilho, terceirizam o trabalho sujo para se isentarem de ficar com as mãos sujas de sangue e para supostamente, em sua falta de caráter, não ficarem com a consciência tão pesada. Simon mantém relações promíscuas com o poder constituído, e isso explica o porquê de já ter ido a três Copas do Mundo.
Simon sabe o que faz. É sórdido e inescrupuloso em todos os seus atos. Já agiu em nome de interesses escusos tantas outras vezes e, para isso, não se importa em camuflar seus crimes por trás do que alguns podem tomar como erros escabrosos. Foi o caso do que fez neste domingo no Maracanã. Simon não se importa em sujar o seu nome para fazer valer a ordem que vem de cima. Afinal, ele sabe, tudo será relevado em nome do objetivo que foi cumprido.
Para nós, torcedores de arquibancada, Simon é um assassino. Tanto quanto Marcio Rezende de Freitas, Wilson Souza de Mendonça e quase todos os demais desta categoria desprezível, a dos juízes do futebol.
Simon é um assassino de gols, de esperanças, de alegrias. Simon é um assassino de belas jogadas, de gols legítimos, do trabalho de todo um ano, da dedicação de uma torcida, do próprio futebol. Simon é um filho da puta descarado que se vale da autoridade a ele conferida para determinar os rumos de um jogo, de uma rodada, de um campeonato.
Simon é um pobre coitado que, ao anular o gol legítimo de Obina, invalida a comemoração de uma torcida que tanta anseia por este título tão merecido. Simon é o crápula que decide que a nossa festa, tão justa debaixo daquele sol escaldante, não valeu.
Carlos Eugênio Simon é um assassino. E eu só posso esperar que a sua alma apodreça nas profundezas do inferno.
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Tudo isso, devo confessar, cansa. Cansa porque o nosso esforço para acompanhar o Palmeiras chega a ser desumano e parece não ter nenhuma valia diante da ação de um único filho da puta. Cansa porque lutamos tanto e isso parece desmoronar assim tão subitamente diante de interesses sujos. Cansa porque as coisas se resolvem sempre contra o Palmeiras, e os 'erros' têm sido cada vez mais grosseiros, talvez porque seja agora mais difícil tomar o nosso título. E é isso, o nosso título, que não querem de jeito nenhum.
Isso tudo cansa demais.
Sinto que há muito a escrever ainda, mas agora, passadas mais de três horas da madrugada de domingo para segunda, eu sei que só conseguiria dormir depois de colocar para fora finalmente todos esses pensamentos que me torturaram ainda desde o primeiro tempo no Maracanã e durante toda a longa viagem de volta do Rio até São Paulo.
O Fluminense ficou na zona de rebaixamento o campeonato inteiro e aí resolve agora encher logo o nosso saco... Vai ser uma guerra, fica a sensação de "porra, tinha que ser contra a gente?", mas aqui é Palmeiras e precisamos buscar essa vitória no Maraca. Que vai estar lotado, é verdade, mas por uma torcida que não tem lá muita força e que não impõe respeito. E há ainda outros fatores nos beneficiam: o desespero que pesa contra eles, o cansaço depois de terem jogado ontem no Chile, Cuca e sua imagem derrotada à beira do campo.
De quebra, temos ainda um time bastante superior e um retrospecto amplamente favorável, com mais vitórias que o Fluminense mesmo na condição de visitante (eu teria vergonha de perder o confronto direto como mandante). E nada, nem os 40ºC da Cidade Maravilhosa, vai nos tirar essa vitória. Porque aqui é Palmeiras, porque o Maraca lotado traz o clima de final que tanto queremos e porque o mal não pode prevalecer de novo.
À vitória, guerreiros!
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O fim de semana no Rio terá ainda o retorno do grande Vasco da Gama à Série A. Amanhã, 16h10. Vai ser bom poder reencontrar os irmãos vascaínos, ver o Maraca em festa e ainda presenciar o retorno de um gigante ao lugar de onde ele nunca deveria ter saído.
Torcedores do SCCP já podem adquirir desde agora, ainda em novembro, ingressos para os três jogos do clube na primeira fase da Libertadores/2010. A notícia está aqui.
Deixemos de lado o preço dos ingressos, que é bastante elevado, mas talvez necessário diante da procura. Interessa aqui o tratamento destinado ao torcedor. O que se discute não é tanto a antecipação, que jamais será vista no Palmeiras, este clube irreversivelmente incompetente para vender ingressos, mas sim a prioridade que é concedida ao torcedor mais fiel (desculpem, mas a palavra é necessária), aquele que está ao lado do time nas horas boas e ruins.
Vejam que foi estabelecida a preferência de compra aos torcedores que, cadastrados no programa de fidelidade do clube, foram a pelo menos 10 jogos nesta temporada. 10 jogos no ano: é uma nota de corte até modesta, mas já é uma nota de corte, e talvez seja o suficiente para afastar todo aquele contingente de oportunistas que só vão apoiar o time nas finais e nos jogos decisivos. Quem esteve ao lado do clube pode comprar ingressos antes dos demais, fazendo valer o seu direito adquirido.
Quem só vai de vez em quando ou quem aparece só nas horas boas, corre o risco de ficar de fora. Simples, justo e lucrativo para o clube.
Enquanto isso, os palmeirenses convivemos com mais um adiamento do programa de sócio-torcedor. E, ao que parece, ele vai chegar já longe do que seria ideal.
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*Os leonores, vocês já perceberam?, sempre conseguem os seus pontinhos roubados em dobradinhas como a que se consumou hoje: um pênalti não marcado para o Barueri no sábado rendeu dois pontos e outro, não marcado para o Grêmio, garantiu o terceiro em poucos dias. E já são nove os pontos roubados nesta edição do Brasileiro, um número até modesto na comparação com os anos anteriores.
*Eu troco as três expulsões dos vagabundos bambis pelo pênalti que deixou de ser marcado.
*Paulo Schmitt, o procurador vagabundo do STJD, voltou a agir hoje. Ameaçou punir Danilo, dando prosseguimento à guerra declarada contra o Palmeiras. Peço aos senhores que confiram este link aqui, pois é um resumo bem acabado da situação de beligerância que existe entre Palmeiras e este tribunalzinho de pilantras. Deixo algumas perguntas para o sr. Schmitt:
1. Por que o narigudo mau-caráter não foi denunciado pelas ofensas ao árbitro no jogo contra o Santos?
2. Por que o SPFW não será julgado pela invasão de campo de um torcedor bambi no Jd. Leonor?
3. E se não for, por que o Goiás foi punido no ano passado, logo em um jogo em que iria receber o SPFW?
4. E Dagoberto, esta moça que adora dar umas porradas, será punido depois do que fez hoje?
5. Por que os recursos da procuradoria são apresentados apenas contra jogadores do Palmeiras?
PAULO SCHMITT, O SENHOR É UM VAGABUNDO!
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Aviso aos palestrinos que vão ao Rio no domingo:
Os ingressos para o Maracanã estão à venda também aqui em SP, nos pontos de venda da Ingresso Fácil/BWA: Pacaembu, Canindé, Ibirapuera etc. Vamos ficar nas cadeiras azuis, a R$ 15 (não tem estudante aqui).
Para quem vai passar o fim de semana no Rio e quiser acompanhar o acesso do Vascão, dá para comprar também os ingressos para sábado: R$ 30 a arquibancada e R$ 15 a cadeira azul.
André Kfouri, o filho do bastião da moral e dos bons costumes, escreveu este post. O texto é bom, foi bem pensado e parte de uma ideia até correta. Porque há jornalistas esportivos que buscam fazer um trabalho isento e imparcial, e eles talvez sejam até a maioria da classe. Acontece que o trabalho sujo desenvolvido pelos demais é maligno ao extremo e acaba por comprometer todo o restante, o que tornam necessários os apontamentos feitos por este e por outros blogs e pela torcida palestrina, que tem todo o direito de sentir perseguida.
Comecemos por Juquinha, o pai de André. Ele se vende como defensor da ética acima de tudo, mas foi capaz, por exemplo, de já elogiar JJ Scotch Whisky, este filhote da ditadura, logo em uma entrevista em que o mandatário leonor proclamou que o Jd. Leonor era "uma obra fantástica do poder público". Eu poderia ainda citar uma série de incoerências no discurso de Juquinha, mas esta aqui cumpre bem o papel de mostrar a que interesses se presta o seu trabalho.
Seria possível também escrever toda uma dissertação para mostrar os episódios em que a imprensa esportiva já demonstrou ter escolhido um lado da batalha, mas isto rende um trabalho ainda maior do que este blog pode suportar. Vamos a alguns links recolhidos a esmo:
Aqui, um exemplo bem orquestrado de como a mídia age em conjunto.
Bom, mas está ainda bem nítida a última armação leonor, esta envolvendo o afastamento de dois dos principais jogadores do Barueri apenas para o jogo contra o SPFW e é então que a nossa imprensa esportiva assume um papel fundamental, o de fingir que nada acontece e ainda tentar jogar qualquer suspeita nas costas do clube que, vejam os senhores, ousa desafiar os leonores nesta reta final.
E é por isso que Eduardo Arruda, este funcionário do SPFW na Folha de S.Paulo, dedicou metade da sua coluna desta terça-feira à tarefa de desviar o foco da armação bambi. Vejamos:
Todas.... Nos corredores do Parque Antarctica comenta-se que o Palmeiras investirá pesado hoje e amanhã nos bastidores em três frentes: na FPF, na CBF e no C13.
...as armas. Os palmeirenses querem que a Traffic fale com a CBF, pela preocupação com a arbitragem para o jogo com o Fluminense. E no C13, pelo novo status do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo na entidade, devem pedir para Fabio Koff falar com o Grêmio sobre a necessidade de empenho contra o São Paulo.
Pool. Empresários palmeirenses se articulam para incentivar rivais do São Paulo nas próximas rodadas. Avaliam que o time mais propenso a aceitar dinheiro é o Goiás.
Em falta. Atrasos em salários e prêmios ajudam a explicar a queda do time goiano, que não vence há sete jogos.
Mordomo. Cartolas são-paulinos enxergam na motivação de rivais em associar o clube ao afastamento de jogadores do Barueri uma desculpa para justificar maus resultados. E questionam o motivo de ninguém ir atrás do Cruzeiro, que teria oferecido dinheiro ao time paulista.
Trabalho exemplar, não? Porque agora, vejam só, o leitor desta coluna picareta irá pensar: "Como são filhos da puta esses diretores do Palmeiras. Querem ganhar o jogo fora de campo... como pode?" Arruda segue a passos largos o caminho trilhado por Perrone, mas ele consegue ir ainda mais além. Superou com louvor até este ataque anterior. O jogo sujo não tem limites...
O presidente Belluzzo parece ter percebido o erro que é mandar jogos para Presidente Prudente, no Mato Grosso do Sul. Sanchez vai pela mesma linha, ao menos nos discursos oficiais, estes que são divulgados pela imprensa. E já desponta com força a hipótese de os clássicos de 2010 serem disputados no Pacaembu, como sempre foi e como deveria ser agora também. Nada mais lógico e racional.
Tal situação, no entanto, choca-se com o discurso falastrão do prefeitinho de merda de Prudente, o tal Tupã, que ocupou espaço demais nos grandes jornais paulistanos desde o final de semana. Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, por exemplo, destacaram as melhorias no estádio (eu não notei nada de diferente em relação aos últimos dois jogos) e a intenção de levar para lá mais encontros dos grandes paulistas em 2010.
A questão é que Presidente Prudente é uma cidade esquecida no meio do nada, com estrutura precária, de difícil acesso e com logística inadequada mesmo para quem vem da capital. Eis então que resolveram construir um elefante branco em um descampado qualquer do município sem levar em conta que a cidade não tem nenhum clube disputando as principais divisões do futebol paulista.
Fizeram merda, também por influência da FPF, e quem está pagando a conta disso são os dois maiores clubes do estado e também as suas torcidas, que se viram obrigadas a viajar 1.200km três vezes no ano para ver um clássico que pertence à cidade de São Paulo e que deveria ter sido disputado aqui sem qualquer contestação.
Acontece que não temos nada a ver com o fato de Presidente Prudente ficar em um canto esquecido do mundo. Não temos culpa se a cidade não tem um time de futebol decente. Não temos culpa de existir aquele elefante branco. Não temos culpa de o prefeitinho populista querer fazer graça.
Mesmo assim, já pagamos muito caro por isso tudo. Se os presidentes de Palmeiras e SCCP insistirem no erro, estarão cometendo mais um atentado contra a história do clássico e desrespeitando as respectivas torcidas. E ninguém aqui é palhaço pra agüentar isso!
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Já me cansei dos protestos de quem mora no interior (vejam que eu não os chamei de caipiras, ok?). Não entendo o que motiva tamanha revolta, mas a verdade mesmo é que vocês já encheram o saco demais. Palmeiras e SCCP são clubes da capital paulista e, como tal, devem fazer o clássico por aqui.
Ah, vocês são palmeirenses e querem ver também? Certo, pois que venham até São Paulo e assistam. Nada impede que isso aconteça. Só não venham encher o nosso saco, nobres moradores do interior paulista (e sul-mato-grossenses, no caso dos prudentinos).
Talvez eu devesse começar o texto enaltecendo o espírito de luta de nossos atletas, o poder de superação e o empate conquistado sob um sol criminoso e com um homem a menos diante do nosso maior rival. Talvez fosse o tom mais correto, porque o grupo dá mostras uma vez mais de que está comprometido para nos levar ao título e porque o empate alcançado ontem apenas reforça o post anterior. Acontece que mesmo agora, de volta a SP, o calor brutal daquela cidade maldita parece ainda torrar os meus miolos, e é então que se faz necessário retomar um assunto que já foi debatido à exaustão.
Vejam os senhores que Palmeiras e SCCP, os dois grandes clubes do estado, foram obrigados a se enfrentar pela terceira vez neste ano em uma localidade que fica em outro estado que não o nosso. E foi assim pela ganância e pela falta de bom senso dos dirigentes das duas agremiações, que parecem por demais compromissados com o populismo idiota do pequeno prefeito local, o tal de Tupã.
Este blog já protestou veementemente três vezes, antes da confirmação de cada um dos jogos em Presidente Prudente/MS, mas parece que até agora a medida não surtiu efeito. E eu me sinto bem à vontade para escrever o que escrevo, porque fui de São Paulo até Prudente todas as três vezes e digo que já não agüento mais perder quase um dia inteiro e mais um bom dinheiro só para satisfazer os desejos megalômanos de um prefeitinho de merda.
Digo também que não sei se farei isso outra vez, porque esta última foi ainda mais cansativa do que todas as demais e porque a palhaçada atingiu níveis extremos entre nossos dirigentes, mas escrevo para que isso tudo fique registrado.
De cara, é preciso dizer que um jogo disputado às 15h em Presidente Prudente, sob um calor que chegava próximo dos 40º C, com sol incessante e sem qualquer sinal de vento, é um atentado à saúde dos jogadores, mais ainda em final de temporada, quando estão todos já exauridos. E é pior ainda que a diretoria do Palmeiras tenha submetido seus atletas a tais condições, porque tínhamos uma batalha acontecendo e porque outras cinco estão por vir.
O resultado pôde ser visto no campo de jogo, e não difere muito do que acontecia nas arquibancadas, com as duas torcidas um tanto quanto desmobilizadas, tamanho era o calor que afetava corpos e mentes no cimento do descampado em que se situa o estádio. Dadas as condições, não se pode cobrar muito das duas torcidas, que, de quando em quando, até faziam um esforço maior para superar a apatia diante do clima adverso. Por sinal, a comparação é necessária:
08.03.2009: Palmeiras 1 x 1 SCCP – 44.479 26.07.2009: SCCP 0 x 3 Palmeiras – 29.777 01.11.2009: Palmeiras 2 x 2 SCCP – 18.752
Nota-se, portanto, que a caipirada de Prudente e região não agüentou o tranco: o público despencou jogo após jogo, dos quase 44,4 mil de março para os irrisórios 18,7 mil de ontem. Em parte, a culpa é da ganância do departamento financeiro da S.E. Palmeiras (que cobrou R$ 50 por uma arquibancada), mas cabe apontar também o desinteresse pelo clássico na cidade, um claro sinal de que a decisão de ir até Prudente, um erro desde o início, já se esgotou.
