26 dezembro 2007

O Palmeiras no BR/08

A CBF divulgou hoje a tabela do Campeonato Brasileiro/2008. Ainda não há definição sobre dias, horários e locais, mas as rodadas estão todas aí, com jogos aos sábados ou domingos e quartas ou quintas. Não há segredos, a não ser eventuais jogos às sextas (deve ter relação com as Eliminatórias). A tabela do Palmeiras segue abaixo.

As boas notícias:

1. Nossos quatro jogos no Rio serão no final de semana, um deles (contra o Flu) provavelmente no sábado. Já podemos programar as viagens desde agora;

2. O mesmo vale para o jogo em Floripa, talvez em um sábado;

3. Fechamos nossa campanha em casa novamente. Com gramado e técnico novos, a história deve ser diferente;

4. Procurei bastante, mas até agora não encontrei os dois clássicos contra o SCCP/SP. Dizem por aí que eles estréiam contra o CRB/AL;

5. Este é o último post do ano. Até 2008!


CAMPEONATO BRASILEIRO/2008

10.05/ 11.05 sáb./ dom. Coritiba/PR x Palmeiras – Couto Pereira
17.05/ 18.05 sáb./ dom. Palmeiras x Internacional/RS – Palestra
24.05/ 25.05 sáb./ dom. Portuguesa/SP x Palmeiras – Canindé
31.05/ 01.06 sáb./ dom. Palmeiras x Atlético/PR – Palestra
07.06/ 08.06 sáb./ dom. Sport Recife/PE x Palmeiras – Ilha do Retiro
13.06/ 14.06 6ª f./ sáb. Palmeiras x Cruzeiro/MG – Palestra
21.06/ 22.06 sáb./ dom. Vasco/RJ x Palmeiras – São Januário
28.06/ 29.06 sáb./ dom. Palmeiras x Náutico/PE – Palestra
05.07/ 06.07 sáb./ dom. Atlético/MG x Palmeiras – Mineirão
09.07/ 10.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Figueirense/SC – Palestra
12.07/ 13.07 sáb./ dom. SPFC/SP x Palmeiras – Morumbi
16.07/ 17.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Fluminense/RJ – Palestra
19.07/ 20.07 sáb./ dom. Goiás/GO x Palmeiras – Serra Dourada
23.07/ 24.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Santos/SP - Palestra
26.07/ 27.07 sáb./ dom. Grêmio/RS x Palmeiras – Olímpico
30.07/ 31.07 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Flamengo/RJ – Palestra
02.08/ 03.08 sáb./ dom. Ipatinga/MG x Palmeiras – Ipatingão
06.08/ 07.08 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Vitória/BA – Palestra
09.08/ 10.08 sáb./ dom. Botafogo/RJ x Palmeiras – Engenhão

16.08/ 17.08 sáb./ dom. Palmeiras x Coritiba/PR – Palestra
20.08/ 21.08 4ª f./ 5ª f. Internacional/RS x Palmeiras – Beira-Rio
23.08/ 24.08 sáb./ dom. Palmeiras x Portuguesa/SP – Palestra
30.08/ 31.08 sáb./ dom. Atlético/PR x Palmeiras – Arena da Baixada
05.09/ 06.09 6ª f./ sáb. Palmeiras x Sport Recife/PE – Palestra
13.09/ 14.09 sáb./ dom. Cruzeiro/MG x Palmeiras – Mineirão
20.09/ 21.09 sáb./ dom. Palmeiras x Vasco/ RJ – Palestra
27.09/ 28.09 sáb./ dom. Náutico/PE x Palmeiras – Aflitos
03.10/ 04.10 sáb./ dom. Palmeiras x Atlético/MG – Palestra
10.10/ 11.10 6ª f./ sáb. Figueirense/SC x Palmeiras – Orlando Scarpelli
18.10/ 19.10 sáb./ dom. Palmeiras x SPFC/SP – Pacaembu?
24.10/ 25.10 6ª f./ sáb. Fluminense/RJ x Palmeiras – Maracanã
29.10/ 30.10 4ª f./ 5ª f. Palmeiras x Goiás/GO – Palestra
01.11/ 02.11 sáb./ dom. Santos/SP x Palmeiras – Vila Belmiro
08.11/ 09.11 sáb./ dom. Palmeiras x Grêmio/RS – Palestra
15.11/ 16.11 sáb./ dom. Flamengo/RJ x Palmeiras – Maracanã
22.11/ 23.11 sáb./ dom. Palmeiras x Ipatinga/MG – Palestra
29.11/ 30.11 sáb./ dom. Vitória/BA x Palmeiras – Barradão
06.12/ 07.12 sáb./ dom. Palmeiras x Botafogo/RJ - Palestra

20 dezembro 2007

As invencionices do sr. Del Nero

Del Nero, o filho, continua a sujar o nome do pai, o grande Del Nero, ídolo do Palestra na década de 40. Não contente com tudo o que já fez para prejudicar o Palmeiras, Marco Polo não mede esforços para manter a pose de grande inimigo do torcedor. A última invencionice veio nesta semana, com a divulgação da tabela completa, com dias e horários até a 16ª rodada, do Paulistão-2008.

Como se não bastassem as cretinices do Sportv e do PPV, temos agora uma miscelânea sem tamanho na grade de horários.

A falta de respeito para com o torcedor é tão acintosa que eu tomo a liberdade de simular a conversa entre Marco Polo Del Nero e um suposto responsável técnico da FPF. Seria o Virgílio Elisio de SP.

Cenário: após tomar conhecimento da tabela preliminar, o presidente chama o responsável técnico em sua espaçosa sala no opulento prédio da Federação Paulista de Futebol. O objetivo é claro: sugerir alterações de acordo com seus interesses.

Esparramado em sua confortável poltrona acolchoada, Del Nero (DN) dá início à conversa com o responsável técnico (RT):

DN: Meu caro, gostaria de propor algumas mudanças...

RT: De que ordem?

DN: Especialmente de horário.

RT: Vamos lá...

DN: Sinto que devemos caprichar um pouco mais. A tabela está boa, mas muito careta, com horários convencionais. Desse jeito, meu caro, você acaba facilitando a vida do torcedor.

RT: Mas... mas não é esse o objetivo?

DN: Entenda que lugar de torcedor é no sofá, e não na arquibancada. Com jogos no domingo às 16h e na quarta às 20h30, você dá motivos para o sujeito sair da sua casa e seguir para o estádio. Isso não está certo. Devemos incentivar a venda dos pacotes de pay-per-view. Precisamos facilitar a vida de quem fica em casa...

RT: Ok. E como fazemos isso?

DN: Bom, o segredo é dificultar ao máximo a vida dos times grandes, que naturalmente levam mais torcida aqui na capital.

RT: ...

DN: Por exemplo, o São Paulo joga no Morumbi. É complicado chegar lá no final de tarde durante a semana, certo?

RT: Aham.

DN: Então é simples: vamos marcar alguns jogos deles para 19h30 no Morumbi. Quero ver o povo se aventurar até lá nesse horário...

RT: Isso é fácil. E os demais?

DN: No caso do Corinthians, a situação se inverte. Como o Pacaembu é bem localizado e tem Metrô, vamos marcar as partidas para depois da novela da Globo. Aí o cara tem que trabalhar cedo no dia seguinte e acaba desistindo...

RT: Bem pensado, presidente.

DN: Hum, se temos partidas às 19h30 e às 21h50, bem que poderíamos colocar um jogo às 17h30. Aí a TV pode transmitir seis horas seguidas de futebol... é bom para quem fica em casa.

RT: Mas... durante a semana, presidente?

DN: E por que não?

RT: As pessoas trabalham nesse horário...

DN: Hum, tem gente que não perde essa mania.

RT: ...

DN: Ok. Vamos pensar em outra coisa. Que tal falarmos do Palmeiras?

RT: Ah, você sempre dá um jeito de complicar mais a vida deles...

DN: Então, estava pensando aqui...

RT: ...

DN: Ahhh! Já sei! Você sabe que o Palmeiras vai fazer os quatro primeiros jogos em Barueri?

RT: Sim, porque o Parque Antár...

DN: Exato! E são três no meio de semana.

RT: E chegar em Barueri, com o trânsito de Alphaville, não é fácil.

DN: Pois é, então a estréia será às 19h30, um bom horário.

RT: Que maldade...

DN: E o segundo jogo será às 21h50. Lá não tem ônibus nem Metrô. Quero ver quem consegue chegar e depois voltar...

RT: Ok, presidente. Vou fazer as mudanças.

DN: Calma. Tem mais. Está vendo este jogo contra o Ituano, na quarta, dia 30 de janeiro?

RT: Sim.

DN: Vamos marcar para 17h30.

RT: 17h30 em Barueri? Numa quarta-feira?

DN: Exatamente. Não é perfeito para deixar o povo longe do estádio?

RT: É...

DN: E o melhor de tudo é que ainda conseguimos fazer uma rodada tripla para a TV: 17h30, 19h30 e 21h50.

RT: Tudo bem. Mas, presidente, o Palmeiras vai jogar três jogos em Barueri durante a semana e nenhum deles será no horário tradicional, das 20h30? Não vai ficar suspeito?

DN: Ah, já pensei nisso. O horário das 20h30 não será esquecido. Tem ainda um Palmeiras x Mirassol na quarta rodada, viu aqui?

RT: Mas é um sábado!

DN: Então, sábado, 20h30, em Barueri. Não é genial?

RT: Desculpe dizer isso, presidente, mas as pessoas têm razão: o senhor odeia mesmo o seu time.

DN: Intrigas da oposição, meu caro. O problema todo é que a torcida do Palmeiras é muito teimosa. Precisamos de um esforço maior para afastá-los...

RT: Bom, o senhor manda.

DN: Aproveite e coloque mais alguns jogos do Palmeiras no sábado às 20h30. Gosto muito dessa idéia.

RT: Farei isso, presidente. E em relação aos clássicos da capital? Devemos criar horários novos?

DN: Bem que eu gostaria, mas a Globo quer transmitir ao vivo para SP. No fundo, é até mais fácil para as pessoas ficarem em casa...

RT: Não deixa de ser...


DN: Por enquanto, é isso. Depois pensamos em outras coisas.

RT: OK. Vou fazer as alterações.

DN: Ah, mais uma coisa...

RT: Diga.

DN: Pegue alguns jogos isolados aos domingos e reinvente aquele horário das 11h...

RT: 11h da manhã?

DN: É, jogos do Sertãozinho lá no interior, do Juventus, do Paulista de Jundiaí, coisas assim...

RT: Mas por quê?

