15 setembro 2008

Mineirão, 0 a 1



Eu não consigo entender os bambis de Minas. Por que comparecem em número tão grande – e até fazem festa antes do jogo – se depois só sabem manter um silêncio que chega a ser constrangedor em um estádio de futebol? Repetiu-se ontem o que acontece em todas as partidas supostamente decisivas para os marias: o estádio fica cheio e a festa se insinua, mas tudo cai por terra ao som do apito inicial.

O Palmeiras teve ontem uma tarde de enorme superioridade, mais contundente do que acontece em muitas goleadas. Não vou entrar no mérito das discussões táticas, porque não é a preocupação deste blog e porque o torcedor de arquibancada (ou cadeira inferior, caso do Mineirão) normalmente fica impossibilitado de fazer análises do tipo. O que está em discussão, como sempre, é a alma.

Fato é que os bambis mineiros fazem festa até fora do estádio, como na imensa praça de alimentação do Mineirinho, totalmente ocupada pelos caras. Muita bebida e cantorias sem fim. O problema é que isso não se repete na arquibancada.

Convenhamos: não dá para esperar muito de uma massa alienada que consegue reunir faixas de torcidas como “Mancha Azul”, “Raposões da Fiel”, “Gaviões Celestes”, “Raça Azul”, “Fúria Azzurra” (que ofensa!), “Torcida Jovem” e “Fanati-Cruz”. Porra, copiaram até os caras da Brisa/PR! Originalidade zero.

Inútil falar sobre o jogo, pois todos viram e já comentaram à exaustão. Tampouco preciso repetir que não há placar mais bonito que o 1 a 0. Nem que 0 a 1 é ainda mais poético, tanto quanto é épica uma vitória como a de ontem, com um homem a menos e na base da entrega, da raça e do chutão. Deixo isso tudo de lado para falar um pouco sobre o que mais me atrai no futebol: o ambiente.

Comecemos pelo pré-jogo, mais especificamente pelos abjetos telões do Mineirão, outra praga que os brasileiros resolveram copiar lá de fora. Há dois deles, cuja utilidade única é consumir sete ou oito mil lugares que antes pertenciam à arquibancada e à geral. E eles se prestam ainda a besteiras que deixariam orgulhoso o ‘nosso’ Del Nero:

1. A locutora, que está lá não pelos mesmos predicados do nosso speaker Galuppo, aparece no telão (com o rosto em close) a cada pronunciamento. Coisas do tipo “Utilidade pública: Proprietário do veículo Fiat Palio placa tal, comparecer imediatamente ao local de estacionamento”. E até vinham informações dos gols da rodada, mas eram poucas e inaudíveis
depois que a gente começou a cantar;

2. Os mascotes do Del Nero são coisa pequena diante do Raposão, o boneco dos marias. Lá pelas tantas, os telões passam a exibir um vídeo supostamente engraçado que se põe a retratar o cotidiano do tal boneco. Há situações constrangedoras. Exemplo: o mascote acorda na concentração e sai andando de pijama. Sim, um imbecil vestido de raposa aceitou fazer isso e mais um pouco até a sua subida triunfal ao gramado. Lá dentro, passa os 90 minutos levantando placas do tipo “Vamos cantar!” para motivar o público. Em vão;

3. Pouco antes de o time entrar em campo, a apelação: um vídeo, com edição bem tosca, traz os melhores momentos da final da Copa do Brasil 1996. O texto fala em “guerreiros celestes”, “superação” e que tais. Engraçado é notar, como já virou rotina na nossa casa, que os “guerreiros celestes” da arquibancada não eram mais do que 50. 50! Em uma final! O vídeo chegou ao fim já com os jogadores em campo e voltou a ser exibido no intervalo.

Imagino qual era o objetivo de tudo isso, mas parece que o resultado é exatamente o oposto. De minha parte, a motivação ficou ainda maior. Revi, talvez pela primeira vez em 12 anos, o lance em que Dida e outros dois azuis evitam o gol alviverde em três lances seguidos. Inacreditável! Ainda pior do que nas minhas lembranças de estádio. Acontece que aquilo só me fez querer vencer os caras ainda mais.
Bem ao contrário do que acontece com a tal Máfia Azul, a torcida mais fraca do país. Se eu já me impaciento com a eterna omissão dos bambis paulistas, a situação se torna ainda mais grave com os de Minas. Pois os caras conseguem, mesmo em uma decisão, passar os 90 minutos sem inflamar o estádio.

