13 abril 2009

Porque aqui é Palestra!


“Você é louco...”

Esta é a reação mais comum quando as pessoas ficam sabendo que, por exemplo, eu viajo de São Paulo a Recife “apenas” para ver um jogo de futebol. O “apenas” fica entre aspas para reforçar a inaplicabilidade do advérbio: se o Palmeiras vai a campo, o que temos é muito mais do que “só” um jogo.

Eu não espero que as pessoas encarem o futebol do meu jeito. Não espero que pensem como eu penso e, para ser sincero, não quero isso. Também não faço questão que entendam a minha dedicação – muito porque admito o tanto de doença que existe por trás deste meu esforço incondicional. Mas, acima de tudo, espero que os normais (ou ‘não-loucos’, como queiram) não se aventurem a falar de futebol em condições de igualdade comigo.

Parece pedante, eu sei, mas é assim que as coisas são.

Bem que eu gostaria de desenvolver este raciocínio, mas aí estaria antecipando muitas das idéias que devem entrar no meu livro. Parênteses: tenho percebido que escrever no blog dia após dia já há longos seis anos acaba por inviabilizar o tempo disponível para me dedicar a isso e atira na correria cotidiana todos os princípios que deveriam estar presentes neste livro que não consegue ir para o papel.

Acontece que preciso deixar aqui algumas das observações feitas por ocasião do Ixpót 0 x 2 Palmeiras lá na Ilha do Retiro, estádio que, admito, me surpreendeu pela beleza, por uma certa organização e pela acústica privilegiada, entre outros fatores. Para poupar tempo e evitar digressões, vamos às observações todas em formato de notas:

É DIA 15!
Escrevi anteriormente que deveríamos retribuir aos nobres visitantes da próxima quarta-feira o mesmo tratamento que nos foi destinado lá em Recife. Sendo assim, é justo dificultar a aquisição de ingressos e nada mais; porque, de resto, a PM local trabalhou bem e as ameaças ficaram pelo caminho.

PARAÍBA?
Mal botei os pés na arquibancada e um imbecil lá do outro lado gritou: “Paraíba!”. É, o cara me chamou de ‘paraíba’, designação pela qual os cariocas se referem aos nordestinos (o equivalente ao nosso ‘baiano’). Não acredito que o sujeito tenha me confundido com algum morador da simpática João Pessoa; é que ele não tinha mesmo mais nada para gritar, de tal forma que resolveu expor o seu ódio contra os vizinhos mais ao norte.

PARAÍBA? (2)
Foi então que entendi a origem da implicância: alegam os pernambucanos que os paraibanos não têm time para torcer e aí escolhem os clubes aqui de SP ou do Rio. O problema é que os pernambucanos deixam transparecer um preconceito que muito se assemelha àquele do qual se dizem vítimas. Ao esculacharem o estado fronteiriço, com indisfarçável sentimento de superioridade, os pernambucanos legitimam todo e qualquer impropério que venha a ser dito contra eles por, digamos, um paulista como eu ou você.

FREGUÊS?
E o jogo transcorreu assim, com gritos de “Paraíba” sendo disparados a todo momento. Um imbecil em particular, logo este que protagonizou comigo uma bela briga na divisa entre as duas torcidas, resolveu então mudar a ‘ofensa’. Mandou um “Freguês!”. Sim, meus caros, a mentalidade do sujeito é afetada como a de um bambi, e ele perde até a noção de que, mesmo jogando em Recife, o Palmeiras leva larga vantagem contra o Ixpót. Mesmo na casa dos caras, vejam só...

BARRAS EM RECIFE?
Bem ao nosso lado, quase na divisa entre as torcidas, uma meia dúzia esticou uns trapos na grade e se pôs a (tentar) cantar como uma torcida portenha. Com todo o respeito, mas aí já é demais...

O PIOR DJ DO MUNDO
A trilha sonora da Ilha do Retiro merece um estudo de caso. Começa com um surpreendente U2 e descamba para coisas absolutamente incompreensíveis. Lá pelas tantas, uma poesia começa a ser declamada. Poesia? Não, mais parecia um feitiço interminável, que se precipitou em mais uma dose de forró.