DN: Só pra inovar, mas sem comprometer.

RT: Que maldade, presidente!

***

O resultado da conversa é este:

17.01 5ª f. 19h30 Palmeiras x Sertãozinho – Arena Barueri
20.01 dom. 16h Santos x Palmeiras - Vila Belmiro
23.01 4ª f. 19h30 Marília x Palmeiras - Bento de Abreu
26.01 sáb. 20h30 Palmeiras x Mirassol - Arena Barueri
30.01 4ª f. 17h30 Palmeiras x Ituano - Arena Barueri
02.02 sáb. 18h10 Noroeste x Palmeiras - Alfredo de Castilho
06.02 4ª f. 21h50 Palmeiras x Guaratinguetá - Arena Barueri
09.02 sáb. 20h30 Palmeiras x Guarani - Palestra
16.02 sáb. 18h10 Juventus x Palmeiras - Pacaembu
20.02 4ª f. 21h50 Rio Claro x Palmeiras - Augusto Schimdt Filho
23.02 sáb. 20h30 Palmeiras x Rio Preto - Palestra
02.03 dom. 16h SCCP x Palmeiras - Jd. Leonor
09.03 dom. 16h Bragantino x Palmeiras - Marcelo Stéfani
12.03 4ª f. 21h50 Palmeiras x Ponte Preta - Palestra
16.03 dom. 16h Palmeiras x SPFC - a definir
23.03 dom. 16h10 Paulista x Palmeiras - Jaime Cintra
26.03 4ª f. 20h30 Palmeiras x Portuguesa - Palestra*
30.03 dom. 16h Palmeiras x São Caetano - Palestra*
06.04 dom. 16h Grêmio Barueri x Palmeiras - Arena Barueri

Semifinal: 13.04 dom.* e 20.04 dom.*

Final: 27.04 dom.* e 04.05 dom.*

*Ainda sem definição.

Futuro cada vez mais promissor

Na seqüência de boas notícias para a nação palestrina, temos hoje o anúncio do novo patrocinador, a Fiat. Além de rendimentos na casa dos R$ 20 milhões anuais (tudo fica mais claro aqui), poderemos ter, para alegria de Luydy, o piemontês, a visita da Juventus de Torino por aqui.

19 dezembro 2007

Edmundo, ídolo eterno



Ao longo de toda a vida útil de um torcedor de futebol, poucos são os ídolos de verdade. Dá para contar nos dedos. Os meus são cinco. Pode até ser que outros mais apareçam, mas não parece ser fácil. Edmundo é um deles, já há longos 14 anos. Ídolo eterno, como todos os demais.

É de se lamentar, portanto, que deixe o Palmeiras por conta de uma "filosofia de trabalho".

O genial Edmundo, de 223 jogos, 99 gols e seis títulos com a camisa alviverde, bem deveria encerrar a carreira no Palestra Itália. É pena, mas não será assim.

Por sinal, incomoda saber que alguns torcedores, que disseram besteiras enormes ao longo do ano, eram contra a sua permanência. A ingratidão é um defeito dos mais graves...

Resta guardar na memória cada uma das boas lembranças. Da primeira passagem, pelos meus 12 ou 13 anos, quando ainda não podia ir a todos os jogos em qualquer lugar. E desta segunda passagem, quando tive o privilégio de comemorar no estádio quase todos os 35 gols do Animal.

35 gols em 2 anos!

Não é pouca coisa, ainda mais considerando o cenário que tínhamos.

Como não tenho agora a inspiração necessária para escrever tudo o que gostaria, deixo isso para o amigo Márcio Trevisan, que já o fez, de maneira competente e emotiva, no site da Ponto Verde:


Deus o abençoe por toda a alegria que nos proporcionou, Edmundo.

A confirmação da saída do atacante do Palmeiras, dada ontem à noite pelo vice-presidente de futebol do Verdão, Gilberto Cipullo, não surpreendeu a ninguém. Afinal, já eram muito fortes os boatos dando conta de que o craque não teria renovado seu vínculo, que terminará no próximo dia 31. Porém, a todos nós, que tivemos a sorte de vê-lo em campo com a nossa camisa, fica impossível disfarçar a tristeza e a sensação de orfandade a que fomos relegados.

Este jornalista, claro, respeita a decisão da diretoria e sabe que seria mesmo impossível a permanência do jogador devido à contratação do técnico Wanderley Luxemburgo, que ao que tudo indica será anunciado ainda hoje ou, no máximo, amanhã. Afinal, o atacante move contra o treinador um processo na Justiça Comum no qual o acusa de não ter pago uma antiga dívida que, hoje, superaria a casa dos R$ 600 mil.

O que fica um pouco complicado de entender é o motivo alegado pelo dirigente do Verdão. "Reconheço a importância que o Edmundo teve para o Palmeiras e, claro, não discuto a qualidade técnica que ele ainda possui. Só que à filosofia de trabalho que iremos implantar a partir de 2008 ele não mais se encaixa", disse Cipullo.

Pois bem: dizem que os números não mentem. Então, vamos a eles.

Desde que retornou ao Palmeiras, em janeiro de 2006, Edmundo esteve presente em 89 das 127 partidas que o time disputou - ou exatos 70% dos jogos, porcentagem no mínimo considerável levando-se em conta de que se trata de um atleta com mais de 35 anos. Além disso, com ele em campo o time venceu 40 destas 89 partidas, ou aproximadamente 45% (outro dado inegavelmente positivo).

No que diz respeito a gols, Edmundo marcou exatos 35 deles nesta sua volta ao Palestra Itália. Pode até parecer pouco, talvez de fato o seja, mas vale lembrar que em ambas as temporadas ele terminou como principal artilheiro do time (19 gols em 2006 e 16 em 2007) e que nenhum outro jogador sequer chegou nem perto desta marca: Paulo Baier fez 14, Enílton e Marcinho marcaram 13 cada, Washington anotou 12 vezes, Caio balançou as redes em 10 oportunidades. E estes foram os melhores...

Mas é claro que há o outro lado destes números. Se no ano passado Edmundo terminou como o segundo atleta que mais vezes jogou, com 55 atuações, neste as várias contusões e o longo tempo que teve de ficar de fora o relegaram apenas à 9ª colocação (34 jogos). Para piorar, o erro que cometeu na disputa de pênaltis com o Ipatinga/MG - bateu pra fora o penal que classificaria a equipe à Terceira Fase do torneio - gerou inúmeras críticas por parte daqueles que já não mais o queriam entre nós. Isso sem falar, claro, nos altos salários que recebia e, também, em algumas declarações infelizes que seu gênio ainda levemente intempestivo o fez dar.

Porém, no fundo mais nada disso interessa. E nem mesmo lembrar que, ao todo, ele vestiu nossa camisa 223 vezes, faturou cinco títulos importantes (dois Paulistas, dois Brasileiros e um Rio-São Paulo) e fez 99 gols, quantidade que o coloca entre os 19 atletas que mais vezes marcaram em toda a história do nosso clube. Mas o fato é que, a partir de hoje, Edmundo está autorizado a procurar outro clube ou, então, a encerrar sua carreira, como chegou a pensar seriamente neste ano.

Muito obrigado por tudo, fera. Para nós, os palmeirenses, fica apenas a enorme saudade. Já para ti fica a certeza de que, para nós, serás sempre o nosso único e inesquecível "Animal".


Deixo também o meu agradecimento.

E aos ingratos que pediram a sua saída, logo virá a saudade das invertidas de jogo, dos lançamentos no meio da zaga, dos passes precisos, dos toques mágicos, dos tantos e tantos gols.

E, acima de tudo, de ter um ídolo dentro de campo.

Obrigado, Edmundo!

18 dezembro 2007

A volta do Madureira

Sete anos sem títulos fazem qualquer ser humano engolir o orgulho. Depois de um inexperiente Caio Jr. jogar no lixo três conquistas factíveis em 2007, é bom contar com um Luxemburgo no comando. Se for para nos levar de volta ao caminho das vitórias, não vejo nenhum problema em esquecer 2002...

***

Luxa no Palestra (93 e 94; 95 e 96; 2002): 97;80-12-5

14 dezembro 2007

E o Ibirapuera?

Ainda sobre o caso Barueri:

Ao que parece, o Pacaembu estará em reformas durante a troca do gramado do Palestra. Seria uma opção a menos para a nossa casa provisória. Haveria ainda o Canindé, sabe-se lá em que condições, mas a questão que eu levanto aqui diz respeito ao estádio do Ibirapuera.

Sim, é até surpresa para alguns, mas existe um estádio do Ibirapuera. Fica bem ao lado do ginásio, com acesso principal pela rua Abílio Soares. Já foi utilizado em jogos da Copa SP de Futebol Júnior e de categorias inferiores, e recebeu até mesmo jogos menores de SCCP e SPFC lá pela metade da década de 90. Mas foi só.

Hoje em dia, o estádio Ícaro de Castro Mello está relegado a competições e treinos de atlestimo, além de atividades menos cotadas.

Não sei se existe algum veto da Prefeitura ou mesmo dos responsáveis pelo Complexo Constâncio Vaz Guimarães, mas o fato é que o Ibirapuera, com capacidade para cerca de 15 mil torcedores e localização única, bem poderia ser utilizado para partidas menores, caso destas que abrem a nossa caminhada no Paulistão.

Aí eu deixo a pergunta: ninguém pensou nisso ou existe alguma deliberação em contrário?

No primeiro caso, a falta de visão é dos nossos dirigentes.

No segundo, a falta de visão é de seus mantenedores.

Seja como for, é lamentável que o Ibirapuera seja apenas e tão somente um estádio de atletismo. Seria uma ótima opção para a nossa sede provisória - e mesmo para jogos pequenos.

13 dezembro 2007

10 anos depois...

Com a divulgação da tabela completa da Copa do Brasil (os jogos da primeira fase e o diagrama das fases seguintes), já podemos ter uma idéia dos desafios da Copa do Brasil/2008, 10 anos depois do nosso título. Considerando a projeção de vitórias dos grandes contra os pequenos, eis os possíveis adversários:

1ª fase (27/02 e 05/03)
CENE-MS

2ª fase (19/03, 02/04 e 09/04)
Remo-PA ou Central-PE

Oitavas-de-final (16/04, 23/04 e 30/04)
Sport-PE ou Brasiliense-DF

Quartas-de-final (07/05 e 14/05)
Internacional-RS

Semifinal (21/05 e 28/05)
Vasco-RJ ou Atlético-PR

Final (04/06 e 11/06)
Atlético-MG, Botafogo-RJ, Grêmio-RS ou SCCP-SP

Destino provisório: Barueri

A diretoria do Palmeiras confirma a Arena Barueri, estádio da Prefeitura local, como a casa do Verdão entre janeiro e o começo de fevereiro de 2008. Neste período, serão quatro jogos com mando nosso (16/01 x Sertãozinho; 27/01 x Mirassol; 30/01 x Ituano; e 06/02 x Guaratinguetá).