Dos 18,7 mil presentes ao estádio ontem, não é exagero supor que metade veio da capital paulista, distante quase 600km do Mato Grosso do Sul. Éramos nós, em um ônibus fretado, as organizadas dos dois clubes, gente que foi de carro, de avião, de ônibus, do que quer que seja. Éramos os "torcedores comuns", e o ‘comum’ aqui tem um sentido diametralmente oposto ao que se convencionou.
Ao apropriar-me agora da expressão "torcedor comum", faço referência àquele contigente de torcedores - do qual eu faço parte - que está sempre ao lado do Palmeiras, esteja ele onde estiver. Refiro-me aos insanos que comparecem a todos os jogos aqui em SP e que viajam por todo o interior, para outros estados e para outros países para acompanharem o Palmeiras. Somos 'comuns' no sentido de 'rotineiros', pois estamos sempre presentes, bem ao contrário dos caipiras que vêem o futebol como festa e que somem assim quando a coisa deixa de ser novidade.
As diretorias de Palmeiras e SCCP cometeram o mesmo erro três vezes no ano. Cederam às migalhas de um prefeitinho populista, cometeram seguidos atentados contra o clássico Palmeiras x Corinthians e nos submeteram a um sacrifício desnecessário. Mas nós não somos palhaços e não estamos aqui de brincadeira.
Ontem, enquanto deixava a arquibancada do Prudentão, ainda sob um calor infernal, tudo o que eu mais queria era nunca mais ter que colocar os pés naquela cidade de merda. Que tomem vergonha na cara os nossos dirigentes.
PRUDENTE/MS NUNCA MAIS!
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Depois, com mais tempo e talvez com a cabeça mais fria, eu volto para falar do jogo, de Prudente e de outros assuntos. Mas o desabafo era mais do que necessário. Se alguém me obriga a ficar 24 horas na estrada e ainda me toma algumas centenas de reais no ano, é mais do que justo que eu não fique calado.
Dentro de quatro horas, ainda na madrugada paulistana, eu e um grupo de quase 40 amigos vamos pegar a estrada. Serão longos 600 quilômetros em direção ao Mato Grosso do Sul – e depois a mesma distância para voltar. Viagem longa, cansativa e perfeitamente evitável se houvesse bom senso entre os nossos dirigentes. Diga-se de passagem, será a terceira vez que me obrigam a ir até Presidente Prudente/MS apenas neste ano. Sei que deveria estar dormindo agora, mas é tão grande a ansiedade e é tão importante o que está por vir que o sono não deve vir assim tão fácil.
Acontece que agora, enquanto nos preparamos para enfrentar o nosso maior rival, resta uma única certeza: a de que tudo pode acontecer quando começar a rolar a bola. Porque é Palmeiras x Corinthians, clássico sempre imprevisível, porque estamos no meio de uma batalha e porque o futebol nos sujeita aos triunfos memoráveis e aos fracassos retumbantes assim sem fazer cerimônia.
O que nos move até Prudente – e até qualquer outro lugar, por distante que seja – não é a certeza dos oportunistas que vão ao estádio para ver uma vitória fácil. O que nos leva a encarar a estrada sem nenhuma garantia é o amor que temos pelo Palmeiras e o compromisso de apoiá-lo em todos os momentos.
Sabemos que pode vir uma derrota dentro de campo e até que podemos ficar sem o título lá no final. Faz parte, assim é o futebol. Mas sabemos também que nossa vitória, se vier, não virá por acaso.
Não venceremos (o jogo ou o título) sem esforço. Não venceremos às custas de uma arbitragem favorável, de um tribunal complacente ou de um adversário que resolve entregar o jogo um dia antes. Não venceremos sob suspeita. Não venceremos com um time apático e sem fibra, com mocinhas no lugar de homens. Não venceremos sem sangue, suor ou lágrimas. Não venceremos sem lutar.
Porque temos alma, história e tradição. Não somos como esta sub-raça alienada, que, acostumada às benesses do poder público e da mídia, vê como natural a vitória sem esforço. Porque aqui valorizamos o título não pela ostentação numérica, mas pelo esforço que fizemos para chegar até ele. Não queremos a vitória a qualquer custo; importa mais a nossa dignidade, e ela não está à venda.
Rumo a Prudente. Temos um batalha a ser travada com o nosso rival. E a nossa vitória, se vier, não virá por acaso.
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Nossos inimigos da imprensa, vejam só, ficaram ofendidos com os gritos que dirigimos a eles na última quinta-feira. Muita besteira foi dita, e jornalistas aqui e ali disseram não entender o porquê da nossa reação (notem que eu falo em "reação" e não em "ação").
Deixem estar; eu me proponho a ajudá-los na tarefa de compreender porque eles são nossos inimigos. Vai ser um trabalho inesgotável, mas podemos começar desde já com a ajuda de outros dois blogs:
1. Bola dentro do OV: Juquinha, aquele do bezerrão, escreve isto, mas não escreve isto aqui.
Cumpre destacar que a diretoria do Palmeiras, além de nos obrigar a viajar 1.200km para um jogo que deveria acontecer aqui, reforçou a sua reconhedida incompetência para vender ingressos (a R$ 50, diga-se): mandou pouquíssimos bilhetes para cá e deixou na mão muitos de nós, que temos apoiado o Palmeiras em todos os jogos de maneira incondicional. É um absurdo, e vamos agora ter que correr atrás dos ingressos da caipirada lá em Prudente mesmo. Obrigado, diretoria!
A chuva que se insinuou durante todo o dia foi apenas garoa durante parte do jogo, mas cumpriu o seu papel nas horas anteriores: afastou os consumidores oportunistas e os turistas ocasionais e permitiu que fossemos ao Palestra Itália apenas os guerreiros. O clima foi todo favorável, com a união de time e torcida, como bem convém à nossa história gloriosa, e o resultado foi uma noite daquelas que ficam guardadas em um lugar bem especial na memória do torcedor.
Foi uma noite para lavar a alma. Para renascer. Para honrar a nossa história. Para mostrar que o Palmeiras é Palmeiras, e que não se brinca com isso. Noite de Obina, um herói deslocado, em constante provação. De deixar para trás tudo o que vinha dando errado. Da torcida. Dos muitos guerreiros que acreditamos neste time e nesta camisa (mesmo que seja a azul, e não a verde). Noite de Palmeiras.
O Palestra Itália foi palco de uma vitória que lavou a alma de muita gente. E só quem tem alma pode viver uma noite assim. Só quem tem alma. Só quem é capaz de renascer e de provar dia após dia e noite após noite que não se brinca com time grande. Só quem tem alma pode viver o doce sabor da superação, da vitória sofrida, da batalha vencida com suor, de renascer para algo ainda maior.
Estamos aí, e mais seis batalhas como esta virão, uma mais difícil do que a outra. Podemos até não ficar com o título, mas o orgulho de ser palmeirense apenas se renova depois de uma noite como esta. Domingo tem mais. É com a gente, de novo e sempre!
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Eu pensei em deixar um recado não muito educado para o pessoal do site Palmeiras Todo Dia (é bom dar o nome ao boi, porque vieram me cobrar isso durante a semana) e para todos os babacas que levantaram a idéia de boicote ao time. Mas não é o caso de apelar para palavras de baixo calão. Melhor mesmo é agradecer e registar aqui um pedido que é muito mais uma exigência.
O agradecimento é porque se alguém deixou de ir ao estádio movido pelos ideais deste povinho, este alguém não deve mesmo estar deste lado da trincheira. Foi, portanto, um favor prestado. E o pedido (que deve ser encarado como exigência) é este: não apareçam nunca mais no estádio. Nunca mais! O Palmeiras não precisa de gente como vocês!
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Será que os editores do L! e de alguns cadernos de esporte dos jornalões já conseguiram encontrar alguma destinação adequada para os panfletos que publicaram ontem? Pelo sim ou pelo não, eis aqui algo que deve nos guiar daqui por diante, neste e em qualquer outro campeonato:
"EI, IMPRENSA, VAI TOMAR NO CU!"
Tratemos como inimigos aqueles que se portam como nossos inimigos.
"E diga não aos falsos jornalistas, que estão falando muita besteira por aí... Cuidado, porque a mídia é o pior mal que tem no futebol moderno..."
"Futebol é a alegria do povão. Todo mundo trabalha e se fode de segunda a sexta, mas depois toma sua cerveja e vai com os amigos ao estádio... e estão tirando isso do povo, e o povo não vê e não se toca e não vai atrás..."
"Pouca gente está percebendo ou pelo menos reagindo e o futebol está virando para a classe A, B... e daqui a pouco sem B, só A..."
Certo, eu tinha prometido me retirar até quinta-feira, mas tem gente que não deixa e aí eu sou obrigado a quebrar o silêncio. Como as coisas não têm acontecido para o bem, este blog acaba por tomar feições um tanto ranzinzas, o que, confesso, já me incomoda a ponto de fazer repensar os rumos da página. Feito o desabafo, eis aqui:
32ª rodada Palmeiras x Goiás/GO, arquibancada a R$ 40 SPFW x Internacional/RS, arquibancada a R$ 8 Isto, senhores, dá a medida exata do tratamento destinado pelas diretorias de Palmeiras e do SPFW às suas respectivas torcidas nesta reta final de campeonato. A disparidade chega a ser estarrecedora. Portanto, em nome dos muitos palmeirenses que, ainda sem o salário na conta nestes últimos dias do mês, não poderão investir R$ 40 para apoiar o Palmeiras no momento em que o time mais precisa, eu me permito enquadrar os responsáveis pelo departamento financeiro da Sociedade Esportiva Palmeiras na categoria dos profissionais (?) inábeis, incompetentes e desonestos.
Isto tudo e mais um pouco. Porque se nem agora, com o time em péssima fase e quando a torcida teria papel fundamental, eles tiveram a decência de reduzir o preço dos bilhetes, não há o que me obrigue a medir as palavras.
Tem mais:
Esta mesma diretoria levou o clássico contra os gambás, no domingo, novamente para a maldita cidade de Presidente Prudente e ainda se sentiu no direito de cobrar R$ 50 pela arquibancada. Um completo absurdo, um pouco pela fase dos times, outro tanto porque o jogo acontece no fim do mês, mas especialmente porque o valor não se justifica sob nenhum argumento.
É um roubo. E é um atentado, mais um, contra a história do clássico. E se os nossos dirigentes não respeitam a torcida que tanto tem incentivado o time, eu não preciso mesmo respeitá-los. Isso já cansou. O Palmeiras não merece ser dirigido por gente assim...
***
Um alerta: Cleiton Xavier está fora pelos próximos 30 dias. Preocupa muito. Mas é bom estarmos preparados também para o jogo em que ficaremos sem os dois meias titulares. Porque Diego Souza já tem dois cartões amarelos e o terceiro virá em um dos próximos seis duelos. É inevitável, a não ser que alguém da diretoria ou da comissão técnica baixe uma determinação para que o nosso camisa 7 fique distante de todo e qualquer episódio que possa render uma advertência. São seis jogos que pedem atenção máxima. Porque um cartão amarelo pode reduzir o nosso poderio ofensivo a quase zero. Está feito o alerta!
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Até quinta, lá pelas 19h30, no Palestra. É com a gente!
Certo, eu disse que não iria mais escrever e que ficaria ausente de tudo o que cerca os nossos inimigos, mas fraquejei. Este é o último post até quinta-feira, e serve apenas para contabilizar o tamanho do prejuízo ocasionado por todas as últimas três derrotas do Palestra.
De início, cabe dizer que o problema maior não se deve às vitórias dos nossos concorrentes ao título. Eram todas esperadas, em especial a do Galo em casa e a dos bichas diante de sua filial na Baixada. Dava também para prever o mesmo do Inter, pois este Grêmio é uma negação fora, e a dos molambos, em uma boa fase que parece não ter fim. E elas, as vitórias dos times que nos perseguem, deveriam ocorrer cedo ou tarde - como agora.
A questão é que o Palmeiras precisou de apenas três rodadas para dizimar o saldo de gols acumulado ao longo de todo o campeonato. A diferença entre gols pró e contra despencou de 18 para 11, matando a única vantagem que tínhamos sobre alguns dos adversários diretos.
O problema todo é que o Palmeiras foi ressuscitar logo o Flamengo, que agora entra de vez na briga, e deu sobrevida a dois moribundos da zona de rebaixamento, Náutico e Santo André. Além da perda de seis pontos, o que pode pesar é o acirramento da disputa lá embaixo.
Logo vamos enfrentar o Fluminense, que já pode chegar à 34ª rodada quase como um zumbi, mas o grande problema pode ser o Botafogo, na 38ª, no Engenhão. A minha torcida era para que o alvinegro carioca escapasse o quanto antes, de modo a não precisar do resultado na última rodada. Mas aí o Palmeiras resolveu perder para Náutico e Santo André, complicou a vida do Botafogo e pode pagar por isso lá no dia 6 de dezembro. Enfim, deu tudo errado...
Até quinta, já provavelmente sob o efeito psicológico de termos perdido a liderança nos jogos de quarta. Será que é isso que está faltando?
***
OT: "Que la chupen!"
Enrique Aznar escreve uma pequena coluna na Placar, sob a alcunha de "O homem mais irado da cidade". Eu quase sempre concordo com suas idéias, que versam normalmente sobre o excesso de viadagem no futebol, sobre as interferências excessivas de empresas, dirigentes e emissoras de TV e sobre a mercantilização do esporte. Aqui vai a coluna deste mês:
"O bairrismo é imbecil. O nacionalismo, ridículo. Então toma! Chupa! A Argentina está na Copa, e não há Copa do Mundo decente sem a Argentina. Sua raça, seus dramas, sua intensidade, suas glórias e desgraças. Maradona é um gênio, e só a figura dele no banco justificaria a vaga no Mundial. Não importa quantas boagens faça na escalação e no esquema. Maradona é alma, e é de alma que o futebol sobrevive. Estúpidos os que torceram contra a Argentina. Idiotas os que tripudiaram nas ruas e nos programas de TV da hora do almoço. A Argentina vai à Copa. E quem estiver em seu caminho que trema!"
Eu comentava, nas primeiras horas da madrugada de quarta para quinta, não sei se com o Luiz ou com o Galuppo, e não sei se voltando de Santo André ou já em casa, que este time do Palmeiras precisava sair de São Paulo por uns dias. Fugir da imprensa, respirar outros ares, não ouvir tanto o que vem da torcida. Precisava de um daqueles retiros espirituais em Atibaia, bem ao gosto do Madureira.
Eis então que é isso mesmo que vai acontecer a partir de segunda. Não é bem do perfil do Muricy - e o Madureira conseguiu banalizar a iniciativa nos últimos anos -, mas é uma medida necessária. É assim não apenas para os jogadores, mas para os torcedores também. Não adianta ficar ouvindo, lendo e acompanhando tudo o que diz a imprensa. Não adianta ficar buscando explicações para o inexplicável, não adianta submergir diante de teorias conspiratórias, não adianta desistir antes da hora.
Adianta, isso sim, fazer aquilo que sabemos e que é tudo o que pode ajudar o Palmeiras: torcer!
Vejo por aí que tem grupos pregando boicote ao jogo da próxima quinta. É errado e é covarde, um pouco mais porque a proposta parte de gente que já tem o costume de não ir a estádios. O palmeirense pode ajudar o seu time indo a campo, cantando e buscando a vitória junto com os jogadores. E é isso que devemos fazer, pois é nas horas mais difíceis que se sabe quem é quem.
Até quinta, silêncio. A nossa parte a gente faz na arquibancada.
***
*Não se trata nem de perseguição ao Palmeiras. O caso é que o STJD segue firme na campanha para transformar o futebol em um esporte de viado. Só isso.
Junto com o time do Palmeiras, quem também virou o fio antes da hora foi a edição de novembro da Placar, que chegou hoje para os assinantes com a sua capa já perdida em meio à derrocada alviverde. É no mínimo irônico receber em casa, no dia seguinte à humilhação sofrida em Santo André, uma revista que traz na capa Diego Souza e Vágner Love com a manchete "O preço do título".
O preço do título, no caso, corresponde às dívidas contraídas pela diretoria diante do esforço para manter jogadores com propostas do exterior, dos aumentos de salário e da repatriação de Love. O esforço, diga-se, foi elogiado por este blog e pela quase totalidade da torcida palmeirense. É este também o foco da reportagem da Placar, que só não poderia prever as três derrotas seguidas de um time que tinha perdido até então apenas quatro em 28.
