10 fevereiro 2015

2º BP Choque x sociedade civil

O 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo não sabe conviver em sociedade. Ou, pior, talvez seja instruído para tal.

Quando se trata da Turiassu, das ruas todas da Pompéia e de qualquer outro canto onde se reúna a torcida alviverde, as frases acima - ou apenas uma delas, que castilhos, senises e marinhos decidam - se aplicam com perfeição.

Afinal, os raros momentos de confraternização que vivemos nos últimos anos foram quase sempre interrompidos pela barbárie iniciada ou extravasada pelos bravos, valorosos e destemidos homens do 2º BP Choque.

Aos antecedentes:

2008, final do Paulista
O Palmeiras é campeão estadual depois de 12 anos. O primeiro título em oito anos. Em casa. Com vitória por 5 a 0. Sem atritos com a torcida adversária. Apenas festa, certo? Longe disso: sob a batuta de um certo promotor público Paulo Castilho, o Choque resolve acabar com a comemoração. Primeiro na arquibancada; depois, na Turiassu. Um verdadeiro massacre. Os relatos, se me permitem, estão aqui neste post (acompanhem o complemento e também os comentários). Indo além, vale entender o histórico por trás de tudo o que aprontou a PM em uma tarde que deveria ser apenas de festa: já naquela época, o senhor promotor público Paulo Castilho descarregava suas inverdades a respeito da nossa casa. E a imprensa, claro, aceita sem questionar.

2012, final da Copa do Brasil, jogo de ida, Barueri/SP
O palmeirense viveu dias complicados para chegar até a Arena Barueri nas noites decisivas da Copa do Brasil de 2012. Mas, na última das noites decisivas, superar o transtorno para percorrer os 30 km da nossa casa até a cancha não foi o suficiente; lá chegando, foi preciso enfrentar o despreparo e a má intenção do Choque, que tirou mais uma noite para descer a porrada em gente que, com ingresso na mão, queria apenas e tão somente entrar no estádio. Aqui a versão (preguiçosa) da imprensa e aqui relatos de quem efetivamente viveu o inferno antes da decisão.

2012, final da Copa do Brasil, jogo de volta, Curitiba/PR
Eu estava em Curitiba e não testemunhei o ocorrido, mas os que resolveram comemorar na Turiassu sofreram com a barbárie instaurada pelas autoridades constituídas. Aqui.

2015, primeiro clássico do novo Palestra Italia
Receio não ter de entrar em detalhes agora - até porque vou escrever depois um post sobre a premeditação de tudo o que ocorreu neste domingo (e nos dias anteriores). A verdade é que, se você seguir os relatos midiáticos, vai se deparar com textos abjetos e mal intencionados como este aqui (da finada rádio Jovem Pan) ou com criaturas globais a repetir os mesmos bordões de sempre: "cenas lamentáveis", "bandidos que se passam por torcedores" e "até quando?". As raras vozes dissonantes na mídia esportiva se perdem diante de tanto amadorismo, de tanta preguiça, de tanta falta de caráter. Os raros profissionais de comunicação que tentam ouvir os dois lados para transmitir ao público o que efetivamente aconteceu têm seus relatos soterrados por prados, nogueiras e quesadas.

Temos, pois, uma batalha covarde e desigual:

De um lado, a imprensa esportiva (indigente, acéfala e preguiçosa), o Choque, o MP, as demais autoridades constituídas e uma sociedade que vomita senso comum para palpitar sobre aquilo que desconhece por completo. E, no caso alviverde, a assim chamada diretoria executiva do clube.

De outro, os torcedores.

Até quando?, haverá de perguntar um indignado jornalista que há anos não pisa em uma arquibancada. Até quando?

Bom, até o dia em que a imprensa esportiva deixar de disseminar o discurso mentiroso de autoridades que classificam como "necessária" a conduta de atirar indiscriminadamente contra grupos heterogêneos de torcedores e transeuntes. Até o dia em que a imprensa esportiva entender que sua função é apurar e relatar os fatos, ao invés de distorcê-los em benefício de um senso comum baixo, rasteiro e covarde. Até o dia em que um jornalista engolir o "cenas lamentáveis" para ver com seus próprios olhos o que acontece em um estádio de futebol. Até o dia em que a imprensa esportiva deixar de ser o canal para promoção de promotores públicos (?) e criaturas semelhantes.

Ou, que não seja necessário, até o dia em que um desses tantos panfletários canalhas for vítima do despreparo desta corporação que é paga pela sociedade civil para protegê-la.

Se o Choque não sabe conviver em sociedade, a crônica esportiva só sabe alimentar mais e mais este comportamento quase assassino da corporação que deveria garantir a segurança de cada um de nós.