Os marias chegaram, sem exagero, a não cantar uma única vez durante toda a etapa final. O mais curioso é que o povão, lá do outro lado, tentava puxar alguma coisa e nada de a Máfia reagir. Confesso que cheguei a ficar com pena do tal de Fubá, aquele idiota de amarelo, que fazia de tudo um pouco para motivar a massa. E nada acontecia, nem mesmo vaias para os nossos gritos.

A bem da verdade, o único momento de relativa euforia aconteceu antes do jogo. Subiu o que eles chamam de “maior bandeirão do mundo”. Sim, era impressionante desde o momento em que eles chegaram com o pano no estádio. E foi igualmente impressionante enquanto ele subia a arquibancada. Mas só até um olhar mais atento: as duas laterais trazem a inscrição “Tenda”. Pois é, o tal bandeirão foi pago pelo patrocinador do time. Pobre Máfia Azul!

De resto, eu pretendia reproduzir aqui um pouco da alegria de ontem, mas qualquer discurso seria insignificante diante da emoção representada por uma vitória como essa. Vou guardar o desafio para o meu livro. Só digo uma coisa, pra fechar: dias como este, de uma vitória épica, reforçam o meu desprezo por todas aquelas pessoas que não entendem o que significa se doar por um clube de futebol.
AQUI É PALMEIRAS!
***


VOLTOU A UNIÃO?

Havia vagabundos com camisa do SPFW do lado de fora do Mineirão já desde a manhã. Um deles, embriagado e maltrapilho, veio me pedir esmola ainda antes do almoço. Poupá-los-ei da minha resposta. Dentro do estádio, um imbecil mostrava a camisa suja dos caras lá do alto. E coisas do tipo transcorreram, como uniformes do Ixpót, do Flamerda e da Brisa. Patético.

Até onde eu sei, no entanto, bambis mineiros e bichas paulistas romperam há muito tempo a união fajuta que mantinham. E é exatamente por isso que chama atenção o que eu registro na foto abaixo (cliquem para ampliar):


A faixa desceu devagar, meio envergonhada, ficou ali por uns cinco minutos e logo desapareceu. Foi reaparecer nas cadeiras inferiores antes de sumir de vez. Que fim levou?


***
Só mais duas fotos:

Ao fundo, o gol do 0 a 1, o inútil telão, a geral desativada e os muitos lugares que foram roubados da arquibancada (no alto, todo aquele espaço sem as cadeiras vermelhas)

E foi assim que vimos cair o tabu...

20 comentários:

luigi sep 1914 disse...

Grande Major!
Abraço!

[SEP] Valmir disse...

Ah, finalmente um POST COMPLETO, ou melhor, uma sonora CORNETADA COMPLETA!!
KKKKKK

Barneschi enquanto eles cantavam uma musiquinhas notei também elas são cópias das entoadas pelas GRANDES TORCIDAS, coisa evidentemente que eles NÃO SÃO!
São CÓPIAS MAL FEITAS!

Agora, os nomes das Torcidas das Marias é mesmo uma piada hein?

REPRODUZINDO O QUE VC ESCREVEU:

"“Mancha Azul”, “Raposões da Fiel”, “Gaviões Celestes”, “Fanati-Cruz”, “Raça Azul”, “Fúria Azzurra” (que ofensa!) e “Torcida Jovem”. Porra, copiaram até os caras da Brisa/PR! Originalidade zero.

HUAHUAHUAHUAHUAHAUHAUA

Cara, é uma TORCIDINHA DE MERDA SEM ORIGINALIDADE.

Primeiro que não considero "torcida" um BANDO que só da as caras no Mineirão, porque fora isso, elas NÃO REPRESENTAM.
É torcida SEM ALMA E SEM IDENTIDADE.

Tinha 46 mil dessas BESTAS ontem, caladas pela presença da MANCHA VERDE, que tomou conta do Mineirão, e parecia que o jogo era no Palestra!

Pra encerrar, essa "coisa" chamava-se Palestra Itália, mas só tinha o RÓTULO, não tem tradição, nem história.

PALESTRA SOMOS NÓS!
AQUI É PALMEIRAS!!!!


CHUUUUUUUPA BICHARADA!!!

Daniel disse...

e o lenny barneschi... nao vai falar nada dele?????

don vitotti disse...

Diego Showza calando os críticos.

ah se ele jogasse na posição certa desde o ínicio do Brazileiro...estaríamos com 190 pontos.

Vitória Épica!!!

Forza Palestra disse...

Valmir:
Sim, tem mais essa. As músicas são todas copiadas de outras torcidas. Mas o problema é que não dá pra ouvir direito o que eles cantam. É patético.