Ainda líder, o Palmeiras de hoje parece incapaz de reagir e recuperar um título que já parecia ganho. Tal observação nem entra na conta da tendência extremista do palmeirense, que vai da euforia à depressão em questão de horas, e nem se deve creditar aos fantasmas do passado. Não é o caso, ao menos não agora. O pessimismo se justifica desta vez, tanto quanto o inconformismo e a decepção, sendo que esta pode ser tão grande quando a expectativa criada.
"Quanto custa um título?", pergunta a Placar, referindo-se ao tanto que o Palmeiras empenhou para voltar a ser campeão brasileiro depois de 15 anos. Difícil responder. Para o torcedor palmeirense, o custo é altíssimo, mais até do que os R$ 40 que nos tem exigido pela arquibancada, mais do que os R$ 47,11 de ticket médio na nossa casa e mais do que os R$ 50 que serão cobrados dos insanos dispostos a viajar de novo até a maldita Prudente Prudente. É mais do que todo o descaso dedicado pelo clube ao seu torcedor.
O prejuízo maior tem pouco a ver com o tanto que já foi gasto atrás do Palmeiras neste e em qualquer outro ano. Pesam agora a decepção irremediável, a quebra de confiança, a esperança que escorre pelas mãos de maneira tão inexplicável. É o custo de ver que mais um título pode ter sido jogado no lixo, e que, se for assim, será uma derrota para nós mesmos. É o custo de sucumbir ao fracasso e de passar a questionar o porquê de termos perdido muito da nossa grandeza em algum lugar desta década perdida.
Se tivesse entrado a primeira bola que parou na trave, não teria acontecido, logo no lance seguinte, a contusão do nosso camisa 10.
Se não fosse tão moroso o nosso treinador ao fazer a substituição, o time não teria ficado cinco minutos com um homem a menos.
Se a troca acontecesse no momento correto, a bola rebatida pela zaga não iria parar no vazio onde deveria estar o nosso camisa 10.
E aí não haveria a jogada que resultou no primeiro gol, que acabou por nos conduzir a uma noite de torturas, tantas foram as tentativas de ataque que já se desenhavam infrutíferas.
Aliás, foi parar a bola nos pés de um ser maldito, desses tantos que aparecem no futebol para infernizar a vida de uma única torcida.
Foi como se tivéssemos então voltado seis anos no tempo, novamente diante deste pobre diabo que veste (e vestia) a camisa 9 do pequeno Santo André - é o que torna a derrota ainda mais doída.
Se tivéssemos agido com mais firmeza naquela manhã de domingo no Pacaembu, poderíamos ter cortado o mal pela raiz.
O filho da puta sobreviveu e, de tempos em tempos, volta para nos infernizar. Nenhuma doeu tanto como esta última, e o segundo gol, humilhante ao extremo, funcionou para mim como uma dose de anestésico, quase como se eu já não estivesse mais na arquibancada do Bruno José Daniel.
Só nos resta esperar que este maldito tenha uma morte bem sofrida. E que apodreça no inferno!
Até lá, o Palmeiras afunda de "se..." em "se...", de gol em gol, de falha em falha, de não-gol em não-gol, de tropeço em tropeço, de omissão em omissão. Afunda sem explicação razoável e tão sem perspectiva que já começam a soar injustos a liderança e o ponto de vantagem que pode restar depois de domingo.
É como se já estivesse tudo perdido, mesmo com tanto a ser jogado. É como se tivéssemos perdido algo que nunca tivemos, a não ser em promessas que pareciam inquebráveis. É como se tivéssemos sido abandonados pela sorte e tomados pela certeza de que a bola nunca mais vai entrar, de que alguém sempre vai fazer besteira, de que toda a nossa luta é em vão.
Parece que fomos traídos, e é este o sentimento que me persegue desde Santo André e que parece não querer me deixar já pelo meio da madrugada.
É como se todos os "se..." conspirassem contra nós. E eu confesso a minha incapacidade de explicar o que está acontecendo. Só sei que estão tirando de gente o título mais ganho de todos os títulos ganhos que conseguimos perder nesta década perdida.
As minhas lembranças de Santo André não são exatamente as melhores que um torcedor de arquibancada pode ter, mas é tão consistente a minha confiança neste grupo de jogadores, no nosso treinador e em lideranças como a do presidente Belluzzo que eu me permito acreditar que a nossa arrancada começa na noite/madrugada de hoje: de Santo André para o título.
Não que vá ser fácil, pois nunca é, menos ainda fora de casa, mas aqui é Palestra, porra! Temos história, camisa e tradição para ir a qualquer lugar e buscar a vitória. Seremos visitantes, é verdade, mas em maior número que os donos da casa, e desta vez apenas com os guerreiros que acreditamos no time e que, por isso, encaramos o absurdo horário, o ingresso a R$ 50 e o deslocamento até o ABC não para comemorar algo que vem de graça, mas para empurrar o time à vitória.
Vamos em frente! Foi lá, na pequena cancha de Santo André que conquistamos o nosso último título neste sistema de pontos corridos, o Paulista de 1994. Foi lá, com um gol de cabeça de Evair, El Matador, que construímos mais uma página de nossa história. E é lá no ABC que podemos arrancar para mais um título. FORZA PALESTRA!
Aproxima-se o dia de pegarmos a estrada novamente para chegarmos à inóspita Presidente Prudente, esta desprezível cidade do Mato Grosso do Sul. Será assim por decisão dos dirigentes de Palmeiras e SCCP, e o atentado contra a história do clássico Palmeiras x Corinthians - o terceiro do ano - fica ainda mais inaceitável à luz da recente liberação do Pacaembu para receber um público superior a 40 mil pessoas.
Não há estádio mais confortável, acolhedor ou bem localizado que o bom e velho Paulo Machado de Carvalho, e ele agora recebeu o aval das autoridades para 40.199 pessoas. É uma ótima notícia, em especial para uma possível final de Libertadores no próximo ano, e enseja também uma pergunta aos dirigentes dos dois maiores rivais desta capital: por que cazzo jogar no Mato Grosso do Sul para 45 mil pessoas se o jogo pode acontecer no Pacaembu para 40 mil?
Por que tanto desrespeito à história do clássico por apenas cinco mil lugares (e talvez algumas migalhas da prefeitura local)? E por que tudo isso se os caipiras nem são garantia de casa cheia (vide o último clássico, com público inferior a 30 mil torcedores)? Por que não tomar vergonha na cara e aproveitar o Pacaembu, bem aqui do nosso lado?
Aliás, cabe questionar por que existe tanta resistência ao Pacaembu entre a nossa diretoria. Parece terem esquecido que o Palmeiras é o clube que mais títulos conquistou no estádio municipal e que tem um retrospecto excelente lá, seja contra o SCCP, contra o SPFW ou contra qualquer outro clube. Tampouco levam em conta que vivemos ali o mais glorioso episódio de nossa história, em 20 de setembro de 1942.
Nada disso se explica, e o torcedor fica refém de decisões que levam mais em conta as migalhas de prefeituras caipiras do que fatores técnicos. Só espero que tal resistência não prevaleça no próximo ano, quando provavelmente ficaremos sem o Palestra, em reformas. É Pacaembu, por favor!
Em tempo: maldita seja a cidade de Presidente Prudente/MS!
O SPFW é derrotado em casa pelo Atlético/MG e o desespero se instala entre os leonores - ainda mais do que no nosso caso. É hora então de apelar para o mais comprometido de todos os espaços da mídia bambi: o Painel Leonor da Folha de S.Paulo, assinado pelo esforçado Eduardo Arruda. O trabalho sujo aparece já no domingo, dia seguinte ao fracasso caseiro das moças.
Começamos com outra agressão barata do mais nocivo de todos os dirigentes bambis, aquele que está entranhado no governo estadual, lugar ao qual a escória está tão bem habituada há décadas:
Dividida "Nossos dois maiores desafetos, o mister Valcke e o mister Sanchez, têm algo em comum: nenhum dos dois sabe falar português" Do diretor de futebol são-paulino, JOÃO PAULO DE JESUS LOPES, sobre o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o corintiano Andres Sanchez
Sutil, muito sutil...
Seguimos com as notinhas encomendadas pela diretoria bambi:
Só da ele. Causou estranheza no São Paulo a escalação de Salvio Spínola para trabalhar em Santo André x Palmeiras, na quarta. Reclamam de que ele é figurinha fácil nos jogos do líder do Brasileiro.
Exemplo. Gente do clube, aliás, defende que o presidente Juvenal Juvencio faça como o colega palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo e vá à CBF para falar sobre arbitragem. A alegação é a de que o clube alviverde não foi mais prejudicado depois que fez isso.
Sim, de novo ele, meus caros. Vem aí Sálvio Spínola Fagundes Filho, o capacho bambi, o caçador do Diego Souza, o homem que apita a favor das moças e ainda se dispõe a levar a fama contrária.
Já no dia 4 deste mês, quando o Palmeiras foi à Vila pegar o Santos, houve outra dessas notinhas pilantras no Painel Leonor:
Suspeita. Causou revolta no São Paulo a escalação de Sálvio Spinola hoje. Cartolas dizem que sempre que há um clássico regional importante do Palmeiras ele é quem apita.
Se fosse um profissional sério (ou se não estivesse comprometido com esta gentalha espúria), Arruda se preocuparia ao menos em fazer um levantamento como este aqui, que comprova o quanto Sálvio é prejudicial ao Palmeiras.
Com estes números em mãos, vê-se que Sálvio é presença constante em jogos do alviverde. Mas o curioso é que o Palmeiras não havia até então vencido nenhum clássico com a presença do caçador de Diego Souza como árbitro. Venceu o da Vila, mas Sálvio não escondeu a vontade de marcar pênalti em uma falta fora da área. Apontou a marca da cal, e foi salvo pelo seu assistente.
As notas do Painel Leonor evidenciam o comprometimento entre o jornalista Eduardo Arruda e suas fontes no SPFW, a disposição de Sálvio Spínola em ser capacho dos bambis e, mais do que isso, o fato de os leonores não se conformarem com o fato de não terem neste ano uma arbitragem tão benevolente como a dos últimos dois campeonatos.
De toda forma, o que importa no momento é que Sálvio Spínola vem aí de novo. E Diego Souza está pendurado. Vamos ficar de olho.
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Este post tinha sido escrito ontem mesmo. Eis que hoje, segunda, temos uma atualização:
DIVIDIDA "Como brasileiros, torcemos para o Rubinho, mas, com a camisa do Corinthians, sabíamos da incompatibilidade com título internacional" Do diretor de marketing, do São Paulo, Adalberto Baptista, ironizando o clube do Parque São Jorge
Não é por nada, mas o Perrone pelo menos era mais discreto...
Agora não dá mais para esconder a preocupação, e ela não se deve tanto à redução da vantagem, ainda confortável, mas sim ao fato de o time não ter jogado as últimas três partidas, duas em casa e outra contra um pequeno que luta para não cair. Por mais que tentemos pensar em uma má fase circunstancial, parece difícil não ceder ao pensamento de que o time virou o fio muito antes da hora. E é então que somos visitados por fantasmas de um passado não tão distante.
Como em 2004 (28 de novembro, 1 x 2) e 2005 (3 de novembro, 0 x 1), recebemos os vermes em casa já nas rodadas finais do returno e ressuscitamos um adversário sempre perigoso. Se lá atrás ajudamos o Flamengo a escapar de rebaixamentos que pareciam inevitáveis, o que fizemos agora foi trazer os cariocas para a briga pelo título, que envolve cinco grandes clubes brasileiros.
Tanto em 2004 como em 2005, chegamos ao confronto contra o Flamengo na briga pelo título. Não tanto quanto agora, mas na perseguição aos líderes e com boas perspectivas. Caímos em casa, abandonamos a disputa pela liderança e terminamos em quarto lugar – nos dois anos. A diferença é que tínhamos então equipes irregulares, quase nenhum craque e técnicos que não inspiravam a mesma confiança que o atual.
Portanto, e poupando os senhores de comentários que podem soar repetitivos a esta altura do campeonato, é de se esperar que Muricy Ramalho e seus comandados mostrem na próxima quarta-feira, em Santo André, que o Palmeiras-2009 é diferente dos anteriores. Até porque a decepção de agora seria ainda maior do que em 2004, 2005, 2008 ou qualquer outro ano. E, na boa, nós não merecemos isso...
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Eu não sei vocês, mas eu já fico pessimista quando percebo que o nosso capitão perdeu o cara ou coroa. Aí vem a inversão de campo, atacamos primeiro para o placar e depois para a piscina e as coisas não costumam caminhar bem. Malditos visitantes!
Palestra Itália, domingo Público: 26.462 Renda: R$ 1.246.776,24 Como os senhores podem notar, o Palmeiras obteve hoje, com público semelhante ao da bicharada, quase o dobro da renda do SPFW um dia antes. Quase o dobro! O ticket médio do Palestra Itália chega a assustadores R$ 47,11, enquanto o dos bambis fica em R$ 25,63.
Vivemos, palmeirenses e bambis, na mesma cidade, os custos são semelhantes para os dois clubes, a posição dos times se equivale e eu não vejo onde o nosso estádio pode oferecer mais conforto do que o Jd. Leonor. Ok, a visão é melhor, a localização nem se fala e a capacidade da nossa casa é bastante reduzida, mas fica complicado compreender porque temos de pagar pelo ingresso o dobro do que pagam as meninas.
Eu disse "o dobro"?
Bom, que tal se eu disser aos senhores que um bambi de arquibancada pode pagar um quinto do valor que pagamos por um ingresso para ir aos jogos do Brasileirão?
Duvidam?
Pois vejam abaixo a promoção que o SPFW lançou para o Setor Visa nos cinco últimos jogos no Jd. Leonor:
Pois é, sócios-torcedores poderiam desembolsar R$ 40 para ir a cinco jogos no setor amarelo. CINCO JOGOS, todos eles decisivos! R$ 40! É o mesmo preço, vejam só, que nós temos de pagar por um único duelo. Com um agravante: enquanto o bambi consegue reservar todos os seus cinco 'ingressos' pela internet de uma só vez, ao palmeirense cabe enfrentar a fila cinco vezes para tentar (reforço no tentar) garantir lugar em todas as partidas.
O palmeirense tem de pagar R$ 40 por um jogo. O bambi pode pagar R$ 40 por cinco jogos.
Sei, alguém pode retrucar com o argumento de que o SPFW não tem torcida e precisa de uma liquidação dessas para juntar alguns simpatizantes na sua casa. Ok, eu concordo. Mas é também uma questão de opção para o futuro: o Palmeiras restringiu o acesso das camadas populares e vendeu o setor mais nobre do seu estádio em troca de um ticket médio de R$ 47,11.
Por R$ 8 (ou R$ 10, vá lá), o bambi da periferia consegue ir ao Jd. Leonor ver o seu time. Por R$ 40, o palmeirense da periferia não tem o mesmo privilégio. Ele foi trocado pelos consumidores que hoje não pouparam vaias ao time depois do jogo. Os aplausos, em sinal de incentivo, vieram de onde nunca falta apoio.
Questão de opção.
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Por sinal, estão à venda desde a semana passada os ingressos para Santo André x Palmeiras, quarta, 21h50, no Bruno José Daniel. Os postos são aqueles da BWA (Pacaembu, Canindé, Ibirapuera, Santo André, Ipiranga etc.) e a arquibancada (9.000 para a gente) está saindo por módicos R$ 50 (R$ 25 para estudantes).
27.135 pessoas. Ao que parece, é esta a lotação do estádio Palestra Itália hoje. Fica bem distante do recorde de 35.913 torcedores na conquista do Paulista-1976, dos 32.006 do Palmeiras 3 x 1 Grêmio em 1993 ou mesmo dos 32.000 da final da Libertadores, 10 anos atrás. Isso tudo, cabe ressaltar, sem o apêndice do Setor Família e sem a integração da arquibancada com a numerada coberta. Fica abaixo também dos 27.927 anunciados quase ontem, na final do Paulista-2008.
27.135. Este número corresponde à carga de ingressos que tem sido colocada à venda nos últimos jogos deste Brasileirão. No entanto, por mais que os bilhetes sejam todos vendidos – com o devido anúncio antes do jogo – ou que a casa esteja completamente cheia, o público divulgado durante o jogo normalmente não tem ultrapassado a barreira dos 23 ou 24 mil pagantes. Estranho, não?
A disparidade entre o que é previamente anunciado e o que depois aparece no placar eletrônico já é um mistério que tem incomodado tanto quanto o encolhimento progressivo do Palestra. Que sirva de exemplo o último jogo em casa, contra o Avaí, em que divulgou-se a venda de 17 mil ingressos um dia antes da partida para que o público oficial ficasse em 16.597 (pagantes, e não presentes).