E, de nossa parte, o presidente Paulo Nobre e sua diretoria executiva (ou isso seria uma redundância?) deveria tomar vergonha na cara e, ao menos uma vez na vida, agir em defesa do maior patrimônio da Sociedade Esportiva Palmeiras. Do contrário, seguiremos com a nossa casa sendo perseguida por essa gente e com palmeirenses sendo agredidos de maneira covarde bem em frente ao nosso estádio.

Seja homem, Nobre! Tome uma atitude antes que seja tarde!

15 comentários:

Anônimo disse...
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André disse...

Sábias palavras Como sempre, Barneschi!

Sendo bem sincero, a policia está a mando de um homem de terno que está querendo que o futebol seja ara a OAB e Pessoas com curso superior!

Na moral? Quantos Césars vão morrer na mão de PM nos estádios pro torcedor brasileiro se unir e defender não a bandeira de um clube, mas a bandeira do Futebol?

Nego comemora fatos como a Inajar, tomando bomba e boardoada da Policia! Na moral, ou nego é muito burro e não percebeu que é a PM contra o FUtebol, ou estão do lado da PM!

Simples assim, todas as torcidas de todos os times precisam se unir pra acabar com essa história de gente de bem apanhar na arquibancada e na rua!

Ps: Fácil falar merda como anonimo! Ainda mais uma babaquice dessas!

Roger da Silva disse...

Anônimo, não seja covarde e vai pra puta que te pariu.

César SEP disse...

"Até quando? " essa pergunta foi ouvida umas 300 vezes desde domingo hahaha. É impressionante o tempo que a impren$sinha gasta falando disso. Os caras sentem prazer em ficar reproduzindo o mesmo senso comum, sempre atacando as organizadas. Vão procurar o que fazer, deixem.o futebol em paz

Anônimo disse...
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Lev Yashin disse...

A polícia age assim em qualquer situação. Que seja em manifestações ou qualquer outro evento em que eles julguem que os presentes não passam de ''marginais''. O que me intriga é que muitos não conseguem enxergar isso. Precisam realmente enfrentar a violência gratuita dos vermes para entender.

Ricardo Zoinho disse...

Roger da Silva, vai tomar no seu cú !!
Estava no churras e quando começaram a subir correndo a Caraibas vi muitas minas e crianças, foda !!

André Rebechi disse...

Ridículo isso, eu não vi o que aconteceu pois entrei pela Matarazzo, só fiquei preso no trânsito quando os lixos estavam a caminho de nossa cancha, logo em seguida tudo liberado e entrei no estádio sem problemas. Mas ao chegar em casa e ligar a tv no "show da vida" me deparo com as tais "cenas lamentáveis", premeditadas pelas autoridades com toda a certeza. E vai ser assim daqui pra frente, somos os marginais, baniram os torcedores do Palmeiras envolvidos no ocorrido durante 3 anos, enquanto isso o lixo que matou a criança na Bolívia faz parte da diretoria da t.o. deles e vai a todo o jogo...

Anônimo disse...
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gabriel disse...

grande, barneschi

olha isso:
http://tvuol.uol.com.br/video/varredura-bombas-e-pancadaria-uol-acompanha-policia-no-classico-0402CC1A3160DC995326

"o que aconteceu na turiassu foi algo atipico"
olha a cara de pau dos vermes e a mediocridade dos urubus

grande abraço
uchida

Anônimo disse...
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Anônimo disse...


É tanto despreparo que só pode ser proposital...

Nas imagens da própria Globo se vê claramente uns 30 caras na Sumaré.

De forma desproporcional a polícia desce e começa a rebocar TODO MUNDO até a Diana? PRA QUÊ ???

E a BOSTA DA IMPREN$$A não fala NADA !!! Omissão e vergonha de uma classe de "profissionais" que não tem um mínimo de ética pra exercer suas funções.

E OS IGNORANTES AINDA APLAUDEM.

GABRIEL, VERDE ATÉ O OSSO

Sandro disse...

RESISTÊNCIA!é a palavra de ordem contra essa corja asquerosa que pensa que ainda vivemos na ditadura! Bernaschi e amigos, continuem firmes e resistiremos até o fim! A denominação em inglês é a perfeição: STAND YOUR GROUND! Vergonha desse país...

Raul Martins Dias disse...

Se alguém desenhasse para mim como é possível que o início da confusão tenha sido palmeirenses tentando invadir o setor dos gambás (na Padre Antônio Tomás), e todo o quebra-pau tenha rolado na esquina da Turiassu com a Diana, no mínimo a uns 500km dali, eu agradeceria.

Anônimo disse...

Sou palestrino e acompanho o espaco ha uns bons 6 anos.....Concordo em muito pontos, em outros nao, mas sempre com respeito.
Apenas pra constar, fui com a esposa gravida de 2 meses no jogo e fomos acuado no bar da Diana....esposa em desespero e medo de algo acontecer com o filho....espero que nao, mas caso algo aconteca voltarei aqui para relatar. PORCOCARECA