23 agosto 2012

À cancha municipal!

Não é do feitio deste blog ficar chamando torcedor para ir aos jogos (até porque isso vai muito da consciência e do caráter de cada um), mas eis que é o caso de fazer isso ao menos desta vez.

Vejam os senhores que tanto lutamos e protestamos que conseguimos, ao menos por enquanto, que o Palmeiras abandonasse o Buraco de Barueri e voltasse para a sua cidade. Pois bem, é hora então de o palmeirense comparecer ao estádio em grande número, a começar pelo clássico do próximo sábado contra o Santos FC.

O fato de o Palmeiras estar em campo já seria o bastante para termos casa cheia. Some-se a isso o fato de ser um clássico e de ele acontecer na cancha municipal em dia e horário aceitáveis e o cenário passa a ser ainda mais convidativo. Vale levar em conta ainda que o Palmeiras precisa demais da vitória e então tem-se mais evidente ainda o quanto a presença do palmeirense é essencial.

E vou ficar por aqui. Quem reclamou aí durante muito tempo de Barueri tem obrigação de ir ao estádio no próximo sábado. Tem obrigação simplesmente porque o Palmeiras vai a campo, e nem seriam necessários todos esses motivos adicionais. Mas aí vai do caráter de cada um. Até porque é muito fácil ficar desesperado atrás de ingressos para a final, mas o palmeirense mesmo se faz notar quando segue o time em todas as partes, em qualquer lugar e seja lá qual for a situação.

Ao estádio, senhores. E chega de falatório!

Sobre pesos e medidas

O Botafogo foi beneficiado duas vezes pela arbitragem contra o Palmeiras em questão de duas semanas. Ambas em casa. Perdeu um jogo e foi eliminado no outro. Poder-se-ia dizer que os erros foram neutralizados ou coisa do tipo. Eu não vejo assim. Prefiro constatar que o Palmeiras foi prejudicado de maneira acintosa em cinco (contra Bahia/BA, Cruzeiro/MG, Botafogo/RJ, CAG/GO e de novo Botafogo/RJ) das nove últimas vezes que entrou em campo. Em contrapartida, há um lance em que supostamente teríamos sido beneficiados, contra o Flamengo/RJ. De mais a mais, houve três jogos (Botafogo/RJ em casa, Internacional/RS e Fluminense/RJ) sem interferência dos filhos da puta do apito.

Boa média, não acham? Em um universo de nove partidas, cinco erros acintosos contra o Palmeiras e um suposto a favor? Mas fiquem tranquilos, palestrinos: a imprensa esportiva haverá de nos confortar com o argumento de que os erros acontecem para todos os lados e se anulam no final etc. e tal. O problema é que isso deve valer para todos os clubes, menos para o Palmeiras.

Em meio a isso tudo, vale abordar o enérgico conjunto de reações em represália ao primeiro erro de arbitragem que prejudica aquela gente sofrida que busca agora também o monopólio da arbitragem. É um tal de bandeirinha afastado (e bem queriam pena de morte para o tipo), técnico chiliquento que nunca será punido (ao contrário do nosso), troca no comando da arbitragem de maneira intempestiva, campanha midiática em defesa dos pobres e oprimidos rivais da zona leste e sabe-se lá mais o quê.

Tudo isso por um erro contra o time que é sistematicamente beneficiada pela arbitragem, a quem deve alguns de seus títulos de maior destaque. O Palmeiras, por outro lado, foi prejudicado em cinco de seus nove últimos jogos e os responsáveis continuam à solta. Punição? Só para o nosso técnico, claro.

20 agosto 2012

Vexame repetido

O Atlético/GO não tem tradição alguma no futebol. Tem um time incapaz de ameaçar quem quer que seja. Não nem tem torcida, e os jogos no Serra Dourada são invariavelmente disputados com a torcida visitante sendo a maioria - foi assim neste domingo. Em outras palavras: o Palmeiras enfrentou um adversário quase insignificante e sem qualquer pressão externa. E conseguiu perder.

Perdeu como em (quase) todas as ocasiões anteriores. Perdeu como em um jogo eliminatório de Copa do Brasil, com derrota nos pênaltis, com seus jogadores conseguindo desperdiçar três cobranças em quatro. Perdeu como nos dois turnos do Brasileiro daquele mesmo ano, com um duplo 0-3, um deles no dia de seu aniversário, com casa cheia. Perdeu mesmo sem perder, como no vexatório empate cedido em 2011, com dois homens a mais.

Perdeu. E esta décima derrota em 18 jogos (o mesmo tanto que perdemos nos 38 da temporada anterior) deixa o Palmeiras em situação complicada. O risco é enorme, senhores, mais do que gostaríamos de admitir. Que os responsáveis se encarreguem de evitar o vexame. E, uma vez que conseguiram perder para algumas tranqueiras neste turno, é o caso de buscarem a reação contra os grandes como nós. A começar pelo próximo sábado.

Em outras palavras: comecem a jogar bola, putos!

###

_2011: o Palmeiras escapou do rebaixamento nas últimas rodadas. Correu sérios riscos antes de evitar o pior. Em 38 jogos, repito, perdeu 10. Agora, menos de um ano depois, já soma o mesmo número de reveses em apenas 18 jogos. Se isso não for preocupante, não sei mais o que é.

_Se houver um mínimo de bom senso por parte da comissão técnica, o Palmeiras entra em campo na próxima quarta-feira com um time reserva. Porque, em longo prazo, a Copa Sul-Americana pode ser um empecilho a mais na luta contra o vexame no Brasileiro.

16 agosto 2012

Passar bem, Barueri!

Ouço algumas vozes por aí a proclamar que aconteceu em posição de impedimento o gol que deu ao Palmeiras a vitória sobre os mulambos por 1 a 0 no Buraco de Barueri. Quem diz isso, mais até que o nosso inimigo carioca, é parte bem representativa da nobre e ilibada crônica esportiva deste país, talvez para buscar em um único lance uma justificativa para o frágil e desonesto discurso segundo o qual "os erros acontecem para todos os lados e se anulam no final".

(Eu venho dizendo que a imprensa vai buscar justificar essa tese estapafúrdia a todo custo, mas os nobres jornalistas podem estar apelando para o exemplo errado.)

Vejamos, pois, a ênfase com que o GloboEsporte.com destacou o gol anotado pelo nosso camisa 9:
















Notaram a vontade de quem escreveu a chamada? O uso da palavra "ilegal" evidencia de maneira muito clara quais são os interesses em jogo. Não vou entrar aqui em uma discussão semântica, mas a opção pelo termo "ilegal" certamente não aconteceu de maneira aleatória. Não mesmo. Colocada dessa forma, ela quase confere ao lance (e ao triunfo do Palmeiras em perspectiva mais ampla) um caráter criminoso, de uma vitória conspurcada, indigna, ilegítima. Porque, devemos lembrar, do outro lado estava o Flamengo.

Sem ter como palpitar a partir do que vi no estádio, fui ver o tal lance em casa e, sinceramente, não consigo ter assim essa certeza de jeito algum - nem para um lado, nem para o outro. Vejamos - com atenção para a linha da bola, que é o que importa:




















Não tenho convicção de dizer que havia impedimento ou não; aliás, não acredito que alguém consiga afirmar isso sem ter alguma dúvida que seja. Mas uma coisa é certa: o sujeito que imprime a este lance aí o adjetivo "ilegal" certamente não está bem intencionado.

Fosse o contrário, e pouco ou nada seria dito.

Aliás, um erro absurdo como o que tirou do mesmo camisa 9 palmeirense um belíssimo gol na semana passada (imagem abaixo) bem poderia ter sido tratado pela mídia esportiva como "duvidoso", "polêmico", "questionável", "controverso" ou coisa que o valha.
















