Assim sendo, é no mínimo questionável que O Estado de S. Paulo finalize o seu texto principal sobre o clássico com a seguinte frase: "No fim deu-se bem mesmo o torcedor que ficou em casa."
Não, não é verdade. Pois os que ficaram em casa tiveram exatamente o mesmo que os comentaristas de estúdio: um espetáculo que pode não ter sido muito agradável sob o ponto de vista dos que queriam um, na falta de palavra melhor, espetáculo. Até porque o futebol não é isso mesmo, e estão no lugar errado os que esperam malabarismos, peraltices e gracejos idiotas.
O 0 a 0 não foi o melhor dos mundos, é verdade, e a falta de gols espelha isso, mas só viveram de verdade o clássico os que lá estivemos. Seja pelas provocações na arquibancada, pelos cânticos de lado a lado, pelo ódio onipresente, pelo sol das 16h, pela boa presença de público, pelo temor constante de sofrer um gol e ouvir o estrondo do outro lado - é, isso não tem preço...
O PRIMEIRO MUNDO TRICOLOR
Com a colaboração do amigo Teo, o homem do Estatuto, eis aqui uma imagem que espelha a falta de estrutura daquele estádio que a imprensa diz ser um modelo:

Sim, R$ 40 para estacionar o carro por algumas poucas horas! É apenas reflexo do fim de mundo e da falta de estrutura que marcam o lugar que os nossos inimigos querem tanto colocar na Copa-2014.
Em situações como essa, fico até com inveja dos que são visitantes no Palestra e podem deixar o carro no shopping e ainda ficam em uma região tão central da cidade...
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Seja bem-vindo, Vagner Love!
Aliás, sobre este assunto, tomo emprestadas as palavras de PVC, em sua coluna na FSP de ontem:
Em 2004, Mustafá Contursi vendeu Vágner Love para o CSKA na semana em que o centroavante fez dois gols contra o São Paulo, numa vitória palmeirense por 2 a 1. O Palmeiras era terceiro colocado do Brasileirão, dois pontos abaixo do Figueirense, um ponto atrás da Ponte Preta. Parecia candidato à taça, desde que cumprisse requisito básico: segurar Vágner Love.
Luiz Gonzaga Belluzzo contratou Vágner Love de volta dois dias antes de um clássico contra o São Paulo. O Palmeiras era líder na sexta, com dois pontos de vantagem sobre o Goiás. Já era candidato ao título, mas com a ponta de desconfiança.
A diferença entre o Palmeiras que vendeu e o que comprou o centroavante tem nome: ambição.
Do Painel FC de hoje:
Raiva. O promotor Paulo Castilho vai mandar ofício hoje à CBF reclamando da decisão do São Paulo de destinar mais ingressos aos torcedores do Palmeiras do que o recomendado pela polícia.
Na boa e apenas a título de curiosidade:
Qual é o problema do Castilho? O que mais ele quer da vida? E qual é a razão deste protesto? Alguém entendeu essa?