Daniel:
O que eu posso falar, mano? Como você pode perceber pelo texto, a minha visão não fica restrita apenas ao campo de jogo. Eu passo um tempo enorme com outras preocupações. Eis o que eu vi, lá do outro lado:
Lenny no chão. Os jogadores do Cruzeiro pressionam. Eu pensei: "Fodeu. O Lenny deu porrada e vai ser expulso". Aí o juiz tira o cartão e aplica o amarelo. Eu fiquei aliviado e virei para comentar algo com um amigo meu. Eis que volto a olhar para o campo e vejo o vermelho. Pô, aí não entendi mais nada. E só fui entender o que aconteceu aqui em SP"
Logo, não tenho muito o que dizer. Só que fiquei indignado na hora.

pai vitotti disse...

don vitotti disse...
para o jogo de domingo, guardem esse nome: Diego Souza!!!

12 Setembro, 2008 14:36

[SEP] Valmir disse...

Se eu não me engano Barneschi, eles cantam uma do Boca também.

Gostaria de ter uma frota de helicópteros de carga, encher eles de merda, e quando eles estivessem todos reunidos no Mineirão, jogar em cima deles até o teto do Estádio.

Se bem que acho que faria um favor, pois eles se sentiriam no HABITAT NATURAL.

Agora, Av.Perimetral é mesmo dose hein?
CONTROLE-SE AMIGO!!!!

abs

[SEP] Valmir disse...

pai vitotti disse...

don vitotti disse...
para o jogo de domingo, guardem esse nome: Diego Souza!!!

12 Setembro, 2008 14:36


Don (PAI) Vitotti:

Poderia me fornecer os números da Mega pra esta semana?
Tá melhor que a Mãe Dinah!

abs

don vitotti disse...

minhas visões são só pra futebol, infelizmente.

e o Major pode confirmar q o jogo em q perdemos pro ixpót eu estava com mau pressentimento.

graças a Deus, dessa vez a visão que tive foi maravilhosa.

Diego Souza tem q estar no time de todos os tempos do PALMEIRAS, fazendo dupla com o Divino.

Auricchio disse...

Barneschi.
Boa noite.
Não ganhamos nada ainda, mas só de ver os comentários da imprensinha, já está valendo.
Os caras vão ter que nos engolir.....
Só mais duas coisas:
a) Quero parabenizar os gênios que vaiam o Diego Souza, ele é muito ruim mesmo, foram esses mesmos gênios que vaiavam o Rivaldo, o Müller, o Alex....
b) O mafioso Luxa é insuportável, mas quando ele se motiva é duro de parar.
Rumo ao quinto título, mais uma vez a bicharada vai perder um tri para nós!!!!
Saudações...

[SEP] Valmir disse...

Barneschi, fora do tópico ma leia.
Retirei do Blog 3VV.
Eu já conhecia a história, mas esses detalhes não.
É pra emocionar.
O interessante é QUEM, prestou SOLIDARIEDADE ao Palestra nesta noite.
Tem gente que não vai acreditar.

abs


Noite fria, céu escuro, muito escuro, nenhuma estrela, sombrio, como sombria eram as notícias que chegavam. Eram os homens que entravam, eram as esperanças que pareciam morrer.

Tomasino berrava:

- Por que essa perseguição? Nós somos tão brasileiros quanto eles!

Adalberto lamenta:

- Logo hoje que o Adami não está, nem o Pelegrini, temos que tomar essa decisão, mas o Leonardo taí e vai assumir a Presidência, a reunião vai começar.

O frio era muito intenso, os homens chegavam, alguns poucos de automóvel, a maioria de bonde, desciam na Avenida Água Branca, cruzavam os portões, com a fisionomia preocupada. Era tudo muito difícil, tudo muito injusto.

Paschoal secretariando a reunião avisa:

- Não tem mais tolerância, podemos ter o nosso estádio confiscado e perdermos todos os pontos do campeonato. Querem usar o decreto de março que diz que os bens dos estrangeiros seriam tomados.

Tomasino, fora da sala, escuta e berra :

- E por que ninguém reclamou na Revolução de 32, quando, os atletas do Palestra, fizeram o batalhão de esportistas e foram lutar pela democracia?

Pediam calma, mas Tomasino insistia:

- Quando transformamos o estádio em hospital, epidemia de gripe, não apareceu ninguém para dizer que não eramos brasileiros?

O presidente em exercício, Leonardo tenta falar com a autoridade que exige a mudança de nome ou tomará as medidas drásticas contra o o clube.