É PIQUE?
Como se não bastasse o DJ, temos o tal locutor da Rádio Ilha, que se põe a dizer besteiras pelo alto-falante para inflamar o público presente. É bem verdade que eu poderia usar o termo ‘torcida’, mas esta parece que não pôde ir em peso devido ao preço extorsivo dos ingressos (R$ 100). Parte dos presentes mais pareciam uma turma de estudantes ou de convidados para uma festa de aniversário. E aí só sabiam repetir as bobagens ditas pelo locutor. Faz barulho? Faz, é verdade – a acústica ajuda. Mas eu bem gostaria de saber porque os caras não cantaram durante o jogo, quando o time efetivamente precisava de apoio.

O CAMISA 24
Lá pelas tantas, o locutor tenta disfarçar a escalação do camisa 24: “E agora, o camisa twenty-four...”. Muito inteligente, não? Mas legal mesmo foi o apelido que eles inventaram para o tal Ciro: “O Exterminador do Futuro”. Haja paciência...

O GARDENAL
Guilherme Beltrão, aquele que deixou de tomar o seu gardenal diário faz tempo, não se cansa de passar vergonha. Arrumou até um jeito de criticar o nosso presidente, que tentou apaziguar um pouco o clima de guerra criado pelo próprio Beltrão. Disse o imbecil dirigente pernambucano que Belluzzo tentou transformar Recife em uma Faixa de Gaza – ou coisa do tipo. Bom, sugiro ao desequilibrado que vá conversar com os tipos que levaram faixas para o estádio na linha “Bem-vindos a Hellcife”.

O GARDENAL (2)
Tem mais guerra na quarta, e a resposta final fica para depois disso. Futebol é coisa séria!


Creio que era isso o que precisava ser dito. Para finalizar com certa coerência, retomo o raciocínio do início do post. Dizia eu que costumam me chamar de louco porque eu sigo o Palmeiras em qualquer outro lugar e qualquer que seja a circunstância. Sim, eu devo ser louco, ao menos se considerarmos o que prega o senso comum.

Mas os que se deixam levar pelo senso comum jamais viverão uma noite como a de quarta-feira. Nunca saberão o que significa viajar para tão longe e voltar pra casa com uma vitória épica. Não terão a mais vaga idéia do que representa ir ao Rio, a Belo Horizonte ou a Recife e, em condições adversas, empurrar o seu time a uma conquista que parecia improvável.

Permitam-me tal pretensão, a de um guerreiro que vai para uma batalha distante e retorna para a sua terra com a cabeça do inimigo em uma bandeja. “Fomos até lá e trouxemos a vitória. Agora vamos em frente, porque tem mais guerra e precisamos de todos juntos”. Sim, parece épico demais, mas é assim o futebol para quem o leva a sério: é mais do que uma questão de vida ou morte.

É provável que este blog seja lido não só pelos que pensam como eu, mas por um ou outro leitor de bom senso. Se eles de fato existirem, é o caso agora de me julgarem um pouco mais louco do que antes. Talvez estejam certos.

Eles não se dariam ao trabalho de viajar para tão longe sob o risco de voltarem com uma derrota - ou coisa pior. Mal sabem que perderam a chance de, em minoria absoluta, calar um estádio lotado e proclamar o amor pelo seu time no campo de batalha. Ou, mais do que isso, a chance de comemorar como se fosse um gol cada carrinho, cada chute para a lateral, cada desarme, cada gota de suor que fica no gramado...

Nunca viverão segundos que mais parecem horas, tal foi a demora entre a bola deixar os pés de Diego Souza, beijar a trave e depois, cair, caprichosa, já dentro do gol.
Não saberão, portanto, o que é o êxtase de subir no alambrado e comemorar não um simples gol, mas a certeza de que tudo aquilo vale a pena. Nunca saberão qual é a sensação de representar tantos e tantos amigos que, se pudessem, estariam lá, como bons guerreiros que são.

É, eu devo ser louco mesmo...
Mas essa vitória ninguém tira de mim.



Troféu de guerra


É BWA e custou meros R$ 100. O povo lá perdeu a noção...

29 comentários:

viniciusfb0 disse...

Muito bom o texto!!
A propósito, o juiz só deu inicio ao jogo após desligarem os auto-falantes.

Auricchio disse...

Caro Forza.
Parabéns.
O mundo está cheio de não-loucos, especialmente aqueles que você bem chama de 'alienados', mas não se esqueça que nós, os que nem sempre vão aos estádios, somos tão apaixonados quanto você e como disse no blog do Cruz, por volta das 22 horas de depois de amanhã, estaremos aliviados. E vamos para cima das sardinhas no sábado e aguardaremos os gambás nas finais.
Saudações e novamente parabéns, cordialmente,
Auricchio.