Porque, na dúvida, apita-se contra o Palmeiras. Menos, parece, neste caso aqui do 1-0 sobre o Flamengo. E, ainda que tivesse ocorrido um erro clamoroso a nosso favor, outros quatro seriam necessários apenas neste Brasileiro para recuperarmos os pontos roubados e para que a tese desonesta da imprensa esportiva fizesse algum sentido.

###

O título do post remete a um assunto que só vai ser tratado agora.

Tivemos nesta madrugada de quarta para quinta-feira a despedida do Buraco de Barueri (ao menos por um tempo). Jogaremos o clássico contra o Santos no Pacaembu e sabe-se lá onde depois disso - e me incomoda sobremaneira que tal questão continue a ser tratado à base de superstições idiotas, de impressionismos pessoais e sem o devido planejamento. Menos mal que tenha terminado, ao menos por ora, o exílio de Barueri.

Ninguém mais aguentava aquele lugar, e o ridículo público desta noite (exatos 7.500 pagantes) foi o menor desde o Rio-SP de 2001 se considerarmos todos os jogos disputados entre Palmeiras e Flamengo. Um tremendo prejuízo em termos de imagem (o estádio vazio) e também para as finanças. Acompanhem:

20.07.2011, quarta-feira, 21h50
Palmeiras 0-0 Flamengo/RJ, Pacaembu
Renda: R$ 977.922
Público: 33.575

15.08.2012, quarta-feira, 22h
Palmeiras 1-0 Flamengo/RJ, Buraco de Barueri
Renda: R$ 279.140
Público: 7.500

Os 7.500 torcedores que conseguimos chegar a Barueri na noite desta quarta representamos o público máximo  que se pode levar àquele estádio em uma quarta-feira à noite (sem considerar jogos finais, ok?). Porque você deve excluir todos os que dependem de transporte público e contar com apenas uma pequena parcela da torcida em campo. Um tanto elitista, é verdade, e estúpido também.

Ir a Barueri na noite desta quarta-feira foi menos sofrido do que em todas as outras tardes e noites. Porque, por pior que fosse o cenário todo, ao menos já tínhamos a notícia de que o paulistano Palmeiras estará de volta à sua cidade dentro de 10 dias.

Acabou. Chega. Passar bem, Barueri! Espero sinceramente nunca mais ter de voltar lá.

###

_Há muito ainda o que escrever sobre esse tema, e eu voltarei a isso em breve. Mas gostaria já de agradecer a todos os leitores que contribuíram para este blog seguir na luta contra Barueri nos últimos meses (anos?). Porque os relatos todos foram essenciais para que eu conseguisse construir a argumentação e embasar meu pensamento sobre esta praga que nos foi imposta já 12 vezes neste ano. Enfim estamos livres. Vencemos a batalha. Obrigado a todos.

_Grandiosa vitória nesta madrugada. Seguimos em frente!

_O camisa 9 segue sendo um monstro.

14 agosto 2012

Estamos em guerra

"Tirone pode até não ser o pior presidente que já tivemos (porque houve certa feita um sujeito chamado Mustafá Contursi), mas ele é certamente o mais despreparado e inapto de todos os homens que já ficaram à frente do nosso clube." 
Escrevi isso algumas vezes nos últimos meses. Peço agora a licença dos senhores para rever o conceito. A verdade é que Arnaldo Tirone não é "apenas" o mais despreparado presidente da história da Sociedade Esportiva Palmeiras; ele também é o pior de todos. Justifico: ele é o primeiro homem a dirigir o alviverde imponente que declara guerra ao que qualquer clube tem de mais valioso: o seu torcedor.

Os senhores devem ter notado que o blog ficou muitos dias sem atualização. Isso se deu não apenas porque aproveitei a semana de jogos no Rio para tirar uma breve e necessária folga das sempre cansativas viagens e caravanas, mas porque eu precisava digerir tudo o que tem acontecido recentemente.

Não esperem agora que eu vá novamente despejar números de aproveitamento, estatísticas, média de público e toda sorte de argumentos lógicos demonstrando o crime cometido pela corja que insiste com jogos no Buraco de Barueri. Não farei isso, muito porque os dados já foram expostos à exaustão e qualquer ser humano minimamente inteligente já se convenceu da cretinice perpetrada por figuras débeis como Tirone, Frizzo e demais cúmplices.

Uma frase, proferida pelo próprio mandatário da Sociedade Esportiva Palmeiras, é sintomática de tudo o que estamos vivendo. Os senhores todos já devem ter tomado conhecimento, mas é necessário repetir a argumentação do sujeito ao defender os duelos no Buraco de Barueri. Registro para a posteridade:

"Chego lá em 20 minutos".
(Arnaldo Tirone, o pior presidente da história da S.E. Palmeiras)

Para início de conversa, é o caso de dizer que Arnaldo Tirone é um mentiroso. Porque, a não ser que faça uso de um helicóptero particular, é impossível cumprir o trajeto Faria Lima-Buraco de Barueri em 20 minutos. Impossível! (e nem considero aqui trânsito ou todos os agravantes de partidas disputadas à noite)

Tirone pode não gostar de ser chamado de mentiroso (e menos ainda de banana), mas é assim que é. Se preferir, no entanto, dá para dizer que ele é, no mínimo, mal intencionado.

A bem da verdade, pouco importa se for uma coisa ou outra. Importa, isso sim, que o mandatário da S.E. Palmeiras está declarando guerra ao torcedor do clube. Está desprezando o fato de boa parte da massa que faz o clube ser o que é estar sendo simplesmente impedida de ver o time em campo. Está deixando de lado os protestos, as reclamações e toda a indignação em nome de alguma inexplicável preferência pessoal (o que me leva a crer que existe alguma motivação menos nobre nisso tudo). Está fazendo o clube perder dinheiro jogo após jogo. Está quebrando a identidade entre o Palmeiras e o povão. Está fazendo do gigante alviverde um dos times com pior média de público no BR/2012. Está boicotando o plano de sócio-torcedor recém-lançado. Está transformando o paulistano Palmeiras em visitante na sua própria cidade.

Ao dizer, de maneira estúpida, infantil e alienada, que leva apenas 20 minutos para chegar ao Buraco de Barueri, o presidente do Palmeiras evidencia toda a sua ignorância em relação ao significado da expressão "clube de massa". Ignora que a massa não tem carro com motorista particular e que depende de transporte público para ir ao estádio e depois voltar para casa. Ignora todo o transtorno acarretado pelos jogos fora da cidade de SP. Ignora o fato de que o Palmeiras só é gigante pela identidade com o povão e não apenas com os poucos que podem, de carro, gastar uma fortuna e perder horas para ver o time "em casa". Ignora, enfim, a nossa história e tudo aquilo que construíram nossos antepassados.

A declaração de Tirone é de uma estupidez atroz e serve como resumo de tudo o que estamos vivendo. Estamos em guerra.

Que você pague por tudo isso, Tirone!

