11 maio 2015

O rei está nu

Em campo, um time nervoso, afobado, errando o que podia e o que não podia. Vem mais um ataque do adversário que, outrora saco de pancadas, virou carrasco. A bola chega, como que por acaso, aos pés de um pobre diabo. Gol. Parte do estádio irrompe em um grito que merece ser estudado: "Ei, Mancha, vai tomar no cu."

Por quê?

A resposta: porque a organizada, em protesto contra o vigente processo de elitização, passara os 90 minutos calada, com cada um de seus integrantes sentado no devido lugar, adotando exatamente o comportamento que é ditado por muitos dos que partiram para a ofensa: o de uma plateia no teatro.

É isso, sem tirar nem por.

Mas é necessário avançar no debate.

O que, afinal, motivou a voracidade daqueles que frequentam os setores centrais e os camarotes do nosso novo e moderno estádio?

Apresento algumas hipóteses e deixo aberto o espaço para que os leitores escolham a mais palatável. Fiquem à vontade.

(  ) A - Foi uma espécie de chilique, coisa momentânea, compreensível se levarmos em conta o autor do gol que nos colocou em desvantagem no placar. Depois daquilo, alguém haveria de pagar o pato e, convenhamos, não poderia existir alvo melhor do que uma torcida organizada. Afinal, é muito cômodo se posicionar contra "aquele bando de bandidos e marginais travestidos de torcedores".

(  ) B - A reação foi assim uma espécie de manifestação neoliberal e em defesa da elitização no futebol. "Quem esses caras pensam que são para protestar contra #deusnobre, o benevolente homem de negócios [???] que transformou o Palmeiras em uma potência dentro e fora de campo?". "Tem que aumentar ainda mais o preço do ingresso para conseguirmos expulsar esses vândalos". "Se você for Avanti 5 estrelas, tiver Itaucard Platinum e for um dos 500 primeiros, consegue pagar um valor baixo pelo ingresso; essa gente precisa parar de reclamar sem motivo". "Não tem dinheiro? Então fique em casa e veja pela TV, seu pobre!"

(  ) C - Foi, de certo modo, um despertar de consciência, com muita gente se dando conta da verdade inesgotável: sem a força da organizada, o estádio não vibra. Mas, afinal, não há certa contradição aqui? Vejamos: os caras têm se esforçado tanto para transformar nossa casa em um teatro (com preços obscenos, com vergonhosas micagens no telão e com um presidente que deseja impor a torcida única à força) e, quando conseguem, xingam logo aqueles que permitiram que isso acontecesse? Ou, posto de outro modo, seria a revolta dos que se sentiram desnudados com a inoperância do restante do estádio? Aí, ficando evidente a incapacidade de empurrar o time dentro de campo por conta própria, o que fazem é ofender os que jogaram luz sobre a apatia generalizada?

(  ) D - Nobre, seus asseclas e todos aqueles que, palmeirenses ou não, atuam em nome da agenda elitista podem ter ido tão longe na causa que já há quem se porte exatamente conforme o esperado: são consumidores e não torcedores. Se o cidadão está pagando (caro) pelo acesso ao estádio, entende que está contratando um pacote que deve incluir, entre outros mimos, um bando de selvagens a pular e a cantar incessantemente para que ele, sentado confortavelmente em sua cadeira numerada, possa desfrutar do espetáculo. É como o sujeito que vai ao zoológico e resolve xingar o leão porque ele não apareceu naquele dia. "Eu paguei o combo completo! Por que esses animais não vão cantar hoje?". Não demora muito e alguém vai acionar o Procon porque a organizada não fez festa.

E então, caro leitor, que alternativa melhor explica o xingamento entoado por parcelas mais abastadas do público em reação ao protesto da torcida organizada?

De minha parte, vejo uma combinação de todos esses fatores, uns mais do que outros.

O coro de "Ei, Mancha, vai tomar no cu" ressalta a fragilidade por trás de tudo o que pensam os defensores da política elitista e excludente do senhor Paulo Nobre. Porque, vejam os senhores, a entidade Mancha Verde foi atacada exatamente por não desempenhar a função que costuma exercer em todos os jogos e em qualquer estádio, mesmo contra a vontade do mandatário que aí está. A entidade Mancha Verde foi atacada por se comportar passivamente, como ocorre em boa parte do estádio, e por seguir exatamente o padrão de comportamento que se espera nessas 'novas arenas'.

O coro de "Ei, Mancha, vai tomar no cu" acabou por validar o protesto, ao expor uma torcida rachada e que, muito pela política excludente da gestão que aí está, já não tem mais a mesma força de antes. Se o que queria a Mancha era "colocar em questão o papel importante das torcidas organizadas e o quanto elas são fundamentais para transformar o estádio em um caldeirão", então o objetivo foi plenamente alcançado.

O rei está nu e a contradição, colocada: os defensores da elitização praticam preços de teatro e querem festa de arquibancada; tentam impor um novo padrão de comportamento e exigem incentivo de uma torcida que se vê mais excluída do estádio a cada dia que passa.

Decidam-se, pois. É uma coisa ou outra, e o jogo deste sábado representa um marco neste embate entre um Palmeiras popular, aberto a todos e com torcida em todo o país e um Palmeiras excludente, idealizado para os que têm muito dinheiro e se preocupam mais em aparecer no telão e em aplaudir a renda.