De toda forma, mesmo quando o torcedor se depara com o cartaz de "Ingressos esgotados" na bilheteria da Turiassu, dá para entender que o público anunciado não seja total se o adversário for o Cruzeiro, o Grêmio, o Internacional ou qualquer outro time sem grande torcida por aqui. Entende-se, porque os ingressos da torcida visitante (em torno de 2,7 mil) não são todos comercializados e não podem migrar para o nosso lado, já que o espaço dos visitantes é o mesmo, seja para o SPFW ou para o Santo André.
Acontece que domingo vem aí o Flamengo e é certo que os vermes vão ficar com todos os ingressos que serão destinados a eles – e ainda será pouco, tomando por base a quantidade deles por aqui e mesmo o tanto que deve vir do Rio.
Considerando que as arquibancadas estão esgotadas e que já foram comercializados mais de 23 mil ingressos (informação oficial aqui), as numeradas devem chegar ao fim ou neste sábado ou no domingo, de tal forma que não haverá mais bilhetes à venda.
E aí, esgotados os nossos e os da torcida do Flamengo, o público anunciado domingo só poderá ser o equivalente ao total colocado à venda: 27.135. Qualquer número abaixo disso vai evidenciar a incompetência (ou coisa pior) da diretoria alviverde, da Outplan e de todos os envolvidos com a venda dos ingressos. Porque não dá para admitir a coexistência de ingressos não-vendidos e torcedores que não puderam ir ao jogo devido à falta deles.
A rivalidade entre Brasil e Argentina existe, não há dúvida, e é bom que seja assim. Mas não creio que os torcedores de verdade, aqueles que vivem intensamente o futebol, tenham desejado tanto que os nossos vizinhos ficassem fora da Copa como tenta fazer crer a emissora câncer, aquela que tanto faz mal ao futebol brasileiro.
Não chego ao ponto de pautar tudo pela minha opinião, amplamente favorável a argentinos e uruguaios, seja por admiração aos dois países, à história do futebol por eles praticado ou, acima de tudo, à maneira como encaram o esporte. Seria uma distorção, mas eu entendo que ninguém, em sã consciência, preferiria ver o Equador ou a Eslováquia na Copa, ficando a Argentina de fora.
Embora isso seja direito de qualquer um, o que não dá para aceitar é a rivalidade artificial, difundida de maneira acintosa pelas Organizações Globo em todos os seus veículos de comunicação. É sórdido, é bizarro, é desprezível. O amigo Filipe tratou do tema aqui e eu sinto-me obrigado a reforçar o que já foi dito com a imagem de um dos exemplos citados. É algo que vai além das infantilidades do apresentador idiota do Globo Esporte, dos devaneios patrióticos de Galvão Bueno ou das piadinhas ultrapassadas do Casseta e Planeta.
Trata-se da capa do Diário de S.Paulo de hoje:
É atroz, é grotesco, chega a ser criminoso. É o Padrão Globo de Rivalidade, mas agora eles foram longe demais ao brincar com algo muito sério. É um desrespeito não contra o técnico ou o ex-jogador Maradona, mas contra o ser humano Diego Armando Maradona e contra tudo o que ele representa para a história do futebol. É, portanto, um atentado contra o próprio futebol. Coisa baixa, pequena e covarde.
Por sinal, seria bom levar em conta que Casagrande, (ótimo) comentarista da casa, enfrenta o mesmo problema de Maradona.
*Em tempo: para os que não são habituados ao mercado de comunicação, cumpre dizer que o Diário de S.Paulo é o jornal das Organizações Globo em SP.
Grande Argentina! Agora fica faltando o Uruguai garantir a vaga.
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A tabela no lixo (3)
Foi só eu colocar o post sobre o fato de a tabela do Brasileirão ter sido jogada no lixo para CBF e Globo divulgarem hoje as alterações realizadas na tabela até a 35ª rodada. O texto do fax (abaixo) é bem elucidativo: "... conforme ajustado com a Rede Globo de Televisão (dispositivos contratuais".
Desta vez, não fomos nós os prejudicados. Fluminense x Palmeiras foi mantido para 08/11, domingo, às 16h no Maracanã. É o fim de semana da invasão ao Rio, e teremos ainda um Vasco x Juventude no sábado, 07/11, às 16h10, em São Januário. Este pode ser o jogo do retorno do Vascão à Série A. Nosso final de semana carioca só será possível porque foi antecipado para a quarta-feira o jogo dos bichas contra o Grêmio. Aí eu pergunto: como ficam os bambis que compraram suas passagens para Porto Alegre lá atrás, quando a tabela foi divulgada? Quem paga o prejuízo?
De resto, tivemos ainda a antecipação de Palmeiras x Ixpót. Seria no domingo, 15/11, às 16h e passou para quarta, 11/11, às 21h50. Não muda tanto para a gente, pois é no Palestra, mas quebra todo o ritmo das rodadas.
Abaixo, os jogos do Palmeiras daqui até o fim do ano: 18.10 dom. 16h Palmeiras x Flamengo/RJ - Palestra 21.10 qua. 21h50 Santo André/SP x Palmeiras – Bruno José Daniel 29.10 qui. 21h Palmeiras x Goiás/GO – Palestra 01.11 dom. 16h Palmeiras x SCCP/SP – Prudentão 08.11 dom. 16h Fluminense/RJ x Palmeiras – Maracanã 11.11 qua. 21h50 Palmeiras x Ixpót/PE – Palestra 22.11 dom. 16h Grêmio/RS x Palmeiras – Olímpico* 29.11 dom. 16h Palmeiras x Atlético/MG – Palestra* 06.12 dom. 16h Botafogo/RJ x Palmeiras – Engenhão*
*Sujeitos a mudanças para adequação à grade de transmissão da emissora câncer.
Dizem os defensores dos pontos corridos que este sistema de disputa proporciona ao torcedor conhecer previamente a tabela do campeonato do início ao fim. Dizem também que isso não ocorreria se tivéssemos a volta do mata-mata. Dizem isso tudo em tom apoteótico, e até foi assim nos primeiros anos, de tal forma que torcedores como eu, que viajam para ver o time em qualquer parte, se acostumaram a programar a agenda pessoal e profissional em função do time.
Por exemplo:
A tabela do campeonato saiu em março e eu já sabia que o Palmeiras iria a Porto Alegre enfrentar o Grêmio no final de semana de 21 e 22 de novembro, pela 36ª rodada. Com um conhecimento superficial de futebol brasileiro, era possível supor que o jogo aconteceria no domingo mesmo, com TV.
Assim sendo – e já prevendo o caráter provavelmente decisivo do jogo –, programei minha viagem para Porto Alegre com certa antecedência, o que garantiu passagens aéreas a preço irrisório. No entanto, a programação que eu fiz com base na tabela divulgada com tanta antecedência pode cair por terra a qualquer momento.
Sim, porque vivemos os torcedores paulistas sob uma constante ameaça neste BR-2009. A pergunta é: que jogo será antecipado (ou adiado) na rodada do final de semana?
Acontece que, sem clubes paulistas na falida Copa Sul-americana, a emissora câncer ficou sem opções para preencher sua grade de transmissão nas quartas à noite e aí desandou a fazer alterações na tabela. Considerando que normalmente dois grandes de SP jogam fora por rodada, já é quase certo que um deles vai ficar para o domingo às 16h enquanto o outro será antecipado ou adiado para a madrugada de alguma quarta-feira.
Eu e alguns amigos, que já reservamos o final de semana em Porto Alegre, vivemos agora sob a ameaça de uma alteração repentina, decidida por engravatados canalhas que nunca antes pisaram em uma arquibancada. E parece que ninguém se importa com os nossos interesses, até porque devemos ser pouquíssimos os que se dispõem a viajar para acompanhar o time em outros estados.
Há ainda o fator técnico, que eu nem pretendo discutir aqui. Fico apenas com o prejuízo para o torcedor. Já fomos prejudicados uma vez, com o adiamento de Cruzeiro/MG x Palmeiras de um domingo às 16h para uma quarta-feira às 21h50. Quem já tinha reservado as passagens para o final de semana em BH teve de modificar tudo, perdeu dinheiro, se complicou no trabalho e na vida pessoal, o escambau. E fica tudo por isso mesmo.
Aconteceu o mesmo com a partida da próxima semana (de 25/10 para 21/10), em Santo André. Não houve prejuízo em termos de viagem ou passagem aérea, porque o jogo acontece aqui mesmo no ABC, mas poderia ter havido. E foi assim já com o SCCP umas três vezes e com o SPFW em outra ocasião.
Daqui até dezembro, todas as rodadas estão sob risco, e não dá para prever o que vai sair da cabeça dos engravatados executivos da emissora câncer. A tabela do campeonato já não tem qualquer valia.
O temor maior, no meu caso, não se refere nem mesmo a este jogo contra o Grêmio – que pode não sofrer alterações, pois é a antepenúltima rodada –, mas ao duelo do dia 8 de novembro, no Rio, contra o Fluminense. É um tal de ficar vendo os outros jogos e procurando adivinhar o que vai acontecer, mas é imprevisível. Pode ir para o dia 4 ou para o dia 11 ou pode ficar onde está – e aí o jogo dos bichas seria remanejado.
Só não dá para programar nada, nem procurar vôos, nem fechar o fim de semana no Rio, nem porra nenhuma. Estamos reféns de uma meia dúzia de filhos da puta...
E aí eu pergunto: já que a tabela foi para o lixo, de que servem os malditos pontos corridos?
Sobre a vexatória derrota de hoje, cumpre não entrar em detalhes, pois nada de positivo se pode extrair de uma partida tão pífia. A goleada sofrida para um inexpressivo Náutico normalmente resultaria em críticas contundentes, mas o momento e as circunstâncias da rodada pedem uma postura diferenciada e é o caso de relevar, ao menos por ora, o que aconteceu lá no Recife.
Porque domingo vem aí e teremos pela frente um jogo com cara de final. A começar pelo fato de ser no domingo e, vejam os senhores, às 16h. Acreditem: o estádio Palestra Itália voltará a sediar um jogo no domingo às 16h pela primeira vez desde 7 de junho – são mais de quatro meses. Por sinal, este horário foi respeitado apenas outras duas vezes em 2009.
Eis que receberemos em nossa casa os molambos cariocas, rivais de respeito e que, mesmo quando não estão vivendo uma fase ascendente como a atual, costumam dar muito trabalho. Portanto, será jogo duro. E é então que o Palmeiras precisa mostrar por que é o líder com cinco pontos de vantagem e por que não será alcançado por seus rivais daqui até a última rodada.
É final de campeonato e vamos definir tudo na nossa casa. O Palestra vai estar cheio, e é bom que estejamos todos preparados para mais uma tarde de apoio incondicional, do primeiro ao último minuto. E nada mais importa. É PALESTRA! É DOMINGO!
Em tempo:
MALDITA SEJA A SELEÇÃO BRASILEIRA!
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A imprensa esportiva parece não se conformar com a incapacidade de os leonores encostarem no Palmeiras. Isso transparece em cada página, em cada declaração na TV, em cada coluna assinada. Juquinha, o falso profeta da moral e dos bons costumes e aquele que adora mamar no bezerrão, é o exemplo evidente. Sua coluna de hoje revela o despeito com que ele encara um possível título do Palmeiras. Destaco apenas um trecho:
"Tudo caminha para termos um campeão aos trancos e barrancos, que não deixará saudades como time, apenas como capaz de fortes emoções, o que não é pouco para o torcedor, diga-se de passagem. Mas é frustrante para o crítico."
Parece pouca coisa, mas são muitos os comentários:
1. Eu nada tenho contra jornalistas que manifestam o seu time. Até prefiro que seja assim. Mas o que incomoda é que um canalha como Juca Kfouri insista em se dizer corintiano sendo que defende de maneira tão descarada os interesses e pretensões de um outro clube.
2."Trancos e barrancos"? Não me parece que seja o caso de um time que está invicto em casa e nos clássicos locais e que perdeu apenas cinco jogos em 29. Não creio também que tal qualificação caiba a uma equipe que venceu fora rivais como Cruzeiro, Santos e Flamengo.
3."... que não deixará saudades como time...". Bom, aí eu pergunto: de que importa saber que time deixará saudades em um falso profeta da moral e dos bons costumes? E indo ao ponto defendido pelo crápula: que time foi capaz de deixar saudades na era de pontos corridos? Que time, aliás, é capaz de fazer isso sem jogos decisivos? Recomendo este post: O que nós perdemos. Feito isso, pergunto: quem se lembra aí dos times campeões desde 2003? Quem se lembra de algum jogo decisivo, de um artilheiro solitário, de um herói que decidiu esta ou aquela partida? Quem tem saudades do que quer que seja quando se trata dos malditos pontos corridos?
4."Mas é frustrante para o crítico." Não, eu não vou comentar isso.
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Ainda sobre o tema dos pontos corridos, PVC levantou uma discussão interessante na sua coluna de domingo. Todos sabem qual é a minha opinião, mas eu indico a análise de PVC em nome do debate. E fica aqui uma frase de Marcelo Campos Pinto, o diretor do braço esportivo da emissora câncer:
"Futebol não é entretenimento. É negócio."
Toda a coluna de PVC se dedica a avaliar se este negócio seria o da TV ou o do futebol - e a resposta é óbvia. Para este blog, o ponto é outro: futebol não é negócio porra nenhuma. Nem entretenimento. Pro inferno com os que pensam assim!
Festa na arquibancada central do Palestra: eis aqui algo que faz parte de um passado que deixou saudades. Em vez do cimento que abrigou grandes tardes e noites da massa alviverde, temos hoje cadeirinhas metidas a européias. O lugar que sempre foi nosso deixou de receber torcedores para abrigar consumidores ocasionais. O que antes era sinônimo de apoio incondicional virou espaço para apatia, oportunismo e demonstrações gratuitas de insatisfação. Mataram a força do nosso estádio, mas parece que pouca gente se deu conta disso...
É então que torna-se ainda mais relevante um vídeo como este, encaminhado pelo amigo Rogerio Barberi:
À explicação, que talvez nem se faça necessária diante do que os senhores acabaram de ver, e aos comentários deste blog:
Os fatos Cléo, o Guerreiro, foi o maior presidente da Mancha Verde. Responsável por torná-la respeitada (e até temida) entre as demais torcidas organizadas, foi assassinado em 1988, apenas cinco anos depois de ter participado da fundação da MV. Virou lenda. Dias depois de sua morte, o Palmeiras recebeu o Cruzeiro no estádio Palestra Itália em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. Houve homenagens a Cléo, incluindo o foguetório nos minutos iniciais. A torcida do Cruzeiro resolveu entoar cânticos ofensivos à MV e ao seu ex-presidente. A reação foi proporcional. Torcedores mineiros foram espancados, a PM veio para cima, houve o conflito generalizado, a guerra foi declarada. As duas torcidas, que nunca foram exatamente próximas, se tornaram inimigas. Depois desse dia, os marias ficaram 20 anos sem dar as caras no Palestra Itália.
Os comentários 1. Recebi outro dia email de um bambi mineiro pedindo respeito ao Cruzeiro, em virtude das origens italianas do clube. Pois bem, o fato de os marias terem se desvirtuado tanto ao longo da história apenas contribui para aumentar ainda mais o meu desprezo por este clube.
2. Uma torcida que faz o que fez e depois fica 20 anos sem aparecer no Palestra merece mesmo ser tratada com o desprezo que dedicamos à Máfia Azul e a todos os simpatizantes da mais fraca torcida do Brasil.
3. Notem que, entre 1988 e 2008, o Cruzeiro veio decidir títulos ou classificações na nossa casa nove vezes: Copa do Brasil/1996, Copa do Brasil/1998, Brasileiro/1998 (dois jogos), Mercosul/1998 (dois jogos), Mercosul/1999, Mercosul/2000 e Libertadores/2001. Com medo, os marias nunca vieram...
4. Os jornalistas dos anos 80 já apelavam para os mesmos chavões de hoje ao falar sobre confrontos entre torcidas ou qualquer assunto parecido. A palavra "Lamentável..." já era a preferida dos narradores e comentaristas.
5.Bons tempos estes em que podíamos correr pela arquibancada do Palestra ao menor sinal de confronto. Bons tempos estes em que o nosso estádio era um espaço de convivência.