###

Reitero que não vou ficar aqui insistindo com números, médias de público e essa coisa toda. Já foi tudo abordado de maneira exaustiva por este e por outros blogs, e a corja que dirige o Palmeiras se mostra insensível a todos os argumentos lógicos e racionais e ao sofrimento manifestado por toda a torcida. Deixemos isso em segundo plano por enquanto. Mas, uma vez que o post é dedicado ao pior presidente da história do Palmeiras, faço questão de deixá-los com alguns posts já escritos anteriormente sobre este senhor (e sobre seu comparsa, o igualmente despreparado Roberto Frizzo):

Tirone, o despreparado (18.04.2012)

E aí, Tirone, quanto foi? (06.04.2012)

A gestão Tirone em 4 atos (20.03.2012)

Carta aberta aos dirigentes (13.03.2012)

Amar é... (28.02.2012)

O troco (05.10.2011)

Tirone-Frizzo, o legado (24.08.2011)

Respeito zero (10.07.2011)

Afronta (05.07.2011)

###

_Sei que já ficou um pouco atrasado, mas é preciso também registrar para a posteridade o absurdo roubo de que fomos vítimas na quarta-feira da semana anterior. Não dá para deixar de publicar a imagem:
















_Mas não há de ser nada, senhores. Porque a imprensa esportiva vivem[ tentando nos convencer que "os erros acontecem para todos os lados e se anulam no final do campeonato". Pois é, mas já são ao menos oito pontos roubados do Palmeiras de maneira descarada apenas neste ano. E é assim temporada após temporada, e nada muda.

_O Conrado escreveu um post inestimável lá no Verdazzo. Vai ao encontro disso que eu sempre escrevo por aqui.

_Uma vitória e uma derrota no Rio. Ficou de bom tamanho até. O time tem jogado bem e deve sair da situação incômoda muito em breve - se os árbitros assim permitirem. Mas a vitória contra o Flamengo amanhã à noite é imprescindível.

07 agosto 2012

Turiassu, 1840 (14)





















A mãe nunca aceitou aquele Mendonça imposto pelo pai, e o próprio moleque não fazia questão de ser chamado pelo nome composto. Preferia Jorge. Só Jorge. Acontece que o Mendonça estava lá, herdeiro da promessa feita por Etore ao raiar daquele 18 de agosto de 1976. O primogênito que estava por nascer ganhou nome e sobrenome logo mais à noite, no toque de cabeça certeiro de Jorge Mendonça, 39 minutos passados desde o apito inicial e sob os olhares de 40.283 pagantes, público nunca antes e nunca mais visto por ali.

Mal sabia o pai que aquele gol selaria o último título que ganharíamos pelos 16 anos seguintes. Assim foi. E Etore, como de costume e dessa vez torcendo para que o rebento não viesse antes da hora, assistiu àquele histórico 1-0 da janela de seu apartamento, com a vista privilegiada que só tinham alguns poucos moradores dos fundos do pequeno prédio residencial da rua Padre Antônio Tomás, quase dentro do histórico campo palestrino. Para morar ali, Etore desembolsou uma considerável quantia para a segunda metade dos anos 1960. E de lá nunca saiu. Por dinheiro algum.

Filho de italianos da pequena cidade de Polignano a Mare, na região da Puglia, havia morado antes no Brás, no Bixiga e na Barra Funda, como se necessário fosse cumprir tão típico roteiro. Uma vez adulto, passou a maior parte da vida naquele pequeno apartamento vizinho à sua maior paixão. Jorge Mendonça nasceu e cresceu ali. Aprendeu a torcer pelo Palmeiras vendo o pai e dele herdou o hábito de se posicionar à janela apenas cinco minutos antes de cada jogo, uma garrafa de Antarctica à mão (nunca bebeu outra marca), copos para cada uma das habituais visitas.

Visitas que, diga-se, eram controladas, uma vez que o espaço perto da janela era um tanto exíguo. Cabiam ali Etore, Jorge à sua direita e talvez mais uma pessoa. Outros - e eles sempre apareciam nos jogos com casa cheia - tinham de olhar por trás deles ou ali pelos cantos da janela, se a cortina assim permitisse.

O jogo transcorria logo abaixo. Dois jogos, na verdade: havia aquele entre as quatro linhas e outro fora delas, na arquibancada, visível em sua plenitude. Etore, nos devaneios típicos de qualquer torcedor que se preze, sempre se portou como um maestro invisível da multidão.

De sua janela, ele viu o Palmeiras vencer aquele título de 1976, a Libertadores e outros mais, todos guardados em sua memória até o último dia de vida. Acompanhou vitórias grandiosas e vexames improváveis, títulos e humilhações, partidas notáveis em domingos ensolarados e duelos obscuros em noites chuvosas. Presenciou esquadrões inesquecíveis e times que não mereciam ter pisado em solo sagrado. Torceu por craques que fizeram história e suportou alguns que não deveriam nunca ter vestido o manto alviverde. Vibrou igualmente com e por cada um deles.


















Ídolos passaram diante de sua janela. A história alviverde se construiu jogo após jogo, ano após ano, Etore, Jorge Mendonça e o prédio da Padre Tomás como testemunhas. O Campeão do Século XX se exibiu semanalmente logo abaixo deles. Gerações e mais gerações por ali passaram. Pais, filhos, netos, agregados, famílias inteiras unidas pelo amor ao Palestra.

Jorge aprendeu a ver o Palmeiras de dentro de casa. Um inusitado 'torcedor de sofá'. Cresceu e criou família sem nunca ter pisado na arquibancada do Palestra. Não por nada, sequer pela economia de não precisar pagar ingresso, mas é que se acostumou àquela rotina de abrir a janela e ter literalmente a seus pés o bom e velho estádio Palestra Italia. Com chuva ou sol, lá estavam ele e o pai. Nos mesmos lugares, o mesmo sofá - que a mãe insistia em querer trocar -, o mesmo cardápio - que passou a fazer ainda mais sentido depois de proibirem a venda de cerveja dentro dos estádios.

















Etore se foi antes de saber que um dia o velho Palestra Italia viria abaixo. Viu surgir o alviverde imponente quase 1.500 vezes. Deixou como herança o velho apartamento da Padre Tomás, alguns princípios inabaláveis que forjaram o caráter do menino Jorge Mendonça e, acima de tudo, a palestrinidade.

Diante do velho edifício residencial, erguido no final dos anos 1950, o estádio que se abriu para algumas das maiores glórias da Sociedade Esportiva Palmeiras disse até breve. Jorge acompanhou a despedida do lugar de sempre, atônito, o inconformismo presente no olhar. Viu desabar cada pedaço da arquibancada que ele conhecia como poucos - mesmo sem nunca ter colocado os pés nela. Do alto, era capaz até de identificar as rachaduras e os diferentes tipos de cimento que compunham toda aquela enorme estrutura.

Tudo veio abaixo. Testemunha de meio século da história alviverde, o pequeno edifício da Padre Antônio Tomás ali ficou, intacto, como que a esperar pelo que vem pela frente. E agora, um sobrevivente em meio aos sopros de modernidade que assolam a metrópole, observa o gigante de concreto ressurgir. Mais gigante do que nunca. Tanto que não mais permitirá a Jorge acompanhar tudo da janela de casa.

Difícil controlar a expectativa. Jorge acompanha a obra em seus mínimos detalhes. Chega a vibrar com cada viga que se levanta e quase grita "gol" a cada novo lance da arquibancada. Se antes Etore se sentia o maestro invisível da multidão, agora é a vez de seu único filho fazer as vezes de mestre-de-obras daquelas centenas de homens que vão devolver a nossa casa. E tudo o que ele mais quer é poder enfim colocar os pés na arquibancada que conheceu como poucos. A vida segue. O pequeno Marcos acaba de chegar. Hora de transmitir o sentimento para uma nova geração.





























###

Créditos das fotos:

1. Foto gentilmente cedida pelo mestre Ezequiel, histórico e historiador palestrino. Palmeiras 5-1 Santos/SP, 29.11.1959. O prédio da Padre Tomás começa a tomar forma.