Por ora, fica uma triste constatação: será muito difícil esquecer o dia em que, na nossa casa, atacou-se quem estava defendendo os setores mais populares da nossa torcida.

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Fever Pitch (Nick Hornby), páginas 76 e 77:

"Os grandes clubes parecem ter se cansado das suas torcidas, e sob certo aspecto quem pode culpá-los? Jovens trabalhadores e homens de classe média baixa trazem consigo problemas complicados e ocasionalmente perturbadores; os diretores e presidentes podem argumentar que eles tiveram sua chance e a desperdiçaram, e que as famílias de classe média - o novo público-alvo - não só irão se comportar bem, como pagar muito mais para fazê-lo. Esse argumento ignora questões básicas que envolvem responsabilidade, justiça e o papel que os clubes têm ou não a representar nas suas comunidades. Mas mesmo sem essas questões, parece-me haver uma falha fatal nesse raciocínio. O prazer que um estádio de futebol pode proporcionar é, em parte, uma mistura do vicário com o parasítico, porque a não ser que a pessoa poste-se no Lado Norte, no Kop ou na Ponta Stretford, fica dependendo dos outros para que a atmosfera seja criada; e a atmosfera é um dos ingredientes cruciais da experiência futebolística. Essas torcidas imensas são tão vitais para os clubes quanto os jogadores, não só porque seus membros são eloquentes no seu apoio, não só porque fornecem aos clubes grandes somas de dinheiro (embora esses fatores não deixem de ser importantes), mas porque sem as torcidas ninguém se daria ao trabalho de ir ao jogo. O Arsenal, o Manchester United e todo o resto têm a impressão de que as pessoas pagam para ver Paul Merson e Ryan Giggs, e é claro que elas fazem isso. Mas muita gente - o pessoal das cadeiras que custam vinte libras, e os caras dos camarotes-executivos - também paga para ver a torcida que foi lá ver Paul Merson (ou para escutar a torcida gritar com ele). Quem iria comprar um camarote-executivo se o estádio estivesse cheio de executivos? O clube vendia os camarotes incluindo a atmosfera de graça, de modo que o Lado Norte gerava tanta renda quanto qualquer um dos jogadores. Mas quem irá fazer o barulho agora? Será que a garatoda suburbana de classe média ainda virá com suas mamães e papais se o barulho tiver de ser feito por eles mesmos? Ou será que se sentirão tapeados? Porque a realidade é que os clubes estão lhes vendendo ingressos para um espetáculo no qual a atração principal foi afastada para dar lugar a eles. Mais uma coisa sobre o tipo de plateia que o futebol resolveu atrair: os clubes vão ter de garantir a qualidade, garantir que não haverá anos de vacas magras, porque o novo público não tolerará fracassos. Essas pessoas não são do tipo que irá ver o time jogar contra o Wimbledon em março, estando em décimo primeiro lugar na Primeira Divisão e fora de todas as disputas de títulos. Por que deveriam ir? Elas têm muitas outras coisas para fazer. Portanto, Arsenal... nada de escritas perdedoras de 17 anos de duração, feito aquela entre 1953 e 1970, certo? Nada de ficar flertando com o rebaixamento, feito em 1975 e 1976, nem nada de meia década sem sequer chegar a uma final, feito a que nós tivemos entre 1981 e 1987. Nós, fregueses de caderno, aturamos tudo isso, e pelo menos 20 mil de nós aparecíamos lá por pior que o time jogasse (e às vezes jogava muito, muito mal mesmo); mas essa turma nova... não tenho tanta certeza assim."

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O Leandro Iamin, brilhante, fez uma análise bem racional de todo este cenário. Vale pelo texto em si e para que se tenha noção, a partir dos comentários, do nível de alienação e afetação que tomou parte de boa parte de nossa torcida. É absolutamente desesperador.

44 comentários:

cassiano disse...

Barneschi, muito bom o texto, e o adendo também, mais desenhado do que isso não tem como, aqui só existem dois lados, o povo ou os elitistas.

Toledo disse...

E pensar que "tiravamos sarro" dos fans do spfc por além de bichas (óbvio!), serem mauricinhos, playboys, etc...

..quem diria? lamentável.. triste..

mal sabem eles que se não fossem esses "marginais de baixa-renda" eles mesmos não poderiam ir com a camisa do Palmeiras aos estádios..

Diego disse...

O futebol contemporâneo inserido dentro da lógica do capital, nada mais nada menos poderia engendrar algo senão a exclusão social, o afastamento das amplas massas trabalhadoras dos estádios por todo país.
O problema é como combater o avanço dos ataques desferidos contra os torcedores de baixa renda, realizados por parte daqueles que desejam ver o futebol como um bem de consumo destinado as camadas mais abastadas. Não basta apenas a Mancha protestar em dias de jogos, se limitando apenas a marcar posição contra os abusos nos preços dos ingressos. Na minha concepção é algo muito além, a Mancha deveria realizar uma propaganda intensa entre a torcida (distribuindo jornais, panfletos, levar a discussão para seus programas da TV Mancha, publicando notas e manifestos em seu site, mídias sociais), para assim ganhar a torcida do Palmeiras de forma geral, para o seu lado.
É difícil, não é um trabalho fácil, mas muita coisa poderia ser feita, buscar uma articulação com as demais organizadas do clube ( posteriormente com as torcidas dos outros grandes clubes. Acredito que a luta contra a elitização é muito mais sincera, e capaz de mobilizar todas as torcidas, do que as demagogas promessas de paz entre as torcidas).
Não é fácil, pois é remar contra a corrente, contra o que a grande imprensa deseja, contra o que os detentores dos direitos de transmissões dos jogos querem, contra o que as Federações desejam, e etc. Mas o debate precisa ser travado, e levado para o "grosso da torcida" Barneschi.