Já era sabido que a troca do gramado nos obrigaria a jogar fora do Palestra neste início de temporada. Até aí ok. O que eu gostaria de entender é porque a diretoria atual do Palmeiras trata o Pacaembu com tamanho descaso.

Vejamos: o estádio municipal é a praça esportiva mais querida pelos paulistanos. Oferece a melhor visibilidade, tem o acesso mais privilegiado (bem perto da nossa casa, com duas linhas de Metrô, ônibus, grandes avenidas, trem etc.) e é o mais confortável de todos. Para completar, nenhum outro time foi tão bem-sucedido por lá quanto o Palestra/Palmeiras, em especial entre os anos 40 e 70.

A decisão lógica, portanto, seria mandar os jogos por lá. Se isso não aconteceu, só existe uma justificativa plausível: o Pacaembu pode também estar em obras até o início de fevereiro.

Se não for essa a resposta, fica constatado o desapego dessa atual diretoria, que preferiu levar quatro jogos nossos para a periférica Barueri, cidade sustentada por condomínios de luxo e sem qualquer opção de transporte público.

A pergunta é: como chegar a Barueri, um destino sem ônibus, sem Metrô, com uma estrada pedagiada e sufocada pelo brutal trânsito dos Civics e Corollas que vêm e voltam para Alphaville todo dia? E o estádio ainda fica numa tremenda bocada, lá pelo km 32 da Castello.

Pra piorar, três dos quatro jogos acontecem no meio de semana, provavelmente às 20h30 de quartas ou quintas-feiras. Provavelmente, vejam bem. Não duvido nada que a FPF resolva praticar uma atrocidade sem limite: jogo em Barueri numa quarta às 19h30.

Como chegar lá nessas condições?

***

*Fotos da Arena Barueri aqui.


*A questão pertinente é: será que pretendem fazer de Barueri a nossa casa pelos próximos dois anos, durante a reforma do Palestra?

12 dezembro 2007

A Arena Palestra



Agora parece ser definitiva a parceria com a WTorre, que prevê transformar o estádio Palestra Itália em uma moderna arena multiuso nos próximos dois anos. Sobre este tema, gostaria de fazer breves considerações:

1. Já que a remodelação do nosso estádio parece inevitável, que seja agora, de modo pioneiro e com suporte integral da iniciativa privada;

2. É de se esperar que se pense no torcedor comum, aquele que enche o Palestra Itália de modo incondicional. Portanto, é bom planejar espaços populares, sem cadeiras, com preços menos ofensivos. Só assim para o torcedor de arquibancada continuar fazendo sua parte;

3. Mesmo em praças desenvolvidas da Europa (tomo a Itália como grande exemplo), os torcedores organizados têm seu espaço preservado, as curvas, com valores acessíveis. Fica em 14 euros, por exemplo, a entrada para uma das curvas do Stadio Olimpico. É possível, portanto, modernizar sem elitizar;

4. É bastante discutível a proposta de construir um shopping dentro da arena. Além de não haver espaço hábil, a não ser nas dependências sociais, ainda é bom levar em conta que já existem dois enormes centros de compra nas cercanias do estádio: o West Plaza, em breve Pátio West Plaza, e o Bourbon Pompéia, com inauguração prevista para o primeiro semestre do próximo ano. Dá até para pensar em eventuais parcerias com esses caras, inclusive para estacionamento e praça de alimentação;

5. Falar em Copa-2014 é besteira;

6. Certas características do estádio devem ser mantidas. A começar pelo Jardim Suspenso;

7. O nome é ARENA PALESTRA! Nada de Arena Santander ou aberrações do tipo! Espero poder levar meus filhos para ver o Palmeiras na Arena Palestra, sem atentados à nossa história!

8. Pergunta sem resposta: onde iremos jogar durante a reforma?



As imagens são do TVV.

11 dezembro 2007

A grama do Palestra



A pedido do Galuppo, abrimos um espaço publicitário para divulgar a campanha "Orgulho de ser Palmeirense". Se você ainda não comprou o seu kit, ainda dá tempo.

Site oficial da campanha:
www.gramadopalestra.com.br

Outras opções:
www.palmeiras.com.br e www.pontoverde.com.br.

***

P.S.: Galuppo, o banner não abre aqui. Você tem o html?

07 dezembro 2007

Sobre as copas sul-americanas

1. A Copa Sul-americana é tão desprezível que o seu mais recente campeão é o obscuro Arsenal de Sarandi, da Argentina. Seria uma espécie de São Caetano de lá. O problema maior nem é esse, mas sim o fato de a final ter uma divulgação inferior até à do título do Juventus na Copa FPF.

2. Com base nisso, alguém aí realmente acredita que o Palmeiras "se classificou para a Copa Sul-americana"?

3. Não aceito essas incorporações de nomes de empresas ao dos torneios: é Copa Sul-americana e não Copa Nissan Sul-americana. Até porque isso pode mudar a qualquer momento. É o caso da Copa Libertadores da América, que trocou a Toyota pelo Santander. Sim, agora a Conmebol fala em Copa Santander Libertadores.

06 dezembro 2007

Obrigado e boa sorte

Como dito no post anterior, antes de qualquer definição oficial, Caio Jr. é bom sujeito, trabalhador, honesto e tudo mais. Mas não mais seria possível a sua continuidade no cargo. A torcida (organizada) fez a parte que lhe cabia, com a pressão que deve ser exercida sobre um profissional que fracassou – de maneira vergonhosa, diga-se – nas três decisões que enfrentou. Cabe à diretoria decidir quem vem para o seu lugar; que ao menos seja alguém que dê ao time um mínimo de força dentro da nossa casa.

Caio Jr. sai pela porta da frente, numa boa, sem ressentimentos. E pode voltar dia desses, mais maduro, mais técnico, mais à altura do cargo. Por enquanto, que tenha boa sorte para onde for.

Chega de insistir

Caio Jr. é um sujeito muito bem intencionado, honesto e esforçado. Pode vir a ser um bom técnico, muito bom até. Mas não é hoje. Ainda mais notáveis que a dedicação para fazer um bom trabalho são os maus resultados colhidos neste ano. Tomo emprestado um post do Terceira Via Verdão para acrescentar números substanciais ao debate:



Além de toda a análise feita pelo Vicente Criscio, acrescento uma constatação minha: em 28 jogos no Palestra Itália, Caio Jr. perdeu mais vezes (7) do que Luxemburgo (5) em 97. Uma derrota a cada quatro jogos? Só 50% de vitórias em casa?

Pra que insistir no erro?

FORA CAIO JR.!

05 dezembro 2007

A hora da vingança

Parte da imprensa veio com o seguinte argumento nas horas seguintes ao rebaixamento do SCCP: "Palmeirense não pode comemorar nada hoje; tem mais é que lamentar a derrota do seu time". Chegaram ao ponto de criticar o carnaval que viveu a rua Turiassu após as 18h20. Como se os nossos rivais não tivessem feito coisa parecida em 2002, né?

Fato é que o palmeirense tem todo o direito (não seria dever?) de tripudiar sobre o seu mais tradicional adversário. Não se trata apenas de uma tiração de sarro babaca entre torcedores otários, mas sim de uma vingança pelo ocorrido nos últimos cinco anos.

Notem que não foi por um único ano, o da Série B, mas por cinco. "Segunda Divisão é coisa do Palmeiras"? E agora, como fica isso? Não é justo, cinco anos depois, ensaiar um "Vamos festejar! Segunda Divisão é coisa de gambá!"?

Justo, muito justo. Por tudo o que sofremos.

Agora - e ainda custa acreditar que eles realmente caíram - chegou a hora de eles enfrentarem todo esse martírio. A divulgação da tabela da Série B, a estréia, a sensação de não pertencer àquele lugar, as batalhas, vitórias e derrotas, o retorno da Série A...

Um roteiro pelo qual já passamos e que muito nos ensinou. É de se esperar que nossos rivais aprendam alguma coisa. Que ao menos tragam de lá um pouco mais de humildade.

"Time grande não cai?" Ah, cai. Como caíram Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo...

... e agora eles.

Temos muito a comemorar.

Mas só nós.

Torcedores do SPFC e do Santos deveriam mais é calar a boca, pois seus times fizeram todo o esforço possível e impossível para salvar os caras. O do Santos chegou a ser comovente, seja pelos pontos entregues ao SCCP ou por TODOS os pontos roubados dos times que estavam na briga direta. Do SPFC, então, melhor nem falar.

Já o Palmeiras fez a sua parte com louvor. Dois jogos, duas vitórias, nenhum gol sofrido. E derrotas para Goiás e Paraná.

Cinco anos depois, temos todo o direito de festejar!

***

*Minha alegria é muito mais pelo que sofremos (e pelo que eles fizeram) do que pelo fato em si. É claramente uma vingança. O que incomoda um pouco é a permanência destas merdas como o Goiás na Série A. Pois eu duvido que algum palmeirense não pegue a tabela do Campeonato Brasileiro, lá pela metade de janeiro, e não procure logo de cara as datas dos dois jogos entre Palmeiras e SCCP. Desta vez não será possível; no lugar dos caras estará o Goiás.

04 dezembro 2007

E a mística do Palestra?

Com a vaga perdida, cogitei atualizar a relação de todos os pontos que nos foram roubados pela arbitragem neste BR-07. Pensei também em falar sobre as artimanhas do STJD ou sobre quaisquer outros fatores que possam explicar mais este fracasso. Faltou coragem pra isso. Pois nada justifica as tantas derrotas em casa, mais ainda uma como a de domingo, vexatória como todas as demais nestes anos 00.

Difícil encontrar a origem de tudo. Bem poderia ser a histórica virada sofrida diante do Vasco, na final da Mercosul-2000. Não sei; poderíamos até retornar um pouco, na eliminação da JH (dois jogos no PA contra um incipiente São Caetano). Ou a 1999, também final de Mercosul, diante de um frágil Flamengo. Ou a 1998, quando Müller e Marcelo Ramos, já nos descontos, acabaram com a mística da nossa casa. Ou, por fim, à mais surpreendente de todas, quando entregamos para o Cruzeiro uma Copa do Brasil que já era nossa.