2. Outra imagem do mestre Ezequiel. Palmeiras 1-0 Náutico/PE, 12.02.1967, despedida do grande Julinho Botelho. Está lá o edifício como testemunha.

3. Essa eu peguei no Portal Lumière.

4 e 5. Fotos do La Nostra Casa.

06 agosto 2012

O palmeirense exige respeito

Não sei quanto a vocês, mas eu estou por demais preocupado com o risco que corremos no final do ano. Porque o time não se ajusta, os desfalques se acumulam e não temos qualquer sinal de criatividade no meio. Para piorar, a sequência de jogos neste final do turno é quase intransponível (difícil imaginar o time somando pontos nestes cinco difíceis jogos que temos pela frente). Ou seja: vamos virar o turno na zona de rebaixamento e aí a segunda metade do insuportável Campeonato Brasileiro de pontos corridos será uma versão ampliada daquilo que vivemos nas últimas rodadas do ano passado.

A derrota para o Inter, é bom que se diga, teria ocorrido em qualquer lugar. Primeiro porque o Inter tem muito mais time - mesmo com tantos desfalques. Mas também porque o Palmeiras fez um primeiro tempo abaixo da crítica e aí depois não havia qualidade técnica para buscar o empate - que não ajudaria muito, diga-se. E vejam, senhores, que eu nem precisei mencionar o terrível retrospecto histórico no confronto entre os dois clubes.

Isso dito, vamos passar à temática das últimas semanas:

Palmeiras 2-0 Internacional, 29.09.2010, 12.264 pagantes. Lembram-se disso? Pois eu digo aos senhores que o Palmeiras jogou 25 vezes na Arena Barueri desde 2008. 25 jogos. Excluindo os quatro decisivos (Paraná/PR, Atlético/PR, Grêmio/RS e Coritiba/PR) da Copa do Brasil - que teriam casa cheia em qualquer estádio - e um duelo contra o Universitário Sucre pela Sul-Americana de 2010, este jogo contra o Inter foi o único em toda a história em que a torcida alviverde superou a barreira dos 10 mil torcedores no Buraco de Barueri.

Uma vez em 20 jogos! E eu coloco a nota de corte em 10 mil pagantes pelo simbolismo, até porque a nossa média nos jogos disputados na capital paulista gira em torno de 13 a 14 mil torcedores.

Tivemos 8.387 pagantes neste sábado em Barueri. Muito pouco. Foi o quinto jogo que disputamos naquele maldito buraco desde o título da Copa do Brasil. O público não chegou sequer a 9 mil torcedores em nenhuma dessas vezes. Somados os cinco jogos, temos um público de 35.516 torcedores, incapaz de lotar o Pacaembu uma única vez.

Isso tudo diz muito sobre o sofrimento imposto ao palmeirense enquanto persistir a criminosa opção dos senhores Tirone, Frizzo e demais cúmplices.

O Palmeiras corre um risco que não condiz com o time que temos, com o título recém-conquistado e especialmente com a nossa história. Mas o risco existe, e é preciso trazer a torcida para perto do clube mais do que nunca. Torcida e time precisam caminhar juntos. E para que isso aconteça é preciso ao menos que os nossos dirigentes não tornem a ida ao estádio algo tão complicado, caro e sofrido.

Chega deste inferno chamado Buraco de Barueri!
O palmeirense exige respeito!

###

_Durante a semana, o vice-presidente Roberto Frizzo desdenhou do fato de o palmeirense "ser sacrificado" pelos jogos no Buraco de Barueri. É algo inaceitável e me leva a questionar quais são os interesses escusos que podem motivar jogos naquele lugar maldito.

_O palmeirense não aguenta mais viajar para ver o time em casa, mas talvez eu esteja sendo muito rigoroso com isso, não? Porque, afinal, dizem que os jogadores gostam. Bom saber que os vagabundos que recebem fortunas para deixar o time na zona do rebaixamento aprovam os jogos naquele buraco.

_E o vagabundo da camisa 10? Ele também gosta de Barueri? Aliás, será que ele foi visitar a família em mais um fim de semana de folga? Ou preferiu aproveitar a noite de SP, em um programa nada familiar?

_E o fã-clube do chileno vagabundo, o que tem a dizer agora?

_Frizzo, Tirone e demais cúmplices: já gastei neste ano mais de R$ 400 além do que teria gasto se vocês tivessem a decência de manter os jogos na capital paulista. R$ 400 para os postos Ipiranga, para o Governo do Estado, para a ViaOeste e para estacionamentos que nunca deveriam ter existido. Preferia ter comprado um agasalho do Palmeiras ou qualquer outro artigo do clube, mas vocês fizeram o meu dinheiro tomar outro rumo.

02 agosto 2012

Pela extinção do palmeirense

Se me permitem, começo o post de Palmeiras de Barueri 2-0 Botafogo do Rio de Janeiro com uma notícia sobre nosso maior inimigo. Eis que o SPFC, antes tido e havido como clube da elite paulistana e há certo tempo interessado em ampliar substancialmente sua torcida, inovou com a criação de um “setor popular” no estádio do Morumbi.

A coisa toda é muito simples: existe no campo do nosso inimigo um setor, o amarelo, que vive constantemente vazio, ocupado talvez em dois ou três jogos de 19 válidos pelo Campeonato Brasileiro. Se nada fizesse, aquele espaço de nove mil lugares continuaria sem uso durante toda a temporada. Mas a direção tricolor tomou uma atitude: decidiu que os ingressos para o amarelo vão custar apenas R$ 10 (ou R$ 5 para estudantes) até o fim do ano.

Aspas de Roberto Natel (Natel, viram?), vice-presidente social do clube: “Queremos com isso oferecer a possibilidade de que o torcedor de baixa renda, que não tem a possibilidade de assistir a um jogo do São Paulo, possa comparecer ao Morumbi e ver todas as partidas."

A medida traz alguns benefícios de curto prazo e outros de longo prazo para o clube da zona sul. Aponto alguns:

-Mais renda: potencialmente, o ganho pode chegar perto dos R$ 70 mil/jogo - com um público que não teria condições de bancar um ingresso de R$ 30 e que provavelmente hoje não se faz torcedor de arquibancada;

-Mais torcida: isso se traduz em média de público maior (ainda há quem se importe com isso) e em incentivo adicional para o time. Ou seja: reflexos dentro e fora do campo;

-Identidade com o povão: porque um clube só é grande se tiver grande torcida, e isso depende de penetração em todas as camadas sociais. O SPFC entendeu isso já há um bom tempo. Errou a mão quando investiu em projetos de aliciamento; acertou agora.

Isso acontece na mesma semana em que a diretoria do Palmeiras, não contente em afastar o time da torcida com sucessivos (e esvaziados) jogos no Buraco de Barueri, enganou o seu torcedor ao anunciar a mudança do horário de um jogo (das 21h50 para as 21h30) que nunca aconteceu. Porque os ingressos para o jogo contra o Botafogo foram vendidos como se fosse acontecer às 21h30 (o que garantiria aos abnegados a possibilidade de voltar para SP de trem) para que, na véspera da partida, viesse o aviso da Conmebol no sentido de que a partida nunca deixou de estar marcada para 21h50.

Um crime!

Jogamos há pouco no Buraco de Barueri para 3.833 pagantes. A renda, na casa dos R$ 144 mil, não paga o salário mensal de qualquer um dos que foram a campo - e que, dizem, gostam de jogar lá. Voltaremos ao mesmo estádio no sábado. Com ingresso a R$ 40.

