11 fevereiro 2015

Cronologia de uma emboscada

Emboscada.

A palavra, utilizada pelas autoridades que vêm cometendo atentados sequenciais contra o interesse público, pode se aplicar à estratégia que deflagrou a "guerra da torcida única", na semana que antecedeu o primeiro dérbi no estádio Palestra Italia em quatro décadas.

De um lado, o "precificador" Paulo Nobre, despreparados, chantagistas e nada desinteressados promotores públicos, a FPF (e seu major/coronel que adorava descer a porrada em torcedores), os bravos, valorosos e destemidos homens do 2º BP Choque e setores reacionários da imprensa esportiva e da sociedade.

De outro, a história quase centenária do dérbi da cidade, o SCCP (circunstancialmente, pois quase viu sua torcida ser alijada do estádio) e, o mais importante, o futebol.

No meio disso tudo, os torcedores.

A guerra em questão, meus caros, é travada toda ela na esfera midiática. De maneira desavergonhada, com muita manipulação, muito jogo de cena, muitos discursos inconsistentes e, desta vez, com autoridades públicas partindo para a chantagem pura e simples. E o pior: só há espaço para um dos lados da história.

Paulo Nobre foi, como eu escrevi anteriormente, um pouco artífice disso tudo e um pouco a peça que faltava na engrenagem ardilosamente montada há tempos pelo senhor doutor promotor público Paulo Castilho. Como em todas as outras situações envolvendo o relacionamento institucional da Sociedade Esportiva Palmeiras com outros entes, Nobre falhou. Fracassou. Foi humilhado. E levou junto com ele toda a torcida alviverde.

Este post cumpre os seguintes objetivos:

-apresentar a sucessão de fatos que nos trouxe até aqui;
-evidenciar o vínculo entre Nobre e Castilho;
-expor os discursos empregados de parte a parte;
-enfatizar o papel nefasto da acéfala imprensa esportiva.

Um outro post, em breve, vai se dedicar a apontar as falácias por trás dos argumentos apresentados.

Vamos, portanto, aos fatos (todos eles notórios e públicos, uma vez que reproduzidos em veículos de comunicação de grande alcance):


25/07/2014

Voltemos alguns meses no tempo.
Em julho/2014, por ocasião do primeiro clássico do Itaquerão, os bravos, valorosos e destemidos homens do Choque deixaram para a última hora a definição sobre a ida da torcida visitante (no caso, do Palmeiras) do centro até o extremo leste. A proposta da PM, absurda e inexequível, foi rechaçada pela principal organizada alviverde, que fez as vezes da autoridade constituída e decidiu qual seria a melhor logística. Confiram aqui um vídeo bem elucidativo.









27/07/2014
Fomos e voltamos em paz. O resumo está aqui. Foi tão bem-sucedida a estratégia idealizada pela Mancha Verde que o esquema foi repetido nos clássicos seguintes, envolvendo outros grandes da capital. A imprensa, no entanto, fingiu que nada havia acontecido. Preferiu fazer um enorme barulho por algumas cadeirinhas que, vejam os senhores, foram retiradas pouquíssimo tempo depois:
















Fiz questão de voltar até tão longe porque este episódio demonstra: a) o despreparo da PM para lidar com questões rotineiras de um clássico; b) a histeria da imprensa esportiva, levantando um argumento que, por falacioso que seja, foi muito utilizado em tempos recentes; c) a subserviência de Paulo Nobre, que vai contra sua torcida a todo momento; e d) o quanto as cadeiras são desnecessárias no setor visitante.


10/11/2014
Em entrevista à TV Gazeta (onde mais?), o presidente da SEP lança a ideia de torcida única antes mesmo de o Palestra ser reinaugurado. O Estadão reproduz:















Esqueçam a parte da segurança; importa outra palavra: "lucrativo".
Nobre entra em êxtase: "Precificar, precificar, precificar".


28/11/2014

Já com o seu moderno estádio reinaugurado, o Palmeiras se prepara para o último jogo de uma temporada esquecível. Ressurge o senhor doutor Paulo Castilho, o promotor público (?) que dedicou todos os seus últimos anos a destratar o nosso estádio:









29/11/2014

Em meio a uma rotina atribulada, o senhor doutor Paulo Castilho já apresenta uma solução para o caso:









O MP, esta tão zelosa instituição pública, está com "medo de confusão"? E como fica o Flavio Prado presente na alma de cada "torcedor comum", de cada "família que quer voltar aos estádios", de cada cidadão sem muita vontade de refletir sobre o que lê?