Seja como for, depois vieram ASA, Santo André, Vitória, Ipatinga, Flamengo, Boca, SPFC, Guaratinguetá, Guarani, Atlético-MG...

A mística acabou. O Palmeiras não sabe mais fazer valer o seu mando de campo. A força da torcida e do estádio se perderam diante de um 'fantasma' que a imprensa só pode alimentar com ajuda do próprio Verdão. E como ele se esforça para ajudar...

Por obra do destino, todas as decisões acontecem em casa.

De nada vale.

Jogo após jogo, ano após ano, o medo prevalece.

Os fracassos se sucedem, um após o outro.

É de se esperar que a maldição se perca na
história, junto com o gramado que se vai, tantos e tantos anos depois.

***

FORA CAIO JR.

Não dá mais! O cara teve a capacidade de perder cinco jogos em casa em uma única edição do BR. Cinco! E ganhou quatro míseros pontos nos 18 últimos em disputa. Provou ser um técnico que fraqueja na hora de decidir. Que o digam Guaratinguetá e Ipatinga, lá no primeiro semestre. E o Galo agora. Fato é que ainda se deu ao direito de fazer merda na jornada final, com uma inexplicável mudança, que se revelou equivocada desde os primeiros minutos. E aí o estrago estava feito.

Três eliminações vexatórias em um ano? É o suficiente...

Ok, aí vão perguntar: e quem vem agora?

Sei lá. Foda-se. Tem um monte de nego por aí sem emprego. Só não dá para continuar com um cara que faz tanta besteira e que demonstrou ser um fraco na hora de decidir...

03 dezembro 2007

Que papelão, Galo!

Mais um vexame no Palestra. Não há novidade. Este post serve falar sobre outro papelão, o do Galo, que bateu um Palmeiras que não foi a campo ontem. Talvez contagiado pelo clima da arquibancada, mais preocupada com Goiânia e Porto Alegre do que com o próprio Parque Antártica - e eu havia feito esse alerta.

Fato é que não houve tática, não houve técnica, nem qualquer sinal de organização. Caio Jr. errou desde o início e o time, reflexo dos erros de seu comandante e da própria torcida, viveu uma tarde cinzenta em meio ao sol escaldante, quase um simulacro das tantas noites de derrota nestes anos 00.

Papelão maior, no entanto, fez o Galo mineiro.

Não que devessem entregar o jogo, pois isso não é coisa das mais simples, mas os caras tinham ao menos a obrigação de não jogar tudo o que jogaram. Sem muita explicação, o time mineiro simplesmente fez a sua melhor partida no BR-2007.

E de que serviu isso tudo? Simples: apenas e tão somente para classificar o seu grande inimigo, o Cruzeiro, para a Copa Libertadores da América do ano seguinte.

Difícil acreditar que um time possa fazer tanta força para classificar justamente o seu maior rival. Mas o Galo fez. Jogou como nunca. Venceu como quis. E a torcida, presente em muito bom número, comemorou como se a conquista fosse de seu próprio time. Que nada! Era justamente do inimigo.

Logo a torcida do Galo, a quem sempre respeitei.

***

*Detalhe: o texto acima é um desabafo, e nada mais. Eu jamais me propus a fazer análises frias por aqui. É tudo pelo ópica do torcedor, e eu duvido, por exemplo, que algum palmeirense pudesse aceitar uma vitória do Palmeiras para classificar logo o SCCP ou o SPFC. Jamais; é questão de dignidade. Certos estão os argentinos do Gimnasia de La Plata, que exigiram a derrota de seu time para prejudicar o rival Estudiantes.

*E mais: o desabafo seria quase o mesmo ainda que não fosse nossa a vaga perdida ontem. Pois o que está em jogo não é a nossa classificação, mas sim a rivalidade entre Galo e Cruzeiro.

*Sobre mais este fracasso em casa,
escrevo amanhã.

30 novembro 2007

Fala o palmeirense

Do blag do Mauro Beting:

Fala o palmeirense
(O jornalista Mauro Beting cede o espaço para palmeirense Mauro Beting escrever).
ESCREVE MAURO ALEXANDRE ZIONI BETING

O Palmeiras bola promoção bacana com a grama do Palestra Itália vendida à torcida, mais um CD do hino do clube com as vozes de Marcos, Edmundo e Valdívia e a produção do grande guitarrista Marcos Kleine, e ainda um pôster verde.

Outros clubes já fizeram algo parecido, não igual, e não com tantos presentes.

Mas parte da imprensa detona pelo não "ineditismo" da iniciativa.

Faz parte. Sobretudo na reta de mais uma decisão no Palestra.

Quando todas as asas negras de Arapiraca são lembradas, e nenhuma Libertadores-99 é rememorada.

Quando a pauta da quinta-feira fala do desmanche do elenco em 2008 em vez de falar da montagem da equipe para o duro jogo contra o Atlético Mineiro.

(E o jornal não é de Belo Horizonte. É de São Paulo. Mas, por favor, não é do São Paulo. Não é isso, não exageremos).

Parte da imprensa continua tratando alguns clubes como se os setoristas trabalhassem nas assessorias de imprensa dos rivais. Ou vestissem a camisa da oposição da pior espécie que o Palmeiras já teve. O que não causa estranheza.

A atual oposição palmeirense foi a pior situação da história recente do clube. A que deixou o time naquela situação.

A mustafiosa administração que levou o Palmeiras ao inferno da segundona não quer ver o Palmeiras em mais uma Libertadores.

Até porque tradicionalmente ela não quer ver o time do Palmeiras. Prefere ver as piscinas aquecidas e outras coisas frias a assistir ao esporte que fez o Palmeiras campeão.

Fosse apenas detonar uma simpática iniciativa da diretoria que este palmeirense apóia como cidadão e amante do futebol, ainda vai.

Se aqui escrevo com o coração, também tem gente que escreve com o cotovelo ou com o fígado.

Mas também tem o jornalismo tático, aquele que a diretoria são-paulina, como não poderia deixar de ser, atenta a tudo e a todos, competente como nenhuma outra, imune a críticas como nenhum clube, aproveita para lembrar das tantas vitórias tricolores no Palestra que será desgramado.

Nem adianta lembrar que todos os outros clubes não se metem na vida são-paulina como o Tricolor se mete na vida e nos negócios alheios.

Mas também faz parte do jogo e das jogadas.

Ao vencedor, as batatas. As palmas. Os louros. As isenções de todas as espécies. Intocável no gramado, intocável fora dele.

Crises e questões pessoais são tratadas com o respeito devido e necessário nos clubes campeões em campo e na benevolência da imprensa.

Respeito que ficamos devendo na imprensa quando os alvos são fáceis por serem tão difíceis como pessoas.

Ou por vestirem outras camisas menos blindadas e, nos últimos tempos, menos campeãs.

O Palmeiras não precisa vencer apenas os rivais no Palestra. Não precisa apenas vencer histórias de fantasmas do passado.

O Palmeiras precisa vencer manchetes e pautas tão ou mais parciais e passionais que estas linhas que o palmeirense-jornalista acaba de publicar.

Mas ao menos assume que está torcendo.

Ao menos a favor de alguém.

ESCREVEU MAURO ALEXANDRE ZIONI BETING,
com a autorização do titular do blag.

***

Parabéns, Mauro!

Tenho orgulho hoje, e a cada dia mais, por tê-lo tido como um dos profissionais que avaliou meu livro-reportagem na Faculdade Cásper Líbero. Muito deve-se a esta sua
isenção, e à capacidade de não se calar diante de toda a sujeira que temos visto nesta imprensa esportiva a cada dia mais capenga.

Obrigado por não nos deixar sem voz na grande mídia.

E é por isso, por lutar contra tudo e contra todos, que eu sou a cada dia mais palmeirense. Contra árbitros, bandeirinhas, tribunais, promotores, procuradores, o escambau. E contra a parte suja da imprensa.

Abraços

Vamos fazer o nosso

Chega de pensar nos caras. Domingo é dia de decisão pra gente. A torcida precisa entrar com o espírito de final, de Libertadores. E com a cabeça no Palmeiras, apenas isso. Por mais que pareça difícil acreditar que o Galo dê a vaga para o seu maior rival, temos de fazer o nosso. Sem brincadeiras e sem pensar no que acontece em Porto Alegre ou Goiânia; o que vale é o resultado do Palestra. Nada de desconcentrar agora. Assim que tudo der certo na nossa casa, é justo olharmos para outros estádios. E se houver um mínimo de dignidade por parte de um certo time de vermelho, a pé voltaremos para casa.

***

EDMUNDO, A DESPEDIDA?

A final de domingo pode ser o último jogo de Edmundo com a nossa camisa 7. É uma pena. O jeito é aproveitar; lembrar de tudo o que ele fez em quase seis anos de Palestra e confiar no que ainda pode fazer. Uma coisa é certa: os que hoje defendem a sua saída hoje vão lamentar mais adiante.

26 novembro 2007

Não é curioso...

... que o novo julgamento do Valdivia só tenha entrado agora na pauta do STJD, um dia depois de o time queridinho da Globo e da CBF ter assegurado uma vaga na Libertadores?

25 novembro 2007

Eles não vão conseguir...

Por mais que árbitros e auxiliares estejam se esforçando muito para deixar o Palmeiras fora da Copa Libertadores de 2008 (contando os de hoje, ao menos oito pontos já nos foram surrupiados desde o início do Brasileirão), parece que não vão conseguir...

Deixo aqui agradecimentos a San Gennaro (sempre!) e ao Sport Clube do Recife, do amigo Anderson lá do PE.

Agora é só vencer o Galo!

Domingo tem decisão!

15 novembro 2007

Noite de Libertadores

Palmeiras e Fluminense pareciam jogar ontem não pelo Campeonato Brasileiro/2007, mas por uma prévia do que será a Libertadores/2008. Pois, se ainda não está garantido, o alviverde deu um enorme passo ao derrotar o time carioca em uma jornada de caráter épico.

O clima, pelo jogo ou pela expectativa criada, já era de Libertadores. Casa quase cheia, noite tempestuosa, juiz contra e um adversário de qualidade, que vendeu caro a derrota. E havia ainda o clima nada favorável de uma véspera de feriado, trauma destes anos 00.

Mas havia Edmundo, como antes. O bom e velho Edmundo. Genial, cerebral, preciso. Ainda capaz de belos dribles e de passes como o do único gol do jogo. É o suficiente.

Somados os problemas todos, a chuva que não deu trégua do início ao fim, os dois pênaltis acintosamente não marcados a nosso favor e as muitas defesas do goleiro deles, o 1 a 0 parece pouco. Mas foi muito.