Nossa diretoria cumpre à risca todas as etapas para distanciar o Palmeiras do seu torcedor: marca jogos em Barueri, mente sobre uma mudança de horário que nunca existiu, cobra um valor acima da média pelos ingressos populares, não se preocupa com quem precisa de transporte público (a maioria), faz pouco caso da vexatória média de público. No que depender deles, o Palmeiras ficará restrito a uma meia dúzia de torcedores da zona oeste. Porque o povo mesmo, este que faz ser o Palmeiras ser o que é, parece não estar nos planos.

###

_Os senhores vão me desculpar, mas, enquanto Tirone, Frizzo e seus cúmplices insistirem com o Buraco de Barueri, eu não tenho qualquer motivação de escrever sobre o que acontece dentro de campo. O Palmeiras é o atual campeão da Copa do Brasil e estreou de maneira brilhante na Copa Sul-Americana, mas nossos dirigentes fazem o possível e o impossível para nos afastar disso. E eu posso até me tornar um cara chato e repetitivo, mas nada é mais importante que o torcedor e vou defender isso até onde for possível.

_A impressão que se tem ao pisar na arquibancada da Arena Barueri é que estão ali as mesmas pessoas de sempre. Ouso dizer que conheço a maior parte dos outros 3.832 abnegados que se dispuseram a ir até o Buraco de Barueri quase na madrugada.

_A exemplo do que aconteceu na semana passada com o Bahia, a torcida do Botafogo/RJ foi representada por algumas poucas dezenas de torcedores. Estamos falando do Botafogo, com sede no Rio de Janeiro e muitos torcedores por aqui. Vejam:



















_Parabéns a Tirone, Frizzo e demais responsáveis pelo Buraco de Barueri: por decisão única e exclusiva dos senhores, milhares de palmeirenses são impedidos de ver o time jogar "em casa".

_Ouvi de muita gente hoje uma mesma frase: "Eu não aguento mais vir para este lugar". Pois é, eu digo o mesmo.

_O camisa 9 é monstro!

_É bom fazer parte de uma torcida que trata árbitros e bandeirinhas como os inimigos que eles são. Foi bom demais ver esta cena no estádio, mas confesso que, ao menos dessa vez, ficou melhor vendo depois. Porque  ver alguns torcedores pulando como se fosse um gol ali no C1 me deixa orgulhoso.

 

30 julho 2012

Só o extremismo resolve



















Eu sinceramente já não tenho mais forças para falar sobre arbitragem. É uma situação que se arrasta por muitos anos e que só vai se resolver com medidas drásticas, chocantes mesmo. Tipo um dirigente invadindo o gramado (Volta, Eurico!), um jogador se fazendo de mártir em nome de uma causa maior, uma invasão de campo em massa, coisas desse tipo. Enquanto nada disso acontecer, o Palmeiras seguirá sendo prejudicado pela arbitragem de maneira reiterada e descarada, e haveremos de conviver com reações protocolares e protestos formais de efeito nulo. Ah, tem um efeito sim: a mídia vai insistir com o discurso de que "erros acontecem para todos os lados bla bla bla". E o que acontece na realidade é que todos os erros acontecem contra o Palmeiras. Seguimos em frente. Até o próximo roubo, senhores.

###

Arena Independência, BH




















Estádio 53. Uma cancha bem interessante, pressão considerável para o time da casa, acústica privilegiada (o barulho era muito forte com apenas 12 mil torcedores). E é uma arena que, a despeito de todo o discurso de modernidade, conserva ainda a alma que tinha antes da reconstrução e do prenome.

Encravado em um bairro residencial da zona leste, com ladeiras e becos para todos os lados, é um daqueles estádios que tornam a vida do visitante um tanto mais complicada. Não há uma via exclusiva para a torcida de fora; grades de trânsito estabelecem a fronteira, mas o espaço é estreito e de difícil acesso. Não foi um problema ontem, mas pode ser em um jogo de maior apelo.

A bilheteria fica em um container com dois guichês - mais um fator a ser revisto para jogos grandes. Cheguei bem cedo ao estádio e a compra foi tranquila. Ingresso da malfadada BWA, R$ 40.

Uma vez lá dentro, o estádio surpreende na altura e guarda características de muitas canchas. O setor que fica atrás do gol, por exemplo, lembra muito o do Luigi Ferraris, de Genova - e também o de muitos campos da Inglaterra, pela separação da 'curva' por meio de duas grandes torres. O vazio atrás do outro gol lembra o próprio Independência, mas também o Palestra, com a cidade se mostrando ao fundo. E, por fim, os setores superiores lembram muito a solução adotada para o Engenhão, que eu vejo como equivocada.

Por sinal, foi em um destes setores que ficamos os pouco mais de mil palmeirenses em BH. Por uma questão estrutural, o time da casa (Atlético ou Cruzeiro) vai sempre ceder para o visitante todo o anel superior central (em torno de 2,2 mil lugares). Bom para quem vai ver os jogos lá, com visão panorâmica (bem do alto) e com a possibilidade de acompanhar de perto qualquer um dos dois ataques - o espaço se estende de uma área à outra.

O ingresso daquele setor (e, imagino eu, também dos outros iguais) vem com uma advertência: "assento com visibilidade prejudicada". Pois bem, aí você pensa: pra que cazzo o aviso se aquela é a única opção? Ao final, o recado se justifica em partes. Vou explicar:

A verdade, senhores, é que o "assento" tem visão não apenas prejudicada, mas sim comprometida a depender do seu comportamento. Se você quiser ver o jogo sentado, vai perder até metade da visão do campo, não conseguindo enxergar a lateral imediatamente abaixo. Por quê? Porque a grade à frente impede a visão. A exemplo do que acontece no Engenhão, colocaram grades para separar um degrau do outro e a coisa se deu de maneira ainda mais invasiva, porque elas simplesmente vão de um lado a outro dos setores superiores, deixando cada lance da arquibancada separado dos demais. A inclinação é enorme, com cada degrau ficando um metro acima do outro - e a grade tem essa mesma altura.

Conclusão: fizeram um setor com cadeiras e separações para supostamente dar mais conforto, mas a verdade é que você só consegue ver o jogo se ficar em pé - e apoiado no obstáculo. No caso das organizadas, a distância entre as fileiras acaba sendo um problema ainda maior, porque desmobiliza o público.

Há boas opções de alimentação, sem muita frescura (salgadinhos, pizza, lanches etc.), mas com variedade e preços aceitáveis. De resto, tudo muito novo, os banheiros funcionam bem (essa é para os aficionados que vivem reclamando de banheiros sujos e alagados) e o ambiente em si é bastante agradável: se a acústica é favorável, é assim não apenas para a torcida da casa, mas também para a visitante, de tal forma que não há muito o que temer, a não ser do lado de fora.

###

_Nunca é demais republicar este post aqui, sobre o prejuízo, mais um, acarretado ao palmeirense pela Rede Globo. Tive de cancelar minha passagem de avião (que sairia de CNF às 20h38), pagar multa e encarar oito horas de ônibus na volta para SP. Não posso deixar de agradecer a Marcelo Campos Pinto e à corja de canalhas.

_No maior jogo que eu tive o prazer de ver em BH (Cruzeiro 2(3)-2(4) Palmeiras, pela Libertadores/2001), Celso Roth era o nosso técnico e Felipão, o do time mineiro. Ao olhar para baixo, os dois à beira do gramado, foi impossível não lembrar daquela noite.

_Passei pelo finado Mineirão antes do jogo. Parece um cenário de guerra. Não sou especialista em grandes obras, mas não dá pra entender aquilo. A verdade mesmo é que vão matar o espaço de convivência que existia do lado de fora. Maldita Copa do Mundo!