6. Ingresso a "seis mil cruzeiros", vocês ouviram? Sei lá quanto isso representava na época, mas certamente nãose tratava de uma afronta ao torcedor do Palmeiras. Bons tempos...
Empatar em casa nunca é bom resultado. Menos ainda se for contra um time pequeno. Portanto, eu não me atrevo a dizer que foi positivo o 2 a 2 desta gelada noite de quinta-feira - nunca será! -, mas me permito tentar extrair algo de bom de um tropeço como este. Vejamos:
"Eu só quero que venham jogadores Que honrem a camisa E lutem sem parar"
A música sai da arquibancada e encontra resposta em um grupo de jogadores que parecem querer o título quanto nós. Talvez isso seja o suficiente para explicar a sintonia entre elenco e torcida, que pode fazer toda a diferença nas 10 batalhas que restam daqui pela frente.
No caso desta noite de quinta, por exemplo, a chuva parece ter afugentado os consumidores, deixando o estádio quase que em sua totalidade para os torcedores de verdade. Fomos somente aqueles que já esperávamos uma partida difícil, como serão todas as próximas. O comprometimento explica o apoio incondicional do primeiro ao último minuto, os aplausos ao final em reconhecimento à luta dos guerreiros e a esperança que não deixou de existir em nenhum momento dentro e fora de campo.
Acabou por ser um jogo emocionante, repleto de alternativas e quase sem padrão tático no último quarto. Foi assim porque o Palmeiras teve de abdicar de qualquer organização defensiva para buscar os gols que o colocariam em situação ainda mais privilegiada no campeonato. Veio só um, o de Robert, mas poderíamos ter sofrido o terceiro tanto quanto chegado lá. Eu prefiro enaltecer a coragem e a entrega do grupo e do treinador. Tropeços sempre acontecem, e o nosso estava por vir. Quando veio, contra o Avaí, conseguimos escapar da derrota.
Com isso, permanece a invencibilidade em casa (Palmeiras, SPFW e Grêmio podem ostentar esta marca até o final do campeonato) e a certeza de que temos um time que dificilmente deixa de somar pontos. Afinal, o Verdão entrou em campo 28 vezes neste campeonato e foi derrotado pelo adversário apenas duas vezes: pelo Internacional (0 a 2), lá no início, e pelo Vitória (2 a 3), mais recentemente. Os outros dois insucessos, contra Goiás (1 a 2) e Coritiba (0 a 1), podem ser colocados na conta da arbitragem.
Tropeçamos, é verdade, mas fomos evitar o pior "com a alma e o coração", como pede a música.Seguimos com a vantagem de cinco pontos e temos agora mais 10 batalhas pela frente. A próxima, em Recife, tem tudo para ser bastante complicada, mas o horizonte parece bem favorável. Estamos no caminho certo!
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INGRESSOS 1
Na quarta-feira à noite, a assessoria de imprensa enviou o release para os jornalistas: cerca de 17.000 ingressos haviam sido vendidos antecipadamente para Palmeiras x Avaí. Ok, mais alguns foram vendidos ao longo desta quinta-feira e até minutos antes do jogo. Aí vem o placar e anuncia: 16.597 pagantes.
Como é isso? As pessoas podem devolver os ingressos? Por que cazzo sempre tem alguma coisa misteriosa nos públicos do Palestra Itália? Por que falta transparência?
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INGRESSOS 2
Antes do jogo, o Júnior fez um comentário sobre os entusiastas da renda de sete dígitos e o prejuízo técnico do Palestra por dispensar tantos torcedores de arquibancada com as opções pelo Setor Visa e por ingressos tão caros. Imagino que mesmo eles tenham se frustrado na noite desta quinta. Porque bastou cair uma chuvinha em São Paulo para os consumidores de R$ 40 e o povinho do Visa resolverem que era melhor ficar em casa...
1. É bom que fiquem em casa todos aqueles que esperam uma vitória fácil logo mais à noite contra o Avaí. Porque vai ser difícil como é todo jogo, e o Palmeiras precisa de guerreiros na arquibancada e não de meros espectadores ou de turistas.
2. Não levem a sério, por favor, nada do que é dito por Tristão Garcia ou qualquer outro matemático imbecil. Não se deixem influenciar pelo oba-oba de uns e outros e não confiem na mídia esportiva, que já não consegue esconder a aflição com a perspectiva de o Palmeiras ser campeão. Só diz que o título está ganho quem não costuma ir a estádios de futebol. Temos ainda 11 batalhas pela frente. A começar pelo Avaí.
3. Maldita seja a seleção brasileira!
4. Sobre o item 3, uma proposta séria: É absurdo que um clube não possa utilizar seu principal jogador em dois jogos de uma reta final de Brasileiro porque o campeonato não pára para (percebem a cagada do tal Acordo Ortográfico?) as eliminatórias. Em sendo assim, a CBF, responsável pelo desarranjo na tabela, deveria compensar os clubes prejudicados. Como? Bom, eu penso que o prejuízo dos clubes seria amenizado com a garantia de que os atletas convocados nessa situação fossem 'absolvidos' de suas próximas suspensões automáticas. Explico: Diego Souza, Tardelli, Miranda e Adriano, para ficarmos nos exemplos mais contundentes, não teriam de cumprir um jogo de suspensão se viessem a levar o terceiro amarelo ou mesmo um vermelho daqui por diante. Porque é o seguinte: a CBF não tem moral para afastar por mais uma partida um atleta que já ficou impedido de defender o seu clube por incompetência dela própria. É punição demais para quem paga o salário do jogador...
5. De novo: maldita seja a seleção brasileira!
6. Jogaram a tabela no lixo de novo, com a antecipação de Santo André x Palmeiras para o dia 21/10. Diz o clube do ABC que o jogo vai acontecer mesmo no Bruno José Daniel, ao contrário do que vinha sendo anunciado. Bom, eu só vou acreditar quando estiver a caminho do estádio - ainda acho que os empresários vão arrumar alguns trocados de alguma prefeitura caipira -, mas, em se confirmando isso, é justo perguntar: onde vai parar a isonomia do campeonato se os nossos rivais SCCP e SPFW podem enfrentar o Santo André em campo neutro, no interior, e nós temos de ir até o ABC? 7. Não seria mais digno se o narigudo mau-caráter (ou Proposta do Arsenal ou caçador de borboletas, como queiram) reconhecesse suas falhas? É tão difícil assumir um erro?
8. O post anterior, sobre o Atlético de Madrid, merece ainda alguns desdobramentos, e eles virão na seqüência. Mas eu ressalto que essa notícia de uma possível venda do Milan vai ao encontro de tudo o que eu disse naquele post. Porque, vejam vocês, não é mais a história ou o estádio que podem ser vendidos; é o próprio clube. Coisa séria, e este blog voltará ao tema em breve.
Vicente Calderón foi o presidente do Atlético de Madrid por mais de duas décadas. Ganhou mais do que só este quadro (logo abaixo) no museu do clube espanhol; como justa homenagem, ele empresta seu nome ao estádio onde o Atleti manda seus jogos.
O estádio Vicente Calderón, na zona sul de Madrid, fica às margens do Rio Manzanares. É um pouco afastado do centro, mas, como acontece em qualquer metrópole européia, está bem servido por transporte público a partir de qualquer ponto da cidade. Com capacidade para 55 mil torcedores, abrigou todas as grandes conquistas do clube a partir de 1966 (incluindo o Mundial de 1974) e foi também sede de três jogos da Copa de 1982.
É um belo campo, não resta dúvida. Apesar de atender a todas aquelas exigências idiotas que conferem a uma arena o tal padrão Fifa, tem alma de sobra, e é adorado pela torcida local, uma das mais apaixonadas da Espanha.
Acontece que a diretoria do Atlético anunciou recentemente que o Calderón será substituído a partir de 2012 por uma nova arena, ainda um pouco mais afastada do centro. Com capacidade para 73 mil torcedores, o estádio será erguido aproveitando parte do que já existe em La Peineta, hoje pertencente à prefeitura de Madrid. Havia planos inclusive de usar a instalação em uma eventual Olimpíada de 2016, e a perda da eleição para o Rio em nada parece modificar os planos da diretoria rojiblanca.
A decisão se explica em grande parte devido à pressão do próprio poder público, que queria dar uma destinação adequada a este terreno que corria o risco de ficar esquecido. Mais que isso: a prefeitura tem planos ambiciosos para a área hoje ocupada pelo Vicente Calderón.
A questão é que o atual campo do Atleti ocupa um espaço enorme às margens do Manzanares, impedindo a expansão de uma das principais vias expressas de Madrid e complicando o trânsito no sul da capital espanhola. Com a mudança para La Peineta, o Calderón será demolido, permitindo à prefeitura ampliar a malha viária e construir um parque no local, como parte do processo de revitalização da orla do rio (um rio que, diga-se, sofre com a escassez de água).
E daí?, algum de vocês pode estar se perguntando. Bom, aí eu respondo que este tema interessa - e muito - a este blog. Um pouco porque eu estive em Madrid recentemente, entendi o que se passa com o Atlético e, a exemplo dos torcedores do clube, não aceito a maneira como a situação está sendo conduzida.
No vídeo abaixo, os senhores podem conferir o projeto do estádio, que esquece por completo toda a história do clube.
O discurso da diretoria do Atlético beira o deslumbramento, e baseia-se no argumento de ostentar uma arena mais moderna que o Santiago Bernabeu, a casa do rival Real Madrid. Joga-se no lixo toda a tradição do clube e ninguém parece muito preocupado com o torcedor. O raciocínio é simples: "Vamos demolir a nossa casa e nos mudar para um bairro distante em nome da modernidade".
Para a torcida, os dirigentes do Atlético estão caindo no erro da ostentação barata, um mal que é atribuído à gente do Real. A decisão, claro, não foi bem recebida pelos aficionados. Protestos viraram rotina, e eles aumentaram com a crise técnica e financeira vivida pelo clube e com uma série de decisões tomadas pela atual diretoria, uma continuação do período em que o Atleti ficou sob os mandos e desmandos de Jesús Gil y Gil, presidente por longos 16 anos. Seria, para estabelecer um parâmetro, um Mustafá piorado, então sucedido por um Della Monica ainda mais banana.
No último dia 12 de setembro, um sábado, o Atlético de Madrid, jogando em casa, ficou no 1 a 1 com o Real Racing Santander. O resultado, péssimo, foi precedido de um grande protesto do lado de fora e depois dentro do Vicente Calderón.
O panfleto de convocação, distribuído nas imediações:
Outro panfleto:
Fotos do protesto, que reuniu mais de cinco mil torcedores do lado de fora do Vicente Calderón:
Havia referências, várias delas, que pregavam o ódio ao futebol moderno. A imprensa acompanhou, fez lá suas fotos e, ao menos no caso do Atlético de Madrid, parece perceber que certas opções da direção têm levado o clube a um cenário desolador. Não parece ser o suficiente, mas foi bom notar que, mesmo entre os europeus, existe ainda quem esteja disposto a resistir.
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O time do Atlético de Madrid parece afundado na crise alimentada pelos próprios dirigentes do clube. Tem muita muita força ofensiva, mas apresenta fragilidades na defesa. Alguns jogadores são bem conhecidos por aqui. Os volantes são os brasileiros Paulo Assunção e Cléber Santana. O meio tem o argentino Maxi Rodriguez e o português Simão. No ataque, uma dupla sul-americana, ambos adorados pela torcida: o uruguaio Forlán e o argentino Agüero.
Ainda assim, o Atleti é o 14º colocado na Liga BBVA 2009/2010. Alcançou sua primeira vitória na última rodada, mas vinha antes de três empates e duas derrotas. Na Champions League, um ponto foi somado nos dois primeiros jogos. Para se ter uma idéia, logo na estréia, três dias depois deste empate contra o Racing Santander, a esquadra rojiblanca não conseguiu sair de um empate sem gols com o, vejam só, APOEL, de Chipre.
O resultado, emblemático da situação vivida pelo clube, rendeu uma crônica brilhante que foi publicada no dia seguinte pelo jornal esportivo Marca. Fiz questão de trazer o jornal e escanear a página para que todos possam entender a situação e desfrutar deste texto primoroso:
Se isto não foi suficiente, tive a sorte de comprar ainda um outro jornal, o As, que publicou a carta de um leitor, torcedor do Atlético, que resume muito bem toda a situação vivida pelo clube:
Sobre empresa sin alma llamada Alteti
Soy abonado rojiblanco y em cada partido se nota crispación, se ha perdido el espíritu, la ilusión. La mayoría de la afición está en desacuerdo com la directiva, pero el sentimiento nos puede y a principio de temporada nos volvemos a ilusionar. La anterior ya se gritó contra la directiva en partidos como el del Valladolid. Hace 10 años cada partido era una fiesta, estábamos con el equipo hasta el final aunque se perdiera, tocábamos las palmas, animábamos, se fumaban puros, todos éramos una gran piña. Hoy se han perdido esos valores que nos hacían una afición grande. Cada año los asientos los ocupan nuevas caras y nos conformamos con llegar a ser terceros. Decir que eres atlético provoca cariño, ya no importa que nos jugadores luchen por la camiseta, no hay um referente como capitán. Quizá ese sentimiento es lo mas importante que han estropeado los gerentes de esta nueva empresa sin alma llamada Atleti.
Alfredo Quijada, Madrid
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Ao contrário do que acontece na Italia, os espanhóis parecem respeitar essa história de ingressos numerados. Infelizmente. Comprei o meu ingresso dois dias antes do jogo, pela internet. Paguei 30€ (algo como R$ 80), 1/3 do que pagaria para ver o Real - e este era o mais barato. Fiz tudo online e retirei o ingresso na bilheteria do estádio, duas horas antes do duelo.
Atentem para as informações todas sobre o lugar: portão, escada, acesso, setor, fila, assento. Parece incompreensível, mas funciona bem. Infelizmente.
Pra finalizar, uma prova de que há lugares ruins mesmo em estádios padrão Fifa (maldição!). Este lugar aí teria custado 40€: Parece até o Visa da Vila Belmiro...
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*Peço desculpas pela demora. Nos próximos dias, mais algumas impressões sobre Madrid, Barcelona e outros lugares.
Um cidadão norte-americano que pretende visitar o Brasil deve antes obter um visto de entrada e permanência junto ao Consulado Brasileiro nos EUA. Não é assim por antipatia do nosso governo, mas porque nós, brasileiros, enfrentamos a mesma exigência (com requintes de crueldade) se quisermos passar uns dias em Nova York ou em Orlando. A medida adotada pelo governo brasileiro atende ao princípio da reciprocidade. Do Houaiss: "tratamento idêntico dispensado aos cidadãos de cada um de dois ou vários Estados".
Este post serve para exigir da diretoria do Palmeiras que seja destinado à torcida do Santos FC um tratamento idêntico ao que a torcida palestrina tem recebido quando visita a Vila Belmiro. Pode demorar até um ano para isso, já que vamos à Vila no Paulista e depois pegamos os lambaris no Palestra apenas no Brasileiro, mas não se pode esquecer o que aconteceu neste último jogo.
Por reciprocidade, entenda-se que não se deve apenas dificultar a aquisição de ingressos. É preciso também reduzir a quantidade de bilhetes destinada à torcida visitante, a exemplo do que fizeram com a gente. Se tínhamos antes 2 mil e agora ficamos com apenas 700 ou 800, é de se esperar que os santistas não mais recebam os 2.700 habituais na nossa casa; uma regra de três torna razoável a oferta de 1.100 ingressos.
Questão de reciprocidade. E de respeito ao torcedor palmeirense.
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Este post fica aqui para ser linkado quando chegar a hora certa. O mesmo deveria valer para as diretorias de SCCP e SPFW, cujas torcidas são igualmente desrespeitadas quando têm de ir àquele amontoado de lajes da Baixada Santista.
Este blog, os senhores sabem, não costuma abrir seus posts com expressões como este categórico "CHUPA, SANTOS!", tampouco faz uso de letras garrafais sem razão aparente. Isso acontece apenas em situações atípicas, e eis que estamos agora diante de uma delas. O mais correto talvez fosse um "Chupa, Teixeira", em referência ao desonesto presidente do clube da Baixada, mas aí a coisa perderia um pouco do impacto. Portanto, CHUPA, SANTOS!
Vejam os senhores que a torcida do Palmeiras ficou confinada no jogo deste domingo a um pequeno lance da arquibancada de fundo daquele amontoado de lajes que chamam de Vila Belmiro. É o mesmo espaço que nos tem sido destinado desde 2006, em decisão que, ainda sem a devida reciprocidade, afetou as torcidas dos três grandes clubes paulistanos - notem a tentativa de preservar a história do Santos FC.