Placar típico de Libertadores, no limite, com raça, com alma.

A decisão é em Porto Alegre; nem poderia ser diferente.

***

O TAL SETOR VISA

A chuva veio bem a calhar. Logo de cara, na estréia, o elitista Setor Visa submeteu seus freqüentadores a tomar chuva por duas horas ininterruptas. Ou seja, o sujeito paga R$ 49,50 pelo ingresso e ainda fica debaixo da tempestade paulistana...

Não posso fazer quaisquer comentários sobre os bastidores do novo espaço, pois não fui até lá, mas deixo-os com os relatos do Maurício Rito, do Fanáticos por Futebol, e do Vicente Criscio, do TVV.

Ainda é prematuro traçar as implicações de tudo isso. A princípio, mantenho minha opinião contrária, justificada pelo clima frio do povo que agora fica ali no meio, mas a tempestade de ontem é um fator que dificulta análises mais qualificadas.

A própria Mancha ainda precisa se achar. Ficamos, acredito eu, no melhor lugar possível (na curva, a exemplo do que faz a FJV em São Januário), mas nunca se sabe se vai continuar assim nos próximos jogos. Se ficarmos por ali, o prejuízo é menor.

Uma coisa é certa: a divisória de vidro (copiada de estádios europeus) é menos ofensiva do que as grades de campo de concentração.

Por sinal, diretoria, não é o caso de retirar as duas da nossa jaula?

Aguardemos.

***

24.693?

Das duas, uma: ou inventaram gente ontem ou mentiram em todos os públicos divulgados nos últimos cinco anos.

Qualquer freqüentador principiante do Parque Antártica sabe que ontem não havia tanta gente assim. Com o tal setor Visa a 40% da capacidade e espaços de sobra no Setor Família, era jogo para 20 mil, se tanto.


Para efeito de comparação, deixo uma pergunta: tinha mais gente ontem (24.693) ou em Palmeiras 2 x 1 Flamengo (23.550), Palmeiras 2 x 0 Grêmio (22.667) e Palmeiras 3 x 0 Paraná (23.739)?

14 novembro 2007

Edmundo, 3 vezes mais

Algo me diz que o Animal não vestirá nossa camisa a partir de 2008. Será um erro dos mais graves, que bem pode não se concretizar se o Edmundo dos três últimos jogos for o Edmundo de tanta história com a nossa camisa. Nos pés dele estão muitas de nossas esperanças de vaga na Libertadores. A começar por hoje, jogo dos mais complicados pelo adversário, por nossas limitações e pelo clima que se criou. Que Edmundo faça a diferença: por nós, por ele e pelo Palmeiras.

13 novembro 2007

E o Paulistão vem aí...

... com ingressos a R$ 20 (preço mínimo), decisão arbitrária, estúpida e elitista, e, felizmente, com a manutenção da fórmula que prevê semifinal e final ao final do turno único.

Bem mais atraente que este Brasileiro que definha ano após ano com a covarde fórmula de pontos corridos.

Ao Palmeiras caberá fazer 10 jogos em casa (mas provavelmente não na nossa casa) e nove fora nesta próxima edição do Paulista. Com a bonificação inédita de encararmos o Juventus fora, o que implica em um mando camuflado.

Em compensação, é de se prever a inversão de um mando nosso, pois Palmeiras x SPFC deverá, por obra da FPF, ser deslocado para o Morumbi. “O mando pertence à federação”, dirá Del Nero.

Serão, portanto – e na teoria –, 12 jogos na capital, um na região metropolitana (Barueri, na rodada final) e seis no interior – sendo Marília e Rio Claro viagens inviáveis, pois no meio da semana.

A nossa tabela segue abaixo, com a ressalva de que não existe uma definição exata de dias e horários, tampouco de locais. O mesmo prevalece para o local em que mandaremos nossos jogos, visto que o Parque deve estar em reformas nos primeiros meses do ano.
Campeonato Paulista/2008
16.01 qua. Palmeiras x Sertãozinho – Palestra
20.01 dom. Santos x Palmeiras – Vila Belmiro
23.01 qua. Marília x Palmeiras – Bento de Abreu
27.01 dom. Palmeiras x Mirassol – Palestra
30.01 qua. Palmeiras x Ituano – Palestra
02.02 sáb. Noroeste x Palmeiras – Alfredo Castilho
06.02 qua. Palmeiras x Guaratinguetá – Palestra
10.02 dom. Palmeiras x Guarani – Palestra
17.02 dom. Juventus x Palmeiras – Pacaembu
20.02 qua. Rio Claro x Palmeiras – Rio Claro
24.02 dom. Palmeiras x Rio Preto – Palestra
02.03 dom. SCCP x Palmeiras – Morumbi
09.03 dom. Bragantino x Palmeiras – Marcelo Stéfani
12.03 qua. Palmeiras x Ponte Preta – Palestra
16.03 dom. Palmeiras x SPFC – Morumbi
23.03 dom. Paulista x Palmeiras – Jaime Cintra
26.03 qua. Palmeiras x Portuguesa – Palestra
30.03 dom. Palmeiras x São Caetano – Palestra
06.04 dom. Barueri x Palmeiras – Arena Barueri

Semifinal: 13.04 dom. e 20.04 dom.

Final: 27.04 dom. e 04.05 dom.

07 novembro 2007

Presente para a torcida

A torcida do Palmeiras levou ao Palestra Itália mais de 16 mil pagantes por jogo nesta temporada. É a maior marca da década, digna dos tempos áureos de 1993/1994, ainda mais se considerarmos o fato de não termos tido sequer uma decisão de peso ao longo de 2007.

Sem jogos anabolizantes, com ingresso a R$ 20 (ou até R$ 30!) e à custa de sucessivas decepções, a torcida sempre fez sua parte.

E o que ganhamos de presente?

Resposta: a completa descaracterização da nossa casa.

A atual diretoria da S.E. Palmeiras precisou de apenas seis meses para destruir o estádio mais agradável de São Paulo. O lugar mais nobre, aquele antes ocupado por nós, será agora destinado a almofadinhas que pagarão R$ 49,50 por uma cadeira numerada com todos os confortos que não queremos.

O lugar em que antes havia pressão será ocupado por gente pouco afeita a incentivar. O time ficará cercado por corneteiros de um e de outro lado.

Mais do que apenas dar início a um escroto processo de elitização do público, a diretoria do Palmeiras joga contra o próprio clube, ao desmobilizar um pouco mais a força da torcida na sua própria casa.

Prometo escrever mais depois do jogo contra o Fluminense, a estréia de toda essa palhaçada. Por enquanto, deixo-os com imagens do que já é uma triste realidade:


1.


2.


3.



4.



5.


6.


Arte: Maurício Rito

06 novembro 2007

O oportunismo da vez

O senhor Juvenal Juvêncio, hoje presidente do SCCP, ocupava este mesmo cargo no biênio 1988/89. À época, foi um dos signatários de um documento do Clube dos 13, que oficializou o Flamengo como legítimo campeão brasileiro de 1987.

Diz o texto, datado de 24 de junho de 1988:

“... À vista de todo o exposto, confirmar, de forma maiúscula, que efetivamente o Flamengo e o Internacional são os legítimos campeão e vice brasileiro de 1987, qualquer que venha a ser, no futuro, próximo ou remoto, a decisão final que a respeito vier a ser tomada.”


Não há dúvidas de que o clube carioca é o campeão de fato em 1987.

Como tal, tem cinco títulos, feito obtido antes do clube do Morumbi.

Os clubes grandes, todos, ratificaram isso.

Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar assinaram o documento na época, bem como todos os outros dirigentes dos clubes grandes, ratificando um título que até mesmo o Vasco reconhece.

Agora, 20 anos depois, os dois cardeais se vendem ao oportunismo barato para negar o que eles próprios disseram
.

***

Em tempo: nego está brigando pela honra de ser pentacampeão? Pois um certo clube já ostenta oito conquistas nacionais em sua sala de troféus: 1960, 1967, 1967, 1969, 1972, 1973, 1993 e 1994.

05 novembro 2007

A vaga no lixo

O Palmeiras fez aquilo que é sua especialidade nesta década: jogou no lixo algo que já estava assegurado. Pois todo mundo ajudou, menos o próprio alviverde. E a vaga na Libertadores, antes tão próxima, agora é livre devaneio para os sonhadores de plantão.

A classificação para a Sul-americana (que eufemismo!) veio não necessariamente ontem, mas sim na quinta-fera, na inaceitável derrota sofrida diante do finado Juventude.

E também nos dois pontos perdidos em Natal, assim como nos seis pontos que conseguimos perder para Brisa do Paraná e Sport.

Aliás, este elenco demonstra uma incompetência tão grande nesta reta final que nem sobra vontade para falar sobre a arbitragem.

É bem verdade que o primeiro gol dos caras teve origem em um lance questionável, de interpretação – a maioria não teria marcado –, mas o árbitro ao menos teve a coragem de desafiar a norma vigente, que proíbe a marcação de pênaltis a nosso favor.

Ontem, 37 jogos depois, fomos para a cal novamente. E poderíamos ter ido ainda uma outra vez na etapa inicial, mas nada foi marcado, como de costume.

Ah, mas um time que toma dois gols daquele sujeitinho lá tem mais é que ficar quieto...

***

A realidade

Basta observar a tabela com mais cautela para deixar de lado qualquer ilusão patética. Vejamos:

Nos três jogos que faltam, o Palmeiras pode fazer seis pontos.

Digamos que consiga tal feito.

Neste caso, o Flamengo teria de fazer no máximo seis, e o desempate se daria no saldo de gols (o pior dos mundos para nós, ainda mais depois do terceiro gol de ontem). É fácil supor que o rubro-negro marque mais do que isso, pois joga em casa duas vezes e pega o Náutico, já sem aspirações, na última rodada. Sete pontos é o mínimo.

Sobraria então o Cruzeiro, morto até ontem. Aos mineiros, considerando os prováveis - mas não certos - seis pontos alviverdes, quatro bastariam. Três já estão certos, na última rodada, diante do América/RN no Mineirão. Contra Inter e Sport (vejam a coincidência), um empate resolveria tudo.

Vem aí a Copa do Brasil/2008.

E pior: a Sul-americana.

03 novembro 2007

O fim



Amigos,

A foto que vocês vêem aí no alto é de 2003, quando ajudamos o Palmeiras a retornar ao seu devido lugar. Pertence a um passado relativamente próximo, mas já distante em nossos pensamentos.

Mais distante, no entanto, pois impossível agora, é toda essa festa.