01/12/2014
A mídia publica o apelo de Castilho quase sem contestações. Vozes dissonantes se manifestam aqui e ali, mas, via de regra, o tom é alarmista: "jogo de risco", "pode acontecer uma tragédia", "temos de proteger as famílias". Não importam tanto os fatos ou os efetivos riscos à segurança pública, mas sim os impressionismos e as percepções de quem deseja construir um cenário pouco convidativo.



02/12/2014
Por ocasião disso tudo, Nobre se aproxima de Castilho. Sabe-se lá o que emergiu da conversa entre os dois. Na FSP, Bernardo Itri, titular da coluna outrora assinada pelo assessor gambá Fernando Mello, começa a despontar na cobertura do caso:

















02/12/2014
O senhor doutor Paulo Castilho não quer ser apenas promotor público; seria pouco diante de suas ambições. Aonde quer chegar o diligente defensor da ordem, da moral e dos bons costumes? Não sei bem, embora tenha lá meus palpites. Sei apenas que o sujeito adora aparecer. Não contente com o escarcéu dos dias anteriores, Castilho convoca uma entrevista coletiva para, extrapolando suas atribuições, confirmar (?) a realização da partida no novo Palestra e disparar toda uma sorte de impropérios contra o nosso estádio. Confiram aqui o pronunciamento presunçoso e aqui a minha resposta ao sujeito.









04/12/2014
Em meio a sua rotina atribulada, Castilho insiste no assunto:






















Atenção, por favor, para o embasamento por trás das justificativas: "Eu particularmente sou contra""Eu prezo por...""Eu entendo que...""Eu acho salutar""A gente tem que acabar...". Tão eloquente quanto sintomático de seus conceitos pessoais sobrepujando o pretenso interesse público.

Dois meses depois, sabemos como agiu a PM diante da 'micareta'.


07/12/2014
O jogo foi jogado, o Palmeiras escapou do rebaixamento, a vida seguiu. Em um precedente perigosíssimo, o Atlético/PR abriu mão de sua cota de ingressos; não houve, portanto, torcida visitante.
Depois disso, o assunto hibernou por quase dois meses.


02/02/2015
Começa a semana do primeiro dérbi do novo Palestra Italia. Em meio à polêmica com o preço dos ingressos para jogos em casa contra times pequenos e com os R$ 200 cobrados de torcedores da Ponte Preta, a diretoria alviverde segura a divulgação de informações sobre venda dos bilhetes para o clássico.


04/02/2015, 15:20
Estreia do SCCP na Libertadores. O clássico se aproxima, mas não há informações sobre venda de ingressos. É hora de colocar em prática a estratégia que tem Nobre como boi de piranha. Ao Lancenet, ele solta a declaração que antecipa a ofensiva do MP:









À noite, o SPFW vai a campo no Pacaembu e o SCCP, no Itaquerão. Duas torcidas rivais separadas por 17 estações de Metrô e duas horas entre os jogos. As autoridades fazem vistas grossas. Nada acontece.


04/02/2015, 18:28
Não daria para esperar pelo jornal de 'amanhã'; parte-se para o blog do Painel FC. Três horas depois de Nobre, é a vez de o MP atacar:









05/02/2015
O dia D começa com providenciais notinhas no Painel FC:



















Apela-se para o discurso furado das "brigas marcadas pela internet". Castilho vocifera: "Minha paciência acabou". Mentiras deslavadas, uma atrás da outra. A mídia faz a sua parte.


05/02/2015, 15:38
A pressão vem de todos os lados. Ainda assim, a FPF veta a recomendação de clássico com torcida única:









05/02/2015, 15:38
O MP perde a compostura e parte para a chantagem:






Vejam só a que ponto chegamos: em claro desrespeito à Constituição, à moral e aos bons costumes, uma instituição pública parte para ameaças e bravatas via imprensa.


05/02/2015, 17:27
Após a chantagem do MP, ocorre nova reunião na sede da FPF. A entidade cede. O primeiro a cravar a notícia é Bernardo Itri, do Painel FC antes e depois tão utilizado para dar vazão às demandas particulares dos senhores promotores públicos:








A notícia se espalha, ganha todos os portais e domina as discussões nas redes sociais. O SCCP diz que vai entrar com recurso, absurdos são proferidos sem o menor pudor, o Palmeiras vai a campo (contra a Ponte Preta) já pensando em um domingo com dérbi sem visitante.