Lá no canto direito, é possível enxergar a torcida do Palmeiras. Foram 700 ou 800 torcedores, não mais do que isso. Por favor, não me digam que temos ali 1.256, porque é impossível caber tanta gente em tão reduzido espaço. Há sete ou oito centenas, e é provavelmente este o total de ingressos destinado à torcida visitante, o que evidencia o desrespeito ao que determina a legislação - e seria assim mesmo se tivéssemos os 1.256 alardeados pelos amadores dirigentes do Santos.
À esquerda, temos alguns poucos torcedores santistas, com destaque para os funkeiros da torcida Sangue Jovem.
Para os que nunca foram à Vila Belmiro, cumpre esclarecer que as torcidas dos grandes clubes da capital sempre tiveram à sua disposição todo este espaço atrás do gol, o que inclui a "ampla" área ocupada hoje pela Sangue Jovem. Somando isso e os dois setores inferiores, chegávamos aos dois mil lugares que sempre foram destinados às torcidas da capital.
Mas aí Teixeira resolveu mudar as coisas, enfiou uma grade no meio deste lance de arquibancada, espremeu os visitantes e viu-se então obrigado a criar toda esta celeuma na distribuição dos ingressos para camuflar a redução no número de bilhetes. Isso explica a polêmica desta semana, cujos detalhes estão aqui.
Considerando a palhaçada orquestrada pelo senhor Marcelo Teixeira, ficamos sem os ingresoss habituais muitos daqueles que vamos a todos os jogos do Palmeiras. Não nos restou alternativa a não ser ocupar uma cadeira do Setor Visa, exclusivo da torcida mandante.
Fizemos isso já sabendo dos riscos, assistimos ao jogo em um canto esquecido das antigas cadeiras térreas da Vila Belmiro, em um lugar que não permite ficar de pé sob o risco de bater a cabeça no teto, e acabamos por ser expulsos do estádio depois de extrapolarmos na comemoração do terceiro gol do Palestra. Mas já tínhamos visto o suficiente e estávamos prontos para isso e até para coisa pior.
Espero nunca mais ter de voltar a dividir o mesmo espaço com uma torcida inimiga, mas desta vez foi necessário. E este blog vai ficar na cobrança: as diretorias de Palmeiras, SCCP e SPFW devem adotar o mecanismo da reciprocidade, dedicando à torcida do Santos FC o mesmo tratamento que as grandes torcidas da capital recebem naquele amontoado de laje. Chega de desrespeito!
CHUPA, SANTOS! CHUPA, TEIXEIRA!
AQUI É PALMEIRAS!
*** Uma coisa é certa: os leonores sabem utilizar bem os muitos espaços que têm na mídia vendida. É o caso desta notinha mau-caráter e oportunista do Painel Leonor de hoje, na FSP:
Suspeita. Causou revolta no São Paulo a escalação de Sálvio Spinola hoje. Cartolas dizem que sempre que há um clássico regional importante do Palmeiras ele é quem apita.
As palavras são bem colocadas, não? "Suspeita" e "revolta", tudo junto. Aí eu peço aos senhores, jornalistas ou não, que confiram aqui a relação dos serviços prestados por nosso amigo Sálvio e me respondam: perceberam como funciona a manipulação bambi?
As torcidas visitantes têm direito no Palestra a uma carga de ingressos reduzida, proporcional a 10% da lotação do estádio. São cerca de 2.700 ingressos e eu reconheço que este é um número pequeno quando se trata dos leonores ou dos lambaris. Mas há um ponto fundamental: os ingressos destinados aos visitantes correspondem ao que está previsto em lei, 10% do total, e são todos encaminhados para o clube visitante, que faz com eles o que bem entender.
A contrapartida acontece no caso dos bambis, que enviam os bilhetes de arquibancada para o Palmeiras, que, por sua vez, os coloca à venda nas bilheterias do Palestra.
Não é o que acontece com o Santos, este grande clube do futebol brasileiro que tem se portado como uma instituição pequena e mesquinha, muito porque dirigido por uma figura desprezível como este tal Marcelo Teixeira.
Já de não é de hoje que Teixeira tem se portado como um pequeno ditador, com atitudes que não condizem com a história do Santos FC. Foi isso que eu escrevi aqui, em um post que demonstrava a contradição entre o que diz e o que faz este cidadão. Mais até: este blog denunciou em algumas ocasiões (aqui e aqui, só para ficarmos com dois exemplos) o processo de eliminação do espaço destinado às torcidas visitantes na Vila Belmiro, aquele amontoado de laje que ousam chamar de estádio.
Acontece que, desta vez, ao descumprir o que foi prometido ao presidente do Palmeiras, o senhor Marcelo Teixeira extapolou todo e qualquer limite. Provou mais uma vez ser um pequeno ditador, e eu entendo que a reação da diretoria do Palmeiras deve ir muito além da nota de repúdio. Porque a situação é muito grave, porque alguém precisa colocar Teixeira e o Santos FC em seus devidos lugares e porque o torcedor palmeirense não pode ser tratado assim.
*** Não é de hoje que isso acontece: eu já fui à Vila Belmiro 11 vezes. Dessas todas, consegui o ingresso direto da bilheteria apenas uma vez. E está cada vez mais difícil a batalha para conseguir se espremer naquelas lajes e ver apenas um dos gols.
Palmeiras, WTorre e Traffic assinaram hoje o acordo para comercialização dos espaços da Arena Palestra Itália (e como se falou em naming rights, não deve ser este o nome do estádio). Com base no que foi dito pelas partes e extraindo um pouco da entrevista coletiva, eis aqui o que interessa para este blog:
1. Foram evasivas as respostas sobre os setores populares. Traffic e WTorre não parecem se interessar muito pelo assunto (nem dava pra esperar algo diferente...), e é então que vamos fazer a nossa parte para não deixar o assunto morrer.
2. Foi dito apenas que todos os setores vão atender ao tal padrão Fifa (esta submissão me irrita demais!) e que haverá espaços "menos nobres", sem tanto conforto.
3. Aliás, demonstraram mais preocupação com o número de banheiros e espaços comerciais do que com os lugares para o povão.
4. Ainda sobre o tema, J. Hawilla disse que o estádio vai primar pelo conforto, "quase como se fosse um teatro". Essa doeu!
5. Na base da politicagem, o dono da Traffic fez média com Del Nero, também presente ao evento. Disse que o presidente da FPF é o grande responsável pelo enriquecimento (?) do futebol paulista e que hoje temos estádios-modelo em Araraquara, Jaguariúna (alguém sabe disso?) e, pasmem, Presidente Prudente. Essa também doeu!
6. Ficou sem resposta outra questão pertinente: onde o Palmeiras vai mandar seus jogos quando começar a reforma? Convocado pelo presidente Belluzzo, Cippulo respondeu sem dizer nada. Disse que isso será estudado mais adiante e que pode ser que o Palmeiras não escolha um único estádio.
7. Ou seja: tudo indica que teremos uma caravana itinerante pelo interior.
8. Qual é o problema em trocar o Palestra pelo Pacaembu? Por que não se define isso de uma vez por todas?
9. As obras devem começar apenas em junho/2010.
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"AH, QUE É ISSO, ELAS ESTÃO DESCONTROLADAS..."
Ontem foi a vez de o mau-caráter do Leco falar em esquema de arbitragem para beneficiar o Palmeiras. Chega a ser risível. Aí hoje vem Ricardo Gomes, o técnico leonor e dispara isto aqui:
"O Palmeiras hoje está na liderança também porque não tinha a Libertadores e no início do Brasileiro foi melhor do que o São Paulo. Hoje não há muita diferença entre os primeiros colocados, todos estão no mesmo nível de qualidade e praticam um bom futebol. O início realmente ajudou e o Palmeiras tem essa diferença para os demais por isso".
Ah é?
Vejamos então:
O Palmeiras foi eliminado em 17 de junho, uma quarta-feira, depois de um empate sem gols em Montevideo. Caiu fora depois de disputar 12 jogos (dois pela fase preliminar, seis pela fase de grupos, dois pelas oitavas e dois pelas quartas). Enfrentou o céu de Potosí, duas guerras em Recife e mais uma aos pés da Cordilheira. Perdeu, é verdade, mas só depois de ter lutado muito.
O SPFW, por sua vez, foi eliminado um dia depois, em 18 de junho, uma quinta-feira. Jogou apenas oito vezes, pois fugiu de campo nas oitavas.
Eu só não sei o que é pior: se o técnico que fala uma besteira dessas ou se a repórter, que não se preocupou em checar a informação antes. Estão todas desesperadas...
Ao menos por um dia, deixemos de lado os jornalistas para falar dos publicitários. Eis que temos abaixo um anúncio dos mais infelizes, publicado em página dupla na Placar de outubro. A peça é assinada pela Giovanni+Draftfcb para divulgar o PPV da SKY.
Direto aos pontos:
1. O único texto do anúncio é "Torcedor mesmo assiste ao Brasileirão 2009 na SKY". Errado! "Torcedor mesmo" assiste aos jogos no estádio. O resto é sofá ou simpatizante! E pro inferno com o PPV!
2. Os criativos (nomenclatura idiota dos publicitários) quiseram fazer graça e foram enfiando aí todos os mascotes de 40 clubes. Ficou uma besteira só, mas eu não tenho nada a ver com isso. Acontece, e os senhores vão perceber isso bem no centro da imagem, que os filhos da puta colocaram um porco no colo da porra do santo dos leonores. É de uma imbecilidade sem tamanho, e aí eu passo a ter o direito de mandar à merda todos os responsáveis por este anúncio cretino! Vão à merda, filhos da puta!
***
Como o site da Giovanni+Draftfcb é coisa impossível de se navegar (o webdesigner quis fazer graça e transformou a página em algo grotesco), deixo aqui a notícia de um site que apenas reproduz o release da agência. Não diz muita coisa, mas...
Virgílio Elísio é o diretor de competições da CBF. Isso significa que ele é o sujeito responsável pelas tabelas dos campeonatos organizados pela nossa estimada confederação. É a ele, portanto, que se poderiam atribuir alguns dos absurdos nas datas e horários em jogos da Copa do Brasil ou do Brasileirão. Poderiam, vejam só. Acontece que o problema todo é a inteferência sem limites concedida à emissora câncer, aquela que detém os direitos de transmissão de qualquer torneio disputado neste país. E é então que o trabalho de Virgílio Elísio - e de qualquer um do seu departamento - deixa de fazer sentido.
Sim, porque a tabela aqui no Brasil é divulgada até com certa antecedência, mais do que acontece em qualquer uma das modernas e exemplares ligas do Velho Continente. Via de regra, a tabela já é conhecida pelo menos dois meses antes de ter início a disputa seguinte. E assim, já em março, é possível saber, por exemplo, que o Palmeiras vai enfrentar o Grêmio em Porto Alegre no final de semana de 21 e 22 de novembro.
Em tese.
Porque agora, sem nenhuma porra de time paulista na falida Copa Sul-americana, a emissora câncer ficou com um buraco na grade de programação. E aí resolveu que vai sempre puxar um jogo do final de semana seguinte (ou anterior) para as madrugadas de quarta-feira.
Tem sido assim há mais de mês, e Palmeiras, SCCP e agora os bichas já tiveram seus jogos alterados poucos dias antes. Contestação parece ter havido só do nosso lado, porque o time teria pouco tempo para treinar entre uma quarta de madrugada e um sábado, mas ninguém parece muito preocupado com o torcedor, em especial com aquele que costuma programar sua agenda em função do time.
Eu, por exemplo, tenho o costume de viajar por aí para acompanhar o Palmeiras. Vou de carro quando o jogo é em SP ou no RJ (ou no Mato Grosso do Sul, caso da abjeta cidade de Presidente Prudente) e corro atrás de promoções para comprar passagens aéreas com antecedência para jogos que acontecem em Minas, no Nordeste ou no Sul do país.
E aí pergunto: de que vale a porra da tabela feita pelo senhor Virgilio Elisio e divulgada com enorme antecedência se tudo pode mudar nos dias que antecedem o jogo ao sabor dos interesses de uma meia dúzia de diretores filhos da puta da emissora câncer?
De que adianta, por exemplo, eu já ter garantido há meses as passagens para Porto Alegre, onde o Palmeiras pega o Grêmio pela 36ª rodada? De que adianta se tudo isso pode mudar na semana anterior? E quem se preocupa com isso?
A tabela foi para o lixo. Virgílio Elísio poderia muito bem ser substituído por qualquer diretor de programação da Rede Globo. Seria mais honesto. E aí o torcedor não precisaria se esforçar tanto para estudar a tabela, programar suas folgas e nem perder horas nos sites de companhias aéreas para ir atrás do seu time.
Já que está assim, melhor voltar ao caos dos anos 80 e 90.
O SPFW, esta instituição sórdida por natureza, transformou em "pontos roubados" o que se convencionou chamar de "pontos corridos". Foi assim, com 26 pontos gentilmente oferecidos pela arbitragem em rodadas intermediárias dos campeonatos de 2007 e 2008, que as moças do Jd. Leonor levaram as duas últimas edições do Brasileiro. E é assim, com a valorosa contribuição da decrépita mídia esportiva que nos cerca, que elas estão, já descontroladas, tentando de qualquer forma impedir que o Palmeiras chegue ao seu nono (9º) título nacional.
Vejamos:
O Palmeiras teve roubados dois pontos contra o próprio time do Jd. Leonor no clássico do primeiro turno. O Palmeiras teve duas de suas quatro derrotas, contra Goiás (1 a 2) e Coritiba (0 a 1), originadas de graves 'erros' da arbitragem - em ambos os casos, nos minutos finais. O Palmeiras foi prejudicado também nos empates caseiros contra Grêmio e Botafogo, ambos no desfecho do turno. Isso para não falar naquele empate contra a Brisa/PR em Curitiba.
Isso tudo, como também o fato de termos sido roubados em cinco dos últimos nove clássicos contra os leonores, passou em branco para aqueles jornalistas que adoram palpitar sobre o que não entendem. E é este o destino também dos sucessivos erros a favor do time do Jd. Leonor, que renderam preciosos pontinhos aqui e ali, tendo como desfecho os dois, como vamos dizer?, equívocos da arbitragem do clássico de ontem.
Nada de indignação na nossa mídia esportiva. O Estadão, com foto de Washington deixando o campo, disparou um "Árbitro, o principal alvo dos dois times", como se houvesse prejuízo para os dois lados. A Folha, por sua vez, optou por um contido "Arbitragem é atacada pelas duas equipes". O Boletim de Madame e os online seguiram pela mesma linha.
Indignação, no entanto, foi o que não faltou diante dos supostos pênaltis que não foram marcados para o Cruzeiro, a filial bambi em MG, contra o Palmeiras. Mesmo fora do país, senti o clamor que se instalou na nossa mídia esportiva diante do "crime" cometido no Mineirão. Os jornalões bateram no assunto durante dias e dias, colunas e mais colunas foram escritas (PVC e Juquinha trataram do assunto na FSP de ontem), o árbitro foi condenado sumariamente, veio a suspensão, logo chegaram ao escabroso número de cinco pênaltis em um jogo, até o Jornal Nacional fez sua parte...
É, como neste caso aqui, mais uma tentativa barata de manipular a opinião pública. Sim, elas estão descontroladas. Mas a encomenda feita à mídia vendida está passando de qualquer limite...
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Eu espero que isto aqui seja só brincadeira. Até porque o palmeirense já tem sido por demais desrespeitado com clássicos em Prudente e com o ingresso a R$ 40. Não dá pra agüentar mais!
Nova proposta A Globo Esporte, braço da emissora que cuida de eventos esportivos, enviou proposta aos clubes para alterar o formato do Brasileiro. Sugere a volta do sistema de mata-matas, com duas vagas na Libertadores para os dois primeiros na fase de classificação e outras duas para o campeão e o vice. Caso se repitam, elas seriam dos semifinalistas. A Globo também sugere uma inversão na janela de transferência. Quatro semanas em janeiro e 12 entre junho e agosto, o que permitiria a jogadores repatriados atuar já no mês de junho.
Enxuga. Na sugestão da emissora, os Estaduais teriam suas datas reduzidas de 23 para 19, mas os clubes continuariam a receber a cota atual.