A nossa casa deixou de existir oficialmente no decorrer desta semana, depois que a diretoria (o Mustafá, com todos os seus defeitos, ao menos não mexia em nada disso) resolveu implantar um setor VIP (que sigla mais nojenta!) exatamente no lugar mostrado na foto, não à toa o mais privilegiado da arquibancada do Palestra Itália.

A derrota de quinta-feira foi, portanto, a nossa despedida.

O estádio que teremos a partir do próximo jogo – e mais claramente em 2008 – será outro, um mero simulacro do que foi o Palestra Itália nos últimos 70 e poucos anos.

Do nosso lugar, pela última vez, só conseguia pensar nisso.

Implacável, a chuva só fez ampliar o lado sombrio da noite de quinta-feira, véspera de Finados.


A derrota doeu, mas nem foi o pior.

Mesmo com toda a repercussão de ordem imediata, ela pouco significou diante do que está por vir.

Em campo, não poderia ser outro o resultado. Contra um time já rebaixado, perdemos uma dezena de gols. Bolas na trave, goleiro operando milagres, chutes sem direção...

Sem padrão de jogo e desprovido de qualquer dose de sorte, o Palmeiras poderia jogar por mais algumas horas sem conseguir chegar pelo menos ao empate.

Diante de tudo isso, no entanto, só dava para pensar no tal projeto inovador. Cadeiras numeradas, acesso exclusivo, cartões de crédito que valem como ingresso, serviço de bar, torcedores VIP, segregação na arquibancada, formação de castas, grades e mais grades...


É o início da elitização.

Enquanto for possível, seguiremos em frente, mesmo em uma casa dilacerada pela ganância de poucos.

Se vamos ou não para a Libertadores?

Eu já não sei; e, sinceramente, pouco importa.
Só me resta manter a tola ilusão de que as coisas tomarão um rumo tal que permitirá a meus filhos conhecer um Palestra Itália como o nosso...

***

Peço desculpas pelo tom rancoroso e pessimista do texto, mas não é possível reagir de outra maneira.

É triste ver o rumo tomado por essa nova diretoria, que cede a equivocados apelos de marketing sem sequer pensar na história do clube e do estádio mais tradicional da cidade.

***

Já vai tarde...


Perdemos em casa para o Juventude pela primeira vez. Menos um tabu para ser ostentado. Mas fica o consolo de que este time de merda ao menos não mais ficará na Série A a partir de 2008.

31 outubro 2007

Que final é essa?

Virá hoje, sem expectativa, o título brasileiro do SPFC.

Conquista anabolizada pela enorme complacência das arbitragens, mas justa, é bom que se diga, pelos escrotos critérios técnicos (uma parcial campanha 22-7-5 é notável).

O problema todo é que o SPFC disputou o título contra ninguém.

O que temos é o título de um clube só.

Sem briga, sem sofrimento, sem superação, sem emoção.

Sem reviravoltas, sem viradas, sem polêmicas, sem batalhas campais.

Sem confrontos épicos, sem clássicos, sem ódios mortais.

Sem a essência do futebol.

Final entre o líder, campeão há meses, e o lanterna, que entrou por engano na Série A?


Com promoção de ingressos?

Com foco na luta de um outro grande contra o rebaixamento?

Não poderia ser mais desprezível.

Os pontos corridos estão conseguindo acabar com o futebol...

30 outubro 2007

LUTO

Não teve jeito: a Copa-2014 será aqui.

Em solidariedade ao torcedor brasileiro, que, alienado, não sabe o que está por vir, este blog está de luto.

O futebol brasileiro começa a morrer hoje...

Balanço de tudo


É sempre bom se sentir em casa na casa dos outros...

Como a cansativa viagem ao Rio me deixou sem tempo para escrever antes, fiquemos agora com breves comentários:

1. Mais deplorável que a postura do Grêmio só mesmo a ameaça do tal procurador do STJD, o mesmo que denunciou o Edmundo. Pedir uma inédita suspensão preventiva para o nosso atleta é de uma canalhice extrema, comprovando a nítida má vontade do tribunal para conosco;

2. Por sinal, vi hoje pela TV as tais ‘agressões’. Deixando de lado a infantilidade do senhor Valdivia, a repercussão está sendo maior que o fato. Vale tudo para desestabilizar o Palmeiras;

3. Muito do ocorrido no final do jogo em São Januário deve ficar na conta do árbitro, que deixou o jogo correr de maneira preocupante. Sem exageros, ele deve ter marcado menos de metade das faltas;

4. De resto, a igualdade ficou de bom tamanho;

5. Pelas minhas contas, dá para garantir a vaga apenas com as três vitórias em casa. O problema é se acontecer algum daqueles tropeços;

6. Fica aqui o agradecimento para os irmãos da FJV. Mais uma tarde de irmandade em São Januário, lugar sempre agradável para nós;

7. E o Maracanã não se cansa de ficar mais e mais bonito. Sábado foi dia de reencontrá-lo uma vez mais, ao lado dos também irmãos da Galoucura. Pena que a Copa-2014 vem aí para estragar tudo.

26 outubro 2007

Clima de mata-mata

Não fosse a excrescência representada pelos pontos corridos, o Palmeiras já estaria garantido na fase final do Campeonato Brasileiro, na luta apenas para assegurar o direito de mandar o segundo jogo em casa até a semifinal. E, a julgar pela completa inaptidão dos bambis, o título não estaria tão distante.

Como não podemos contar com a decência da fórmula de disputa (que não prevê confronto direto entre os melhores colocados) nem com a idoneidade dos juízes (que ajudaram, com 12 pontos de presente, a construir toda essa vantagem atual), o que resta é curtir um ilusório clima de mata-mata dos últimos seis jogos.

A começar por domingo, em São Januário. É com esse espírito que vamos, hoje mesmo, para o Rio - de quebra, ainda podemos assistir a Fluminense x Galo, sábado, no Maraca.

U
ma vitória (somada às outras três que devem vir em casa) já seria o bastante para chegarmos à Libertadores. Se não der, no entanto, voltamos para SP na pegada dos jogos de volta (três aqui e dois fora). É pensar assim para não sucumbir a este escroto sistema de disputa.

***

Por sinal, vejam só o que pode acontecer:

Cruzeiro e Santos jogam no sábado.

Suponhamos que ambos não vençam.

O SPFC jogam no domingo, às 16h.

Suponhamos que vença - o que é factível.

No mesmo horário, entra em campo o Grêmio, em casa.

Pode também, a exemplo dos dois de sábado, não somar três pontos.

Nessa hipotética situação, o título do SPFC ficaria pendente, à espera do resultado de Vasco x Palmeiras, às 18h10.

Ou seja, os nossos inimigos só saberiam do desfecho de tudo duas horas depois, em uma partida que nem conta com a participação deles.

Emocionante, não?

Seria um belo presente para todos os defensores dos pontos corridos.

***

Hoje, em um hipotético mata-mata, teríamos os seguintes confrontos:

SPFC x Figueirense
Palmeiras x Fluminense
Cruzeiro x Flamengo
Santos x Grêmio

Se fossem dois quadrangulares, teríamos:

Grupo A: SPFC, Santos, Grêmio e Figueirense
Grupo B: Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e Fluminense

23 outubro 2007

Casa cheia?

Passou despercebido, mas o jogo de sábado registrou o maior público do ano no Palestra Itália: 23.739 pagantes. Era jogo Nestlé e nunca se sabe o que é gente e o que é ingresso que morreu na mão de cambista vagabundo. Mas alguns comentários são pertinentes:

1. Mesmo com duas recentes ampliações (tomando por base os anos 90), a marca de 30 mil torcedores no Palestra parece coisa do passado. E o será ainda mais, a julgar pelas obras previstas para 2008;


2. Ainda que a carga de ingressos habitual seja de 27 mil, algo de inusitado impede que todos esses bilhetes tenham os torcedores como destino. Alguns três ou quatro mil costumam se perder pelas alamedas do Palestra Itália. Neste contexto, 24 mil é casa cheia.;

3. Na atual temporada, o recorde anterior pertencia a Palmeiras 2 x 1 Flamengo, com 23.550 pagantes. Mas havia muito, muito mais, naquela ocasião. Como também havia uma aglomeração maior no Palmeiras 2 x 0 Grêmio (22.667). Neste último caso, por sinal, é de se estranhar o fato de os ingressos de arquibancada estarem esgotados horas antes do jogo. Onde foram parar?

4. Estes públicos recentes (acima de 20 mil) não são exceção, como acontece com outro clube grande desta capital, aquele da zona sul. Basta dizer que a média de público do Palmeiras neste ano, considerando apenas os jogos na sua casa, supera a casa dos 16 mil (16.017, em 25 jogos, sem clássicos ou anabolizantes). Média! Neste universo de 25 jogos, somente três registraram público abaixo de 10 mil torcedores; nenhum ficou abaixo de 5 mil.

22 outubro 2007

G4: o que ainda falta

33
Vasco x Palmeiras
Cruzeiro x Atlético/PR
Grêmio x Náutico
Santos x Goiás

34
Palmeiras x Juventude
Botafogo x Cruzeiro
Atlético/PR x Grêmio
Náutico x Santos

35
Sport x Palmeiras
Cruzeiro x Flamengo
Grêmio x Figueirense
Santos x Atlético/MG

36
Palmeiras x Fluminense
Internacional x Cruzeiro
São Paulo x Grêmio
Flamengo x Santos

37
Internacional x Palmeiras
Sport x Cruzeiro
América/RN x Grêmio
Paraná x Santos

38
Palmeiras x Atlético/MG
Grêmio x Corinthians
Cruzeiro x América/RN
Santos x Fluminense

E deu tudo certo...

Na rodada em que todos os mandantes venceram, ninguém lucrou mais que o Palmeiras. A começar pela vitória incontestável no sábado, a primeira goleada neste Brasileiro, mais uma tarde/noite de festa no Parque. O complemento veio no domingo, com três derrotas dos concorrentes diretos à Libertadores. Tudo deu certo. Agora é ganhar em São Januário para manter a vice-liderança. Vamos nós de novo!

***

*Retrospecto da terceira camisa:
4 jogos
4 vitórias
8 gols a favor

*Pouco antes de marcar o segundo gol, Valdívia sofreu um pênalti. Nada foi marcado. Pelas minhas contas, foi a sexta vez neste BR-07. E o Palmeiras segue firme na sua façanha de terminar o campeonato sem um pênalti a favor. Já são 32 jogos...