_Inter (BB), Botafogo (F), Fluminense (F), Flamengo (BB), Atlético/GO (F) e Santos (BB). Os seis jogos restantes no turno evidenciam que o Palmeiras não soube aproveitar os duelos mais fáceis. Teremos uma sequência complicada, e, para piorar, Tirone, Frizzo e demais cúmplices implodem o nosso mando de campo. Até que isso tenha solução e até que a tabela volte a apresentar jogos mais fáceis (no returno), é bom nos acostumarmos à zona do descenso.

_Parabéns aos responsáveis que insistem em fazer o Palmeiras entrar em campo com a camisa mais feia da sua história. Eu sinto vergonha quando o time entra em campo com aquela aberração.

###

MAIS FOTOS

A configuração do setor visitante é idêntica ao que se vê na parte alta da 'curva': grades entre um e outro lance da arquibancada, escadas de acesso como única maneira de subir ou descer e inclinação elevada:


















Detalhe da passagem de serviço da Arena Independência. Lembra muito o Engenhão na parte estrutural:


Vestiário dos jogadores e setor administrativo. Ao fundo, BH:


















Detalhe das grades e do grande espaço entre uma fileira e outra:
























Detalhe de uma das torres que deixam a 'curva' isolada, a exemplo do que ocorre no Luigi Ferraris (Genova) e em estádios da Inglaterra:


















Visto da Pampulha, o assassinato do Mineirão:















Pra fechar:

27 julho 2012

Prejuízo e vergonha em números

Vamos estabelecer mais alguns parâmetros razoavelmente objetivos para jogar luz sobre uma questão tratada por Tirone, Frizzo e demais cúmplices à base de superstições idiotas (e que sequer fazem sentido) e de uma inversão de valores que coloca a vontade de uma meia dúzia de vagabundos muito bem pagos acima dos interesses da massa que faz ser o Palmeiras o que ele é:

Vejam que existem três clubes de fora de SP que, via de regra e em situações normais, colocam mais torcida que a Portuguesa nos jogos disputados no Canindé: Flamengo, Vasco e Bahia. A torcida do Bahia é enorme em SP e quase sempre ocupa todo o espaço a ela destinado nos estádios paulistanos: no Palestra, no Pacaembu, no Morumbi, no Canindé, onde for possível chegar. Aparecem 1.500 torcedores sem grande esforço.

Acontece que o Bahia foi jogar pela primeira vez no Buraco de Barueri nesta noite de quinta-feira e a torcida tricolor foi representada por não mais do que 60 pessoas. 60 torcedores! Não fosse pelas faixas das organizadas e eu poderia muito bem pensar que estávamos enfrentando um Mirassol/SP da vida...

















O público total, 7.515 pagantes, acaba ratificando a média do Buraco de Barueri. É basicamente este o nosso limite enquanto insistirem em mandar os jogos lá. É vergonhoso! E dá prejuízo!

Nada mais a declarar.

Aliás, tenho sim. Porque é o caso de estabelecer aqui outro parâmetro de comparação, este igualmente irrefutável e por demais vergonhoso:

SCCP/SP 1-1 Portuguesa/SP (rodada 11, sábado às 21h) +
SCCP/SP 2-0 Cruzeiro/MG (rodada 12, quarta às 21h50) =
59.865 pagantes e R$ 1.883.348

Palmeiras 3-0 Náutico/PE (rodada 11, domingo às 16h) +
Palmeiras 0-2 Bahia/BA (rodada 12, quinta às 21h) =
14.922 pagantes e R$ 545.420

Se Tirone, Frizzo e demais cúmplices não sentem vergonha, nós sentimos. E é bom que eles saibam que estão dando prejuízo para o clube e matando a torcida do Palmeiras.

###

O vagabundo que apitou hoje fez o possível e o impossível para derrubar o Palmeiras. Conseguiu. Aliás, apenas a título de registro histórico e para derrubar aquele discurso-padrão de jornalistas pilantras ("os erros acontecem para todos os lados"), vale lembrar o que aconteceu na última vez que recebemos o Bahia, então no Canindé. Atenção para a posição em completo impedimento no gol que deu o empate ao nosso adversário:



Ou seja: já são dois anos seguidos com o Palmeiras sendo roubado de maneira descarada em casa contra o Bahia/BA. Mas podem ficar tranquilos: a imprensa esportiva vai tentar fazer acreditar que os erros acontecem para todos os lados.

###

Até domingo em BH. Dia de conhecer mais um estádio novo.

25 julho 2012

O risco Barueri

Ainda que possa me tornar repetitivo (prefiro isso à inércia), resumo em um único post algumas das conclusões necessárias sobre os riscos assumidos pela direção da S.E. Palmeiras ao decidir mudar a sede do clube de São Paulo para Barueri, distante 30km desta capital:

-A não ser que haja alguma mudança, o Palmeiras, atual campeão da Copa do Brasil, vai completar mais de dois meses sem jogar em casa: de 24 de junho (visitante contra o SCCP) a 30 de agosto (visitante contra a Portuguesa). Ou seja: o paulistano Palmeiras, aqui fundado e muito responsável pela formação cultural da metrópole, vai se tornar visitante na sua própria cidade. É vergonhoso.

-O último jogo como mandante em SP aconteceu em uma tenebrosa noite de sábado, 9 de junho, derrota para o hoje líder Atlético/MG. A julgar pelo modus operandi dos senhores Tirone, Frizzo e demais cúmplices, as partidas do segundo turno, ainda sem local confirmado, deverão também ser disputadas no Buraco de Barueri. O Palmeiras parece disposto a assumir esta inacessível cancha como sua casa provisória, colocando à margem a parte mais expressiva da torcida, aquela que depende de transporte público.

-Em decorrência disso, o "risco Barueri" tem três vertentes:

1. Saiu recentemente um estudo sobre as médias de públicos dos principais times neste Brasileirão. O Palmeiras, com cerca de 6 mil pagantes por jogo, virou motivo de piada. Tivemos de ler muita besteira por aí, inclusive de babacas que nunca antes devem ter pisado em um estádio de futebol. Levando em conta que a média histórica do clube no Buraco de Barueri não vai além dos 7 mil torcedores por partida – e que não há assim grande interesse no decorrer do campeonato – é mais do que justo esperar que a média de público até o fim do ano seja baixíssima. Ou seja: o Palmeiras, dono de uma das quatro maiores torcidas do país, deve terminar o BR/2012 entre os lanternas no quesito arrecadação – porque, não custa lembrar, a renda da bilheteria é proporcional ao público presente.

2. O clube acabou de relançar o Avanti de maneira oportunista (foi quase venda casada) e agora, passada a euforia do título, o momento é de consolidação da plataforma, de modo a ampliar a base de associados e a receita fixa e tornar o plano uma referência para a torcida. Acontece que para trazer a torcida para perto do clube, você precisa necessariamente facilitar o acesso do torcedor ao estádio. Se, no entanto, decidem mandar os jogos em um estádio inacessível e caro (porque há uma série de custos adicionais para o torcedor), o que acontece é exatamente o contrário: tem-se o desestímulo à presença da torcida. Em curto prazo, pode-se chegar a um cenário de desmantelamento do programa. Mais uma vez.