Não tem êxito! Passa o telefone ao Capitão Adalberto que argumenta com a lógica: Palestra é um nome grego e que desde março já não somos Itália, portanto o decreto contra nomes estrangeiros não nos atinge.

Não tem êxito também. Não adianta usar os argumentos do presidente do Conselho Nacional de Desportos, João Lyra Filho que escreveu que não ha propósito exigir a troca de nome e que se isso fosse levado a ferro e fogo ele mesmo teria que trocar seu nome, ja que Lyra é o nome da moeda italiana.

Tomasino reune os sócios e começam a encher barricas de gasolina e colocá-las ao redor do estádio:

- Se vierem tomar, nós preferimos tocar fogo do que entregar o que é nosso, compramos com nosso dinheiro. O Palestra não usou dinheiro do governo para comprar o estádio.

Prossegue a reunião. Chega um telegrama, vindo do Corinthians, hipotecando solidariedade ao Palestra. Assina Vicente, um jovem conselheiro, também imigrante.

O doutor Mario pede a palavra e diz que não nos querem Palestra, mas que seremos fortes para prosseguir, pois nascemos para vencer e nada nos destruirá, ainda mais que sabemos muito bem quem está por trás de tudo isso, atrás do nosso estádio e atrás do nosso campeonato.

Vincenzo, fundador do Palestra, dramaturgo, jornalista, astrônomo e ator usa um pouco de cada uma das ocupações para ordenar o recinto.

Não adianta o sangue palestrino ferve.

Três conselheiros saem apressados e cortando a noite pelas ruas escuras vão a casa do Sr. Olival.

Todos esperam, Tomasino e seus amigos, nervosos, circulam pelo estádio de olho nos portões.

Hora depois o carro volta, olhares tristes dos amigos do Tomasino confrontam com os ocupantes do carro, parecem esperançosos.

Olival não só autorizou como fez questão de vir junto, avisa Adalberto.

Reiniciam a reunião. Dr. Mario, completa a frase

- "NÃO NOS QUEREM PALESTRA, POIS SEREMOS PALMEIRAS E NASCEMOS PARA SER CAMPEÕES".

Enrico diz que o Palestra continua no Palmeiras e Oberdan vai jogar para sempre de azul para lembrar a Itália.

Os gritos de alegria e os abraços contagiam.

O Palestra muda para Palmeiras para continuar sendo Palestra.

Lá fora Tomasino avisa

- Domingo, dia 20 de setembro, vamos dar de relho neles, para mostrar que agora aqui é Palmeiras!

Todos saem abraçados, mais uma etapa estava vencida, a madrugada antes fria parece bem mais agradável, vão todos para a cantina 1060 no Brás. Dizem que faltou vinho naquela noite.

Vincenzo o astrônomo olha para o céu, agora bem mais claro. Olhos fixos:

- Nasceu uma nova estrela, e de primeira grandeza!

NOMINATA

* Adami - Italo Adami presidente licenciado do Palestra em 42;
* Pelegrini - Hygino Pelegrini, presidente em exercício que não pode presidir a reunião;
* Leonardo - Leonardo Lotufo, presidente interino na célebre reunião de 42;
* Adalberto - Capitão Adalberto Mendes, capitão do exército que entraria na frente do time no domingo seguinte, dia 20, quando ganhamos do SPFC por 3x1 e na iminência da marcação do quarto gol, eles fugiram do campo;
* Paschoal - Paschoal Walter Byron Giulian, secretariou a reunião; depois tornou-se um dos maiores presidentes do Palmeiras;
* Enrico - Enrico Di Martino, disse: "O Palestra continua no Palmeiras"; foi presidente do clube, um dos melhores;
* Vicente - Vicente Matheus, conselheiro corintiano que solidarizou-se com o Palestra;
* Doutor Mario - Mario Minervino, advogado, autor da frase, "Não nos querem Palestra, seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões";
* Olival - Olival Costa, presidente da A.A. Palmeiras, sempre grande amigo do Palestra, foi chamado à reunião para autorizar o uso do nome Palmeiras;
* Vincenzo - Vincenzo Ragognetti, fundador do Palestra e primeiro diretor de futebol;
* Tomasino - TODOS NÓS!

Forza Palestra disse...