06/02/2015
Mal havia esfriado o cadáver do futebol e lá estava o titular do Painel FC a oferecer seu prestigioso espaço para os números ensandecidos e mentirosos de Paulo Nobre:


















06/02/2015, 11:00
Castilho e Senise dão entrevista, mais uma, na sede do Ministério Público. Não contentes com a vitória parcial, seguem instaurando um clima de insegurança. A versão online da Folha tem apuração do interino do Painel FC:








06/02/2015, 13:23
PM e MP lançam mão de discursos divergentes:










06/02/2015, 16:38
Liminar devolve a responsabilidade para a FPF.










06/02/2015, 17:29
O SCCP age rápido e, bem ao contrário do nosso assessor gambá, solta uma nota oficial que evidencia o respeito do clube pelo seu torcedor. O texto é radical: sem ingressos, o time não entra em campo.









06/02/2015, 18:00
Com a liminar em mãos, Mário Gobbi concede entrevista coletiva. Em seu último dia de mandato, reitera o texto da nota oficial e vai além, pisando nas cabeças de Nobre e Castilho. Exige os ingressos para a torcida visitante, revela a traição de que foi vítima e aponta as inconsistências por trás da pressão do MP: "Fizeram isso na calada da noite, sorrateiramente, nos bastidores do porão". Sim, fizeram mesmo. Foi tudo muito bem articulado, inclusive o momento de entrar em ação, postergando o anúncio sobre a venda dos ingressos e partindo para a ofensiva quase na véspera do clássico, deixando quase nenhum tempo para reação na Justiça.










06/02/2015, 18:40

A entrevista sequer havia terminado, e a FPF recuou, anunciando a liberação de venda de ingressos para os visitantes. O Palmeiras, por sua vez, soltou uma nota oficial vergonhosa e muito reveladora do papel desempenhado por seu presidente. Incensado por tantos aduladores ao longo dos últimos anos, o rentista pensa ser o próprio Palmeiras:




"O clube tem há dois anos a opinião..."

Nobre confunde a sua opinião com a postura da instituição Sociedade Esportiva Palmeiras. Toma por algo institucional o que é apenas sua visão deturpada da realidade. E mente, descaradamente, ao apelar para o senso comum em defesa de sua visão mercantilista do futebol.

A insanidade de seu mandatário faz o Palmeiras ser humilhado.


06/02/2015, 18:56
O MP tenta dissipar o vínculo entre os interesses de Nobre e a recomendação de fazer um clássico com torcida única. Assim bradou o senhor doutor promotor público Paulo Castilho: "Apoio? Que apoio? Ninguém faz gestão sobre isso com a minha pessoa".








Em vão. No dia anterior, na nota oficial publicada no site e em todas as infelizes entrevistas do fim de semana, Nobre explicitou sua preferência, sempre elencando as vexatórias vantagens comerciais decorrentes de um clássico com torcida única.


07/02/2015
Na Turiassu, um bloco carnavalesco da escola de samba Mancha Verde é dispersado pela PM com balas de borracha e bombas de efeito moral disparadas para dentro da sede oficial do clube. Era o cartão de visita dos bravos, valorosos e destemidos homens do 2º BP Choque.


08/02/2015
Poupá-los-ei de ainda mais referências sobre o que parece ser de domínio público: a barbárie do policiamento, a guerra contra torcedores na Turiassu, a repercussão descalibrada na mídia esportiva... Deixo-os com este texto aqui.


10/02/2015
Na esteira de todos os acontecimentos do fim de semana, o titular do Painel FC, de novo, é o responsável por reproduzir mais uma investida dos promotores públicos:









10/02/2015
O massacre contra palmeirenses na rua Turiassu atingiu em cheio toda a coletividade palestrina. Mensagens de protestos vieram de todos os lados. Grupos políticos rivais se articularam e lançaram o manifesto abaixo. Nobre, é evidente, se calou, em um silêncio constrangedor. Deve ter sentido o baque de ser traído pelo promotor que o usou como boi de piranha.

















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Como apontado no post anterior, estamos diante de uma batalha das mais desiguais. Com raríssimas exceções e com vozes dissonantes despontando aqui e ali, a mídia não dá espaço para o outro lado – no caso, o nosso. Tomam-se como verdadeiras as mais estapafúrdias opiniões, o senso comum rasteiro, covarde e preguiçoso parece ser o refúgio de todo e qualquer comentarista, cria-se todo um discurso de repúdio sem que se busque compreender o que se passa dentro (e fora) de um estádio de futebol.