3. Há ainda um fator mais grave, de longo prazo, relacionado à perda de identidade entre clube e torcedor. Porque vejam, senhores, que um clube de massa como o Palmeiras só pode ser assim chamado se tiver uma grande torcida entre as camadas mais populares. E, a rigor, essa identidade só se fortalece mesmo quando você tem esse torcedor na arquibancada – quem aí não se lembra da primeira vez no estádio e do sentimento ali despertado? Pois bem, ao impedir a ida ao estádio do palmeirense que mora na periferia de SP, o Palmeiras está quebrando a identidade entre o clube e a sua torcida. Ao excluir do estádio o torcedor que depende de transporte público, o Palmeiras está colocando em risco a sua condição de time de massa. E, para exemplificar tudo, eu peço que os senhores pensem em cada pai de família que gostaria de levar o moleque de cinco anos para ver o time no estádio e para garantir que ele siga o mesmo caminho. Muitos desses pais estão sendo impedidos de fazer isso por decisão única e exclusiva de Arnaldo Tirone, Roberto Frizzo e cúmplices. Eles estão matando a torcida do Palmeiras!

24 julho 2012

Quando o futebol era futebol

1994, ano do mais espetacular Brasileirão de todos os tempos (ainda honesto, com mata-mata definindo o campeão). A campanha toda está aqui, mas eu queria mesmo é relembrar uma grande noite daquele time, a vitória por 2 a 1 sobre o Bahia/BA em Salvador pelas quartas-de-final. Fonte Nova ainda de pé, casa cheia, o “povão” tomando conta de tudo... e um Palmeiras com Velloso, Claudio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Amaral, Flavio Conceição e Zinho; Rivaldo e Evair.

O futebol ainda era futebol, senhores. Acompanhem no vídeo abaixo, não sem antes observar o seguinte:

-O gol de Maurílio é espetacular. Um dos gols que eu mais lamento não ter visto no estádio.

-Atenção para o pênalti ‘pedido’ pelo repórter por volta de 1min40seg. É simplesmente genial. “Você confere no lance”. E tá lá o jogador do Bahia caindo antes da meia-lua, tornando a sua fala um tanto quanto insólita. Até a imprensa era melhor naquela época. Participação épica do repórter.

23 julho 2012

O desrespeito em números

Há quem enalteça a campanha do Palmeiras no buraco de Barueri como um fator que justificaria a opção por mandar os jogos naquela cancha perdida. São 13 vitórias, 7 empates e 2 derrotas em 22 jogos. Eu entendo que nem é uma campanha assim tão boa, já que o retrospecto histórico no Palestra sempre foi bastante mais favorável - o índice de vitórias em Barueri, 59%, é apenas razoável e fica muito abaixo do que tínhamos no nosso estádio, perto dos 68%. E então, uma vez que apenas os números dentro em campo têm espaço na mídia, deixo-os com a média de público do Palmeiras no (para boa parte da torcida) inacessível estádio de Barueri:

Público total (desde 2008): 207.346
Jogos: 22
Média: 9.424

É um número irrisório por si só e fica ainda mais vexatório se comparada à média histórica alcançada no Palestra, na casa dos 15,5 mil pagantes por duelo.

Aí vai aparecer alguém e dizer: mas o Palestra não pode ser usado agora e só temos o Pacaembu disponível em SP. Só? Só o Pacaembu, o estádio onde conquistamos a mais expressiva parcela dos nossos títulos? O Pacaembu em que registramos média recente na casa dos 15 mil pagantes e provavelmente próxima dos 20 mil no cenário histórico? O Pacaembu da Arrancada Heróica? Aquele estádio municipal que fica praticamente encravado no centro da metrópole, perto de tudo, com duas linhas de Metrô por perto e centenas de opções de ônibus que vão para todas as regiões da cidade?

Só isso, né?

Ressalto que a média do Palmeiras no Buraco de Barueri é inflada pelos três únicos jogos - em 22 - que tiveram público superior a 13 mil pagantes: foram exatamente os duelos mais agudos que tivemos pela Copa do Brasil, contra Atlético/PR, Grêmio/RS e Coritiba/PR. Se excluirmos os públicos destas partidas (que teriam casa cheia em qualquer estádio e em qualquer horário!), chegaremos a uma média de 7.103 pagantes por jogo.

Não à toa, tivemos 7.407 na tarde deste domingo.

7.407 pagantes em um domingo ensolarado às 16h!

Enquanto os senhores Tirone e Frizzo insistirem com os jogos em Barueri, é melhor nos acostumarmos com este cenário aí. O Palmeiras vai continuar sendo um dos times com pior média de público do Brasileirão e nós é que vamos ouvir merda por causa disso. Teremos o apoio dos mesmos de sempre (aqueles que vamos a todos os jogos e em quaisquer estádios), viveremos sem saber o que é encher uma cancha e, pior, teremos boa parte da torcida alijada do estádio. Por decisão do próprio Palmeiras, o que é pior.

Parece que todo mundo percebe isso. Menos quem deveria perceber.

A torcida não quer Barueri, e a média de público torna isso muito evidente. Os que lá estamos em todos os jogos (e eu sinto que somos sempre os mesmos) fazemos isso por mera obrigação. Mas o pior é a voz silenciosa dos que gostariam de ver o Palmeiras em campo, mas não podem simplesmente porque a nossa direção entende que é o caso de dificultar a ida do palmeirense ao estádio.

Voltamos a campo na próxima quinta-feira contra o Bahia. Seria um jogo para 15 mil no Pacaembu. Mudaram para Barueri? Bom, aí é o caso de nos contentarmos com algo próximo dos 5 mil torcedores. Mais um vexame.

###

Recados para Tirone, Frizzo e demais cúmplices:

_Paguei mais uns R$ 15 de combustível, outros R$ 6,60 de pedágio e R$ 20 para estacionar o carro. São mais de R$ 40 que eu não teria despendido se o jogo acontecesse onde deveria acontecer, ou seja, na cidade em que a Sociedade Esportiva Palmeiras tem sede. São R$ 40 que eu vou pagar sempre, simplesmente porque não consigo deixar de ir atrás do meu time, sejam lá quais foram as dificuldades que vocês resolverem criar. Mas situação financeira, disposição e paciência de boa parte da torcida não são como as minhas, e estas são as pessoas que simplesmente deixam de incentivar o Palmeiras (e pagar ingresso) por decisão de vocês.

_Eu realmente preferia gastar esses R$ 40 em, sei lá, um boné do Palmeiras. Preferia mesmo. Mas vocês me obrigaram a dar esse dinheiro para a ViaOeste, para os Postos Ipiranga e para o moleque cuja garagem tem abrigado o meu carro toda semana. Parabéns a vocês pela inteligência!

###

_Quando o camisa 21 chegou ao Palestra em 2009, eu pensei se tratar de uma piada. Eis que ele veio, honrou a camisa, fez belos e importantes gols e calou a minha boca. Aconteceu aquilo tudo no final do ano e ele ficou longe do time por um tempo. Voltou agora, novamente sob desconfiança de parte da torcida, mas parece igualmente disposto a honrar a camisa. Que seja assim mesmo.

_Grande atuação de todo o time hoje. Segurança na defesa, leveza do meio para a frente, belas tabelas, objetividade nos ataques e um camisa 23 inspirado. Saímos da zona do rebaixamento antes até do esperado. Agora é só manter o ritmo para poder tirar o pé lá no final e aí priorizar só os jogos decisivos da Sul-Americana.

_Se existir realmente a tal oferta de 4 milhões de euros pelo chileno, é o caso de fechar logo essa venda.