Conta. A Globo sustenta que os clubes argumentam para alterar o calendário o fato de não poder jogar torneios ou amistosos internacionais, mas rebate alegando que não conseguirão R$ 800 mil por partida, como nos Estaduais.
Ao noticiarem a vitória alviverde sobre a Brisa, jornais e portais de internet destacaram o fato de o Palmeiras ter pago R$ 100 mil ao clube paranaense para que Danilo pudesse entrar em campo. Perfeito; dadas as circunstâncias, era notícia mesmo. Diante disso, deixo aqui o meu reconhecimento à decisão da nossa diretoria, que ao menos desta vez investiu bem o milhão de reais que tem ficado nas bilheterias do Palestra a cada jogo.
(Mas torno a repetir: R$ 40 é caro, muito caro. Resta saber se os oportunistas de plantão e se os consumidores do Setor Visa, aquele espaço que matou a nossa casa, continuarão contribuindo para a lotação do estádio quando a fase não for assim tão boa.)
De resto, foi bom demais reencontrar o Palestra depois de três semanas fora do país. Não pude ver os jogos fora contra Vitória e Cruzeiro, mas tudo saiu de acordo com o esperado e cheguei a SP a tempo de ver mais esta vitória suada do Palestra.
Os dois gols foram providenciais, Marcos fez mesmo grandes defesas e Danilo acabou sendo o nome do jogo, mas o que mais chamou a atenção foi o papel de Antonio Lopes, que armou o time em uma tremenda retranca e depois ficou trocando atacantes por zagueiros e vice-versa de acordo com a conveniência. Levou para casa mais uma derrota, e só devemos lamentar que tantos outros times ruins permitam a permanência da Brisa na Série A por mais um ano.
Pra finalizar: sim, a vantagem é muito boa, mas temos ainda muito a fazer daqui até dezembro. São 12 jogos decisivos - e eu só vou mesmo perder o de Recife - e devemos continuar lutanto junto com o time. Avanti, Palestra!
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Mais uma torcidinha de merda: os babacas da Fanáticos vieram em meia dúzia, ficaram segurando a faixa com medo de colocarem no muro lá embaixo e ainda foram embora mais cedo. Seria mais digno se tivessem ficado em Curitiba.
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OFENSIVA LEONOR, PARTE 1
O Estadão deste domingo reforça a campanha para salvar o Jd. Leonor do fiasco. Eis o abre de página: "Para expert, Morumbi tem tempo para ajustes". Perspicaz o uso da palavra "expert", não? Insinua muito sem dizer porra nenhuma, e aí vamos descobrir que o tal "expert" é um certo Don Aroney, engenheiro australiano e diretor da empresa que construiu os estádios de Wembley e de Sidney. Ok, talvez o figura até seja um "expert", mas é inevitável perguntar: onde é que foram arrumar essa fonte? E como ele pode falar sobre o Jd. Leonor se sequer conhece o estádio?
Cumpre destacar dois trechos da reportagem:
1."O Morumbi só não será o palco de abertura da Copa do Mundo de 2014 se for preterido em razão de questões políticas que envolvem São Paulo, Fifa e CBF."
Esta frase, senhores, abre o texto. E está aí em tom claramente opinativo, pois nada disso foi dito pelo tal especialista. Está mais para a página de opinião do jornal do que para o caderno de esportes.
2."... inclusive de grandes estacionamentos, uma das deficiências de São Paulo. Dinheiro público foi investido."
Desnecessário comentar, certo?
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OFENSIVA LEONOR, PARTE 2
E as meninas ganharam mais um ponto da arbitragem, é isso? Com gol anulado dos gambás e gol em impedimento a favor delas? Ah, e não foi marcado um pênalti a favor do Santo André na rodada anterior? E o Avaí também foi roubado no outro final de semana?
"Ah, que é isso, elas estão descontroladas!!!"
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OFENSIVA LEONOR, PARTE 3
As moças foram beneficiadas em três jogos decisivos - e eu confesso ter perdido a conta do que já aconteceu desde o início -, mas a mídia faz barulho sobre lances em que o Palmeiras supostamente teria sido favorecido contra os marias? Estranho, não?
Como estranho é que o filho da puta do Roman não tenha sofrido punição nenhuma depois de roubar o Palmeiras em Goiânia e que seja agora exemplarmente punido depois de supostamente ter prejudicado a filial bambi em Minas.
É, as moças estão descontroladas mesmo...
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Depois das férias, volta tudo ao normal por aqui, inclusive com alguns posts nos próximos dias sobre o tema que mais interessa a este blog: "ÓDIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO".
Ainda longe do pais, dispondo de um computador onde os acentos se limitam a tremas como este ä e aproveitando minhas merecidas ferias, fui informado pelo meu irmao sobre a confirmacao de Palmeiras x Corinthians para a maldita cidade de Presidente Prudente, no Mato Grosso do Sul. Ai o sangue subiu e eu nao poderia me calar diante disso. Este blog traz muitos posts sobre o assunto, e a insatisfacao da(s) torcida(s) ja foi demonstrada inumeras vezes. Mas a nossa diretoria, uma vez mais, parece pouco preocupada com o maior patrimonio da Sociedade Esportiva Palmeiras. Pior: as diretorias dos dois grandes rivais desta cidade parecem pouco se importar com a historia do maior classico do pais.
Nao vou dispor de tempo agora, mas os senhores podem conferir com um simples Control F nesta mesma pagina tudo o que ja foi escrito sobre o tema. Minha opiniao esta ai, e me permite afirmar que as diretorias de Palmeiras e SCCP acabam de confirmar mais um crime contra a historia do classico Palmeiras x Corinthians.
Maldita seja a cidade de Presidente Prudente/MS! E que nao me venham me encher o saco os caipiras!
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Por motivos obvios, nao ha nenuma revisao no texto acima. Se tudo der certo, volto a SP no sabado. O blog deve voltar a normalidade a partir de domingo, portanto.
Depois da bela vitória de ontem no Palestra - jogamos mal e ainda assim levamos os três pontos -, dá até para começar as férias com mais tranqüilidade. É então que devo informar aos amigos e aos leitores deste blog que estarei ausente pelos próximos 20 dias, período em que esta página ficará sem atualizações. É uma parada estratégica e bem programada, já que vou perder apenas os jogos fora de casa contra Vitória/BA e Cruzeiro/MG. Volto exatamente no dia de Palmeiras x Atlético/PR, de tal forma que mantenho a invencibilidade em casa (mais um ano!) e recupero as energias para encarar uma seqüência final que promete 13 jogos decisivos, incluindo viagens para Rio de Janeiro (2 vezes), interior de SP, Porto Alegre e talvez Recife. Até a volta!
Palmeiras e SPFW poderiam muito bem fazer a final do Campeonato Brasileiro/2009. Poderiam, se assim fosse permitido pelo regulamento, protagonizar dois duelos memoráveis pelo título. No entanto, os inimigos se enfrentaram já na terceira rodada do returno. O mesmo se aplicaria a uma possível decisão entre Palmeiras e Internacional, mas os dois clubes se encontraram uma semana antes, ainda em agosto, e deixaram de fazer história no fim do ano.
É assim que são as coisas no Brasil desde 2003. Finais históricas foram trocadas por disputas modorrentas, por decisões que se antecipam sem avisar e pela impossibilidade de confronto entre os melhores.
Não há mais heróis, gols decisivos ou viradas espetaculares. Nem mesmo os erros da arbitragem ganham notoriedade, pois agora, bem programados, ficam todos escondidos naqueles jogos menos importantes. As finais do Brasileirão, que nunca se repetiram ao longo de três décadas, foram substituídas por rodadas comuns e esquecíveis.
Não há mais artilheiros de um jogo só. Não há mais Soratos (1989), Ailtons (1996) ou Tupãzinhos (1990). Mataram os heróis (e os vilões). Nada de Nunes (1980), Baltazares (1981) ou Robinhos (2002). Não há mais um Bahia surpreendendo o Inter como em 1988, não há mais disputas de pênaltis como as que já decidiram algumas edições, não há mais campeões com saldo de gols negativo, não há mais a festa que cerca uma grande final.
Alguém aí, pergunto, se lembra do jogo que deu ao Cruzeiro o título de 2003? Ou de como o SPFW sacramentou os títulos de 2006 ou 2007? Ou de quem fez os gols que definiram o Santos como vencedor em 2004? Ou que o SCCP garantiu com derrota a conquista de 2005?
Não, ninguém se lembra. Porque os pontos corridos (ou roubados, como queiram) se valem da discutível lógica do que é mais justo para roubar do torcedor o direito a uma final emocionante e a duelos que, se não trazem justiça, ficam eternizados na história.
Você pode ser contra ou a favor ou pode até não ter opinião formada. Pouco importa; quando se decidiu pela fórmula de pontos corridos, foi feita uma opção que parece não ter volta: saíram as finais e entraram as disputas pretensamente justas, mas sem emoção.
Foi assim que o torcedor de futebol no Brasil perdeu direito a jogos inesquecíveis, a heróis que nunca existiram, a duelos que, se concretizados, nunca sairiam da nossa memória. Em nome de uma suposta isonomia, foi isso tudo que roubaram da gente.
Perdemos todos. Eu, que sou contra; você, que é a favor; o fulaninho que nunca pensou no assunto. Perdemos os que vão a estádios, os que ficam no PPV, os que se se importam com o assunto só nas fases mais agudas (isso ainda existe?). Perdemos, e não foi pouca coisa.
O que vem abaixo é só simulação, claro, mas os senhores podem clicar na imagem abaixo para visualizar tudo o que perdemos:
A tabela acima é de autoria do grande palestrino Maurício Rito, que teve enorme paciência com os meus pedidos de ajustes. É dele também a arte que ilustra este blog, lá no alto.
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ÓDIO ETERNO AO FUTEBOL MODERNO
É questão de honra:
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Atualização: Agradecimento especial, já na madrugada de sexta para sábado, ao Rafael Pereira, que me ajudou a dimensionar melhor a imagem do post, quebrando a resistência do Blogger. Valeu!
O Palmeiras, os senhores devem ter notado, parece condenado a nunca mais entrar em campo no seu estádio às 16h e menos ainda aos domingos. Em parte porque só joga agora aos sábados – e isso deve continuar por mais um tempo – e outro tanto porque CBF e emissora câncer resolveram extinguir o horário de sábado às 16h. Sendo assim, é bom nos acostumarmos: ao menos para nós, domingo não é mais o dia do futebol e nossos jogos devem acontecer sempre à noite.
Talvez a título de consolação, apelo para estatísticas (in?)úteis, daquelas tantas que eu costumo manter em meus infindáveis arquivos de Excel. O que faço abaixo é comparar os números do Palmeiras em jogos disputados aos sábados e aos domingos.
A comparação refere-se ‘apenas’ aos jogos com a minha presença no estádio desde o início dos anos 90. Não é pouca coisa - são algumas boas centenas -, já que estamos falando de absolutamente todos em São Paulo, Grande SP e interior e pelo menos 50% daqueles fora do Estado (algo entre 75% e 80% do total de partidas no ano). Aí vai:
Aproveitamento de pontos Sábado: 71.7% Domingo: 63.4%
Ataque x Defesa Sábado: 2.00 x 1.14 (0.85) Domingo: 1.80 x 1.36 (0.44)
Público Sábado: 15.503 Domingo: 17.359
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Na boa: será que a emissora câncer vai ficar adiando ou antecipando jogos de clubes paulistas em todas as rodadas só para preencher a porra da sua grade de transmissão? Os gambás, por exemplo, ficarão 14 dias sem ir a campo por conta disso. E daqui a pouco é a nossa vez. E o torcedor que compra passagens aéreas para ver seu time e depois precisa mudar tudo? Como fica?
Decidiram cobrar R$ 40 pela arquibancada de uma hora para a outra. Aí resolveram que os ingressos começariam a ser vendidos na quarta entre 16h e 17h (!). Foi assim pela necessidade de cumprir o tal Estatuto do Torcedor. Eis então que torcedores forem ao Palestra atrás dos ingressos, por mais absurdo que fosse o horário. Lá chegaram e começaram a formar fila. Acontece que os ingresoss não chegaram. E agora, 18h e pouco, mais de mil torcedores aguardam do lado de fora do Palestra sem saber se terão os bilhetes hoje.
É comovente a incompetência do Palmeiras quando se trata de vender ingressos...mas a culpa deve ser do torcedor, né? Afinal, por que diabos insistem em ir até lá para comprar ingressos?
Já que a diretoria do Palmeiras está indecisa quanto ao local do clássico contra o SCCP (bons tempos em que não havia dúvidas quanto a isso...) e considerando que há ultimamente uma estranha predileção pelas migalhas oferecidas por prefeitos populistas do interior paulista, este blog abre uma nova campanha: já que é pra fazer merda, que façam a merda direito.
Ou seja: se for para tirar o clássico da capital paulista, que o levem para o Maracanã. Afinal, é o Maracanã, seria uma inovação e as condições seriam muito mais favoráveis para o torcedor de SP.
Vejamos: -O Rio é muito mais perto do que Prudente e é acessível por ônibus (centenas por dias), avião (dezenas de vôos diários, conectando cinco aeroportos distintos), carro (por uma estrada muito mais decente) e o que mais vocês quiserem;
-Isso posto, gasta-se muito menos no deslocamento daqui até lá;
-O Rio é mais perto que Prudente e só um pouco mais distante que SJRP ou Ribeirão;
-O Rio é o Rio;
-As condições de hospedagem são muito melhores (para os elencos e para as torcidas);
-Se é para o torcedor ser punido (no bolso e no tempo livre) com mais uma transferência desse tipo, que pelo menos tenhamos a contrapartida de um ou dois dias na praia e de uma noite na Lapa;
-O Maraca é o Maraca;
-Sem a patrulha do promotor desocupado e sem as demonstrações de incompetência do 2º BPChoque, é de se esperar um belíssimo espetáculo das duas torcidas, com bandeiras, faixas e toda sorte de adereços.
Chega de Prudente! Chega de Rio Preto! Chega de Ribeirão Preto! Chega de interior!
Se é pra fazer merda, que façam direito. E que o dérbi seja disputado no Maracanã! ***
*A idéia, que já fora levantada por ocasião do dérbi em Presidente Prudente, no Mato Grosso do Sul, ganhou força novamente nos comentários do último post. Obra do vascaíno João Medeiros.
*Sob o ponto de vista prático: a rodada de 31/10 e 01/11 registra apenas um jogo no Rio de Janeiro, entre Flamengo e Santos. Como a tabela não foi desmembrada, é o caso de definir um jogo para o sábado e outro para o domingo. Sem segredos.
*Que fique bem claro: vale a primeira defesa feita por este blog, de que o dérbi deve ser disputado SEMPRE em São Paulo. Repito: SEMPRE! Mas como se insinua uma nova afronta aos direitos das duas grandes torcidas do Estado, eu tomo a liberdade de chutar o balde. Que seja então no Maracanã!
Gilberto Cipullo veio a público, por meio de nota oficial, desmentir a informação de que Palmeiras e SCCP se enfrentariam pela terceira vez seguida longe da capital paulista, desta vez em São José do Rio Preto. E o fez sem apresentar qualquer informação adicional, de tal forma que o clássico continua sem local e horário definidos. Só o que sabe é que aparentemente os dois rivais não jogarão no dia 01/11, domingo, mas sim no dia 31/10, sábado, por um desses caprichos inexplicáveis de dona CBF e da emissora câncer.
Já que é assim - e como supostamente paira uma indefinição no ar -, este blog pede à diretoria do Palmeiras, o mandante no returno, que seja respeitado o clássico Palmeiras x Corinthians, o mais importante deste país. Não é pedir demais; é simples até. Basta que o duelo seja realizado na cidade de São Paulo, logo aquela que é a sede dos dois clubes.
Simples. E respeitoso. As torcidas de Palmeiras e SCCP não merecem ficar sem o clássico na capital por dois anos seguidos, como está sendo ameaçado. Palmeiras x Corinthians tem de ser em São Paulo, e quem quiser que venha até aqui para assistir.
Não que seja o caso de este blog propor uma solução para os dirigentes, mas fato é que vale qualquer coisa. Pacaembu, Palestra, Canindé, Ibirapuera, Nicolau Alayon, Rua Javari, o que for. Só não dá mais é pra aceitar Rio Preto, Prudente/MS, Ribeirão ou qualquer outra cidade do interior. Chega! Por uma questão de respeito.
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Por falar em clássico...