Rafael disse...

Triste episódio "o dia que a mancha não cantou". Justo e necessário o protesto, mas prejudicou o time como pudemos ver. Os absurdos xingamentos comprovaram isso. Mas o mais triste é a torcida desunida.

Anônimo disse...

Bom dia, bom texto, porém esse caso em si gostaria de colocar um outro lado da moeda. Sou contra esses altos valores e acho eles abusivos e não por causa da mancha e sim por causa do trabalhador que ganha pouco no Brasil. A mancha quando tem ingresso na mão não vendr de forma popular o seu ingresso, onde poderia repassar o ingresso com preço de "custo". Talvez o "mancha Vtnc" seja um protesto de torcedores que estão cansados de serem tratados como "menos torcedores" ou de "modinhas" por talvez nao irem em todos os jogos. Talvez seja uma forma de dizer; "eu mancha sou palmeirense e posso pensar diferente de você em relação a alguns jogadores". Antes de me chamar de nobrete, quero dizer que sou palmeirense acima de tudo e quero apenas que administre bem o clube que eu amo! Não sou "mais e nem menos" torcedor por ir em estádio ou não! Sou avanti sim e vou em "quase" todos os jogos do palmeiras, que ganhando ou perdendo, sempre vou para incentivar e vibrar. Torcida que canta e vibra, refere-se a 18 milhões de torcedores e não apenas a uma pequena parte! Abraços

Anônimo disse...

Olha, sinceramente, é forçoso concordar com o texto. Realmente os preços estão altíssimos (eu mesmo fanático pelo time, não consigo fazer um plano Avanti por ter contas mais importantes).
Mas acho que qualquer time pode sair vencedor de um jogo com ou sem caldeirão. Claro que jogar em casa é sinônimo de vantagem, torcida motiva jogador, só que um atleta profissional, em um clube como o nosso e ganhando o que ganha, é obrigado a jogar bem SEMPRE. Há diversos exemplos de times que são até campeões com uma torcida pífia.

Tudo isso pra dizer que concordo que a discussão sobre os organizados pode existir, mas me recuso a atribuir ao 'silêncio' uma partida ridícula taticamente.

De qualquer forma, entendo mesmo o objetivo do texto, só achei importante deixar essa ressalva.

Anônimo disse...

O protesto é válido, o xingamento ao protesto é ridículo.
Mas creio que o que se estava xingando não era apenas o silêncio da organizada. Algo estava entalado na garganta desse torcedor que não pertence a T.O.
Eu vou muito a jogos, e é muito claro que assim como parte da torcida "Central Leste e Oeste" não gosta da T.O. a recíproca é verdadeira. No jogo de acesso para a Série A em 2013, contra o São Caetano, ao final do jogo a Mancha chamava o time de sem vergonha.
A maior parte da torcida aplaudiu o acesso, afinal aqueles jogadores ruins não pediram para jogar no Palmeiras. Eles não tinham culpa, fizeram sua obrigação, que era subir.
Ao ir embora do estádio, muitos membros da Mancha xingavam os demais torcedores, diziam que muitos ali era a primeira vez que ia ao estádio.
A vontade que eu tinha era de xingar de volta, não o fiz pois sabemos como as organizadas são sim, violentas, e eu prezo pela minha integridade fisica. Vou ao estadio com freqüência, e tenho que ouvir essas bobagens?
Se alguem é responsável pelo racha entre a torcida do Palmeiras, a principal culpa é da nossa maior organizada

Rodrigo Amato disse...

"os defensores da elitização praticam preços de teatro e querem festa de arquibancada"

Este foi exatamente (e com estas palavras!) o meu comentário diante o xingamento dos desorganizados.

Excelente texto. Barneschi, longe de mim querer pautar seu blog (até pq não tenho a sua competência para isso), mas uma releitura de Eurico Miranda x PN viria a calhar... Enquanto de um lado "o respeito voltou", do outro é "Mancha vtnc". Simbólico, no mínimo...

abs

Filipe disse...

Eu concordo com o texto, na verdade, após o cemitério que foi o jogo, eu percebi o que você e outros querem dizer quando batem na tecla da elitização.

A MV provou seu ponto, pelo menos no curto prazo sem ela não temos atmosfera, o time sentiu o golpe inclusive.

Porém a questão central é que o que faz o palmeiras gigantesco não são apenas os 8 mil "verdadeiros" dispostos a cantar o jogo inteiro e sim os milhoes que consomem palmeiras dia e noite,que fazem o palmeiras receber os milhoes em patrocinio, avanti, tv etc. e tenha força para montar times competitivos. Existem diversos times médios com 8 mil fanaticos pra provar isso.

Queiram ou não.

Enfim, após o jogo percebo que a elitização do PN ou segregamento que os "verdadeiros" querem impor, do tipo saudade dos 10 mil, são igualmente danosos, de um lado ou de outro e como tudo na vida o equilibrio é a solução.