19 julho 2012

Joguem a tabela no lixo

Sabem a tabela "atualizada" que eu publiquei no último post? Pois joguem-na no lixo. Aliás, joguem no lixo qualquer tabela de campeonato que vier a ser divulgada no Brasil, pois vivemos em um país em que uma única emissora de TV detém um poder para além do aceitável. Eis aqui a notícia mais recente:

Com Olimpíada na Record, Globo troca Palmeiras por Corinthians

No primeiro domingo com a Olimpíada na concorrência, a TV Globo trocou a transmissão do jogo do Campeonato Brasileiro e vai passar o jogo do Corinthians ao invés do Palmeiras. Inicialmente estava previsto ser transmitido para TV aberta o confronto Cruzeiro x Palmeiras, direto do estádio Independência, em Belo Horizonte. Agora, porém, no dia 29 de julho, a emissora irá mostrar Bahia x Corinthians, no estádio de Pituaçu, em Salvador. A CBF confirmou a troca dos horários das partidas nesta quarta-feira. Assim, Cruzeiro x Palmeiras será às 18h30 e Bahia x Corinthians, às 16h.


###

Prometo ser breve:

Há uma série de abordagens necessárias em relação à notícia acima, mas eu vou me permitir fazer uma única. Sei que ela parece um tanto pautada na minha experiência pessoal - e é -, mas ela é extremamente necessária, até porque provavelmente afeta muito mais torcedores (e não apenas do Palmeiras). A pergunta é:

Como fica a situação de gente que, como eu, comprou as passagens de SP para BH há três meses e agora, a 10 dias do jogo, fica simplesmente impossibilitado de pegar o voo de volta, que sairia de CNF às 20h38? Quem paga esse prejuízo? O Marcelo Campos Pinto? O apresentador do programa da hora do almoço? Qualquer um dos lixos que apresentam programas alienantes desta emissora maldita? Ou o Marin? Ou o Teixeira, o maldito que segue recebendo um salário indecente sem nada fazer?

Respondo: fica por isso mesmo, e o prejuízo é todo meu.

Comprei as passagens com três meses de antecedência, e agora serei obrigado a cancelar a volta para retornar a SP de ônibus. E fica por isso mesmo. Como acontece com todo e qualquer torcedor neste país que tem a mania de ver seu time jogar fora e ousa confiar na tabela para fazer a programação das viagens.

18 julho 2012

BR/2012, tabela atualizada

Sabem a tabela que eu publiquei aqui no blog com os jogos do Palmeiras no BR/2012 – e que muitos dos senhores devem ter como referência para programar viagens e todo o calendário pessoal? Então, joguem-na fora e passem a considerar a versão abaixo. A CBF fez alterações em quatro rodadas (29 a 32) do Brasileirão na surdina, sem avisar ninguém, sem qualquer tipo de esclarecimento no site oficial. É dessas coisas que só acontecem mesmo com a entidade que dirige o futebol brasileiro – e o prejuízo fica todo para as pessoas que, como eu, fazem a programação pessoal, fecham viagens, resolvem férias etc. com base na tabela divulgada por esses gênios.

Fato é que as rodadas 29 a 32 (todas em outubro) foram antecipadas em uma data, do fim de semana para o meio de semana anterior ou o contrário. Considerem a versão abaixo, por favor. Os dois jogos em itálico/negrito são da Sul-Americana.

22.07 dom 16h Palmeiras x Náutico/PE – Arena Barueri
26.07 qui 21h Palmeiras x Bahia/BA – Arena Barueri
29.07 dom 16h Cruzeiro/MG x Palmeiras – Independência
01.08 qua 21h50 Palmeiras x Botafogo/RJ – Arena Barueri
04.08 sab 18h30 Palmeiras x Internacional/RS – Arena Barueri
08.08 qua 22h Botafogo/RJ x Palmeiras – Engenhão
12.08 dom 18h30 Fluminense/RJ x Palmeiras – Engenhão
15.08 qua 22h Palmeiras x Flamengo/RJ – Arena Barueri
19.08 dom 18h30 Atlético/GO x Palmeiras – Serra Dourada
22.08 qua 21h50 Botafogo/RJ x Palmeiras - Engenhão
25.08 sab 18h30 Palmeiras x Santos/SP – Arena Barueri
30.08 qui 21h Portuguesa/SP x Palmeiras – Canindé
02.09 dom 16h Palmeiras x Grêmio/RS – Arena Barueri
06.09 qui 21h Palmeiras x Sport/PE – Arena Barueri
09.09 dom 18h30 Atlético/MG x Palmeiras - Independência
12.09 qua 22h Vasco/RJ x Palmeiras – São Januário
16.09 dom 16h Palmeiras x SCCP/SP – Prudente/MS
23.09 dom 18h30 Figueirense/SC x Palmeiras – Orlando Scarpelli
30.09 dom 16h Palmeiras x Ponte Preta/SP – Arena Barueri
06.10 sab 16h SPFC/SP x Palmeiras – Morumbi
10.10 qua 21h Palmeiras x Coritiba/PR – Arena Barueri
14.10 dom 18h30 Náutico/PE x Palmeiras – Aflitos
18.10 qui 21h Bahia/BA x Palmeiras – Pituaçu
21.10 dom 16h Palmeiras x Cruzeiro/MG – Arena Barueri
27.10 sab 16h Internacional/RS x Palmeiras – Beira-Rio
04.11 dom 16h Palmeiras x Botafogo/RJ – Arena Barueri
11.11 dom 16h Palmeiras x Fluminense/RJ – Arena Barueri
18.11 dom 16h Flamengo/RJ x Palmeiras – Engenhão
25.11 dom 16h Palmeiras x Atlético/GO – Arena Barueri
02.12 dom 16h Santos/SP x Palmeiras – Vila Belmiro

###

Breve comparação para reforçar o heroísmo do nosso bicampeonato da Copa do Brasi, que completa hoje uma semana:

1998

Time-base: Velloso, Arce, Roque Jr., Cléber e Júnior; Rogério, Galeano, Alex e Zinho; Paulo Nunes e Oséas. Felipão.

Campanha: 12-6-4-2-21-8

CSA/AL 0-1 Palmeiras
Palmeiras 3-0 CSA/AL
Ceará/CE 1-1 Palmeiras
Palmeiras 6-0 Ceará/CE
Botafogo/RJ 2-1 Palmeiras
Palmeiras 1-0 Botafogo/RJ
Sport/PE 0-2 Palmeiras
Palmeiras 1-1 Sport/PE
Palmeiras 1-1 Santos/SP
Santos/SP 2-2 Palmeiras
Cruzeiro/MG 1-0 Palmeiras
Palmeiras 2-0 Cruzeiro/MG

2012

Time-base: Bruno; Artur, Thiago Heleno, Mauricio Ramos e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vitor e Valdívia; Mazinho e Barcos. Felipão.

Campanha: 11-8-3-0-23-6

Coruripe/AL 0-1 Palmeiras
Palmeiras 3-0 Coruripe/AL
Horizonte/CE 1-3 Palmeiras
Paraná Clube/PR 1-2 Palmeiras
Palmeiras 4-0 Paraná Clube/PR
Atlético/PR 2-2 Palmeiras
Palmeiras 2-0 Atlético/PR
Grêmio/RS 0-2 Palmeiras
Palmeiras 1-1 Grêmio/RS
Palmeiras 2-0 Coritiba/PR
Coritiba/PR 1-1 Palmeiras

Observem a enorme diferença entre as campanhas de 1998 e 2012. Mesmo com um time bastante inferior neste ano (só Henrique e Marcos Assunção seriam titulares em 1998), chegamos ao título de maneira invicta - ante duas derrotas lá atrás -, com ataque muito melhor (2,09 x 1,75) e defesa idem (0,54 x 0,66). Ressalto ainda as coincidências, sobre as quais já havia falado lá na segunda fase: estreamos contra um time de Alagoas e vencemos lá por 1-0 e "aqui" por 3-0. Na sequência, veio um time do Ceará. E, ao final de tudo, decidimos sempre em casa, exceções feitas à semifinal de 1998 e à final de agora.