Pelo visto, não só as moças do Jd. Leonor que estão descontroladas. Talvez influenciados pelo desocupado promotor público Paulo Castilho, alguns homens do 2º BPChoque têm extrapolado na hora de zelar pela segurança nos estádios. A foto abaixo, tirada durante o clássico de domingo, mostra o aparelhamento dos nossos coxinhas:
Notem que o título é factual, sem juízo de valor. É assim porque eu estou disposto agora a não agir como das outras vezes e já condenar a elevação no preço dos ingressos no Palestra Itália. É o impulso inicial, admito, mas é fato também que eu já esperava que logo viesse a conta pela manutenção do elenco e pela contratação de Vágner Love. No entanto, o que proponho aqui é mais uma discussão do que qualquer outra coisa. Vejamos:
Arquibancada: R$ 30 para R$ 40 (aumento de 33,3%) Numerada descoberta: R$ 60 para R$ 80 (aumento de 33,3%) Numerada coberta: R$ 120 para R$ 140 (aumento de 16,6%) Visa: R$ 88 para R$ 110 (aumento de 25%)
O aumento percentual mais expressivo se deu na arquibancada. Vamos de R$ 40 já no jogo diante do Barueri. Parece natural ultrapassarmos o SCCP como o clube com maior ticket médio entre todos os 20 que disputam o Brasileirão – com um valor que é quase o dobro do cobrado, por exemplo, pelos leonores.
Não estou à frente das finanças do clube, não sou responsável pela geração de receitas, não preciso fechar o caixa no final do mês. Escrevo, portanto, sem o compromisso com o que entra e o que sai nos cofres do clube, mas aqui tudo acontece em defesa do torcedor de arquibancada, o que torna válido o debate.
Um palmeirense que, como eu, vai a todos os jogos do clube terá de desembolsar o equivalente a R$ 320 para ter presença constante durante todo o returno no Palestra. O valor pode cair para R$ 160 no caso de um estudante, mas é pouco provável que ele consiga os bilhetes com desconto daqui até o fim da temporada. Pior: não há garantia nenhuma de presença a todos os jogos, já que o programa de sócio-torcedor não está pronto e os oportunistas costumam surgir nas horas mais agudas.
A quantia despendida, que fique claro, aumenta substancialmente se considerarmos que venderam um mando de campo nosso (o do clássico) para a longínqua São José do Rio Preto.
Dirão alguns que é imperativo alavancar receitas, que todos precisam se sacrificar etc. e tal. Ok, mas aí eu tomo a liberdade de pegar o exemplo do nosso inimigo, que lançou um pacote que garante aos seus torcedores a presença em todos os 10 jogos do SPFW no returno do Brasileirão. Confiram aqui:
Viram só?
Sócio-torcedor paga R$ 96 por 10 jogos (mais um amistoso). São R$ 9,60 por partida (e esse é o valor da inteira!) para ficar na arquibancada. O palmeirense, por sua vez, terá de pagar R$ 40 por um único jogo – com os 'adicionais' de não ter o lugar garantido e de precisar se submeter aos horários de venda para vagabundos.
Sim, eu sei que o programa de sócio-torcedor está para ser lançado. É de se esperar que venha para reconhecer (e privilegiar) os torcedores que estão sempre ao lado do clube. Mas um custo um pouco mais acessível seria também de bom tom.
Para o palmeirense, é tudo mais difícil. E mais caro...
Eu não esperava um jogo bonito ontem à tarde no Jd. Leonor. Eu nunca espero, registre-se. Tampouco dou valor a isso, pois o que importa para mim é o resultado e, em igual medida, a entrega dos jogadores que defendem o Palestra. Só; o resto é decoração e talvez sirva aos comentaristas que resolveram que é possível falar sobre futebol sem dar as caras no estádio. São os cronistas de estúdio, e este blog dedica a todos eles um enorme desprezo.
Assim sendo, é no mínimo questionável que O Estado de S.Paulo finalize o seu texto principal sobre o clássico com a seguinte frase: "No fim deu-se bem mesmo o torcedor que ficou em casa."
Não, não é verdade. Pois os que ficaram em casa tiveram exatamente o mesmo que os comentaristas de estúdio: um espetáculo que pode não ter sido muito agradável sob o ponto de vista dos que queriam um, na falta de palavra melhor, espetáculo. Até porque o futebol não é isso mesmo, e estão no lugar errado os que esperam malabarismos, peraltices e gracejos idiotas.
O 0 a 0 não foi o melhor dos mundos, é verdade, e a falta de gols espelha isso, mas só viveram de verdade o clássico os que lá estivemos. Seja pelas provocações na arquibancada, pelos cânticos de lado a lado, pelo ódio onipresente, pelo sol das 16h, pela boa presença de público, pelo temor constante de sofrer um gol e ouvir o estrondo do outro lado - é, isso não tem preço...
Os que fomos ao Jd. Leonor vimos tudo o que se espera de um clássico. Ficaram insatisfeitos os que preferem acreditar no que é dito pelo Estadão, pelo Juquinha ou por qualquer destes babacas que se põem a comentar futebol a partir da imagem pasteurizada da emissora câncer. E a cada vez que leio esse tipo de comentário fico mais satisfeito por ser um torcedor de arquibancada. Porque só vive um clássico quem faz parte dele.
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O PRIMEIRO MUNDO LEONOR
Com a colaboração do amigo Teo, o homem do Estatuto, eis aqui uma imagem que espelha a falta de estrutura daquele antro que os leonores chamam de estádio:
Sim, R$ 40 para estacionar o carro por algumas poucas horas! É apenas reflexo do fim de mundo e da falta de estrutura que marcam o lugar que os leonores querem tanto colocar na Copa-2014.
Em situações como essa, fico até com inveja dos que são visitantes no Palestra e podem deixar o carro no shopping e ainda ficam em uma região tão central da cidade...
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Seja bem-vindo, Vagner Love!
Aliás, sobre este assunto, tomo emprestadas as palavras de PVC, em sua coluna na FSP de ontem:
Em 2004, Mustafá Contursi vendeu Vágner Love para o CSKA na semana em que o centroavante fez dois gols contra o São Paulo, numa vitória palmeirense por 2 a 1. O Palmeiras era terceiro colocado do Brasileirão, dois pontos abaixo do Figueirense, um ponto atrás da Ponte Preta. Parecia candidato à taça, desde que cumprisse requisito básico: segurar Vágner Love.
Luiz Gonzaga Belluzzo contratou Vágner Love de volta dois dias antes de um clássico contra o São Paulo. O Palmeiras era líder na sexta, com dois pontos de vantagem sobre o Goiás. Já era candidato ao título, mas com a ponta de desconfiança.
A diferença entre o Palmeiras que vendeu e o que comprou o centroavante tem nome: ambição.
Raiva. O promotor Paulo Castilho vai mandar ofício hoje à CBF reclamando da decisão do São Paulo de destinar mais ingressos aos torcedores do Palmeiras do que o recomendado pela polícia.
Na boa e apenas a título de curiosidade:
Qual é o problema do Castilho? O que mais ele quer da vida? E qual é a razão deste protesto? Alguém entendeu essa?
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Palmeiras x SCCP, em 01/11, foi confirmado para São José do Rio Preto. Um texto mais completo virá depois, mas já podemos começar agora com o selo de protesto contra mais este atentado promovido pelas diretorias de Palmeiras e SCCP ao clássico da cidade:
De agora em diante, não é hora de falar mais nada. É concentração total e absoluta, é guerra, é ódio. É Palestra! É a nossa história, é tudo que nos diferencia desta corja oportunista. Pra cima delas!
Temos aqui o post definitivo sobre o conceito de geração vitrine. Peço que leiam, por favor, os que ainda não tiveram oportunidade. Feito isso, informo que o anúncio abaixo foi publicado em uma página inteira na revista Placar de setembro: Parece a propaganda de uma joalheira ou de qualquer dessas lojas que infestam o Iguatemi ou o Cidade Jardim. Não há de ser coincidência; é mesmo proposital, pois o que interessa aos leonores é difundir o conceito de grife, de ostentação barata, de alienação de quem pensa ser maior do que é.
Pode ser tudo, senhores, menos futebol. E é este o caráter da escória oportunista e sem alma contra quem vamos lutar mais uma vez. Este é o nosso inimigo. É domingo! E é guerra!
*Da série "Imprensa vendida": o kit de mídia da Rádio Jovem Pan (oferecido a anunciantes) traz uma série de brindes, incluindo um par de ingressos para um jogo do SPFW.
O Reino Unido é tido pelos hipócritas da crônica esportiva como o berço do futebol moderno, este em que confortáveis cadeiras roubaram o lugar do cimento e em que se valoriza mais o bizines do que a batalha dentro de campo. Basta aparecer uma imagem de briga (ainda que recreativa) em estádios brasileiros para logo se levantar alguma voz decrépita entre os nossos jornalistas de estúdio (aqueles vagabundos que não pisam em estádios): “É um absurdo! Temos que fazer como na Inglaterra e banir estes vândalos e marginais”. "Bla bla bla whiskas sache...", diria o Seo Cruz.
É, o futebol foi censurado em terras britânicas. Tanto fizeram que acabaram com os alambrados e os fossos, expulsaram o povão e criaram ambientes higienistas que, na maior parte dos casos, se assemelham mais a um teatro do que a um estádio.
Mas o futebol resiste. Resiste às perseguições, às tentativas de elitização, a todas as barbáries cometidas contra ele. E o torcedor, por mais que seja marginalizado, também resiste. E aí, quando surge uma oportunidade, temos uma ocorrência como esta que envolveu a torcida do West Ham no clássico contra o Millwall:
Que beleza, meus caros! O futebol também vive em East London...
Peço desculpas aos amigos e leitores, mas as intempéries da vida corporativa não permitiram (e não permitirão) que eu escreva o texto que gostaria hoje, com a dedicação que seria esperada em um dia tão especial quanto este. Assim sendo, deixo aqui o meu parabéns e faço efusivas recomendações para os textos do Seo Cruz, do Ademir e do Beto Bovino, três amigos que souberam traduzir muito bem este sentimento enorme que temos pelo Palmeiras.
Não tem a ver com o tema acima, mas recomendo a leitura da seção Tendências/Debates da Folha de S.Paulo do último sábado, que dialoga com o post deste blog sobre a possível adaptação (ou submissão?) do calendário brasileiro ao europeu.
Pergunta a FSP: “O Brasil deve adaptar o calendário do futebol nacional ao calendário do futebol europeu?”. São duas visões diferentes: SIM, por Delair Dumbrosck, presidente em exercício do Flamengo, e NÃO, por Marcelo Campos Pinto, diretor-executivo da Globo Esportes, o braço esportivo da emissora câncer. Vale pelo debate. Cada um que tire suas próprias conclusões.
Foi só uma vitória, e nada garante que será tão decisiva como parece ter sido aos olhos de todos os que fomos ao estádio Palestra Itália neste sábado à noite. Mas é inevitável imaginar que pode ter sido esta a noite em que o Palmeiras reencontrou o caminho vencedor que vinha sendo traçado até algumas rodadas atrás.
Assim parece porque batemos um adversário duro, seja pela história, pela qualidade técnica atual ou por ser um concorrente direto. Porque acabamos com um jejum que já se mostrava incômodo. Porque time e torcida mostraram a sintonia que se espera quando jogamos em casa. Porque Diego Souza voltou a ser o monstro que todos conhecemos.
Mais do que tudo, parece ser assim porque esses fatores todos se apresentaram no momento exato em que se evoca algo que é por demais caro a todo palmeirense: a nossa história.
Às vésperas do aniversário de 95 anos do clube, adidas e Samsung, duas patrocinadoras oficiais do Verdão, lançam uma campanha que explica um pouco porque somos o grande Palmeiras e porque algumas agremiações vivem ou de glórias efêmeras, ou de devaneios de uma grandeza que inexiste ou de uma ostentação vazia e oportunista.
Fato é que aqui se comemora o aniversário de fundação do clube. Aqui conhecemos a nossa história e a enaltecemos, porque ela muito nos orgulha e porque defendemos com honra tudo o que se relaciona às nossas origens. Aqui temos alma. E somos guerreiros, como guerreiros foram os jogadores que defenderam as nossas cores nesta primeira batalha decisiva pelo título.
Inspirado por esse clima histórico, o Palmeiras, de azul e tendo a Cruz de Savóia como escudo, entrou em campo para o que se insinuou como uma noite especial desde antes de a bola rolar. Foi assim desde os primeiros minutos e nem mesmo a saída de Cleiton Xavier, lesionado logo aos oito minutos, quebrou o ritmo de um time que se impôs para alcançar uma vitória significativa.
O Palestra Itália foi palco então um grande jogo, por qualquer que seja a ótica, mesmo a de alguém como eu, que pouca importância dá à qualidade do que se passa no gramado. O time demonstrou a intensidade de jogos anteriores, chances foram criadas, a finalização ainda precisa melhorar, mas saíram os dois gols e a vitória ficou com quem de fato mais batalhou por ela.
É tudo uma questão de alma, como sempre. Nossos atletas foram guerreiros dentro de campo. Honraram a Cruz de Savóia estampada no peito e fizeram acender dentro de cada palestrino a certeza de que estamos todos juntos para a próxima batalha.
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MUITAS NOTAS
A HORA DOS GUERREIROS Sumiram os oportunistas que marcaram presença contra Grêmio e Botafogo. O público – 22.101 – foi um pouco menor, mas é melhor mesmo que seja assim. Foram, como conclamado por este blog e pelo presidente Belluzzo, apenas os guerreiros. Aos oportunistas, covardes e turistas, fica o apelo: por favor, continuem em casa!
É DIA 30! Domingo, 16h, Jd. Leonor. Vem aí mais um Clássico do Ódio. A semana será intensa, pois há sempre muito para dizer quando enfrentamos a sub-raça alienada.
DIEGO SOUZA, O MONSTRO Não custa repetir: Diego Souza foi um monstro neste sábado. Sofreu o pênalti, armou todo o lance que rendeu o rebote para o segundo gol, fez duas belas jogadas que não terminaram em gol por pouco, aplicou chapéu em dose dupla nos adversários, brincou com a bola, respondeu com precisão às falácias do adversário. Como bem descrito pelos amigos Seo Cruz e Ademir, chega a lembrar o genial e inesquecível Edmundo, o ídolo anterior da camisa 7.
DIEGO SOUZA, O MONSTRO (2) Sendo o clássico contra os leonores o jogo seguinte, era de se esperar que o árbitro viria encomendado para tirar Diego Souza de campo - como já virou rotina. Eis então que, para nossa surpresa, após uma confusão provocada por algum atleta colorado, o árbitro apenas contemporizou. Justo. Mas eu não duvido nada que Paulo Schmitt, o vagabundo do STJD, volte a nos infernizar.
MAIS UM... De modo geral, gostei do estilo do (desconhecido) árbitro, que marcou poucas faltas e não deixou espaço para viadagens. Mas é necessário ressaltar que o Palmeiras teve um pênalti a seu favor não anotado pela arbitragem. De novo. Poderia ter custado mais dois pontos.
SAMSUNG E PALMEIRAS Ainda que este seja um blog assumidamente romântico no trato com o futebol, é justo e necessário deixar aqui mais um agradecimento à Samsung, que mostra a cada dia mais ser uma parceira bastante comprometida com o Palmeiras, com sua história e com seus valores. Sabem disso os sócios do clube, muitos de seus torcedores e também os blogueiros que fomos novamente reconhecidos por esta empresa. Obrigado!
SAMSUNG E PALMEIRAS (2) Há por aí uma infinidade de seres intelectualmente incapazes. Há outros tantos que adoram se prestar a um papel ridículo. Há os puramente imbecis. Há os mal intencionados, os canalhas e os covardes. E há até quem consiga reunir todas essas características em uma única carcaça. Para gente assim, é meu dever republicar um post que já serve como resposta prévia a quaisquer demonstrações públicas de idiotice. Se preciso for, tem um segundo.
VASCÃO Foi bonito ver o Maracanã cheio daquele jeito para mais uma vitória do Vasco. Por sinal, cabe aqui registrar o parabéns atrasado pelo 111º aniversário (comemorado na sexta) do glorioso clube da Cruz de Malta.
630 vezes arquibancada. Do cimento do Palestra Itália e de outros 36 estádios do Brasil e do mundo. Ela, a arquibancada, é a razão de existir deste blog. Entende quem é torcedor de estádio - e há outro possível? - e quem busca defender o ideal de que o futebol é um esporte feito do povo, pelo povo e para o povo.