Quanto aos xingamentos, a questão não se resume simplesmente a essas alternativas que vc citou, tem um pouco de cada uma e mais uma série de outras que vêm muito antes disso, que com uma postura arrogante, de intimidações aos comuns, agressões aos jogadores, etc. acabou se isolando de 99% da torcida, e pelo visto não têm interesse nenhum em se reaproximar.

Gabriel Ferraroni disse...

Não sou da Mancha, tenho algumas restrições contra a torcida mas tenho certeza da sua importância inigualável para o Palmeiras onde quer que ele jogue.
Dito isso, concordo plenamente que o triste coro entoado no sábado é a junção de todos os fatores apresentados e acrescento que esses estão englobados em um "fenômeno intelecto-social" que ocorre no Brasil desde 2002, a lavagem cerebral executada pelas grandes empresas da mídia, a mando da elite e sofrida pelo povo em geral mas principalmente pela classe "mérdia" (coxinhas) contra a inclusão sócial, um Brasil menos desigual a favor da elite e de seus privilégios aristocratas.
O reflexo de tal lavagem foi visto em um dos espaços (outrora) mais democráticos do Brasil.
Parabéns a Mancha pelo corajoso e fundamental protesto!
Obrigado Barneschi pela lucidez dos textos!
"Não importa o que diga essa imprensa de Gambá, FDP!"

gregory disse...

Sabe o que lembrei?

Sabe aquele setor bem embaixo das organizadas, onde amarramos as faixas? Então:

"Poderia ser um setor VIP. Ali tem a torcida organizada atrás, mas não vejo isso como problema porque seria um negócio legal, uma área VIP com todo calor da organizada junto."

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2014/12/arena-palmeiras-fecha-o-ano-projetando-mudancas-e-melhorias.html

Parece piada, mas não, os caras realmente pensaram nisso.

Então realmente acredito na opção do pessoal ter pago pelo "espetáculo" completo e não conseguiram ver os animais cantando para a diversão deles.

Deve ser triste pagar caro e não ter essa experiência.

Apenas um adendo sobre sábado: Cada jogo que passa eu fico com mais nojo daquele telão. Porém sábado passaram do limite. Viramos motivo de piada.

Outro adendo agora sobre o protesto: Meu pai assistiu pelo Premier e disse que a Globo comentou sobre o protesto assim: "O Torcedor de Bem não aguenta mais as atitudes desses marginais das organizadas e se revoltam contra eles".

Não explicando o motivo do protesto e nem nada.

Luiz Fernando Sanchez disse...

O tal do PN consegiu desunir a torcida novamente com sua medida arrogante e de quem trata o clube que preside como se fosse seu trenzinho de brinquedo,esse conflito entre "marginais" x "coxinhas"(apenas um exemplo grosseiro de exemplificar) estava velado e assim continuaria se nossa equipe continuasse a vencer e mostrar bom futebol ou mesmo se isso não acontecesse,na verdade era só acender o pavio e ele foi aceso com esse "reajuste" indecente do avanti,não sou tão radical em relação ao preço do ST,acho que um aumento de 10 a 20 reais estaria dentro do aceitável,no fundo eles é que são radicais,não dão o braço a torcer sob nenhum aspecto,querem só impor,o torcedor que eles querem é torcedor de resultados e esse vai sumir rapidinho,não porque ele é um ser humano deplorável mas sim pq esse trata o futebol como uma diversão(o que é legítimo) e quando o calo apertar ele não vai ver mais graça naquilo e talvez os que foram chutados(e os que ainda vão ser) não vão estar lá e aí eu quero ver o que vai acontecer,depois não adianta apelar pro "amor incondicional do palmeirense.

r_evangelista disse...

B e D, principalmente.

e exatamente, o xingamento deu relevo ao protesto, o fez ainda mais notável. saiu pela culatra.

Unknown disse...
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Renato Moreira disse...

A expressão máxima de nossas elites pode ser representada no coro "Ei vai tomar no Cú!".

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Minha esperança está no fato de que ainda há resistência e creio que o Sr. Presidente não conseguirá a vitória pelo bolso, pelo menos não por mais muito tempo.

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Gostar ou não gostar da TO não justifica em nada a atitude lastimável que optaram por tomar esses coxinhas das arquibancadas. A luta era (é) pelo Palmeiras, pela história, pela origem e pela própria Torcida.

Anônimo disse...

Sou favorável a ingressos com menor valor e não concordo, mas entendo a posição do clube, que busca angariar mais sócios. Só discordo da posição de vítima, na qual a torcida profissional foi colocada. É normal agredir torcedores que não apoiam o clube? As torcidas profissionais, em geral, fazem isso rotineiramente. Assisti a vários jogos onde pessoas que queriam assistir ao jogo eram coagidas (muitas vezes violentamente) a pular e cantar o tempo todo, caso contrário, tinham de ir para outra parte do estádio. No caso específico do que aconteceu no sábado, não foi o único motivo, mas creio que o xingamento também seja pelo fato de que, torcedores que expressavam apoio ao Palmeiras eram coagidos a ficar em silêncio. Será que a torcida profissional pediu com educação para esses torcedores se calarem? Menos vitimização, por favor...

Renato Moreira disse...