19 outubro 2007

O Jogo das Famílias, parte 2

1. Que tipo de "Jogo das Famílias" começa às 22h?
2. Em toda essa história, o que desanima é saber que o povão que entoou o "tomar no cu, Galvão" o fez não por ódio à Globo tampouco como forma de protesto, mas sim por puro deboche. Não se deixem enganar: são os mesmos que cantam "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" e levam cartazes de "Filma eu".
3. Não deixem de ler os últimos três posts do Edu Goldenberg: 1, 2 e 3.

18 outubro 2007

O Jogo das Famílias

Galvão Bueno insistiu no papinho de que o Maracanã teria ontem o "Jogo das Famílias". Sem violência, sem torcidas organizadas, sem gritos de guerra, sem palavrões.

"A volta do torcedor comum", naquele linguajar bem babaca dos jornalistas esportivos. Houve que comprasse a idéia, caso da FSP:

"Em vez de torcedores violentos das torcidas organizadas, havia milhares de crianças, casais de namorados e famílias".

Que meigo...

E as famílias fizeram o que delas se espera: um ambiente frígido.


Pelo rádio, mal dava para ouvir as quase 100 mil pessoas que lá estiveram. Mais parecia jogo dos bambis no Jd. Leonor vazio. Mas era, como quis o narrador da emissora-câncer, o "Jogo das Famílias".

O cara tanto fez e tanto defendeu o povão que
logo tomou na cara um "Ôooo, tomar no cu, Galvão...".

E o som-ambiente sumiu, assim sem mais nem menos.

As famílias deram o recado.

***

De resto, importa notar o seguinte:

1. Maracanã bonito, quase 100 mil pessoas. Bom saber que o Maior do Mundo ainda pode receber um público desta magnitude.

2. Ah, mas logo virão os paladinos da moral e dos bons costumes com o discurso de que as pessoas ficaram de pé na antiga geral e nos corredores de passagem da arquibancada e das cadeiras? E daí? Pois os corredores
existem exatamente para isso: para que os torcedores fiquem de pé.

3. E daí se foram descumpridas normas da Fifa?

4. Proibiram a cerveja no Maracanã. A que ponto chegamos?

17 outubro 2007

A Vila em tempos modernos



Modernidade. A palavra, tão em uso no mundo do futebol, serve para disfarçar qualquer artimanha suja. O SPFC ensinou. Parece que o Santos aprendeu a lição.

Vejamos, por exemplo, a Placar do último mês. Uma das reportagens apresenta a agremiação do sr. Marcelo Teixeira como o “mais europeu dos clubes brasileiros”.

Muito gira em torno dessa tal modernidade. Ou, se preferirem, organização. Melhor ainda, planejamento. É esta a imagem que o Santos tenta transmitir.

Sob este escudo, ficam todos os podres, incluindo a Vila Belmiro. Falemos, pois, sobre o que se viu no último sábado, dia de Santos x Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro.

Acreditem vocês que ficou ainda mais difícil para um torcedor do Trio de Ferro da capital descer a serra para ver um jogo naquele local que o Santos insiste em chamar de estádio.

Não há novidades do lado externo, a não ser a constante pentelhação dos coxinhas, com seus cordões de isolamento infrutíferos. Tampouco há mudanças no acesso à arquibancada, ainda pelo mesmo portão 21. A seguir, sobe-se a mesma e estreita escadaria (que mais parece o acesso de uma masmorra) rumo ao nosso setor.

Reside aqui todo o problema. Se antes tínhamos um espaço que (bem mal) comportava 2 mil torcedores, o de agora não é suficiente sequer para mil.

O setor destinado aos visitantes da Vila Belmiro foi reduzido a menos da metade do que era antes. É o espaço normalmente reservado às torcidas de outros estados. A outra metade fica agora com a funkeira Sangue Jovem. No meio de tudo, duas grades (virou mania!) e tapumes. Pior: o setor inferior encontra-se fechado.

Havia, portanto, não mais do que 900 palmeirenses na Vila neste sábado. Muitos mais queriam entrar, mas foram impedidos pela modernidade do sr. Marcelo Teixeira. E o que já era insustentável, com constantes atritos no antigo espaço para os visitantes, ficou ainda pior.

Deixando de lado a questão de conforto e mesmo de segurança, fica uma pergunta: se a torcida visitante tem direito a 10% da carga total de ingressos, por que diabos apenas 5% chegaram às nossas mãos?

Ao que parece, o tal Teixeira parece ter tido algumas aulas com a diretoria do SPFC. E até aperfeiçoou os métodos.

É a tal modernidade...

***

Um detalhe: os bananas da nossa diretoria não falam nada. Não dava mesmo pra esperar alguma defesa dos mesmos crápulas que já inventaram ingresso a R$ 30!

16 outubro 2007

Fim de feira

Tem time por aí que já é campeão há uns três meses e ainda precisa de promoção (pague R$ 15 por uma arquibancada e vá de graça ao jogo seguinte) para encher o estádio...

... por sinal, é o mesmo time que ganhou 12 pontos da arbitragem e agora se baseia em única partida para fazer jogo de cena, como se estivesse sendo vítima dos homens do apito.

14 outubro 2007

Comemoração a médio prazo

Pelo que jogou no primeiro tempo, o Palmeiras merecia voltar da Vila Belmiro com os três pontos.

Pelo que (não) jogou no segundo, merecia voltar sem nada.

Na soma de tudo, empate justo.

E bom.


Pois a comemoração pode vir a médio prazo, dentro de mais sete rodadas, quando pudermos constatar a importância deste ponto conquistado na casa do adversário.

Ficar fora do G4 pelo menos por esta semana é circunstancial. O que vale notar é que temos quatro jogos em casa e três fora, o oposto do que enfrentarão os outros três concorrentes à vaga na Libertadores.

E, mais do que o ponto ganho, valem os dois que não foram somados pelo apático adversário.

Sábado tem mais uma final no Palestra!

Vamos fazer a nossa parte!

***

Em breve, assim que vierem as fotos do Luigi, post sobre as condições agora ainda mais desumanas a que somos submetidos os torcedores visitantes naquele local que o Santos insiste em chamar de estádio.

08 outubro 2007

Palmeiras, por uma noite

A vitória de sábado à noite é daquelas que trazem uma dose de extra de otimismo, mesmo para quem, como eu, já não mais acredita. Nem poderia nem ser diferente, visto que o Palmeiras tratou o Grêmio como um adversário de segunda classe.

Do início ao fim, o alviverde fez o que quis. Encurralou o time gaúcho, marcou os dois gols com naturalidade e depois só fez administrar uma vitória das mais convincentes, como nenhuma outra neste Brasileiro.

Vitória de gente grande.

Vitória de Makelele, o melhor em campo, mas também de Caio, Valmir, Wendel, Valdivia e, acreditem!, Rodrigão, autor de um belo gol e de outras boas jogadas. Ah, e de Caio Jr., não se pode esquecer.

Vitória de quem merece chegar à Libertadores, especialmente por ter dominado de maneira tão contundente um dos rivais diretos nesta guerra que promete só acabar nos primeiros dias de dezembro.

O oponente deste sábado, vejam vocês, só soube bater.

Tanto foi dito antes do jogo, mas dentro de campo é que o Grêmio mostrou sua cara.

A porrada rolou solta, e, com Sandro Gaúcho em campo, era de se temer pela vida de Valdívia.

O mesmo que apanhou, apanhou e apanhou...

... de brinde, ainda levou um inexplicável cartão amarelo.

As imagens estão todas aí - a começar pelo soco nas costas.

Para nós, palmeirenses, fica a lembrança de uma noite em que o Palmeiras foi muito Palmeiras.


E, o melhor de tudo, uma noite em que pudemos voltar ao nosso lugar de origem, à boa e velha grade central do Palestra.


Pena que foi só por esta noite...

***

A Vila nos espera.

É decisão na Baixada.

Saída aqui de SP, no começo da tarde de sábado.

04 outubro 2007

E a arbitragem?

Palestra Itália, ontem à noite.

Em questão de minutos, o poste Rodrigão é derrubado duas vezes dentro da área. Mas o árbitro, fiel à determinação da CBF que proíbe a marcação de pênaltis para o Palmeiras, manda seguir. Chegamos à marca de 29 jogos sem penalidade a favor, sendo que ao menos cinco aconteceram.

Mineirão, duas horas depois.
Tardelli sinaliza três minutos de acréscimo. 45 + 3 = 48. Falta para o Santos. O relógio aponta 48 minutos e 45 segundos. Tempo esgotado. Tardelli manda o lance seguir. Gol dos caras. Dois pontos de presente, já fora do tempo de jogo.

De presente para o apático time da Baixada vieram também dois pontos contra o Vasco, no final de semana último.

Assim como o que eles arrancaram no Palestra (e os dois que tiraram de nós), ainda no clássico do primeiro turno.

E ninguém fala nada.

A exemplo do SPFC, o Santos vai sendo empurrado para cima.

E o Palmeiras, para baixo.

Com um time ruim e sem ataque, com uma diretoria que joga contra e com a arbitragem que já nos surrupiou pelo menos 7 pontos, fica difícil brigar pela Libertadores...

Palmeiras, contra tudo e contra todos!

***

*Mesmo com o ingresso a R$ 30, tivemos 8.980 pagantes - apenas o terceiro público abaixo de 10 mil no ano. É a prova maior de que a torcida faz questão de comparecer, seja qual for a situação. Basta a diretoria não jogar contra.

02 outubro 2007

R$ 30!?

Caros palestrinos (e não só),

No momento em que o Palmeiras mais precisa do nosso apoio, com 6 jogos em casa dos 10 restantes, vem a nossa diretoria e joga o preço dos ingressos de arquibancada de R$ 20 para R$ 30.

R$ 30!!!

A essa altura do campeonato!?

Sem que o trabalhador tenha ainda recebido seu salário!?

Numa decisão contra o Náutico!?

Às 19h30!?

O que estão querendo?

O que está por trás disso?

Seria uma tentativa de afastar de vez o torcedor, que, por sinal, tem sido por demais teimoso ao proporcionar ao Palmeiras a melhor média de público entre os clubes paulistas neste ano?

Se for, por quê?

Por medo da pressão?

Ou pra reduzir ainda mais as nossas chances de Libertadores?

Seja como for, não há justificativa lógica. O nosso ingresso, que já era o mais caro entre os clubes paulistas, é agora incomprável!

Difícil de acreditar que isso está acontecendo...

***

Certo cidadão corintiano reclamou recentemente, por ocasião do Palmeiras x SCCP, dos R$ 20 cobrados pela arquibancada. Isso porque os nossos maiores rivais ainda pagam R$ 15 por um pedaço de cimento (ou de plástico, como queiram). E eu expliquei que já pagamos este valor há mais de dois anos. O que dizer agora?