Há, como demonstrado nos registros jornalísticos utilizados neste post, alguns profissionais que aparecem mais do que outros. Não faço juízo de valor aqui, de verdade. Os jornalistas em questão têm lá suas fontes e seus interesses e publicam aquilo que for mais adequado à linha editorial de cada veículo de comunicação. Mas a discussão que eu gostaria de propor aqui, para além da aproximação interesseira e desavergonhada entre Nobre e um inimigo da Sociedade Esportiva Palmeiras, diz respeito ao papel desempenhado pela imprensa esportiva nessa história toda.

Porque já faz décadas que toda e qualquer notícia envolvendo torcedores em estádios é tratada pela mídia da mesma maneira. É um tal de “cenas lamentáveis” para cá, “vândalos travestidos de torcedores” para lá, “esses bandidos estão afastando o torcedor comum” acolá. O Flavio "não vá aos estádios" Prado dentro de cada um de nós parece querer se alimentar desse discuso fácil e vazio. A meu ver, isso ocorre por preguiça em alguns casos, por desconhecimento de causa em outros tantos e por pura má intenção em poucos.

Caberia, pois, perguntar aos nobres jornalistas:

- Por que vocês seguem dando espaço a gente como este Paulo Castilho que há quase uma década insiste em atacar sempre o mesmo estádio e a mesma torcida? Por que seguem cravando manchetes a partir de fatos manipulados por um cidadão que não conseguiu, em quase uma década, tomar qualquer medida prática no sentido de combater a violência nos estádios?

- Por que não apuram os fatos?

- Por que não analisam a validade dos argumentos apresentados?

- Por que não solicitam as tais evidências apontadas pelo promotor?

- Por que não investigam seu histórico em relação ao Palestra Italia?

- Por que não questionam as motivações por trás de tal obsessão?

- Por que não apontam a inadequação entre o que o promotor pensa ser capaz de fazer e o que a legislação coloca a seu alcance?

- Por que não ouvem o outro lado?

- Por que não vão aos estádios?

- Vocês não se incomodam quando percebem que estão sendo manipulados por promotores e outros dirigentes? Ou não percebem que o jornalismo feito por vocês tem cumprido menos o propósito de informar e mais o de construir uma realidade que atende a certos interesses particulares de figuras públicas? Ou, em percebendo isso, não ficam envergonhados?

- Em havendo uma opção deliberada por essa postura a favor de um lado específico, não se envergonham os senhores ao saberem que estão avalizando o ataque de policiais militares contra crianças, mulheres e idosos? E contra qualquer pessoa que esteja à frente deles em situações como a do último domingo?

Vale a reflexão.

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Quanto a Nobre, o presidente reeleito da Sociedade Esportiva, imagino que ele esteja agora se remoendo por ter empregado tamanho esforço para atuar na causa de Paulo Castilho. Imagino que esteja se sentindo traído - pois não quero crer que seja conivente com o massacre contra palmeirenses bem na frente do estádio que ele vê como sinônimo de tantos e tantos cifrões. Mas então, seja qual for a situação, volto a conclamar o nobre mandatário para que tome vergonha na cara e seja homem ao menos uma vez na vida:

Atue em defesa do patrimônio maior da S.E. Palmeiras, o seu torcedor! Atue em defesa da nossa casa! Trate como inimigos aqueles que nos veem dessa forma. Antes que seja tarde demais!

12 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
carlos henrique disse...

Excelente trabalho, além de esclarecedor.

Anônimo disse...

Os torcedores da Mancha pensam ser donos do estádio. No jogo contra os gambás, dois cidadãos da MV assistiram o jogo em pé em cima do muro que divide a torcida do campo. Eram altos, e estando em cima do muro, quem estava atrás dos dois não conseguia enxergar praticamente nada do jogo. Um casal foi pedir para que descessem e os dois imbecis vociferaram como animais. Disseram para que os dois procurassem outro lugar para sentar.

Marcel disse...

Caro anônimo, na TV da sua casa a imagem é límpida e sem interferência dos cidadãos da MV.

Renato Moreira disse...

Trocando algumas palavras do texto, as torcidas por entidades partidárias e o futebol por política, têm-se com perfeição a descrição do cenário reacionário que vivemos há anos nesse país.

Pior, a luta travada por mais de uma década em prol do "povo" (que no texto segue como torcedor) corre o risco de ser perdida com apoio dos beneficiários de um avanço progressista.