Agora vejo aqui e acolá os "torcedores comuns" se colocarem como vítima após terem mandado a torcida organizada (vulgo profissional) ir tomar no cú.

Claro, o torcedor comum mandou a organizada ir tomar no cú com educação!

É justa a indignação de quem se reserva ao direito de ficar em silêncio, por opção própria, e por coação - em coro de um grupo de alguns milhares (pois bando é para os organizados) - exige que os agora calados façam o que deles é esperado, incentivar e mover o time para a vitória.

Menos hipocrisia, por favor...

rafael disse...

o trecho do livro do hornby diz muito. parece até que ele resolveu passar umas férias em nosso país e lançou o livro com base no que viu aqui. é o mesmo processo (e lá só agora o pessoal tá conseguindo se levantar por algumas reivindicações tímidas)...

mas pelo lado bom, pelo menos agora sabemos que parte dos elitistas ainda quer que o estádio pulse. pq eu fico sem acreditar quando vejo alguns por aí citando a torcida do barcelona como um exemplo de comportamento em um estádio.

Anônimo disse...

Concordo plenamente com o protesto, acho que está caro mesmo, só na minha casa somos em 4 torcedores sócios Avanti, mas mesmo assim encarece e muito. Mas nem por isso acho legal chamar os demais torcedores... de elite ou de vândalos, estamos esquecendo o principal a entidade Palmeiras. mas vale lembrar que a MV não gosta dos torcedores comuns, haja visto que quando o Palmeiras foi campeão da série B no Pacaembú, nós torcedores comuns fomos achincalhados e ofendidos pela MV que não queria que aplaudíssemos o time nem gritasse é "Campeão", oras o que dizer para as crianças que estavam presentes ?
Vale lembrar que frequento estádios há muitos anos e vejo também as torcidas de TUP, MV e outras parecendo torcer para times diferentes, não se bicam, então não é pelo Palmeiras que as pessoas torcem, torcem pela imposição, pelo protesto, nós torcedores comuns não batemos em jogadores e muito menos participamos de brigas. Protestem quanto quiser mas deixe os torcedores familia e comuns em paz.

Julio GF disse...

Sou contrário ao que tem ocorrido com o Palmeiras e com o que estão fazendo com a torcida. Isto é um coisa. A outra é que HÁ MUITO TEMPO a Mancha deixou de representar o torcedor palmeirense. Não é de hoje que a maioria da torcida manda a Mancha para aquele lugar. Não há como negar isso! O racha está aí bem antes de Paulo Nobre. Infelizmente (infelizmente mesmo) os últimos anos terríveis para a relação entre "torcedor comum" e T.O. E sim, a Mancha teve muita responsabilidade nesse processo. A perda de mandos de campo na reta final de uma luta para não cair, a emboscada aos jogadores em aeroporto, de certa forma, atinge em cheio o torcedor porque prejudica o time diretamente! "Ah, mas a Mancha defende o Palmeiras". Pera aí, vai... QUALQUER T.O. é uma entidade com interesses e intenções que vão muito além de cânticos e apoio a um time de futebol.

Anônimo disse...

Tem neguinho aqui reclamando de ter sido repreendido por gritar "é campeão" em segunda divisão??? Confere produção???

Tem hora que dá vergonha do que a torcida do Palmeiras virou.
É dessa torcida que comemora inscrito no youtube e lançamento de camisas ao invés de títulos a culpa do apequenamento do Palmeiras...

Julian Lepick disse...

Como não tenho disponibilidade de ir ao estádio durante a semana, meu "rating" caiu bastante e consequentemente eu tive de desembolsar mais $$ para ver os jogos (coisa que anda difícil atualmente), além de começar a ver os jogos em áreas mornas do estádio.

No entanto, meu grande choque de realidade foi no jogo contra o XV de Piracicaba, o primeiro as 11h, quando ao final do jogo a "simpática" torcida das cadeiras oeste entoou gritos de ódio, desde então venho notando que grande parte da torcida que frequenta o Allianz Parque​ é a torcida do ALLIANZ WTORRE palmeiras, defendendo estádio acima do clube. O Sócio Torcedor conferiu à esta fatia o suposto direito de ser mais torcedor do que qualquer outro, mesmo sem vibrar com nada que não seja o gol do time ou a firula do Valdivia, é como se o AVANTI fosse um título de propriedade e quanto mais caro o plano do sujeito mais dono do clube ele se sente.

Infelizmente o que acontece com o Palmeiras hoje é a sãopaulinização da torcida patrocinado pelo presidente mais Nobre que já tivemos.

Felipe C. disse...

Barneschi, já foi discutida a propositura de uma Ação Civil Pública contra o aumento abusivo dos ingressos?

Tiago Mancha disse...

A MANCHA não tem obrigação de cantar!
Pq o povão nao fez a vez da MANCHA?
A culpa do time jogar mal foi da MANCHA?
Só a MANCHA naquele estádio era torcedor?
Muito torcedor comum critica a MANCHA qd faz protesto, xinga jogador, dirigente, que alias, esses xingaram a MANCHA qd ela xingou o Sr. Paulo Nobre.
Quando tem jogo fora de casa, esses torcedores viajam para apoiar o time? talvez alguns!
Foi claro que os gritos vieram dos setores mais caros do estadio.
Esses torcedores, ficam calados o jogo todos, só agitam e lavantam a bunda da cadeira quando o time vai ao ataque.
Agora pergunto, pq a torcida organizada não pode fazer o mesmo que eles?
O povão do PALMEIRAS é ridiculo!
Pq nesse jogo vaiaram o Valdivia, ele não é o queridinho do povão?
Se apoiam o Valdia, que sustentem esse apoio até o final.
Eu sou MANCHA e apoio sua atitude, desde xingar o Valdivia até ficar calado em protesto ao aumento dos ingressos.
Tenho vergonha de ALGUNS torcedores do PALMEIRAS.