Forza Verde disse...

Serei simples e objetivo Barneschi.

ONDE ASSINO?

Abs brother!

Daniel disse...

"a de um guerreiro que vai para uma batalha distante e retorna para a sua terra com a cabeça do inimigo em uma bandeja."

genial! genial!

Graduandos disse...

Nossa 24 em inglês é o ápice da criatividade, não?

William disse...

huhuahuahuahua... essa eh foda... mano e o que tem de rango la??: dentro e fora??? vc tinha q falar isso, tipo o esquema do bolovo la de itu....

betobov disse...

fala barneschi bela traducao da nossa inesquecivel batalha do norte... ainda tento mandar o video mas ta dando pau... abraço beto.

betobov disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anderson Ugiette disse...

barney, estes dias tava lembrando como conheci teu blog... foi pelo do escambau.blogspot.com ...
na verdade eu lia o ESCAMBAU e cliquei no amalgama sem saber bem do que se tratava... gostei e achei um link pro forza acho que na epoca do blig... ou antes disso.... nem sei bem... hj lembrando disso enquanto lia este post pensei:
"e o escambau, será que voltou a ativa??"
como deixei de acompanhar o amalgama já a algum tempo, tem como vc me responder?? pq parece que o endereço que eu conhecia tá sem atualização desde 2005, aí eu queria saber se tem outro endereço ou se a equipe que fazia parte tem outros blogs... vc sabe responder isso??
enfim...
abraços!

PS: quanto ao topico, só digo 3 coisas... que o locutor é uma merda mesmo, que a ILHA é linda mesmo e que o INGRESSO é caro pra caralhooooooo....
PS²: depois tento explicar o (suposto) preconceito (vou provar, ou tentar, que não é pré e sim pósconceito) contra os paraibanos.

FORZA PALESTRA E PELO SPORT TUDO

Pedro Pellegrino disse...

Também conheci o "Nick Hornby palestrino" no Escambau, se não me engano era um texto falando do aniversário do Palmeiras.

Rafinha JZT disse...

Cara, até arrepia! Eu com certeza estou longe de ser esse torcedor louco e fanático, apesar de gostar e torcer muito!

Acho muito impressionante a forma "apaixonada" como você descreveu tudo acima, arrepia, sério.. parabéns pelo texto!

Claudio Yida Jr disse...

Só o fato de ter um DJ no estádio já desmerece todo o ato...

Raphael PH disse...

Eu vi o jogo pela SporTv e notei desde o pontapé inicial um silêncio incrível no estádio. Antes, confesso, fiquei meio de cara com aquela gritaria promovida pelo locutor. Depois vi o culhão do juíz mandar desligar os auto-falentes e, ainda por cima, o cara do Sportv disse que havia essas caixas de som atrás do gol do Palmeiras (nao sei se é verdade).

No final, eu somente vi a bola saindo do pé do DS e tive a certeza do gol...saí gritando e só depois parei e pensei que poderia ter saído ou ido para fora...mas já era tarde de demais e 2x0 no placar. Aí fiquei escutando os cânticos da torcida palmeirense no estádio calar a torcida adversária. E olha que o sportv deve ter colocado apenas um microfone furreba.

Abraço e parabéns pela bela jornada.

Fernando Galuppo disse...

Parabéns Moleque pela sua Força!!!

Grande Palestrino!!!

Incansavel nas batalhas alviverde!!!

Momento único numa vida recheada de muitas historias... Coisa linda!! VIVA O VERDÃO

A proposito, se voce puder dar um destaque sobre a queda do Juventus da Mooca para a A3 do Paulista, ficaria feliz...

Entendo oportuno, pois diferente de Palmeiras e Corinthians que tem a midia e a massa, o Juventus vive a agonia de um ditador que está acabando com o futebol do Juventus.

Enviei para voce um texto no email!!!

Grande Abraço
FORZA VERDAO

pedro disse...

Barneschi,

Entendo o seu desabafo "...não se aventurem a falar de futebol em condições de igualdade comigo."

Mas na boa, aproveite! Uma das graças do Futebol é que todo mundo conhece e tem algo a dizer. Em maior ou menor grau, mas todos nós temos uma noção do que é impedimento e se um cara é craque ou perna de pau. E grande parte de nós tem memórias afetivas ligadas a nosso time.