***

Apenas para ratificar o escrito acima: os torcedores do SCCP pagam R$ 15; nós vamos pagar R$ 30, o dobro! Como explicar isso?

01 outubro 2007

Eu desisto

O fiasco de ontem foi a gota d'água.

Eu desisto de sonhar com a Libertadores.

Time sem saldo de gols e sem atacantes tem mais é que disputar a Copa do Brasil e a Sul-americana - e olhe lá!

Peço desculpas pela exaltação, mas o espetáculo deprimente lá de Natal acabou com o pouco da paciência que eu ainda tinha.

Como eu não quero sofrer ainda mais pela incompetência dos outros, desisto de torcer pela Libertadores.

Estarei, é claro, em todos os jogos, mas só porque me obrigo a tal.

Como tudo dá errado para o Palmeiras (esta do Martinez é só mais um exemplo), melhor evitar sonhos e devaneios.

E, já que a última vaga deve mesmo ficar com o apático e desinteressado time do amontoado de laje, o jeito é torcer logo para que este ano maldito - mais um! - chegue ao fim o mais rápido possível.

MALDITOS PONTOS CORRIDOS!

26 setembro 2007

A batalha por um ingresso

Pouco mais de 18 mil pessoas pagaram para ver a vitória do Palmeiras sobre o SCCP, no domingo. Se é quase nada diante do que representa o clássico, muito se deve à fase dos times e, em grande medida, à transmissão ao vivo na TV aberta. Também se fala por aí da suposta violência, mas o que ninguém leva em conta é o impacto da recente decisão de não mais vender ingressos em dias de clássicos.

Não poucos torcedores chegam de mãos abanando ao Morumbi. Opções: 1. alimentar a máfia dos cambistas; 2. voltar para casa.


Restringir a venda de bilhetes no dia do jogo é uma solução que não se explica de modo algum, ao menos não nos moldes atuais.

Não à toa, foi tomada na base da pressão de parte da imprensa esportiva (justamente aquela que nunca chegou perto de uma bilheteria) e do 2º BP Choque.

O argumento é: evitar tumultos e brigas no lado externo.

Rebater é fácil: não há sequer um registro de briga, tumulto ou confusão envolvendo torcedores que compravam ingresso pouco antes de qualquer jogo, clássico ou não. O que existe é incompetência dos clubes e das empresas responsáveis pela venda, as tais BWA e Ingresso Fácil, que merecem prêmios pela extrema incapacidade em executar o que delas se espera.

Confusões já foram vistas em grandes eventos, em finais de campeonato, e é sempre na venda antecipada. Culpa de quem deveria ser responsável pela organização e pela logística do negócio.

Organização? Logística? Planejamento?

Já que falta competência para tanto, é mais fácil botar a culpa no torcedor, que, como sempre, assume o prejuízo.

Se querem institucionalizar a venda antecipada de ingressos, que dêem ao torcedor condições para adquirir os tais bilhetes.

O que não se pode é esperar que o povo seja submetido ao burocrático horário de vendas, aos locais nada acessíveis, aos prazos exíguos, às informações desencontradas e, o pior de tudo, às filas ocasionadas pelo 'genial' sistema da Ingresso Fácil.

Com tudo isso jogando contra, é revoltante ouvir os que defendem a venda antecipada de ingressos como forma de combater a violência (que violência?) nos estádios.

Enquanto sobrarem incompetência e hipocrisia, vai faltar público.

***

Enquete:

O que é mais negócio para os cambistas?

1. Jogos Nestlé?

2. Clássicos sem ingresso na hora?

24 setembro 2007

Nem parecia clássico...

Foi tamanha a inoperância dos torcedores do SCCP ontem à tarde que a maioria verde nem se sentiu ameaçada. O Morumbi assistiu a um clássico de um time só, de pressão única, de semi-massacre na etapa inicial. Ficou barato, e só foi assim pelo goleiro dos caras, que evitou gols e mais gols nossos ainda na primeira metade. O 1 a 0, placar mais bonito do futebol, foi pouco diante do que se viu em campo.

E a estranha ausência de 'medo' neste dérbi tem a ver também com o estranho conformismo do lado alvinegro da arquibancada. Não houve protesto, tampouco revolta, pela derrota. A torcida parecia reflexo do time. Ao final dos 90 minutos, a festa palestrina contrastava com um êxodo quase silencioso do outro lado. Quando não, era uma estranha celebração, quase uma tentativa de demonstrar apoio incondicional, pouco importando o que se passava no campo.

Postura nobre, é verdade, mas pouco condizente com o momento.

De nossa parte, belo espetáculo com as faixas italianas no laranja, apesar do pequeno público presente (e aqui registrem-se a transmissão direta para SP e as bilheterias fechadas; volto a escrever sobre isso durante a semana).

Ao final, alegria e alívio pela terceira vitória seguida, mais uma sem sofrer gols. E a constatação de que não é o caso de evocar uma vitória épica. Faltou adversário para tanto.

***

CHUPA, VITOR!

45 minutos da etapa final. Na base do desespero, os alvinegros partem em busca do empate. A bola é erguida na nossa área e sobra para Finazzi, o ogro, no bico da pequena área. Antes da finalização, ele desvia o olhar para o canto direito alto do setor laranja. Lá no alto, o assassino de duendes observa a movimentação de seu ídolo maior. Olhos vidrados, lágrimas quase rolando pela face.

O craque-ogro prepara a finalização. Em uma fração de segundos, fixa o olhar naquele cidadão que exterminara duendes, sapinhos e cogumelos na madrugada anterior. E manda o recado: "Esta é pra você, meu fã número um". Emoção na arquibancada. O matador implacável de criaturas míticas sente que se aproxima o momento da consagração. O resto é história...

21 setembro 2007

É domingo!

Domingo é o dia! O Clássico dos Clássicos não tem favorito, como sempre. É o tal respeito à tradição do dérbi, algo que deveria ser levado mais a sério por uns e outros. De toda forma, é de se esperar que transcorra em paz. É jogo pra 22 mil, se tanto, e a culpa maior é da transmissão em TV aberta para a capital.
Vamos pra cima deles!

14h lá no alto (e não na praça, por motivos óbvios).

***
Detalhe: em caso de vitória, Fernando, o Galuppo, prometeu pagar todas as dívidas de pernil acumuladas ao longo de anos.

20 setembro 2007

A Arrancada Heróica



20 de setembro de 1942.

Pacaembu, São Paulo/SP.

Arrancada Heróica.

Se eu pudesse voltar no tempo uma única vez, seria este o dia.

Dia em que o Palmeiras nasceu campeão.

Dia em que despontou o Campeão do Século XX.

***

Trata-se de um dos capítulos mais gloriosos do Palestra/ Palmeiras. E a história está nos links a seguir, por obra do amigo Márcio Trevisan:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5

19 setembro 2007

Questão de respeito

Não sou daqueles palmeirenses que vibram a cada manchete ruim que vem do Parque São Jorge nos últimos tempos. Pelo menos não com estas envolvendo escutas telefônicas, lavagem de dinheiro e trambiqueiros de ordem diversa.

Contentar-se com tais notícias é blasfemar contra o próprio futebol.

Torce-se contra o time, dever de todo e qualquer torcedor.

Vibra-se com um gol, com uma eliminação, até com uma contusão.

Mas não contra o que representa a instituição SCCP.

Não contra a camisa ou contra a história.

Aprendi, desde moleque, a respeitar os rivais, este em especial.

Tanto quanto odiar.

Pois o ódio tem origens várias.

E pode, como neste caso, advir do respeito mútuo.

Palmeiras e SCCP são inimigos que amam se odiar.

Se fazem isso, é em sinal de respeito.

Respeito sempre necessário, mais um pouco em semana de clássico.

Lamento por aqueles que perdem o respeito por um rival digno.

É perder o respeito pelo próprio clube.

Palmeiras e SCCP são eternos.

E opostos, tão opostos, que se atraem.

O maior de todos os clássicos só o que é por este respeito.

Que seja assim no domingo, sem favoritos.

Azar dos alienados que, hoje, na exacerbação máxima da geração vitrine, ousam questionar a força por trás destas camisas.

Pagarão muito caro...

***

Ugo Giorgetti, palmeirense, sabe muito. Vale ler aqui.

14 setembro 2007

14/09/1942: do Palestra ao Palmeiras



Palmeiras.

Tão grande que comemora aniversário duas vezes por ano.

14 de setembro de 1942.

De Società Sportiva Palestra Italia a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Parabéns!

Pacaembu x Interior

Amigos,

Ficaremos sem o Palestra Itália durante os três primeiros meses de 2008, período necessário para que o gramado, antigo e alvo de reclamações constantes, seja totalmente substituído.

Não entendo nada do assunto, mas o prazo de quatro meses me parece por demais extenso.

De toda forma, a informação está, com exclusividade, no site da Ponto Verde, dos amigos Márcio Trevisan, meu ex-chefe, e Maurício Rito:

AQUI.
Notícia nada boa, não por ela, mas por possíveis conseqüências.

A solução, meus caros, deveria ser simples: Pacaembu.

Assim foi por muitas e muitas décadas.

Nenhum time tem resultados tão bons no estádio municipal.

O problema todo é que covardes da nossa diretoria (incluindo o banana que ocupa o cargo de presidente) defendem a opção de mandar jogos no maldito interior.

Até quando teremos de conviver com essa pataquada?

Que justiça é esta?

O reserva do goleiro de hóquei fez o que fez e pegou um único jogo de suspensão. Por muito menos, Vampeta pegou a mesma pena. Por menos ainda, dois de nossos atletas - Edmundo, incluso - pegaram dois jogos.

Ou seja, o cara fez tudo o que fez, em uma descarada tentativa de prejudicar o Palmeiras, e (quase) nada acontece?


Enquanto isso, Valdívia, com dores nas costas, desfalca o Palmeiras mais uma vez - a quarta. O canalha que o contundiu sequer foi a julgamento. Está aí, como se nada tivesse acontecido.

E a Justiça Desportiva faz o que quer, como e quando bem entende. Prevalecem os interesses de bastidores.

Pouca diferença faz se o tal goleiro/ator pegar um ou 20 jogos, pois ele é um come-dorme dos mais vagabundos, mas o fato é que a diretoria do Palmeiras age bem ao recorrer da decisão do STJD.

Pode não dar em nada, mas é essencial a manutenção deste clima beligerante contra o nosso inimigo.


***

Sobre isso, mais aqui, aqui e aqui.