César SEP disse...

Por que então eles não cantam então? A "torcida" que vaiou sabe muito bem as musicas. Os coxinhas são tão contraditórios que vaiaram até o valpinga - considerado "ídolo" por eles - na hora da substituição. Que saudades do Pacaembu, do antigo e saudoso Palestra...

Abraços!

Nicola disse...

Tenho mais respeito por alguns são paulinos do que pelos boçais que cantaram isso.

A letra D foi genial. É exatamente isso, apesar do tom irônico é a mais pura verdade.

Nicola disse...

No primeiro jogo de 2013 (Palmeiras 2x3 Penapolense) algo muito parecido aconteceu. Mas o ponto central do desentendimento era o Valdivia.

E olha que nessa partida não devia ter nenhum palmeirense bambi... no novo Palestra eles tem infestado vários lugares.

Gabriel Coiso disse...

Belo texto!
E entre o item C e D creio que cabe outro ponto: como ousam os operários pararem de apertar os parafusos? Como ousa a massa de professores mal paga deixar de ir em sala de aula para, meramente, controlar os alunos quietos, sem nada lhes ensinar por falta de condições básicas?
Quando as classes trabalhadoras se põem em greve, se abstém de produzir o que delas esperam as classes dominantes, têm-se a repressão, a tropa de choque. Ao que me parece, sábado na turiassu, foi isso: a massa ocupante do setor popular se recusou a apertar os parafusos que outorgaram a ela.
Abraço!

mario luiz salvoni disse...

Também não sou fã da MV, mas desta vez não tem o menor sentido o que aconteceu. Acho que está na hora de parar de se procurar culpados onde eles não existem, se o time foi mau no sábado, a culpa é única e exclusva das "invenções táticas" do OO e de quem o contratou, o senhor Paulo Nobre.

Anônimo disse...

A MV mesma que se excluiu, não só a própria torcida mas toda a população estão cansadas de ver a confusão que ela causa, quantas pessoas morreram e irão morrer por causa dela, quantas depredações já fizeram ao patrimônio publico e ao patrimônio do Palmeiras e de outros clubes, como por exemplo ao Itaquerão no último jogo que o Palmeiras deve que arcar com os custos. É isso que os outros torcedores repudiam e estão cansados de aguentar. A partir do momento que ela deixar de ser violenta e parar com as depredações e violência contra os jogadores, pode ter certeza que irá conquistar os demais torcedores. Para mim esse protesto da MV não tem nada a ver com o preço dos ingressos, pq em todos os jogos eles estão lá, e sim politico, pq regalias foram cortadas, ingressos deixaram de parar nas mãos das organizadas, que revendiam esses ingressos, muitas vezes bem mais caro. Outra coisa a própria MV segregava os demais torcedores que não eram de organizadas, eles que começaram com essa divisão da torcida, achando que só eles eram mais torcedores, por serem de organizadas. Portanto eles que tem que conquistar os demais torcedores, como farão isso? Deixando a violência de lado, tanto dentro como fora dos estádios, promoveram a paz, eliminarem de seus quadros os violentos e bandidos que lá se encontram, promoverem a união com as torcidas organizadas adversárias em prol de um futebol melhor, receberem bem os adversários no Allianz. Provocação com a torcida adversária sim, mas sem violência.

Renato Moreira disse...

Nossa, quanta groselha...

Luan disse...

Barneschi acho válido o protesto pelo preço do ingresso, apesar que se o palmeirense se aderir ao Avanti ele consegue o ingresso sem pagar, pagando apenas a mensalidade. Mas me fala uma coisa, é verdade que a Mancha Verde não vai cantar no brasileirão todo enquanto não se abaixarem os preços do ingresso? Por que se for verdade, vai atrapalhar demais o time sem surtir efeito, pois o doente por dinheiro Paulo Nobre não vai ceder a um protesto que venha da Mancha Verde. Obrigado e continue na luta.

Bruno Ancona disse...