Eu tenho tudo isso acima e me arvoro o direito de conversar com você em condição de igualdade (mesmo podendo contar nos dedos de uma mão o número de vezes que vi o Palmeiras fora da capital). Condição de igualdade não significa que tentarei dar lições a você e nem que tenho muito mais a ouvir do que a dizer, quando o assunto é palmeiras. Mas significa um diálogo com respeito,em que serei ouvido e em que tenho coisas interessantes a acrescentar. Ou seja, em condições de igualdade.

Acredito que você não apenas concorda comigo como pratica isso por aqui. Só quero dizer para não cuspir no prato que comeu. E acredite, nada pior do que as pessoas tomarem suas palavras pelo poder da autoridade: já que ele vai em todos os jogos, ele sabem o que está falando, quem sou eu para ir contra...

Abraços,
Pedro.

Forza Verde disse...

Ainda sobre os frangueiros da Vila Sônia, agora a pouco, na Radio Bandeirantes, um insignificante membro da impren$inha, que se diz palmeirense acabou de dizer:

- Não é pra torcidinha bambi se preocupar, pq “BOSCO É GOLEIRO DE SELEÇÃO”.

Um LEPTOP pra quem adivinhar o autor da pérola.

Forza Palestra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Forza Palestra disse...

Às respostas todas:

Auricchio:
Pode ficar tranqüilo, meu caro. A idéia do post não é retomar aquele debate sobre ser mais ou menos torcedor. Não mesmo. É um texto bem dirigido àqueles tantos que me chamam de louco, deixando transparecer nas entrelinhas um certo menosprezo por tamanha dedicação. Cada um na sua, e eu quero mais é que se foda quem age assim, mas o que eu faço questão é que esse tipo de gente não venha querer falar de futebol comigo quando a porra do time dele chegar à final. Só isso.

William:
Faltou o bolovo, mano...
Não sei dizer o que tinha lá fora, porque não pudemos conhecer as imediações do estádio. Chegamos e já entramos direto, com escolta da polícia e tudo mais. Lá dentro, a coisa é bem precária. Tem uns espetinhos bastante suspeitos, e eu estava com tanta fome que resolvi arriscar. Resultado: comi a pior carne da minha vida. Comi é um exagero, pois aquilo não dava nem pra engolir. Joguei tudo fora. De resto, havia uns tiozinhos vendendo amendoins e castanhas em saquinhos de R$ 2. E mais nada. Pra beber: água, Guaraná Antarctica e Pepsi.

Beto:
Beleza. Mas acho que fica difícil mandar pelo tamanho. É mais fácil colocar no youtube ou em outro serviço de compartilhamento.

Anderson:
Valeu, cara! Eu realmente gostei do estádio. É bonito e tem uma acústica impressionante. Mas a história dos paraíbas ficou bem estranha para mim. De resto, o Escambau não voltou não. Mas o Amálgama continua na ativa e o Cesarotti está sempre passando por aqui. O link está aí do lado, em algum lugar.

Pedro Pellegrino:
Pô, você tá falando do Teo, né?

Rafinha:
Valeu, mano. De verdade.
Saber que as pessoas se identificam com esse sentimento compensa toda e qualquer afetação de pequenos imbecis como aquele desequilibrado mental. Obrigado.

Japonês:
Não era bem DJ. Era o cara do sistema de som mesmo. Mas foi bizarro mesmo assim.

Raphael:
Sim, havia caixas de som enormes bem em frente à nossa torcida. Mas deveria haver mais em outros pontos do estádio, de forma que não me pareceu direcionado como aconteceu naqueles jogos de Libertadores contra os bichas.
Valeu!

Galuppo:
Valeu, irmão. Essas histórias ficam para sempre, como aquelas do Mineirão em 2001, lembra?
Recebi seu e-mail do Juventus e te ligo mais tarde.

Pedro:
Eu deixei uma explicação para o Auricchio e creio que ela vale aqui também. Não quis desmerecer ninguém nem levantar discussões que não vão chegar a lugar algum. Pode ficar tranqüilo, meu caro, porque existe um direcionamento bem claro para isso que eu digo. De resto, valeu pelo comentário e pelos argumentos.

Nicola disse...

Porra, belo post... Por isso que é o melhor blog dentre todos os outros escritos por torcedores. Este fala de TORCIDA mesmo! E já me chamaram de louco por bem menos...