Valmir, meu caro,

O texto é emocionante. E não me surpreende a solidariedade do arqui-rival, pois é assim que a história registra desde sempre. E é justo que ela seja conhecida e transmitida àqueles que continuam sem entender que o oportunismo bambi, presente desde aquela época, deve ser combatido sempre. Poderia aqui passar horas e horas escrevendo sobre o tema – e sobre o porquê do respeito que dedico aos caras –, mas o texto já fala por mim. Leiam, por favor, todos aqueles que continuam sem entender o que representam os outros dois grandes clubes desta capital. E aí façam a diferenciação necessária.
Abraços

Raphaello disse...

Barneschi, como já relatei, foi a coisa mais linda ouvir a torcida do Palmeiras (nem precisou dos canais de áudio)cantando e vinbrando no meio das 40000 mariazinhas. Vocês tofods que foram lá estão de parabéns - e merecem nossa gratidão.

Aquele abraço!

claudinei rockwood disse...

sou um pé quente.Estava eu vestido com a camisa do Galo(meu time de coração)no meio da torcida,vibrando e cantando contra a espúria daquele time de azul.

filipe disse...

Palestrino,
Ridículo o flagra que você registrou. Deixaram a bambizada de merda colocar bandeirola em cima da merda da faixa cretina da bambizada celeste.

Mais ridículo que isso só os nomes das "torcidas" daquilo...

*******

E peço licença para reafirmar o que sempre afirmei por aqui, depois do texto que o Valmir postou.
Porque é um veículo da mídia palestrina a dizer isso.
E porque Manuel Correia, o Presidente do Corinthians na época, foi um senhor Honradíssimo, e merece todos os Préstimos pelo gesto.

Quando moleques arrotam suas merdas (de cá e daí), é necessário que façamos com que entendam.
Alguns poderão entender agora, com esse texto, o que significou o episódio e o que significa, na História dessa cidade e desse país, essa rivalidade.
Outros poderão optar por permanecer na inconsciência ou na molecagem.
Mas tiveram essa oportunidade para entender que o problema é mais embaixo.

História não se compra, não se rouba, não se golpeia. História é pra quem tem.

[SEP] Valmir disse...

Felipe, Barneschi e demais.

Eu conhecia a história deste episódio, mas o detalhe do então folclórico mas BOA PRAÇA Vicente Mateus, até então um Conselheiro do Corinthians, eu não sabia. Prestar sua SOLIDARIEDADE ao então Palestra, os 2 GRANDES CLUBES que ainda tiveram a benevolência de jogar um amistoso para arrecadar dinheiro para a CORJA MALDITA, por si só demosntra a GRANDEZA que está registrada na HISTÓRIA do Futebol Paulista e Brasileiro.

Somos RIVAIS sim!!!
Mas para quem não sabe de ambos os lados, é uma rivalidade que não impede que haja respeito e consideração!.

Não gosto de perder para o Corinthians, mas dói muito menos, mas infinitamente menos que perder para aquela ESCÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO!

Vicente Mateus defendeu sempre o seu Clube, nada anormal nisso, mas por incrível que pareça, eu nunca senti ódio nas declarações dele.

Que Deus tenha lhe dado um lugar de descanso, e que ele em breve, volte a ver seu Clube no lugar que merece pela história que tem.

abs

Craudio disse...

Já que o assunto virou o maior clássico do mundo novamente - graças ao maestral texto postado pelo Valmir -, aproveito para sugerir outra grande história, contada pelo meu amigo Arthur Favela, cronista de mão cheia:

http://anhanguera.blogspot.com/2008/09/corinthians-x-palmeiras.html

Leiam todo o blogue, inclusive. O cara é um defensor ferrenho da várzea e isso tem muito a ver com as idéias que praticamos por aqui.

Rafael [Palmeiras Let's Gol!] disse...

Craudio, muito interessante essa história.

- - -

E o jogo Palmeiras x Vasco, pela Sulamericana, está marcado para 22h! Horário absurdo.
Infelizmente a resistência a mais esse ataque da Globo parece estar sendo mínima. E isso, pode causar na Globo, a sensação de que não necessita terminar a novela mais cedo em dias de jogo, mesmo após o término do horário eleitoral.

[SEP] Valmir disse...

Claudio, li o texto.
Muito bom, típico deste que é o maior dos clássicos!!

Fiquei imaginando a cena, deve ter sido uma confusão danada.
Até para entender o texto tive que reler alguns trechos, he he he

abs

marcelo_geral disse...

Grande texto. Mas pra mim, como Curintia x Palmeira é o maior clássico, dói muito mais perder pros gambás do que pros bambis. E a felicidade de vencê-los é muito maior tb. O que é o spfc? Eles não sabem o que é um Parmera x Curintia.