Amanhã jogarão Boca x River pela Libertadores da América e como de costume, torcedores e imprensa em geral ficarão babando ovo pra torcida argentina e a maneira como eles torcem e fazem festa dentro dos estádios.
Enquanto isso, ontem no Palestra - Allianz Parque - tive que presenciar na entrada do estádio uma menina de uns 14/15 anos entrando com o pai segurando aquelas bexigas de bater uma na outra (distribuíram elas no jogo inaugural do estádio e na final contra o Santos) e, inacreditavelmente, ela foi BARRADA de entrar com aquilo. Sim, uma bexiga de plástico que já tinha sido usada dentro do estádio em outras partidas, teve que ser jogada fora na entrada do Palestra porque policiais militares não permitiram a entrada dela com o mesmo. Obviamente a menina jogou fora com uma cara de CÚ, e que essa PM estragou aquele momento de felicidade dela.
Semana passada, no jogo São Paulo x Cruzeiro, um torcedor símbolo do SP não pode entrar no estádio com o escudo do time pintado no peito, o que ele SEMPRE faz em TODOS os jogos do São Paulo. Porque? Um escudo no peito, que não esconde nem a cara do sujeito? Que mal tem nisso?
Já proibiram sinalizadores, fumaças, bandeiras, etc etc etc.
"Ah mas antigamente usavam as bandeiras para brigar" - Ok. Ai você vai lá e, ao invés de prender quem brigou, proíbe a bandeira e deixa a pessoa livre. Inteligentíssimo. Estão punindo a arma e não quem atirou!
Muitos defendem cada vez mais esse jeito "europeu" de se torcer. Torcedores e imprensa querem fazer que o futebol vire um teatro. Todos tem que ficar no seu lugar, sentados e aplaudindo a renda do jogo. Mas amanhã, os mesmos que defendem isso estarão pagando um pau pra torcida argentina!
O futebol no Brasil ta acabando ...

Anônimo disse...

É tempo de divisão, isso é fato como em todo o Brasil, em todos os segmentos, na política, em tudo, o "bolo" está cada vez menor para cada vez mais gente e isso só vai acabar quando pararmos de nos digladiar para cada um fazer a sua parte.

Leandro Parra disse...

Vivemos um momento crítico na história do nosso PALMEIRAS, com Paulo Nobre e seus asseclas tentando impor um projeto elitista e antipopular que poderá levar o nosso glorioso e lutador PALESTRA-PALMEIRAS a um rumo extremamente perigoso correndo o risco de virar um São Paulo nas suas origens, ou seja, elitista e representante da classe rica. Aos que não conhecem a nossa história pesquisem e descobriram que somos popular desde nosso nascimento, com raízes operárias e com forte penetração inclusive nas periferias Brasil à fora... Só conseguiremos reverter este projeto nefasto se nos unirmos e alavancarmos uma grande mobilização popular a partir da própria Mancha Verde e que não de tréguas a Paulo Nobre e procure construir e apresentar um projeto alternativo que transforme o PALMEIRAS num gigante POPULAR retomando o seu posto de terceira maior torcida do Brasil e viabilize um projeto ousado de médio e longo prazo para rivalizarmos com nosso rival, me lembro quando eu era adolescente, lá pelos final dos anos 70 e morava no Jaçanã e nossa torcida era maciça; no Morumbi fazíamos frente aos gambás e botávamos os bâmbis no bolso... Bons tempos, não conseguia compreender como a imprensa podia falar tanto da torcida dos gambas... enfim, temos força popular sim, que precisa ser resgatada, restaurada, reconstruída e ampliada. Não somos de elite, somos populares, favelados, periféricos e também da classe média, porém, em primeiro lugar um time de massa, e não apenas das elites privilegiadas, como quer Paulo Nobre. Contra o futebol moderno! Pela desprivatização do futebol! Futebol é coisa pública! Viva o PALMEIRAS POPULAR! AVANTE VERDES! PELO SÓCIO TORCEDOR COM DIREITO À VOTO E A ELEGIBILIDADE,

Barneschi disse...

Agradeço a todos pelos comentários. É bom constatar que, em meio à alienação que toma conta de todo o restante da rede, há aqui quem consiga enxergar o futebol e a arquibancada além do senso comum rasteiro e do egoísmo que pauta a visão de muita gente por aí. Há aqui um saudável espírito de reflexão e senso crítico e os comentários acabam por complementar boa parte das ideias que eu defendo. No próximo comentário, vou fazer algumas considerações a respeito de pontos que foram abordados aqui e ali.
Abraços

Barneschi disse...

Diego
Tendo a concordar com a sua visão, e, de certo modo, isso dependeria de um pouco de consciência de classe do torcedor, algo que inexiste por completo neste país. Eu escrevi dois posts sobre isso: http://forzapalestra.blogspot.com.br/2013/02/consciencia-de-classe.html e http://forzapalestra.blogspot.com.br/2013/06/consciencia-de-classe-agora-sim.html. Sim, o debate precisa ser travado; mas parece que há cada vez menos gente atenta a isso e disposta a não seguir o senso comum.

Anônimo das 10:19
Concordo contigo. Não consigo conceber que alguém atribua o empate/derrota do último domingo ao silêncio da torcida e não ao débil futebol e aos desacertos táticos perpetuados pelo nosso treinador.

Anônimo das 10:56
Entendo o seu ponto de vista, mas permito-me discordar dele, essencialmente por considerar que todo esse ‘racha’ na nossa torcida está intimamente ligado à política excludente do mandatário que aí está e dos seus asseclas.

Rodrigo Amato
Cara, seria uma boa releitura, e eu já imagino bem o tamanho da polêmica que isso poderia gerar. Por ora, entendo que esse post já traz muitas das ideias por trás desse confonto: http://forzapalestra.blogspot.com.br/2011/10/tributo-eurico-miranda.html

Filipe
A questão da elitização tem esse efeito nefasto sobre a presença da torcida organizada (conforme você pôde observar), mas o que mais me preocupa é o efeito em longo prazo, uma vez que crianças e jovens estão ficando cada vez mais alijados do estádio. E concordo contigo: algumas atitudes da Mancha acabam por torna-la, digamos, pouco simpática aos olhos do restante da torcida.