Abs e até amanhã mano, junto com a Mancha na azul, se não voltarem com aquela idéia besta de ficar atrás do gol... Porque mesmo com bancada a 40 reais, uns 10mil ingressos a menos do que poderiam ser vendidos e todas as dificuldades possíveis impostas por elitizações, sem falar no horário, somos uma das melhores torcidas do Brasil.

Filipe disse...

Belíssimo texto, Palestrino!

Talvez você seja um doente, meu caro, mas não é por amar seu clube e gostar de futebol. hehehe
Ir ao campo do adversário, em outro estado, é como atingir a maioridade na guerra do futebol.

Mudando de assunto, ou tangenciando ele... Me lembro em São Januário, de uma besta que fez justamente o gesto que o Cristian fez nesse domingo, para nós dos Gaviões. Não sei o que o cara pensava da vida. Acho que não tem explicação nenhuma.

Abraço

Helder Oldani disse...

Parabéns cara, não tenho o mesmo pique que você, vou em alguns jogos em sampa, e mesmo assim são poucos comparados a você, o mais longe que fui foi no maracanã, e numa vila belmiro certa vez...Esse sim é o torcedor de verdade, e acho que tudo que você disse se resume em um unico pensamento...
Tem coisas que nenhum dinheiro vai comprar, e isso você entende muito bem!

Forza Palestra

lucas disse...

belo texto meu caro amigo
mas queria saber de vc: o que pensa das mensagens raivosas de outros blogs contra rogerio ceni?

Anônimo disse...

Admiro que vc possa assistir o Verdão em todos os jogos e até gostaria de ter ido a recife. porém grande parte dos torcedores de qualquer clube grande, como na sociedade, são compostos por trabalhadores assalariados, operarios etc que tem rendas mensais pifias, como é o meu caso (R$700)e mal dão pra pagar as contas, que diria ter que pagar CEM conto num ingresso, fora passagem eo caralho. No caso vc é um privilegiado que representa a minoria abastada, então não venha criticar quem não tem condições de ir, pois a paixão ao PALESTRA é maior do que vivenciar ao vivo.

Forza Verde disse...

Por que será que sempre os medíocres que aparecem nessas horas?

(…)

Madson provoca Palmeiras: “vou torcer para o Sport”
Terça-feira, 14 de Abril de 2009

O meia- atacante Madson, do Santos, não fugiu da polêmica antes do clássico diante do Palmeiras, no próximo sábado, no Palestra Itália, pelo jogo de volta das semifinais do Campeonato Paulista. Questionado para quem ele vai torcer nesta quarta-feira, no confronto entre Palmeiras e Sport, pela Copa Libertadores da América, Madson respondeu que vai torcer para o clube de Pernambuco.

“Vou torcer para o Sport, das perguntas que vão comprometer eu fujo mesmo, mas essa eu respondo. Vou torcer contra o Palmeiras”, disse Madson.

(…)

E há quem o queria no Palmeiras ainda. Além de ser um jogador fraquíssimo, sofre tbm de uma considerável limitação mental.

Nem tamanho de homem esse minúsculo (em todos os sentidos) jogador tem.

Forza Palestra disse...

Aí é que tá, caro anônimo: este post não faz nenhuma crítica ao torcedor que não pode ou não quer ir ao estádio. Não é isso que está em jogo, por favor.

Por sinal, este aqui é o blog que mais luta contra a elitização e contra todos aqueles que querem transformar o futebol em algo para as elites.

Se depender de uns e outros por aí, o ingresso seria ainda mais caro do que já está.

Só pra fechar: "O futebol é um esporte feito do povo, pelo povo e para o povo."

Abraços

Claudio Yida Jr disse...

Grande MataRazzo Galuppo! Que saudades desse irmão juventino!

Rafinha disse...

http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/2009/interna/0,,OI3703261-EI12403,00-Cristian+pode+ser+preso+por+gestos+obscenos.html

Pega essa então. Eu enfiava os 2 dedos do Cris bem LÁ nesse Paulo Castilho!

Pedro Pellegrino disse...

Teo?

Roberto disse...

Sem palavras...

Após ver a derrota de hoje, me deparo com esse texto épico que relata tudo que senti na Ilha!

Barneschi, desculpe só ler o texto agora, mas lendo pude reforçar o que é o amor de um, verdadeiro, palmeirense!

Sobre o jogo da Ilha... não preciso dizer nada, vc falou tudo!

É isso aí, cara!

Abraços
Roberto Kamarad
Forza Palestra!