O "senso comum" e o poder de uma mídia monopolizada e oligopolizada tem deturpado os fatos de maneira cinematográfica, defendendo o interesse escuso das famílias que detém o poder de comunicação no país. A ira do povo esta sendo gerada para legitimar uma guinada neoliberal e uma política reacionária a favor das elites e poderosos.

O povo perdeu... o futebol perdeu...

E viva a "modernidade"...

A coisa toda é tão repugnante que tem todo o cenário invertido da realidade. Somos todos vagabundos, marginais, violentos, gangues (assim como os trabalhistas são corruptos, ladrões e mensaleiros). A luta pelos nossos torna-se perdida e a consequência é gravíssima! O entreguismo...

Estamos entregando nosso maior patrimônio e sequer conseguimos abrir os olhos para enxergar o que acontece... A Arena trouxe a modernidade, o conforto e o valor agregado do espetáculo, trouxe também a exclusão e a segregação, o confronto do futebol com a modernidade da cena que se apresenta (como se estivéssemos num teatro).

Logo seremos obrigados a outras aberrações, exagerando, permanecer sentados, devidamente trajados e em silêncio para não atrapalhar o espetáculo.

No fim, tudo é dinheiro, tudo é por dinheiro e quem combate o sistema pelo bem maior (pela torcida, pelo time ou pelo povo) passa a ser taxado, julgado e condenado para sempre, tendo sua imagem completamente destruída na sociedade.

Castilhos, Moros, Nobres, Barbosas, Choque, Federal... dá tudo no mesmo!
--

Caro Barneschi, desculpe-me pela longa colocação, nem sei se tem lugar aqui...

Enfim, chequei a 100% no Avanti, nessa virada de mês, contudo, ainda não o vi na nova Arena... o que era tão fácil antes no Antigo Palestra e no Pacaembu têm-se mostrado um tanto quanto mais difícil, encontrar as centenas de "conhecidos" que nunca falamos no dia-a-dia, mas sempre cumprimentamos (nem que seja com o reconhecimento do olhar) nas arquibancadas antes dos jogos...

Regina Rodrigues disse...

Sensacional!
E, como covardia não tem limites, mas parece ter vergonha, vem um míope aqui atacar anonimamente.

César SEP disse...

Parabéns pela matéria Barneschi. Você conseguiu reunir em um post (quase) todas as barbaridades proferidas pela desprepara imprensa e por esse infeliz do Paulo Castilho.

Há anos que sentimos falta de um dirigente que defendesse a torcida do Palmeiras.

César SEP disse...

Barneschi, você era a favor da construção da nova "Arena" para o Palmeiras? ou preferiria continuar com o bom e velho Palestra Itália? Acompanho o blog desde 2011 (a construção do "Allianz Parque" teve início em 2010), mas acho que nunca notei um post que esclarecesse sua opinião referente ao tópico (eu já procurei no campo de busca do lado direito0. O tema foi tratado periodicamente, se não me engano, e em curtos parágrafos que integram diversos posts; mas nunca de maneira exclusiva (não estou pedindo para escrever um post inteiro sobre assunto rsrs). Mas conhecendo o caráter opiniativo do blog e seus pontos de vista, decorrentes de todos esses anos, até já imagino a resposta. Você até alertou várias vezes: "A Copa do Mundo - juntamente com as 'Arenas'- será o atestado de óbito do futebol brasileiro". Eu acho que o Palestra precisava de uma reforma, mas se converter em "arena padrão fifa" foi um pouco exagerado. E ainda tem muito torcedor se gabando do luxo da Arena, que em alguns setores, mais parece um shopping.

Abraços.

Anônimo disse...

grande anonimo, vc tem o seu lugar em outro setor.
garanto a vc q em outro setor a MV nao ira la atrapalhar vc
entao do uma sugestão: não atrapalha não

abs
D - MV

Joao Gobbato disse...

Renato Moreira, meus parabéns pelas palavras, tudo que foi escrito compartilho no mesmo pensamento.

claudio longo disse...

Barneschi , o estádio Gourmet, que substitui o antigo Palestra Itália, simboliza a elitização apregoada pelo atual mandante e sua corja de puxa sacos, que mantem a visão turva dos negócios vinculados ao Futebol, cada vez mais ,apropriado aos desejos afeminados , de muitos pederastas enrustidos , em todos os setores desta Sociedade ``Humana´´, e doente , agora deve-se lutar para o retorno imediato da raiz do esporte , que atrai milhões de torcedores e bilhões aos bolsos, mais sujos dos dirigentes calhordas!

Anônimo disse...

Baita trampo, Barneschi!
Excelente!
Um abraço. Michel