Gabriel Ferraroni
Sim, meu caro, é uma agenda elitista que vem de longa data. A Copa do Mundo desempenhou papel fundamental para que ela ganhasse força. Não à toa, eu venho dizendo desde 2007 que a Copa de 2014 seria o atestado de óbito do futebol brasileiro. Era a isso que eu me referia.

Gregory
Aquele telão ainda vai nos deixar muito envergonhados, especialmente nos jogos contra rivais.

Renato Moreira
A julgar pelo teor dos comentários no texto do Leandro Iamin (que é mais aberto ao grande público por estar dentro de um portal), a política higienista do Nobr está vencendo por larga margem.

Anônimo das 15:29
Entendo todas as restrições que possa vir a ter, mas reitero o ponto mais grave de tudo o que aconteceu no sábado: parte do público ofendeu quem estava defendendo os setores mais populares da nossa torcida.

Barneschi disse...

Anônimo das 16:09
Vale o mesmo comentário que eu postei para o anterior:
Entendo todas as restrições que possa vir a ter, mas reitero o ponto mais grave de tudo o que aconteceu no sábado: parte do público ofendeu quem estava defendendo os setores mais populares da nossa torcida.

Julian Lepick
Sim, meu caro, você foi preciso no seu comentário. Tem muita gente aí que atua com enorme voracidade para defender os naming rights (e eu mesmo sou atacado por tratar o estádio sempre como Palestra Italia), mas se esquece que estamos em meio a um processo muito perigoso de exclusão das camadas mais populares. Não à toa, essa é a mesma gente que resolveu agora atacar a Rede Globo (ou RGT, que seja). Pois eu fiz isso a vida inteira por motivos muito mais sérios e sempre ouvi besteira. Agora nego se preocupa muito mais em xingar a Globo pela não-menção aos naming rights e parece não estar preocupado com as manipulações de tabelas e com a marginalização do Palmeiras das transmissões em rede nacional.

Felipe C.
Há algumas discussões sobre a necessidade de manter ingressos populares, mas ainda não se avançou nesse sentido.

Gabriel Coiso
Bela abordagem, a sua. Concordo plenamente.

Anônimo das 15:00
Amigo, sugiro a você que vá ler o blog do Flavio Prado. Numa boa.

Luan
Não, não é verdade.

Bruno Ancona
Pois é, meu caro, nossa imprensa esportiva adora enaltecer as festas de torcidas de fora do país (não só da América do Sul, mas da Europa também), mas ela é a primeira a encher o saco e a exigir restrições de toda sorte por aqui. É uma situação absolutamente patética.

Leandro Parra
É isso aí, meu caro!

Alisson Rosolem disse...

Cara, só não entendo uma coisa: como você pode afirmar que, quem não torce pulando e cantando o tempo todo, fica sentado como num teatro.
Você não sabe o que está falando (escrevendo).
Eu frequento o Palestra Itália desde os 6 anos de idade. Tenho 40. Sempre vibrei, cantei, sofri, chorei, pulei, em todos os jogos que fui.
Hoje, graças ao ingresso mais caro e ao estádio novo, posso levar minha filha de 5 anos ao estádio, com alguma tranquilidade (desde que não seja em clássicos). Não fosse esse novo modelo, eu não levaria, jamais.
Percebe a asneira que você está dizendo? Caia na real. Se tudo correr conforme o que está previsto, em pouco tempo a Mancha e outras organizadas serão banidas do estádio, não por alguma lei, mas por seleção natural. Darwin!

Guilherme disse...

E essa porra agora?

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2015/05/construtora-quer-mudar-setor-das-organizadas-na-arena-do-palmeiras.html

Guilherme disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe C. disse...

As manchetes da mídia são: Maior lucro de bilheteria do ano! Renda de milhões em 03 meses!
O custo do lucro é afastar milhares de torcedores, que não tem condições de pagar o ingresso abusivo, do estádio. Afastar aquelas pessoas que antes todo domingo era carnaval e agora virou quarta-feira de cinzas.
Afastar o brilho dos olhos de uma criança, vendo seu ídolo correndo pelo gramado. (tantas sensações dentro de um colosso de cimento pintado de verde e branco)
Afastar tantas coisas. Coisas inestimáveis. Diferente desse lucro. estimado e informado (e aplaudido) no final da partida.
Por isso que eu te perguntei da Ação Civil Pública. O problema vai muito mais além do que o Palmeiras. Infelizmente é o nosso time que virou o expoente desse futebol lucro.
Sendo ineficazes os protestos, outras alternativas devem ser discutidas.

Abner Becca disse...

Alisson Rosolem, eu também frequento estádio de futebol desde a minha infância. Tenho um filho que, hoje, está com 8 anos de idade. Ele me acompanha em jogos de futebol desde os 5. Já fomos em Barueri, no Morumbi e frequentemente estávamos no Pacaembu. Torcíamos na arquibancada verde. Sempre. Percebe a asneira que você está dizendo?

Estádios antigos não impedem seus pais de levarem seus filhos, mentes pequenas e manipuladas, sim.

marquinhos MV disse...

Perfeit! tbm achei interessante sobre o assunto nesse blogue

http://scoppia.blogspot.com.br/2015/05/mancha-alvi-verde.html